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quatro cidades

Da esquerda para a direita, Canápolis, Ituiutaba, Monte Alegre de Minas e Prata.

Penso mapas como grafias que materializam nosso belo e imenso planeta e, dentro deste, a concretização abstrata de algum lugar, alguma cidade.  Desde sempre olho para o mapa do Brasil e meu olhar é atraído primeiramente para Uberaba; lá fica a cidade onde nasci e onde estão meus familiares. O ponto que significa Uberaba é a própria cidade e também é o signo precioso que, magicamente, guarda as pessoas que amo.

Os mapas, disponíveis para todos,tornam-se objetos particulares. Estabelecer um roteiro sobre um mapa é, com certeza, a primeira etapa de uma viagem. Visualizamos possibilidades e sentimos crescer expectativas imaginando o caminho, o tempo que levaremos de um ponto a outro. Outro passatempo é refazer trajetos, tracejar sobre um mapa os caminhos já percorridos nesse mundão de Deus. Um mapa ainda é sempre um meio de registro de nossos avanços, novas conquistas, outros lugares que passam de simples ponto a significado ímpar em nossas vidas.

Há pouco tempo que quatro cidades entraram para o meu mapa pessoal. Não que essas não existissem. Apenas não as conhecia e nem havia estabelecido qualquer relação mais próxima. Ouço os nomes de Canápolis, Ituiutaba, Monte Alegre de Minas e Prata desde criança. Canápolis, por exemplo, é a segunda rua paralela à Avenida Elias Cruvinel, no meu querido bairro Boa Vista, em Uberaba. Passava sempre por lá. Ituiutaba, meu amigo Victor Olszenski sempre recorda, é a terra de Moacyr Franco, o querido cantor e humorista.  Monte Alegre sempre esteve em assuntos e lembranças de meu pai e Prata, mais que uma cidade, é a referência de uma grande família em Uberaba que teve, entre seus membros, minha inesquecível professora Maria Ignez Prata.

Com o projeto ARTE NA COMUNIDADE 2 essas cidades entraram intensamente no meu cotidiano. Fui com meu irmão Agostinho conhecer todas elas, iniciando uma profunda pesquisa que prosseguiu por livros, jornais e sites. Voltei em cada uma delas na companhia de Sonia Kavantan e agora estamos ultimando preparativos para o lançamento do projeto, marcado para abril próximo.

Canápolis é a mais jovem das quatro cidades. Sinto nela uma vocação para as artes, para manifestações culturais diversas. Ituiutaba tem perfil de metrópole e já demonstra isso em seu comércio intenso e diversificado; suas ruas são movimentadas e suas praças, arborizadas, são receptivas e acolhedoras. Monte Alegre tem histórias incríveis, criadas por imaginação fértil; mas são aspectos da história real que testemunham a importância estratégica da cidade, local por onde passou tropas do exército brasileiro que lutaram na Guerra do Paraguai. Prata é a mais antiga de todas. O Triangulo Mineiro começou com Araxá, Uberaba e depois veio o município do Prata. Desde tiveram origem várias outras cidades e, ainda assim, continua sendo, em extensão territorial, o maior município da região.

Contaremos muito sobre essas cidades nas “Histórias do Pontal de Minas”, evento que é parte do projeto ARTE NA COMUNIDADE 2. Quatro pequenas montagens celebram os contadores de histórias, ao mesmo tempo em que pretende incentivar aos mais novos esse gostoso hábito do mineiro contador de causos. A abertura do projeto será em praça pública, prosseguindo nas escolas do município que serão os locais onde efetivamente concretizaremos o objetivo primordial do projeto que é facilitar ARTE NA COMUNIDADE. Após as incursões nas escolas ocorrerão novas apresentações públicas, em cada uma das cidades, encerrando o projeto.  Oportunamente voltarei aqui para registrar os detalhes de datas e horários dos eventos em cada uma das cidades. Por enquanto estamos indo fundo na história, nas pessoas e nos mapas de cada um desses locais. Vamos descobrindo locais, conhecendo melhor outros, acrescentando informações necessárias ao bom êxito das nossas ações para que possamos apresentar um trabalho digno dessas simpáticas cidades.

Boa semana para todos.

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 Nota: O ARTE NA COMUNIDADE 2 tem o patrocínio da ALUPAR e foi aprovado pela Lei Rouanet.