Contingências sobre 22

Veja a apresentação do Seminário Contingências Antropofágicas em vídeo, com Katia Canton, Sonia Kavantan e eu, Valdo Resende.

Contingências Antropofágicas em BH

Para celebrar o centenário da Semana de Arte Moderna de 1922, o projeto “Contingências Antropofágicas / 100 anos depois de 22” traz três dias de seminário para o CCBB BH, neste início do mês de abril 💡

A proposta é questionar as influências da primeira etapa do Modernismo na arte hoje e joga luz sobre os significados de uma busca pela identidade brasileira por meio da arte. Como a questão da brasilidade toma corpo agora? O diferencial do projeto é que estarão no foco da discussão as contingências em três aspectos – Histórico, Estético e Humano.

👉 Haverá tradução em libras durante todas as atividades.

🎫 Para participar, é necessário retirar ingresso gratuito no site ou app da Eventim e/ou na nossa bilheteria física.

Atenção estudantes! Essa dica é pra vocês ✨
Participando de dois ou mais dias, você recebe um certificado digital.

Aguardamos todos os interessados.

Até lá!

Rio de Janeiro – Contingências Antropofágicas

Começa amanhã, no CCBB-RJ, a etapa do Seminário Contingências Antropofágicas, refletindo e comemorando o centenário da Semana de Arte Moderna de 1922. Presencial e gratuito, veja abaixo a programação e os convidados participantes.

Dia 11 Denise Mattar e Priscila Figueiredo

Dia 12 Carolina Casarin e Frederico Coelho

Dia 13, Agnaldo Farias e Marcelo Campos

Todos estão convidados!

Contingências Antropofágicas no CCBB

Para comemorar o centenário da Semana de Arte Moderna de 1922, o Centro Cultural Banco do Brasil apresenta o projeto Contingências Antropofágicas / 100 anos depois de 22 que acontece no CCBB São Paulo nos dias 17, 23 e 24 de fevereiro, às 17h. Presencial e gratuito. 

Sonia Kavantan, Valdo Resende e Kátia Canton. Foto: Andreia Machado

Com idealização do escritor e Mestre em Artes Visuais Valdo Resende, curadoria e mediação da artista visual, escritora e jornalista Kátia Canton e produção da Kavantan & Associados, de Sonia Kavantan, o debate de ideias propõe reflexões sobre os contextos sócio-históricos que deflagraram a concretização do movimento ocorrido entre os dias 13 e 17 de fevereiro de 1922, no Theatro Municipal de São Paulo.

O seminário também questiona as influências dessa primeira etapa do modernismo na arte hoje e joga luz sobre os significados de uma busca pela identidade brasileira através da arte. Como a questão da brasilidade toma corpo agora? O diferencial do projeto é que estarão no foco da discussão as contingências em três aspectos – Histórico, Estético e Humano.

Programação CCBB SP:

17 DE FEVEREIRO, 17H:

Contingências sócio-históricas – O Significado da Semana:

– Era uma Vez o Moderno – os diversos modernismos no Brasil entre 1910 e 1920, com Luís Armando Bagolin.

– O Azarado Macunaíma, com Priscila Loyde Gomes Figueiredo.

Esse primeiro encontro busca discutir a questões primordiais. O que significou a Semana de 22 na cidade de SP? Como era a Paulicéia até a explosão do modernismo, como eram os artistas e como eles se organizaram em torno do movimento? Como a questão da identidade brasileira se configurou e qual o papel singular de Mario de Andrade, autor de Macunaíma, na pesquisa de nossas raízes e vocações?

23 DE FEVEREIRO, 17H:

Contingências estéticas – A Composição da sinfonia modernista de 22:

– O Lastro Modernista nas Artes Hoje, com Agnaldo Farias.

– Semana de 22 e 2022, com Ana Cristina Carvalho.

A contingência tratada aqui articula as especificidades da estética desenvolvida pelos principais artistas que formaram essa primeira fase do modernismo brasileiro. Nas artes visuais, na literatura e na música, como se caracterizou essa produção? Quem eram eles e como foram responsáveis pela representação de uma geração?

24 DE FEVEREIRO, 17H:

Contingências humanas – O significado do ser moderno hoje:

– Modernas! arte e gênero no Brasil dos anos 1920, com Ana Paula Simioni.

Personagens da Semana de 22, com Percival Tirapeli.

