A Bola, histórias que rolam

Companheira de trabalho na peça Um Presente Para Ramiro, Isadora Petrin está em A Bola, histórias que rolam; uma peça infantil com um enredo inteligente, a estreia será no Sesc 24 de maio, bem no coração de São Paulo. Veja a seguir o material de divulgação da montagem.

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Marcela Arce e Isadora Petrin em A Bola. Foto: divulgação

O Grupo Artes Simples de Teatro estreia “A Bola – Histórias que Rolam” no Sesc 24 de Maio.

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A peça conta as várias expectativas que cada bola de futebol tem ao ser fabricada, principalmente o sonho de participar dos principais campeonatos e gramados do mundo. Durante o espetáculo, acompanhamos a bola que virou youtuber, outra que foi parar no espaço, uma terceira que não foi comprada pela Fifa, mas por garotaos que jogam futebol de várzea. Em linhas gerais, o enredo é sobre o sonho do que queremos ser quando crescer, dos caminhos que mudam e da aceitação do que a vida oferece enquanto oportunidade.

O Grupo Arte Simples De Teatro foi criado em 2006 e parte da concepção de que o teatro deve ser um bem cultural acessível a todos, acreditando que essa é a forma de se democratizar o acesso à arte.

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Com direção de Pedro Pires, estão no elenco Andréea Serrano, Eugenia Cecchini, Isadora Petrin, Marcela Arce, Marilia Miyazawa, Tatiana Eivazian e Tatiana Rehder.Direção musical e músicas originais: Adilson Rodrigues. Músicos: Fernando Stelzer e Lucas Paiva. A direção de Arte é de Kleber Montanheiro e a produção executiva de Andréea Serrano e Tatiana Rehder

SERVIÇO:
A BOLA – HISTÓRIAS QUE ROLAM – Com o Grupo Artes Simples de Teatro. Dias 14 e 15/09. Sábado e domingo, das 16h às 17h
Local: Área de Convivência (3º andar) – Sesc 24 de Maio
Duração: 55 minutos.Livre. Grátis.

SESC 24 DE MAIO – Rua 24 de Maio, 109, Centro, São Paulo
Fone: (11) 3350-6300

Todos estão convidados!

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Floresta dos Mistérios estreia dia 7

Trabalhei com Márcio Araújo na montagem de Uma Festa Para Ramiro, quando o artista assinou os figurinos. Também autor, diretor, ator e produtor, Márcio inicia nova viagem teatral com um espetáculo que promete. Vejam o texto abaixo da divulgação do infantil Floresta dos Mistérios.

Floresta dos Mistérios
Foto divulgação: Silvia Machado

Idealizado, escrito e dirigido por Márcio Araújo, o espetáculo infantil Floresta dos Mistérios estreia dia 7 de setembro, às 16 horas no Teatro Alfa. Totalmente inclusivo, com áudio-descrição e libras, em todas as sessões, o espetáculo utiliza bonecos manipulados que representam as crianças, cada uma com uma deficiência: surdez, síndrome de Down e paralisia cerebral. São essas crianças (Guta, Rafa e Duda) que enfrentarão a prefeita da cidade de Micrópolis (Marta Lúcia). Ela quer derrubar a floresta dos encantados para a construção de uma grande fábrica.

Nessa defesa em favor da floresta, as crianças contracenam com seres folclóricos como o Saci Pererê, a sereia Iara e o Boitatá, com os quais se identificam e criam laços afetivos em função das necessidades especiais de cada criança. Unidos, eles enfrentam a ganância da prefeita.

Criados por Márcio Pontes, referência no teatro de animação, os bonecos têm o tamanho real das crianças, as músicas, de Márcio Araújo, compostas para o espetáculo e cantadas ao vivo, aliadas ao cenário de Nani Brisque, ajudam a contar essa história de superação, inclusão e magia.

“É muito importante dar representatividade a todas as pessoas, sobretudo às minorias, para que o mundo possa conviver em harmonia. Além disso, discutir com o público a questão do desmatamento e do meio ambiente é essencial nesse momento”, afirma Márcio Araújo.

