Madrigal Ars Viva abre Semana Cultural

Para iniciar com chave de ouro a Semana Cultural Ars Viva teremos o Madrigal Ars Viva, os anfitriões da festa realizando o Concerto de Abertura!

22 de outubro às 20h (Quinta-feira)

Sociedade Humanitária de Santos
Local: Praça Patriarca José Bonifácio, 59, Centro- Santos

A Semana Cultural Ars Viva faz parte das ações do Circuito Ars Viva de Cultura, realizado em parceria com a Secretaria de Cultura de Santos por meio do termo de fomento 338540/2026.

Veja abaixo toda a programação do evento:

Conheça todos os parceiros da Semana Cultural:

SOBRE DOIS MENINOS – LIMBO

Por Agostinho Hermes dos Reis

Em tempos de tão propalada e desmedida violência, somos brindados com uma história na contra corrente da onda. Um romance permeado de nuances que nos leva a refletir sobre valores que deveriam ser enaltecidos diuturnamente, no que pese, o que é hoje divulgado pelos meios de comunicação. Um amor que nada tem de piegas e sobrepuja a uma outra grande controvérsia: o preconceito.

A história bem engendrada por VALDO RESENDE torna a leitura agradabilíssima e nos mostra o que o Amor tem de melhor: transcende a presença física. DOIS MENINOS – LIMBO nos incita ao recomeço pós traumas, mostrando-nos que o refazer-se é mais que necessário, ainda que por gratidão ao Criador pelo Dom da Vida. A dor e as mazelas do dia-a-dia, aqui nada mais são do que combustíveis para a busca incansável de todo ser: Amar e ser Amado.

Obrigado Professor VALDO RESENDE!


Obrigado, Gugu! Gratidão!

Cidade que escolhi como destino

Por vias estreitas, centenárias,

Seguem brasileiros e estrangeiros

Rumo ao futuro, cheios de fé.

No peito sonhos brejeiros

Na alma cheiro de café.

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São de Santos, vivem em Santos,

Cidade que celebrizou Pelé.

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Pelo imenso estuário da América do Sul

Desde os velhos vapores aos iates colossais

Chegam reis, príncipes, embaixadores,

Turistas enamorados de distantes capitais.

E marinheiros trafegam ao lado de estivadores,

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Estão em Santos, vivem em Santos

Cidade que é porto, é cais!

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Caminhei por todas as praias

Brinquei nos grandes cassinos

Vibrei com cada vitória

Nas igrejas toquei sinos

Hoje vivo sua história.

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Estou em Santos, sou de Santos

Cidade que escolhi como destino.

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Valdo Resende / 2015

Várzea, o futebol como metáfora

Abaixo, transcrição do post da página do instagram o_que_estou_lendo_agora

Às vésperas da Copa do Mundo e das eleições de 1982, a cidade de Guabiru transpira sonhos e mazelas por todos os poros. Encravada em um lugar qualquer da imaginação do autor, o município de restritas dimensões guarda segredos, maquinações, objetivos escusos e prazeres revelados no romance Várzea de Valdo Resende.

Centrado em núcleos narrativos que se mesclam no correr da trama, Várzea tem o futebol como metáfora de uma partida desigual, em que poucos ganham enquanto a maioria coleciona derrotas. Sina que historicamente nos persegue.

Altamente atrativo ao leitor, o livro ganha intensidade ao compreendermos suas poderosas entrelinhas. Como destacado no prefácio da edição, “Guabiru significa ratazana; na obra, várias delas se engalfinham para realizar seus ensejos. Várzea, termo utilizado para nomear os locais que recebem as peladas de times amadores, na verdade é um terreno inundável, desvalorizado, tão menosprezado como a massa de manobra utilizada pelos figurões da cidade, as ratazanas, no sentido de concretizar as suas artimanhas. Analogias que nos levam a refletir a respeito do desprezível, do vil, mas também nos antídotos a serem aplicados na consolidação de práticas e relações sociais e humanas capazes de nos elevarem e não, como em Várzea, nos envergonharem”.

De maneira a ilustrar essas questões, somos apresentados a Olympio Lins, técnico do Athenas, o time varzeano da cidade. Devotado à agremiação, foi atraído por uma proposta tentadora, caso saísse candidato ao legislativo e ajudasse a eleger um dos postulantes ao executivo, dando-lhe posterior sustentação política, ganharia em troca a realização de um sonho: a construção do estádio municipal, passo importante para a profissionalização do clube.

Relutante em um primeiro momento, Olympio embarca em um caminho tortuoso. Correto, pai de família dedicado, vê a espinha dorsal dos seus valores dobrarem-se às exigências da luta pelo poder. A primeira e dolorosa imposição é a troca de nome da equipe, que passa a se chamar Guabiru Sport Club, sepultando um passado valioso. Ato contínuo, torna-se um marionete: pode dar as cartas nos treinos, mas tem de beijar a mão de muita gente para atuar nos campos comandados pelos seus novos companheiros.

Independentemente das cores partidárias dos personagens, parte deles reúne-se assiduamente na casa de tolerância mais famosa de Guabiru. A Maison, administrada com mão de ferro pela cafetina Irani, é responsável por passagens hilárias, inclusive um emblemático desentendimento em que sobraram pernadas e sopapos aos frequentadores, tornando aquela noite inesquecível.