Essa contingência se liga ao atravessamento do tempo/espaço e do alargamento do conceito modernista até os dias de hoje. Será que aquela é uma Semana que não terminou, como diz o título do livro do jornalista Marcos Augusto Gonçalves? Quais as principais influências que aquele momento nos deixou como herança? O que é mito, o que é verdade?

Dinâmica:

Nos três dias de evento (mesma quantidade de dias da Semana de 1922) haverá dois palestrantes e uma mediadora, com espaço de tempo para perguntas da plateia. O seminário será presencial e terá duas horas de duração.  Cada encontro será aberto pela mediadora que apresentará colocações sobre o tema proposto e apresentará os palestrantes. Na sequência cada palestrante fará sua apresentação. O mediador retomará iniciando questionamentos para os palestrantes e depois o público também poderá fazer perguntas. Ao final, após as considerações finais dos palestrantes, o mediador fará o fechamento.

Além de São Paulo, o projeto também acontecerá no Rio de Janeiro (dias 11, 12 e 13 de março, 18h30), Belo Horizonte (dias 1, 2 e 3 de abril, 20h) e Brasília (dias 5, 6 e 7 de maio, 20h).

Ao final de todas as cidades, serão disponibilizados nas redes sociais do CCBB um vídeo com a edição de todas as palestras e uma publicação com a transcrição dos conteúdos. Será emitido certificado digital para a pessoa que comparecer a pelo menos duas palestras. Haverá tradução em libras durante todas as atividades.

Sobre a curadora

Katia Canton é artista visual, escritora, jornalista, professora e curadora. Estudou arquitetura, dança e formou-se jornalista pela ECA USP, em São Paulo. Também estudou literatura e civilização francesas no curso de estudos superiores dado pela Aliança Francesa juntamente com a Universidade de Nancy II. Em 1984 transferiu-se para Paris, com uma bolsa de estudos de dança moderna no estúdio Peter Goss.

Viveu em Nova York por oito anos, onde trabalhou como repórter para vários jornais e revistas e realizou mestrado e doutorado na New York University. Sua pesquisa acadêmica é interdisciplinar e relaciona as artes e os contos de fadas, de várias épocas e culturas do mundo. Trabalhou um ano e meio como bolsista no MoMA, de Nova York, criando projetos de arte e narrativa no departamento de educação. De volta ao Brasil, ingressou como docente na Universidade de São Paulo, sendo professora associada do Museu de Arte Contemporânea (onde foi vice-diretora) e do programa de Pós-graduação Interunidades em Estética e História da Arte.

Seu trabalho artístico é multimídia, incluindo desenho, pintura, fotografia e objetos, e conceitualmente se liga a questões sobre sonho, desejos e narrativas. Tem realizado exposições em museus, galerias e instituições culturais no Brasil e no exterior, desde 2008.

Como autora, além de escrever livros sobre arte, criou mais de 50 livros ilustrados para o público infantil e juvenil, tendo recebido vários prêmios, no Brasil e no exterior. Entre eles, recebeu por três vezes o prêmio Jabuti, prêmios da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.

Serviço:

Contingências Antropofágicas / 100 anos depois de 22

Local: Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo

Período: 17, 23 e 24 de fevereiro, 17h

Ingressos: Agendamento através do site bb.com.br/cultura e na bilheteria

Classificação indicativa: 14 anos

Entrada gratuita

Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico, Triângulo SP, São Paulo–SP

Acesso ao calçadão pela estação São Bento do Metrô

Funcionamento: Aberto todos os dias, das 9h às 19h, exceto às terças

Informações: (11) 4297-0600

Estacionamento conveniado: Rua da Consolação, 228.

Valor: R$ 14 pelo período de até 6 horas. É necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB.

Traslado gratuito até o CCBB. No trajeto de volta, a van tem parada na estação República do Metrô.

Retrospectiva do Trem das Lives

Nesse domingo, Retrospectiva 2021.

A chance de ver ou rever alguns dos nossos convidados. E depois, maratonar no YouTube.

São várias lives disponíveis. Esperamos você.

Trem das Lives Domingo, 19.12.21, 18h00

YouTube

Esta foto feita em 17 de agosto de 1987 registra meu primeiro trabalho com Sonia Kavantan quando ocorreu uma grande inovação para a época: pelo monitor aí da imagem, a pessoa comprava o ingresso, escolhia o lugar e… Uau! Tinha o exato ângulo de visão do palco.

