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Mario Prata, “mineirim”, escreveu que “mas será o Benedito” é uma expressão de espanto diante de determinada situação. E conta uma história hilária para justificar o surgimento do dito popular que está no livro de mesmo nome. Benedito vem de bendito, bento, abençoado; Joaquim vem do hebraico e significa estabelecido por Deus. Joaquim Benedito, portanto, foi abençoado e estabelecido por Deus.

Joaquim Benedito Barbosa Gomes, o Ministro.

Joaquim Benedito Barbosa Gomes, abençoado e estabelecido Ministro do Supremo Tribunal Federal, não provoca espanto; transpira confiança. Todo mineiro, desconfiado por natureza, carece de transmitir confiança e o Ministro, nascido em Paracatu não foge à raça. Relator do Mensalão, o Ministro revelou para Mônica Bergamo (leia aqui) não “abaixar a crista em hipótese alguma”, o que leva a outro ditado: “mineiro dá um boi para não entrar em briga e uma boiada para não sair”. Mineiro, a gente sabe, briga sem receio até mesmo com mineiro, ou mineira; mesmo quando essa, mineira de nascimento, é a Presidenta da República.

Os comentaristas políticos estão se deliciando com a “derrota” de Dilma Rousseff em Belo Horizonte. A presidenta puxou uma briga política apoiando Patrus Ananias contra Marcio Lacerda, candidato apoiado por Aécio Neves. Sendo mineiro, não precisa ser expert político para prever a vitória do candidato de Aécio. Onde já se viu uma mineira, presidente, votar em Porto Alegre. Mas será o Benedito, dona Dilma?

Tudo bem que Dona Dilma fez carreira política entre gaúchos; quem pode atirar uma pedra, sendo mineiro de Uberaba e morando e votando em São Paulo? Mas que ela esqueceu o que é ser mineiro, isso esqueceu. E quem chamou a presidenta para meter a colher no caldeirão de Belo Horizonte foi algum adversário disfarçado em correligionário do cara de nome esquisito… Patrus? Esse nome bem que merece um “mas será o Benedito”…

D. Dilma e o Ministro, mineiros longe de MInas.

Benedito, o Joaquim, é bem mais mineiro que Dilma. Ela esqueceu que em Minas a gente chama de “entrão” aquele que não deve meter o bedelho onde não é chamado. O Ministro, sem paixões partidárias, leva consigo lembranças do caminho percorrido de Paracatu até Brasília.  Em suas andanças esteve ao lado de um grande mineiro como Frei Betto e bateu de frente com outro, Eduardo Azeredo, este governador. O Ministro revela um jeito cuidadoso de lidar com a vida, com as coisas. É verdade que cochilou publicamente; por isso informa que está tomando pó de guaraná. Isso é reconhecer-se humano. Mais um ponto para o cidadão. D. Dilma, reconhecidamente, faz um bom governo. Todavia escolheu um péssimo momento para interferir em Minas Gerais!

Lá em Uberaba vai rolar segundo turno. Que ninguém peça apoio a Dilma, a mineira que vota em Porto Alegre; correrá sério risco de perder a eleição. Nem peça apoio ao Ministro Joaquim Benedito Barbosa Gomes. Este volta ao serviço, pois ainda há muito Mensalão pela frente.

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Boa semana para todos!

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Nota: o livro Mas será o Benedito?, de Mario Prata, foi publicado pela editora Planeta.

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