Com produção e idealização da Humanize Produções e Marujo Produções, o espetáculo amplia a discussão sobre a inclusão social, defesa do meio ambiente e reflete também acerca da tecnologia/desenvolvimento e sustentabilidade. É  apresentado pelo Ministério da Cidadania e Volkswagen Financial Services.

Ficha Técnica

Texto e direção – Márcio Araújo. Elenco – Clayton Bonardi, Daniel Costa, Daniela Schitini, Débora Vivan, Mateus Menezes, Wesley Leal e Marizilda Rosa. Criação de bonecos – Márcio Pontes.  Músicas – Márcio Araújo e Tato Fischer. Arranjos musicais – Gabriel Moreira. Iluminação – Wagner Freire. Cenário – Nani Brisque. Produção Executiva e idealização – Humanize Produções e Marujo Produções

Serviço

Espetáculo infantil – Floresta dos Mistérios

Estreia dia 7 de setembro, sábado, às 16h na Sala B do Teatro AlfaCapacidade: 204 lugares. Temporada: De 7 de setembro a 20 de outubro. Sábados e domingos, às 16h. Duração: 60 min. Classificação etária: Livre. Recomendado para crianças a partir de 4 anos.

Teatro Alfa – Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722, tel. (11) 5693-4000. Site: www.teatroalfa.com.br Ingresso rápido ou pelos telefones: 11 5693-4000 | 0300 789-3377.

Encontro, reflexão e criação na dramaturgia

“A pretensão de entender o próprio tempo é força motriz da criação e nisso reside um dos grandes desafios de um dramaturgo: a clareza do que de fato está acontecendo. Voltada para atores e dramaturgos, este workshop tem como ponto de partida o texto “Comédias Furiosas” para debater o papel da dramaturgia como elemento de registro e reflexão do nosso tempo” (divulgação).

workshop teatro

Todos convidados!

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“Vaga Luz”, suscitando memórias


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Vaga Luz – Lídia Engelberg e Edgar Campos (divulgação)

Um casal de atores descalços usa roupas confortáveis que remetem a trajes de trabalho, roupa de ensaio. Uma banqueta e uma cadeira pontuam e compõem o espaço que revela-se múltiplo conforme ações ocorrem em tempos distintos. A iluminação, desenhada por Thiago Zanotta, acompanha o minimalismo da montagem e os atores, sem maquiagem ou qualquer outro adereço, usam corpo e voz em lampejos de momentos humanos onde a memória é o mote para, em “vaga luz” recriar momentos, fatos, pessoas.

Edgar Campos e Lídia Engelberg são os atores criadores de “Vaga Luz”, a peça em que dividem texto e concepção com o diretor, Antônio Januzelli, apresentada neste último sábado, dia 25 de maio, na Sala Multiúso do Instituto Cultural Itaú, em São Paulo. Ao final da apresentação houve um bate-papo com os presentes.

Após buscarem metaforicamente acontecimentos esparsos mantidos inteiros ou fragmentados, os atores apresentam esses em solos distintos, mantendo-se como dupla em olhares cúmplices, ações, sons e movimentos complementares. Vasculham tempos distintos, diferentes fases e situações humanas, investigadas cenicamente ao serem simultaneamente narradas e interpretadas. “Vaga Luz” vai se desvelando e complementando-se no que suscita do público, memórias similares que complementam cada momento vivido, construído com precisão artesanal pelos atores. Na medida em que o espetáculo se desenvolve a dupla contracena e cresce em profundidade, levando a plateia para dentro de situações e lembranças próprias.

O bate-papo após a peça demorou para engatar. O público em silêncio, lentamente digerindo o que havia sido apresentado. No ar, mais que a dúvida entre o que era texto criado para a cena e o que era lembrança, estava a sensação de passado presente também através de outras vizinhas, avós, irmãos, resgatados no exercício da memória apresentados em cena. Memória suscitando memórias, o irmão é aquele que dividiu a infância conosco e a vizinha é aquela amiga da mãe da gente.

