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Colégio Cristo Rei, Uberaba, MG

Neste prédio, na Rua Afonso Pena, funcionava o colégio Cristo Rei.

Em casa de meus pais, lá em Uberaba, quando lembramos nossa formação escolar, a referência comum é o Colégio Cristo Rei. Cinco, dos seis filhos de meus pais, estudaram sob a tutela dos professores Erwin e D. Eunice Pühler. Foram tempos quando em Uberaba predominavam escolas particulares direta ou indiretamente ligadas ao catolicismo.

Colégios Nossa Senhora das Dores, Nossa Senhora das Graças, São Judas, São Benedito, o Marista Diocesano e, o nosso, o Cristo Rei. Havia também o Colégio Triângulo, e o “Estadual”, assim reconhecido por ser o único de então. Não sei dos outros, mas o Cristo Rei tinha um hino cuja música nunca me saiu da cabeça, embora não esteja escrita em lugar nenhum. O autor da música, espero que alguém ligado ao colégio me ajude a recordar o nome; a letra, até onde a lembrança vai, foi criada por D. Eunice.

Nosso grande educandário

Da ciência é templo varonil

Alcançando a mocidade

O destino eterno do Brasil

Colhendo orgulhosa

Em teu seio frutos sazonados

Uberaba grande, majestosa

Sobe ao pico da cultura gloriosa.

Cantávamos o hino regularmente, nos eventos oficiais do colégio e em uma aula coletiva, toda sexta-feira, no primeiro horário, chamada “Hora Cívica”. Entre uma coisa e outra rolava uma cantoria só: o hino à bandeira, o hino nacional, o da independência… e o nosso.

Cristo Rei, escola querida

Cristo Rei, oásis da vida

Nosso orgulho, nosso lema

Ó escola, és nosso fanal

Passados tanto tempo percebo, do tanto que nos foi ensinado pelos queridos mestres e seus colaboradores, o quanto está contido na letra do hino que, para ser bem honesto, como todo e qualquer “aborrecente” ficava chateado e, ensaiando rebeldia, esnobava (para lembrar um termo bem daquela época) mostrando-me “cheio” de tanta cantoria. No entanto, a música permaneceu na memória, assim como aquilo que ela representa.

Esperança no futuro

Fé segura em trilha florida

Pois a lei santa de Deus

É o nosso lema, a nossa vida

Para o alto os corações

Nosso padroeiro é o próprio Cristo

Realeza é o nosso destino

Para o alto, para o alto os corações

As recordações do Colégio Cristo Rei são muitas; dos queridos professores Antônio Carlos Jamal, Artur Ribeiro Jarnalo e tantos outros; de colabores presentes na lembrança de quem estudou por lá, como Ana Rosa (se não me engano, o sobrenome é Naves) e o Sebastião, o bedel que nos aguardava todos os dias, sem fechar o portão, pois se isso ocorresse ficaríamos sem aula. Eu ia para a escola com meus primos Malu, Beto, Lucinha, Célia e uma amiga, Norma. Sem fechar o portão, Sebastião só guardava o nome da menina, chamando a todos nós: – Malu, olha a hora! Corre, Malu, vou fechar o portão!

Não fui aluno de D. Eunice; ela lecionou para minhas irmãs, todas três formadas professoras no Colégio Cristo Rei. Tive aulas de Organização Social e Política com o Professor Erwin. Além das aulas quero registrar o respeito que ele tinha pelos esportes, fazendo questão absoluta de que o Cristo Rei participasse de todas as modalidades esportivas, fazendo-nos entender a importância de competir e levando-nos a experimentar os benefícios de cada esporte.

Guardo lembranças materiais, como esta...

Guardo lembranças materiais, como esta…

Guardo muitas histórias desse período. Diz a canção de Belchior que “o passado é uma roupa que não nos serve mais”; todavia, foi o passado que moldou aquilo no qual nos tornamos. Pelo que vivemos hoje é que serei eternamente grato aos meus mestres, aqui representados pelo casal responsável por parte essencial da educação dos meus irmãos, meus familiares, amigos.

Cristo Rei, tua grandeza

Cristo Rei, tua realeza

Nosso orgulho se resume

Em lutar por Cristo Rei dos Reis.

Caso tenha algum erro na letra, por favor, digam-me através dos comentários. Quero honrar dignamente a memória desses mestres queridos. O dia dos professores está próximo e, espero, consiga escrever um pouco mais sobre o Colégio Cristo Rei. Por enquanto fica o registro da letra; tenho certeza que a melodia está em algum recanto da memória de muitos. Ficarei feliz se este post reavivar tal lembrança, aumentando então o coro em homenagem aos professores Erwin e D. Eunice Pühler.

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Boa semana para todos

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