Há muito, no entanto, a ser explorado no volume de Valdo Resende, mais uma iniciativa do escritor de “Dois meninos – limbo”, “A sensitiva da Vila Mariana” e “O vai e vem da memória”.

Várzea, vendas
Edição física: diretamente com o autor @valdoresende. Formato digital: Google Livros.

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Meus agradecimentos a Jennifer Monteiro e ao Fernando Brengel pelo post,

Entre Memória, Humor e Afeto

VÁRZEA

Romance – 320 págs. – R$ 95,00*

Em Guabiru, cidade fictícia do interior paulista, o técnico e leiloeiro Olympio vê sua paixão pelo futebol ser capturada por disputas políticas em plena volta do pluripartidarismo. Entre traições, chantagens e promessas eleitorais, o sonho de construir um estádio transforma-se em moeda de campanha. Com humor e crítica social, Valdo Resende revela os bastidores da manipulação política que se alimenta da paixão nacional.

O VAI E VEM DA MEMÓRIA

Crônicas, contos e poemas 312 págs. – R$ 55,00*

Um mineiro de Uberaba, vivendo em São Paulo, revisita lembranças e confronta o presente. A partir de datas marcantes, o autor costura crônicas, poemas e contos que refletem a experiência do migrante e sua busca por pertencimento. Um livro sensível, que dialoga com a memória de milhares de brasileiros.

A SENSITIVA DA VILA MARIANA

Contos – 2020 – R$ 20,00*

Vanilda, a Tatuada, e seu amigo Vadico procuram uma sensitiva para resolver dilemas cotidianos. O conto que dá nome ao livro abre uma coletânea de histórias cheias de humor, amizade e afeto, protagonizadas por personagens paulistanos que transitam entre o real e o pitoresco.

DOIS MENINOS – LIMBO

Romance – 2014 – Elipse, Arte e Afins R$ 20,00*

A trajetória de um pintor de origem humilde que escolhe a arte acadêmica em plena São Paulo do fim do século XX. Entre a vida operária, noites agitadas e o surgimento da AIDS, o romance celebra amizade, solidariedade, amor e também a solidão. A estreia literária de Valdo Resende, marcada por força emocional e olhar humano.

\*Valores não incluem envio pelos Correios.

OS QUATRO TÍTULOS ACIMA ESTÃO DISPONÍVEIS EM E-BOOK

Sobre os demais títulos da ilustração:

UM PROFISSIONAL PARA 2020 está esgotado.

UBERABA, 200 ANOS é um e-book gratuito disponível ao clicar AQUI Participo do livro com um poema, A UBERABA DO MEU TEMPO.

Várzea, por Luiz Genghini

Dos tempos de magistério mantenho algumas amizades que, lá, já eram grandes. Continuam crescendo e quando é entre mineiros, só tende a melhorar. Luiz Antônio Genghini é de Monte Sião e através da nossa amizade escrevi por várias oportunidades para o Jornal de Monte Sião. A vida toma outros rumos, mas a amizade continua e, com alegria e me sentindo honrado, recebi e quero registrar o texto que o mestre escreveu sobre Várzea, meu romance recentemente lançado.

E aí estou, em meio aos Genghini, que aprendi a respeitar e a estimar através do meu amigo. Desse carinhoso texto do Luiz quero destacar algo que me foi caro ao criar Várzea: o desejo de que o leitor se divirta com as situações, sem perder a informação que deve levar à reflexão e à comparação com o que anda acontecendo por aí.

Muito obrigado, Genghini! Deveria ter comentado aqui, antes, a tua simpática menção. Sabe como é, a vida é cheia de um monte de coisas e quando nos damos conta o tempo já passou. No entanto, sabemos, a escrita permanece. E que bom que permanecerá no Jornal de Monte Sião, entre outros teus textos esse, sobre Várzea.

Grande abraço, meu amigo!

Abaixo a transcrição do texto de Genghini:

VÁRZEA, O NOVOLIVRO DE VALDO RESENDE, COLABORADOR DO MONTE SIÃO

Estou na última parte da leitura de Várzea, o relato da dinâmica de uma cidade de pequena para média, com os seus 50-60 mil habitantes, envolvendo futebol, nossa paixão nacional, e a política, essa coisa que parece tatuagem que não desgruda da vida das pessoas.

Para quem foi criado em Uberaba e já foi seminarista, cantor, ator e diretor de teatro, professor universitário, publicitário e até se envolveu no mundo da moda em um de seus empregos, o Valdo Resende possui um conhecimento profundo das mazelas que cercam a vida na cidade do interior e repertório suficiente para narrar todos os  quiproquós, as mazelas que cercam a vida nas cidades do interior, a competição doentia, a ciumeira, a inveja, os vícios, as infidelidades, as artimanhas e todas as manobras inimagináveis que ocorrem no cotidiano envolvendo os moradores, os políticos, o clero, o comércio, os esportes, os botequeiros, os cachaceiros, os namoros e as casas de tolerância. Difícil ler um parágrafo e não identificar uma situação que a gente já viu ou conhece de modo muito lúdico e divertido porque Valdo vai ao ponto! Quer se informar e divertir-se ao mesmo tempo? Então leia o Várzea, de Valdo Resende. Pode adquirir direto com o autor: valdoresende@uol.com.br ou pelo site valdoresende.com. Boa leitura!