Uma das empresas patrocinadoras, a ABC BULL Telematic estava orgulhosa em “levar a informática ao meio artístico, visando demonstrar que ela pode ser um instrumento de dinamização e otimização, por exemplo, da ordem teatral”.

© Joao Caldas Fº

Esta segunda foto é do nosso trabalho atual, Um Presente Para Ramiro, peça que já passa por ensaios online e tudo o mais que a informática nos propicia via internet.

Não façam as contas, senhores! Vejam o vídeo com a live que fizemos hoje, no Instagram do Trem das Lives. Vamos conhecer um pouco mais de Sonia Kavantan:

Produtora trabalhando

Ah, se certos momentos pudessem ser resgatados! Ou, então, como seria poder voltar e ver como tudo começou para tal evento, tal situação? O que pensou o cidadão comum quando viu uma senhora caminhando pela praça, bolsa à tiracolo, o telefone como meio de registro?

São duas mulheres, mãe e filha. A menina saltita, brinca, cantarola, mostra coisas que, sabe, a mãe procura. Essa não economiza curiosidade e, munida da experiência, calcula quantidade de pessoas nos espaços possíveis, quantos ambientes, onde ficarão os banheiros… Prevê tamanho de palco, camarins, observa a fiação para captar energia… Este pode ser o lugar.

Antes de buscar outra possibilidade ainda há o que fazer. Faz reconhecimento do entorno. Um bar como ponto de apoio, uma lanchonete, um restaurante… Se for necessário, há que se olhar os hoteis mais próximos. Quantos quartos, grau de conforto, higiene, o refeitório, o banheiro.

Essa imagem, da Praça Nicanor Parreira, em Monte Alegre de Minas, é de momentos cheios de expectativas, planos, projetos. Foi na minha segunda visita à cidade, agora com Sonia Kavantan e Marina, a menina em férias. Estive aí em uma primeira ocasião para conhecer a cidade, pesquisar, alimentar aquilo que depois chamamos inspiração. Nesse segunda passagem, já com previsão de datas e detalhes concretos do Projeto Arte na Comunidade 2, quem comanda é a produtora Sonia Kavantan.

Entre um espaço e outro ocorreram reuniões com secretários de cultura, superintendentes de ensino, visitas a centros culturais… Tudo muito preciso, dentro de tempo restrito, pois havia muito trabalho. Outras três cidades onde cumpriríamos etapas da pré-produção.

Fizemos várias viagens desse tipo. Para o Vale do Paraíba, para a Baixada Santista… Anotar, registrar, planejar, sonhar, ter o sonho cortado pelas verbas, estas sempre menores que nossos desejos, que nossas vontades.

Gosto dessa imagem. Desse aparente passeio em que incontáveis informações são armazenadas, contatos estabelecidos, acordos celebrados. Feito ciganos, a gente chega devagar, quase imperceptível, uma doce invasão logo percebida. – Que tanto fotografam? Quantas perguntas, parecem que não irão parar?

Não somos ciganos. Somos saltimbancos profissionais. Em pouco tempo vamos nos tornando íntimos da cidade. O pessoal dos hotéis, dos restaurantes, outros fornecedores… Num belo dia chega a caravana, sempre somando profissionais “nossos” com outros, das próprias cidades. O público da cidade já sabe e comparece, como esses da foto abaixo, no Pará, em apresentação do Arte na Comunidade 1.

Parece que é festa, mas é trabalho. Divertido, gostoso, mas trabalho responsável. Fazendo todo o percurso acima, com outros detalhes que certamente deixei passar, a produtora Sonia Kavantan vai fazendo contas, anotando possíveis gastos, somando despesas… Quanto custará um palco? Se necessitarmos de cobertura, quanto ficará uma lona? Há fornecedores na cidade?

Meses após ensaios, produção de todos os aspectos da montagem, ainda se faz necessário estar prontos para um plano de contingência. Por exemplo, em Monte Alegre de Minas uma tempestade impediu nosso evento na Praça Nicanor Parreira… Bobagem, nossa produtora Sonia Kavantan arrumou outro espaço e no mesmo dia, na mesma hora, fizemos nosso trabalho levando arte à simpática cidade do Pontal de Minas Gerais.

Até mais!

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