Edgar Campos e Lídia Engelberg desenvolveram a peça ao longo dos últimos anos, em pesquisa paciente que, somada ao trabalho com a direção e à preparação vocal de Andrea Kaiser, resultou no momento atual, onde o público passa a refletir, discutir e acrescentar a própria percepção à montagem. O casal tem uma vida comum e trajetórias profissionais distintas e é esse caminhar que fica evidente no domínio do corpo, da voz, matéria fundamental da criação do espaço, situando o tempo de cada ação, dosando a emoção para manter um ritmo e uma tensão que permeiam todo o espetáculo, prendendo e levando junto a plateia.

Em tempos bicudos, quando o país vive crises constantes, “Vaga Luz”, produzido pela “Café Produções Culturais” é teatro em essência, valorizando sobretudo a função do ator, criador e dono de sua obra. Ambos se bastam e dispensam elementos que seriam supérfluos quando o que se busca é o que está, o que permaneceu dentro de cada um. Que faça uma longa e bela carreira, digna do trabalho empreendido até agora.

Até mais!

E Dona Fernanda disse!

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Fernanda Montenegro (Divulgação)

O que leva uma atriz como Fernanda Montenegro a ter que afirmar a própria honestidade, em momento emocionado e tenso, e também a honestidade da classe que, sem dúvidas, representa? Em tempos conturbados, quando a maledicência sobrepuja o conhecimento e fala-se muito sem o necessário conhecimento de causa, fica a dúvida quanto ao que vem por aí. Onde iremos parar? O que nos espera? Essa pergunta está presente no que leio, naquilo que vejo na tv, na internet, nas redes sociais.

Desde o triste episódio criado pela revista Veja, deturpando informações sobre a Lei Rouanet para denegrir Maria Bethânia que percebi crescer em muitos, manifestando-se com frequência, o desconhecimento do mecanismo da Rouanet em discursos onde nós, artistas, seríamos corruptos por nos beneficiarmos de algo estabelecido e regularizado.

Hoje Dona Fernanda Montenegro não tinha discurso decorado. As palavras não fluíram como é costume em suas manifestações públicas. Penso que seja pela indignação de uma atriz que ao longo de décadas de carreira sempre esteve longe da fofoca vulgar, de escândalos idiotas que alimentam revistas populares. Com 75 anos de uma carreira sobre a qual os adjetivos se tornam pequenos, Dona Fernanda precisa vir à televisão para dizer que é honesta. Que o terreiro da corrupção está em outro espaço, em outro grupo; é parte de outra gente.

Tenho ojeriza a costumeira postura de Fausto Silva, interrompendo constantemente seus convidados. Hoje, felizmente, ele ficou calado, cedendo o espaço/tempo de seu programa e, a partir de um dado momento, segurando o microfone para que Dona Fernanda Montenegro dirigisse seu apelo a todos os brasileiros. Chamando para si a representatividade de todos os artistas homenageados, Dona Fernanda disse: “- Não somos corruptos!”.

Aqui, no meu cantinho, fiquei feliz com a manifestação emocionada. Fernanda Montenegro valeu-se do próprio legado, somando a este, a postura de Marieta Severo, Adriana Esteves e tantos outros. “– Não somos corruptos!”. Gostei também do fato de ela não ter explicado a lei, o mecanismo de aprovação, os caminhos de um projeto artístico na utilização da lei. Quem fala contra deveria saber.

Outro dia meu colega de trabalho, Tiago Barizon, escreveu um ótimo texto sobre alguns aspectos da Lei Rouanet (clique aqui para conhecer). Há outros artigos e reportagens por aí. As pessoas deveriam conhecer antes de ter sua energia e força política desviada para atingir quem trabalha sob a legislação vigente. Aqueles que falam contra a lei sabem quem é esse tal Rouanet? Foi ministro de qual governo? De qual pasta? Aos incautos um pedido: Me poupem o desprezo e os palavrões: a lei não é coisa do PT!

Dona Fernanda Montenegro recebeu um prêmio especial. Deveria ser apenas comemoração. Foi necessário momento de, como a grande mãe que é, chamar a atenção de todos, dar puxão de orelha, apelar para o raro bom senso e, acima de tudo, da atriz impoluta, da mulher de caráter, da profissional impecável exigir respeito: “- Não somos corruptos!”. Tomara Dona Fernanda tenha conseguido sensibilizar alguns, dos tantos detratores desinformados que há por aí. Tomara eles atentem para onde está a corrupção, para quem e onde está sendo desviado o dinheiro público.

