Meu livro, minha arte: Os vencedores!

De Uberaba recebi, e divulgo com prazer, o resultado da quinta edição do Concurso de Contos “Meu livro, minha arte”, promovido pela Academia de Letras do Triangulo Mineiro.

Os vencedores em frente à sede da ALTM (Foto: divulgação)

Ato solene revestido de todos os cuidados e distanciamentos prescritos para a prevenção da COVID-19, a Academia de Letras do Triângulo Mineiro – ALTM – entregou, em sua sede, os prêmios aos vencedores do Concurso de Contos. Os três primeiros colocados receberam prêmios em dinheiro a saber: 1º lugar-Júlia Cardoso e Silva(R$ 2.000,00), 2º lugar- Raul Borges Puertas (R$ 1.500,00) e 3º lugar- Rebeca Nobre Torres Macena(R$ 1.000,00). Outros cinco participantes receberam Menções Honrosas por terem também apresentado trabalhos de excelente qualidade literária.

Ressalta João Eurípedes Sabino, Presidente da Academia que o nível do certame não ficou a dever a nenhum outro do gênero, uma vez que apresentaram 167 concorrentes, alunos do 8º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio das escolas públicas e particulares de Uberaba. Esse é um alto índice para a modalidade da escrita, qual seja, conto literário.

A sede da ALTM em foto de arquivo pessoal.

Para Gilberto de Andrade Rezende, tesoureiro, acadêmico e membro da Comissão Julgadora também presente, os jovens participantes do Concurso têm um futuro promissor diante do pendor literário demonstrado em todos os trabalhos.

A ALTM irá publicar uma coletânea dos contos vencedores e apoiará os jovens escritores na materialização de seus projetos literários.O ato solene foi revestido de todos os cuidados e distanciamentos prescritos para a prevenção da COVID-19.

Parabéns aos vencedores e aos organizadores.

Um álbum do Papolog

Foi no Papolog que surgiu a personagem Vanilda, a Tatuada, do e-book A Sensitiva da Vila Mariana. Para refrescar a memória, para acalentar lembranças, algumas imagens do site Papolog que, por bem, achei melhor começar com meu cartão de visitas.

Muitos testes e mudanças de layout foram constantes, mantendo o site atualizado, como no exemplo abaixo.

Fase clara, acima, antecedeu uma mais escura, abaixo.

Era possível brincar e fiquei uns dois, três dias com os olhos azuis…

Os artistas apareciam por lá, como a Família Lima, recebidos pelo pessoal da casa .

Um ranking, atualizado semanalmente, dava uma ideia do que ia acontecendo.

Em datas especiais eram criadas templates, como este para o Natal, com toda a equipe.

E como ninguém vive sem rango, esse foi registrado pelo Arley Ramos, eu e Rafael Mendes mandando ver na Rota do Acarajé.

Nesta quinta, 21h, A Sensitiva da Vila Mariana, será tema do Trem das Lives. Fernando Brengel vai ancorar a live que terá como convidados Simone Gonzalez, Rafael Mendes e Walcenis Rezende.

Todos convidados!

Um trio para A Sensitiva

Tempos bicudos de economia fragilizada, conseguir três clientes de uma só vez é bom demais, pensaria A Sensitiva da Vila Mariana. Só que não! São convidados, não clientes. Três convidados que dividirão comigo, Valdo Resende, e Fernando Brengel o Trem das Lives, excepcionalmente nesta quinta-feira, 21h, no instagram.com/tremdaslives.

Lançado no dia 16 de outubro, a coletânea de contos A Sensitiva da Vila Mariana tem uma história que começa há 12 anos, em 2008, quando o rapaz aí acima, Rafael Mendes, criou o Papolog, um site composto por blogs direcionados ao mercado musical. Empreendedor porreta, uniu-se a sócios e investidores no então nascente mercado virtual. É bom lembrar aqui que o Orkut – um dos fatores de popularização da rede – surgiu em 2004 e, no Brasil, o Facebook foi lançado em 2007.

Fui convidado e contratado como diretor de conteúdo do Papolog, atuando junto a uma equipe jovem, feita basicamente por “ratos de computador”, daqueles que manjam tudo dessa maquininha infernal. Eu, escrevia textos, sugeria temas, direcionava alguns outros. Em um site de blogs era óbvio ter o meu e, neste, surgiu Vanilda, a Tatuada, personagem que permeiam os contos do livro agora lançado.

Vanilda nasceu timidamente; uma personagem que me facilitou contar fatos, narrar histórias, dar notícias, divulgar shows e artistas. Cresceu de tal forma que ganhou vida própria . Volta e meia me inspirava em uma pessoa concreta – Vânia Maria Lourenço Sanches – para contar as loucuras da Vanilda que estavam na minha cabeça. Pra divulgar tudo isso foi fundamental a participação de Walcenis, a moça de verde aí da foto.

