Thales Guaracy, próximo convidado do Trem das Lives

O bom do Trem das Lives é nos possibilitar conhecer livros, autores e, via bate-papo, ir além, aprofundando nos temas e na obra de nossos convidados.

Thales Guaracy é jornalista, editor e escritor, tendo construído uma sólida carreira no jornalismo com passagens pela Gazeta Mercantil, Estadão, Exame e Veja, trajetória que lhe rendeu o Prêmio Esso de Jornalismo Político em 1989. Atualmente, mantém uma coluna no Poder 360º.

Como editor, criou o selo Benvirá da Editora Saraiva, além de dois selos próprios, o Copacabana, dedicado à ficção, e o País do Futuro, à não-ficção.

Com mais de 20 livros publicados, a obra de Guaracy é eclética, dividindo-se entre romances, biografias e história. Dos títulos publicados, destacam-se Filhos da Terra e Campo de Estrelas, ambos bem recebidos pelo público. Além desses, Guaracy assina biografia do comandante Rolim Amaro, fundador da TAM.

Ontem comentamos aqui sobre Anita, romance a respeito da revolucionária Anita Garibaldi. Hoje quero lembrar outros dois títulos de resgate histórico, A Conquista do Brasil (1500 – 1600) e A Criação do Brasil (1600 – 1700).

A Conquista do Brasil

O subtítulo do livro A Conquista do Brasil, 1500-1600, de Thales Guaracy, nos dá uma ideia concreta de que iremos ter informação e bom humor: “Como um caçador de homens, um padre gago e um exército exterminador transformaram a terra inóspita dos primeiros viajantes no maior país da América Latina”.

O intenso processo de expansão portuguesa, competindo com espanhóis e outros povos por novas terras culminou com o domínio do Brasil. Essa história escrita pelo próximo convidado do Trem das Lives, Thales Guaracy, foi muito bem recebida pelo público tendo continuidade no lançamento seguinte, A Criação do Brasil, 1600-1700.

Guaracy participará do Trem das Lives, falando da sua produção literária, bem como dos rumos do país, da situação em que vivemos e o que podemos esperar para um futuro próximo.

Serviço

TREM DAS LIVES com Thales Guaracy

Domingo, 11 de abril, 18h00 no https://www.instagram.com/tremdaslives/

Anita, o romance

Anita Garibaldi está entre aquelas mulheres admiráveis, muito além do seu tempo. Revolucionária, não hesita em partir para a luta explícita e torna-se a heroína de dois mundos, lutando no Brasil e na Itália.

Quem se aproxima da história de Giuseppe Garibaldi, que liderou a unificação italiana no século XIX encontra a mulher, Anita.

A percepção da ligação visceral entre personagens e história levou Thales Guaracy, o próximo convidado do Trem das Lives a escrever ANITA, romance publicado pelo Grupo Editorial Record e disponível também em e-book.

Thales irá nos contar sobre esse e outros trabalhos domingo, 18h00 no instagram.com/tremdaslives

O Ridico e o Lambrecado

Felicidade é não ser ridico e lambrecar o prato

O cérebro, que desconhece os limites do ir e vir, leva-nos para muito além do espaço e do tempo e, para isso, enche nossas noites de sonhos. Tempos de reclusão imposta ao corpo, dei de sonhar com gentes da minha infância, cenários já desfeitos por reformas e mudanças. É incrível a quantidade de imagens reservadas na tal massa cinzenta e que, imprevisíveis, brotam sabe-se lá por qual motivo nessas noites pandêmicas. Eu que não vou tirar emprego dos discípulos de Freud. Ocorre que, lembrando ao acordar de sonhos recentes, com esses emergem palavras lá das profundezas das memórias. Algumas, voltei a usar.

“Me lambrequei todo!” Disse irritado após um acidente na cozinha quando, tentando socorrer uma tampa que caia, deixei uma vasilha cheia de gororobas sujar minha barriga, minhas pernas, o chão. “O que aconteceu?” Acudiu-me o Flávio e eu, irritado: “Tô todo lambrecado!”. Ele riu, já meio que habituado às estranhas palavras que tenho usado. “Você inventou essa palavra”. Claro que não, lá em Minas, na infância, a gente usava direto. Lambreca, lambança, lambuzado… E a memória se fez presente.

Um dia deixaram Walcenis, minha irmã, tomando conta dos sobrinhos. Dois, três? Com certeza, dois sobrinhos e nosso irmão caçula. Logo, no mínimo três crianças. Lá pelas tantas, uma delas encheu as fraldas no que resulta na plenitude da palavra em questão: “Ela ficou toda lambrecada de merda”! Eram sobrinhos, minha irmã não tinha traquejo nem a sina das mães em resolver tal problema e o jeito foi apelar pedindo socorro à D. Doralva, nossa vizinha que, prontamente, deu banho na criança feliz e aliviada.