Até mais!

As Canções de “Ramiro”

Um Presente Para Ramiro, a peça que segue em cartaz percorrendo diversos centros culturais paulistanos, tem música de Flávio Monteiro. É o terceiro projeto em que faço parceria com esse jovem compositor de São Bernardo do Campo. São dele as trilhas do Arte na Comunidade 3, na Baixada Santista e do Arte na Comunidade 4, no Vale do Paraíba. Em todos esses trabalhos Flávio assina também a direção musical.

Clique no link abaixo para ouvir a canção de abertura de Um Presente Para Ramiro.

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Da esquerda para a direita, Roberto Arduin, Neusa de Souza, Rogério Barsan, Conrado Sardinha e Isadora Petrin. A foto é de João Caldas.

Já certo de contar com o parceiro tenho escrito meus textos pensando e propondo letras que permeiam o enredo, ilustram cenas, contam outras e acrescentam elementos ao universo abordado. No caso de Um Presente Para Ramiro fizemos questão de resgatar alguns brinquedos simples, antigos e acessíveis economicamente. Gente de todas as idades curtem bilboquê, ioiô, boneco acrobata e tantos outros brinquedos que, no palco, são apresentados a Ramiro através da música, link que segue:

 

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Isadora Petrin, Roberto Arduin e Conrado Sardinha. Foto João Caldas

Ao idealizar a peça veio a personagem Miguel, o avô de Ramiro. Pessoalmente tenho ojeriza quando vejo colocarem a figura dos avós como aqueles que mimam os netos, desconsiderando a grande importância desses na vida de toda pessoa. Avós educam e amorosamente transferem conhecimento advindo da experiência e maturidade que o tempo propicia. O avô Miguel, chamado de Mestre Abuelo pelos netos, é criativo, carinhoso e brincalhão, sem deixar de lado a coparticipação na educação dos netos. Com Ramiro e com a neta Valentina, Miguel faz viagens de faz de conta, propiciando conhecimento e estimulando a imaginação das crianças. A música de Flávio Monteiro conta a fórmula dessa brincadeira.

Meu processo de trabalho com o Flávio Monteiro é simples. Eu escrevo o texto, proponho letras e, destas ele põe versos, tira versos, troca palavras… tudo em nome de uma tal de prosódia. De vez em quando rola uns impasses, mas em nome do equilíbrio entre letra e frase musical e pensando no bem maior que é a montagem entramos em acordo.

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Rogério Barsan e Neusa de Souza. Foto João Caldas

Em Um Presente Para Ramiro alertamos para os sonhos de nossos pais. Muitas vezes, interessados em realizar nossos desejos nos esquecemos que pai e mãe são seres humanos com vontades, sonhos e projetos. Os pais de Ramiro contam sonhos através de canções, links abaixo.

A trilha completa de Um Presente Para Ramiro, com as canções acima e outras, os temas instrumentais, estão neste link:

 

 

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Flávio Monteiro. Foto do arquivo da produção.

Interpretadas pelos atores que participam da montagem, a trilha sonora da peça conta com a participação dos seguintes músicos:

  • Daniel Maier – teclado
  • Fernando Brandt – contrabaixo acústico e elétrico
  • Flávio Monteiro – violão, guitarra e piano
  • Joachim Emidio – bateria
  • Gravação e edição de som – Cristofer Rezende e Xico Leite

Patrocinado pela Visa, “Um Presente Para Ramiro” é uma realização da Kavantan, Projetos e Eventos Culturais, Ministério da Cultura e Governo Federal.

Até mais!

Parceiros

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Uma ideia tornada sinopse, que virou um texto, que passou por várias versões, UM PRESENTE PARA RAMIRO chegou ao palco. Enquanto processo ainda sofrerá mudanças, ajustes. Atores e técnicos irão dominando e apropriando-se da montagem, idealizada em salas de ensaio, adaptando-a conforme as condições de cada espaço (Palcos não são espaços padronizados!) e vivenciando-a nas relações com a plateia. Levarão em cada apresentação o trabalho de outros profissionais, a criação de outros artistas que, neste post, pretendo registrar.