Walcenis Vinagreiro de Rezende foi minha principal incentivadora e divulgadora naquele momento. É minha irmã! E eu tenho a sorte de ter três irmãs, Waldênia e Walderez completam o trio, que valorizam e me dão força naquilo que faço. Circunstâncias dessas que popularmente a gente usa para dizer que “o universo conspira”, fizeram com que Walcenis assumisse o papel de divulgadora do meu trabalho (o Brengel, chic, diz que é “influencer”). Invariavelmente, os primeiros comentários vinham dela e, não satisfeita em comentar, imprimia – vou repetir – IMPRIMIA À CORES todos os meus posts, mostrando-os aos demais familiares, vizinhos, amigos. Isso em 2008, certo, sem whattsap. Tinha mensagens via orkut, as páginas, os depoimentos…

Vânia e Walcenis, com o tempo, assumiram pra si as personagens. Vânia comentava meus posts como se fosse a própria Vanilda e, Walcenis, brincava de ser Méri e também a Maria Aparecida. As duas protagonizaram embates enormes, outras pessoas entrando no meio, à favor de uma ou de outra, alimentando polêmicas divertidas, algumas surreais.

A terceira convidada desse Trem das Lives é nossa parceira Simone Gonzalez, toda sorridente aí acima, de vermelho. Simone foi chamada para acentuar, com suas análises, os aspectos literários em A Sensitiva da Vila Mariana. Ela já escreveu sobre o livro (leia clicando aqui), e agora vai abordar pontos específicos em papo com o Fernando Brengel.

Então é isso! Mais que isso, só no Trem das Lives. Todos estão convidados e eu, que estarei lá, já vou adiantar: Mesmo triste pela ausência de Vânia que, desta vez não poderá entrar na live, estou muito feliz e grato aos quatro amigos, Fernando, Simone, Rafael e Walcenis por esse encontro onde, como poderia ser dito pela Sensitiva, “tudo será revelado”.

Até lá!

Grande poder

Está nas nossas mãos,

No gesto de digitar alguns números

Acionar um teclado.

Olho para minhas envelhecidas mãos,

Sem o vigor e o viço de antes,

Com menos força física, mas com um poder imensurável.

Está nas nossas mãos,

Na minha mão!

Posso muito!

Escolher a inclusão dos necessitados

Dividir o que temos com equidade

Garantir nossa liberdade de ir, vir, crer!

Manter nossa Constituição

Reforçar a fé na ciência

Escancarar o potencial do artista

Somar com as forças constituídas…

Posso tudo!

Todos os meus direitos

Partindo de um dever básico:

Votar.

Esse texto é para lembrar

Da imensa força das nossas escolhas.

Nem branco, nem nulo!

Bora votar.

Pombinha branca

De muito longe vem a voz que me traz a canção.

Tento ouvir com nitidez, determinar o timbre

A divisão, o andamento.

Reconhecer a tessitura com precisão…

Em vão.

A canção está no pensamento e,

a voz, no coração.

Embalou um, embalou dois,

Embalou seis filhos!

Distraiu netos enquanto os banhava

Vestia, perfumava.

Em vão busco a voz precisa

Só tenho certeza da canção

Que um dia foi cuidado

carinho, puro afeto e,

Hoje, 3 de novembro,

É saudade.

Finanças para facilitar a vida e ajudar ao próximo

Preparem-se para deixar de fazer cara de paisagem quando o gerente do banco começar a falar em “financês”. Meu caríssimo amigo, Professor Rafael Olivieri Neto, CEO da Competency do Brasil, criou uma oportunidade única para interessados em administrar melhor o próprio dinheiro que, cá para nós, está difícil de se obter. O curso FINANÇAS PARA NÃO FINANCEIROS.

Quem já conhece Rafael Olivieri sabe que os conteúdos oferecidos pelo mesmo vão muito além do conhecimento de economia. Com muita simpatia, e um humor imbatível, o professor facilita horas intensas de aprendizado com leveza e diversão.

Com a crise advinda da pandemia que ainda paira por aqui, Rafael gostou da ideia de ajudar pessoas e ensiná-las a gerenciar as próprias finanças. Assim, além de aprender, o participante ainda realiza uma ação beneficente. Ou seja, o valor pago pelo mesmo será revertido em cestas básicas que serão doadas para pessoas em situação de necessidade.

Do programa contam itens como Juros Simples, Capitalização Composta, Taxas de Juros, Tabela Price, Sistema de Amortização Constante, Pay Back e por aí vai. Serão 10 horas de uma profunda imersão com um dos melhores professores do nosso país. Caso você já tenha esses conhecimentos, e esteja em boa situação financeira, ajude alguém. Ofereça o curso para aquela pessoa que carece de aprender a lidar com as próprias finanças.

Rafael Olivieri é Pós-Doutor e Doutor em Administração, pela Florida Christian University – FCU –USA, Mestre em Educação, Arte e História da Cultura, pela Universidade Mackenzie e, entre outras funções, é professor convidado pela FGV.

O curso será online, com interação entre professor e alunos, no dia 21/11/2020 , com início às  8h00 e término às 18h00. O valor cobrado de cada participante, R$99,99, importante frisar, será revertido em cestas básicas para doação. Para outras informações clique aqui.