Antes de entrar na segunda palavra, ridico, cabe uma digressão. Eu já pesei 55kg! Em priscas eras, com 1,84m eu era muito magrelo. Foi marcante ligar para Uberaba e dizer para minha mãe: “- Estou pesando 56kg!” Ela festejou e o tempo passou. Corre por aí que, com a idade, a gente engorda um quilo por ano. Soma-se à idade comilanças durante a pandemia e… Me descubro com 96kg.  E constato que lá se vão  uns 41kg, ops,  anos de quando liguei para Dona Laura.

96kg não seriam problemas se a distribuição desses não fosse cruel. Certamente, de todo o peso adquirido a maior parte está concentrada na pança (palavra adequada para a atual situação). A gente segue a vida, de bermuda e camiseta, até o momento em que se faz necessário usar uma calça comprida e… uma, duas, três, quatro calças destinadas para doação por excesso de cintura do dono. Bora retomar antigos hábitos e assumir um regime.

Hora da refeição peço ao Flávio (ele, de novo!) para abastecer meu prato. O dito cujo come feito um passarinho e eu, justificando meu apelido palmeirense, encho o prato feito um porco. Ao pedir ao jovem esguio e equilibrado para me servir sei, por experiência de vida, que ele naturalmente diminuirá as minhas porções de refeição. Entusiasmado com a função ele, ao invés de uma colher de arroz, por exemplo, passou a me servir meia colher. “Ridico!”

O embate estabelecido entre a gula e o comedimento resultou no conflito exposto com a palavra vinda lá da infância: Ridico. Ele riu e corrigiu: “- Ridículo?” “Não, ridico mesmo, você está ridicando comida!”. Nova acusação de estar inventando palavra e, confesso, a dúvida bateu. Será que existe “ridico” ou só a gente falava assim? Antes de ir ao dicionário apelei para o argumento de “autoridade”: nós mineiros falamos assim. E o cara me olhou com aquela expressão de “tá inventando coisa”. Pois bem, está lá, bem claro. Ridico: avaro, sovina, mesquinho. Ele sorriu com a definição e sentenciou: “Você que pediu!”.

E assim estou eu, tentando comer menos e evitando me lambrecar. Poderia terminar falando do incrível universo dos sonhos que, de quebra, levam-nos a lembrança de palavras e expressões tão antigas quanto nossa memória. Prefiro reclamar: Estou com saudade de um bom pedaço de pudim, mas o ridico – exímio chef de pudins – disse que engordarei quatro kg com a iguaria. Vida difícil!

Folclore e Literatura no encontro com Januária Cristina Alves

Autora de um dos livros-base para o seriado “Cidade Invisível”, da Netflix, Januária Cristina Alves vai nos falar sobre o “Abecedário dos Personagens do Folclore” e, sobre seus outros livros no próximo domingo, 21 de Março, 18h00, no Trem das Lives. Nesse encontro, Valdo Resende pretende conversar sobre a carreira da premiada escritora pernambucana.

JANUÁRIA CRISTINA ALVES, JORNALISTA E ESCRITORA

Dona de uma carreira sólida, com mais de 60 obras publicadas, vencedora de dois prêmios Jabuti e do Prêmio Abril de Jornalismo, Januária Cristina Alves é de Recife, Pernambuco, onde desenvolveu carreira jornalística, mudando-se para São Paulo, onde permanece escrevendo sobre cultura e educação. Como Jornalista recebeu, em 1995, o Prêmio Abril de Jornalismo, na categoria Saúde.

Na capital paulista Januária trabalhou como roteirista do programa Bambalalão e foi colaboradora da Maurício de Sousa Produções, roteirizando histórias da Turma da Mônica. Escrevendo livros didáticos e paradidáticos venceu o Prêmio Jabuti de Literatura Brasileira, em 2014. Um segundo Jabuti veio pela coordenação editorial do livro “Convivendo em Grupo: almanaque de sobrevivência em sociedade”.

Trabalhando como consultora editorial e realizando palestras, cursos e oficinas para educadores. A autora continua a pleno vapor e celebra, neste momento, ter seu livro O ABECEDÁRIO DE PERSONAGENS DO FOLCLORE BRASILEIRO utilizado como fonte de consulta pela equipe do seriado A CIDADE INVISÍVEL da Netflix. Sucesso no Brasil e em outros 35 países, o seriado tem personagens baseados no folclore brasileiro. Cuca, Tutu Marambá, Saci, entre outros, fazem sucesso na trama que já garantiu uma segunda temporada.

