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Waldemar Seyssel, o Arrelia, em aquarela de L.Victor

Waldemar Seyssel, o Arrelia, em aquarela de L.Victor

Estamos na reta final do Arte na Comunidade 3. Cinco personagens tomaram forma, ganharam vida através do competente trabalho dos atores da região e, tenho certeza, Jack Lee, Juju, Nenê Cambuquira, Tuca e Sher Hol encantaram as crianças e propiciaram diversão e conhecimento. Tomara que permaneçam na memória de algumas crianças e possam, futuramente, gerar algum fruto.

Foi recordando um querido palhaço o start para começar a escrever os textos dessa terceira versão do Arte na Comunidade. Conheci Arrelia há tanto tempo! Minha primeira lembrança de televisão inclui um programa dominical: “O Circo do Arrelia”, na Record, apresentava mágicos, malabaristas, trapezistas e, é claro, o Arrelia. Waldemar Seyssel, o Arrelia, era um palhaço doce, meigo, que encantava já ao chegar:

– Como vai, como vai, como vai?

Como vai, como vai, vai, vai?

Eu vou bem, muito bem, bem, bem…

Muitos circos passaram por Uberaba, pelo meu bairro e meu pai, trabalhando com parque de diversões, sendo amigo de quase todos os profissionais de então, recebia toda a gente de circo. Arrelia era o palhaço da televisão e ficaria apenas na lembrança de infância, não fosse o acaso me levar a entrevistá-lo quando trabalhei para uma editora, produzindo e editando textos aqui em São Paulo.

Waldemar Seyssel, que faleceu em 2005, era um senhor amoroso, com os olhos brilhantes, que guardava histórias hilárias de seu trabalho. Generoso, cedeu-nos material para ilustrar a matéria e, sem saudosismos, mostrou-se ainda ativo, sempre disposto a alegrar uma criança.

Para o Arte na Comunidade 3 preferi a denominação clown, por remeter ao palco, ao texto, diferente do palhaço que brinca na praça, na feira. Interessa, no entanto, a confluência das duas palavras remetendo ao riso, à diversão. Pessoalmente, uma singela homenagem prestada a Chaplin, Ronald Golias, Cheiroso, Piolim, Carequinha e, fundamentalmente, ao Arrelia, para quem faço sutis referências, principalmente na cena de abertura.

Outro dia, passando pela Avenida Ana Costa, lá em Santos, logo após um ensaio, vi uma aquarela de L. Victor, com a imagem de Arrelia. L. Victor está com 75 anos e é um grande pintor, com marinhas extraordinárias, além de paisagens e outros gêneros. Depois, olhando para a aquarela na parede da minha casa, percebi que faltava registrar minha carinhosa homenagem ao Waldemar Seyssel, o Arrelia. Está feito.

Até mais.