Restaurar e manter. Uberaba merece!

Uberaba, onde nasci, investe em turismo no ano em que comemora 200 anos. Entregou ontem, de uma só vez, duas atrações em praças distintas: Na Praça Rui Barbosa, um pequeno conjunto escultórico composto por um banco e uma estátua de Chico Xavier, o líder espírita que escolheu a cidade para viver e desenvolver seu trabalho. Na Praça da Mogiana, a Maria Fumaça restaurada.

Estive na Praça da Mogiana, em 2019, em visita ao Arquivo Público Municipal, na companhia de Vanda Spinola e minha irmã, Walcenis, quando conheci Marta Zednick e, por meio dela, João Eurípedes Sabino. Registrei, e está aí abaixo, ao lado da locomotiva restaurada, o estado em que essa se encontrava. Aniversário relevante, ano de eleição e Zás! Encontraram verbas para restaurar o que a própria prefeitura deixou corroer pelo tempo.

As Marias Fumaças, locomotivas movidas a lenha, me são caras. Carregam lembranças de meu avô, tios, primos, amigos… difícil, de pronto, identificar todos, recordar toda essa gente. Maquinista era o nome pelo qual identificávamos o condutor. Foguista era o ajudante, espécie de co-piloto, encarregado de abastecer a imensa fornalha com lenha, garantindo a energia necessária para movimentar a pesada máquina.

A viagem mais longa que fiz, a composição puxada por uma Maria Fumaça, foi para Araguari. Mamãe Laura, nossa vizinha D. Antônia e eu. Saímos bem cedinho de Uberaba para visitar meus avós paternos. Imensa excitação da criança, com cerca de cinco anos, pendurada na janela do vagão, observando o fumacê da máquina que, anos depois, ritmicamente rodando no que ficaria marcado no poema de Ascenso Ferreira:

— Vou danado pra Catende,
vou danado pra Catende,
vou danado pra Catende
com vontade de chegar…

Lá pelas tantas, o trem para. As rodas dianteiras da máquina patinando sem conseguir puxar a composição. O foguista, com paciência de Jó, desce com um recipiente cheio de areia e vai despejando em um trilho, depois no outro. Faz isso por poucos metros, a vasilha é pequena. A Maria Fumaça avança pelos trilhos cobertos de areia para voltar a patinar nos trilhos limpos. Repete-se a operação por várias vezes até que, terminada a pequena elevação a ser vencida, o trem volte a seguir, daí pra sempre sem percalços.

Olimpio Elias, casado com Dirce, prima de minha mãe, trabalhava na Mogiana. Era maquinista, conforme minha lembrança. Pilotando uma Maria Fumaça fazia manobras no imenso pátio da estação de Uberaba. Desmembrava composições de carga, armava composições de passageiros. Terminado o trabalho, guardava a locomotiva na imensa gare, a casa das máquinas, já nas imediações do primeiro posto após Uberaba, Amoroso Costa.

Os horários eram estranhos, não sei o motivo. Sei que levávamos – os filhos dele, eu e meu irmão – refeições, particularmente o jantar. Tanta gente por uma marmita tinha sua razão de ser. Subíamos até o compartimento dos condutores da Maria Fumaça e acompanhávamos todas as manobras, apitávamos, jogávamos lenha na fornalha. Era comum que Olímpio conduzisse a máquina até a oficina, garagem e local de manutenção. Íamos, felizes, sem reclamar da longa caminhada de volta às nossas casas.

As Marias Fumaças, todas as expostas ao longo das cidades por onde trafegaram, são mais que relíquias históricas. São parte da história de muita gente. Olímpio e Dirce, que já faleceram, tiveram nove filhos e muitos, muitos netos! Meus primos, cujos avós e pais trabalharam na Mogiana, estão aí. Andam de carro, avião, ônibus… Certamente há, entre eles, gente como eu que olha com saudade para a Maria Fumaça que, presa em meio à praça, mantém vivas as nossas lembranças.

Espero que a próxima gestão municipal garanta a manutenção da máquina restaurada. Que não a deixem sem o cuidado fundamental para que mantenha viva a história de quem a utilizou. O mesmo trabalho de manutenção, espero, seja dado ao conjunto com a escultura de Chico Xavier.

Estive, com meu irmão Agostinho Hermes, visitando o Memorial dedicado ao Médium. Ficamos decepcionados por verificar a falta de manutenção do local (visitado em janeiro deste 2020!). Para uma construção tão recente, já que o Memorial foi inaugurado em 2016, não deveria estar com vidros quebrados, tinta descascando, descorada. Li, já aqui em São Paulo, durante a pandemia, que a reforma do local estava com problemas por conta da quarentena. Espero que tenha sido concluída.

Ano eleitoral, colocaram o Chico na praça; vai ver deram um jeito no Memorial, assim como garantiram a restauração da Maria Fumaça. Vou insistir: é preciso criar mecanismos de manutenção do patrimônio público, para que permaneça sempre limpo, em perfeito estado de funcionamento, garantindo a alegria de moradores e turistas. Uberaba merece.

Até mais!