Gosto de observar os atores prontinhos, antes de entrarem em cena. O vestuário limpinho, cheiroso, bem passado, será levado para momentos de movimento intenso e, ao final, estarão amarfanhados, carregando o suor, a história e, principalmente, a energia da personagem. É essa energia que nos leva a identificar a roupa como propriedade da personagem e não do ator.

Márcio Araújo, o figurinista de UM PRESENTE PARA RAMIRO, mostrou-se um parceiro e tanto. Fiz proposições iniciais, indiquei uma paleta de cores e o profissional foi muito além, criando o vestuário com presteza, acompanhando cada fase da montagem e mudando, acrescentando detalhes, sugerindo elementos e circunstâncias enriquecendo o trabalho. O estúdio de Márcio parece caixa de mágico. Sai uma saia de não sei onde, um chapéu de não sei quando, uma rosa amarela, todo e qualquer possível adereço de vestuário. Ele, sorriso aberto: – Quer, tenho uma aqui. Espera que vou achar!

Seria muito bom não passar por nenhuma restrição no ato de criar. Imagine uma peça com uma piscina em cena, ou com a personagem principal alçando voo, a mudança abrupta de espaços… Tudo isso é possível. Tudo muito caro! Entretanto, não são só as condições monetárias que pesam na criação e confecção de cenários. UM PRESENTE PARA RAMIRO é montagem itinerante. Estamos em São Paulo, logo estaremos em Maringá, no Paraná, e depois… Depois eu conto.

Em três dias passamos por três palcos. Há que se contabilizar horas de transporte, montagem e desmontagem, o tamanho de cada espaço… Há que se ter um cenário compatível com essa realidade. E aí apareceu Djair Guilherme, também conhecido como “Nicolau dos Brinquedos”. O sujeito tem aquele aspecto de Professor Pardal, sorriso aberto, e a disposição em fazer, refazer, propor, discutir. Assim, nossa peça tem peças cenográficas compostas como brinquedo, reiterando os tantos presentes que Ramiro, nossa personagem aniversariante recebe.

Antunes Filho, meu grande mestre, sempre dizia que o mundo começa quando após a escuridão da plateia entra a luz sobre o palco. Esse intermezzo entre a escuridão e a luz prepara rapidamente a plateia para o que está por vir. O iluminador de UM PRESENTE PARA RAMIRO é Ricardo Bueno. Tranquilo e sereno, consciente da trajetória que a montagem fará, sentou-se a meu lado desenhando esquematicamente cada cena, cada mudança na marcação dos atores. – O que você quer destacar? Onde quer luz e com qual intensidade, de que forma?

Cada profissional dos citados acima conta com uma equipe. Márcio Araújo conta com pesquisadores, aderecistas, costureiras, assim como Djair Guilherme trabalhou conjuntamente com marceneiros na confecção dos cenários e teve adereços de cenário feitos por Renato Ribeiro e sua equipe. A iluminação de Ricardo Bueno é concretizada no trabalho de André Persant que monta e opera a luz de cada apresentação. A operação de som é de Willian Gutierrez, mas som, música, serão temas para outro momento.

Primeiro elemento concreto da produção: recebi via Sonia Kavantan a proposta de Fernando Moser para a identidade visual da peça. Somando esta à ilustração de Octavio Cariello, veio a emoção do projeto tornando-se realidade. Fernando e Octavio responderam com rapidez e eficiência as propostas debatidas em reunião, confirmadas em ensaios, estabelecendo parcerias entre designer, ilustrador e figurinista.

Quem uniu toda essa gente foi Sonia Kavantan (FOTO ACIMA) nossa diretora de produção. Muito bom trabalhar com quem, junto com sua equipe, procura o melhor e torna possível e concreto aquilo que pensamos para nosso trabalho.

Muito obrigado, pessoal! Tomara possamos nos encontrar em outras montagens. A trajetória de UM PRESENTE PARA RAMIRO é de todos nós. Vamos em frente!

Até mais!

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(Patrocinado pela Visa, “Um Presente Para Ramiro” é uma realização da Kavantan, Projetos e Eventos Culturais, Ministério da Cultura e Governo Federal. Acompanhe por aqui a programação da montagem).