VELHOS PARCEIROS, JANUÁRIA E VALDO RESENDE SE REENCONTRAM NO TREM DAS LIVES

Quando na TV Cultura, em São Paulo, Januária Cristina Alves escreveu um roteiro sobre o cangaceiro Lampião, para o programa infantil Bambalalão. Na visão da autora, o mito nordestino foi recriado como Lampiãozinho Jr, um garoto que luta pela preservação do ambiente e da cultura de sua região. O texto foi transformado em peça de teatro, produzido pela Kavantan & Associados.

“A História de Lampião Jr. e Maria Bonitinha” recebeu concepção e direção teatral de Valdo Resende. Estreando em São Paulo, esteve entre os melhores trabalhos infantis de 1999, indicação da Revista Veja. O trabalho ficou três anos entre apresentações na capital paulista e uma extensa turnê por todo o Nordeste brasileiro. Diretor e autora farão o bate-papo no próximo domingo, no Trem das Lives.

Iniciativa do publicitário e professor Fernando Brengel e do escritor e diretor teatral Valdo Resende, o Trem das Lives surgiu em outubro de 2020 visando divulgar lançamentos de livros, peças de teatro e demais atividades artísticas e manifestações culturais.

SERVIÇO:

TREM DAS LIVES com JANUÁRIA CRISTINA ALVES

Domingo, 21 de março, 18h no https://www.instagram.com/tremdaslives/

O Brasil Poético de Bruno Fracchia

Parceiro no Projeto Arte na Comunidade, Bruno Fracchia segue em frente e, agora, disponibiliza trabalho resultante do Prêmio Funarte. Sarau poético com poemas de poetas brasileiros do século XIX, Brasil Poético está no Youtube, podendo ser compartilhado nas redes sociais.

Uma oportunidade para ver, conhecer e desfrutar de poesia via interpretação suave e delicada de Bruno Fracchia.

Assista, divulgue e compartilhe!

Música e Jornalismo: Belchior, Nelson Motta e Raul Seixas

No próximo domingo mediarei um encontro entre Jotabê Medeiros e Nelson Motta, durante a 1ª Bienal Virtual do Livro de São Paulo. Juntos, conversaremos sobre música brasileira e jornalismo musical, destacando três livros dos dois autores:

RAUL SEIXAS, NÃO DIGA QUE A CANÇÃO ESTÁ PERDIDA, de Jotabê Medeiros, é um mergulho profundo nos 44 anos de vida do roqueiro, compositor e produtor musical, Raul Seixas. Do início em Salvador, passando pela fase de produtor que marcou época lançando sucessos de grandes artistas populares, o livro entra na carreira solo de um dos míticos artistas brasileiros. Lançamento da editora Todavia.

BELCHIOR, APENAS UM RAPAZ LATINO-AMERICANO, também de Jotabê Medeiros, busca refletir sobre a vida do genial compositor de “Velha roupa colorida”, entre outros grandes sucessos musicais, que atinge o auge para depois “desaparecer”, causando espanto aos fãs e admiradores. Vale destacar a análise do autor para “Como nossos pais”, imortalizada na voz de Elis Regina. O livro, da editora Todavia, está na 4ª reimpressão.

DE CU PRA LUA, DRAMAS, COMÉDIAS E MISTÉRIOS DE UM RAPAZ DE SORTE é a autobiografia de Nelson Motta. Bom humor, alto astral, a história da música brasileira e de grandes eventos pertinentes à ela estão relacionados ao autor, jornalista e compositor que, no livro, propicia reflexões sobre o que é ter sorte, além de dar dicas extraordinárias para quem pretende exercer a carreira de produtor musical. Lançamento da editora Estação Brasil.

Três livros para ler, curtir e presentear. Para conhecer um pouco mais sobre o assunto, todos estão convidados para nosso encontro, na sala Papo de Mercado, domingo, dia 13, às 12h. Para entrar na sala, o link é este: https://www.bienalvirtualsp.org.br/

Até lá!

Conectando pessoas e livros

A 1ª Bienal do Livro de São Paulo começou ontem, dia 7 e vai até o próximo dia 13. Acompanhe o evento, totalmente gratuito, pelo link: https://www.bienalvirtualsp.org.br/

No domingo, dia 13, às 12h eu, Valdo Resende, serei o mediador do encontro entre os jornalistas e escritores Nelson Motta e Jotabê Medeiros, na sala Papo de Mercado.

Papo de Mercado – Dia 13, 12h
Com Jotabê Medeiros, Nelson Motta. Mediador Valdo Resende
Raul Seixa é um dos temas desse encontro.
Nelson Motta começou como jornalista e crítico musical aos 20 anos, é letrista de 300 músicas e produziu discos de Elis Regina e Marisa Monte, e está lançando agora sua autobiografia “De cu pra lua”. Jotabê Medeiros é repórter musical e crítico com três décadas de experiência, autor das biografias “Belchior – Apenas um rapaz latino-americano” e “Raul Seixas: Não diga que a canção está perdida”. Juntos, eles conversam sobre música brasileira e jornalismo musical.