Parabéns, Bibi Ferreira!

Sinto-me privilegiado em ter visto Bibi Ferreira no palco fazendo Joana, Piaf, Amália… Joana é a Medeia, de Eurípedes. Adaptação de Chico Buarque e Ruy Guerra da tragédia grega para o morro carioca. As outras duas mulheres interpretadas por Bibi são reais. Edith Piaf, a maior cantora francesa, também compositora, foi primorosamente revivida por Bibi. Depois foi a vez da fadista portuguesa Amália Rodrigues. Além da interpretação é notável a semelhança física das duas grandes artistas.

Hoje é aniversário de Bibi. 93 anos de puro talento e grande energia. Penso que o melhor presente para essa grande artista é lembrar suas obras. Por isso, deixe três vídeos e meu abraço e o meu carinho para a atriz, diretora e cantora Bibi Ferreira. Que Deus a proteja sempre!

1, 2 ou 10 de junho, não importa. Importa reverenciar Bibi Ferreira.

até mais!

Angélica

Tempos de violência, de criminosa pancadaria. Já percorremos caminho similar e é possível prever onde iremos parar.  Sempre vale recordar que por ação de governantes “acima da lei” tivemos mães procurando por seus filhos “na escuridão do mar”. Angélica é o alerta para aquilo que devemos evitar.

Até mais!

Amanhã, no Rio de Janeiro

Há momentos em que o óbvio é o bastante. Óbvio gostar do Rio de Janeiro tanto quanto lembrar Tom Jobim e o seu “Samba do Avião”. Alguém conhece música melhor para quem chega ao Rio? É amanhã. Estarei lá e, desde já, “minha alma canta…”

Depois, no sábado, dia 11, estarei no Papos & Ideias  conversando sobre O Homoerotismo na Literatura Brasileira”. O evento marca o lançamento do meu romance Dois Meninos – Limbo para os cariocas. Começaremos às 17h00min. Aguardo os amigos e conhecidos na Livraria Saraiva Shopping Rio Sul. O endereço é avenida Lauro Muller, 116 – Botafogo – Rio de Janeiro – RJ.

Até lá!

Sabiá, um Sonho Impossível

sabia sonho impossível

Duas canções, um nome: Chico Buarque. Desde quando conheci “A Banda” que Chico passou a ser minha referência de letrista na música brasileira. Essas duas canções, Sabiá e Sonho Impossível, estão comigo dualisticamente. Tentarei voltar… nunca deixarei de sonhar.  Talvez eu volte, pode não ser um sonho impossível. Melhor que falar, ouvir.

Sabiá, na voz inesquecível de Clara Nunes!

Sonho Impossível, na primeira gravação de Maria Bethânia.

 

Até mais!

.

Nota:

Ao longo do mês de março publicarei alguns textos ou parte de textos de poetas, escritores, compositores e dramaturgos que foram essenciais na minha formação. Quero dividir com os leitores deste blog trechos preciosos que, bom enfatizar, nunca é demais divulgar. As duas canções acima são: Sabiá (Chico Buarque e Tom Jobim) e Sonho Impossível (J. Darion – M. Leigh – Versão Chico Buarque e Ruy Guerra/1972)

 

Ouvir Elis Regina

Elis Regina. 70 anos hoje. Sem lero-lero, é preciso ouvir sempre.  Do repertório impecável escolhi uma que é o meu mais profundo desejo. Um lugar para encontrar amigos, ouvir meus discos, ler livros e… nada mais. Ave, Elis!

 

Até mais!

Elis Regina no Carnaval de São Paulo

O carnaval de São Paulo e Rio de Janeiro já tornou público o resultado dos desfiles. Vai-Vai e Beija-Flor são as escolas de samba campeãs do carnaval de 2015. Trabalhando no sambódromo paulistano, pouco vi dos desfiles no Rio, exceto alguns momentos e, entre esses, tive o privilégio de assistir a apresentação da comissão de frente da Salgueiro. Algo para guardar “no lado esquerdo do peito”.

A citação de “Canção da América”, acima, não é por acaso. O ápice do samba de enredo da Vai-Vai, campeã paulista, é um vocalise de “Maria, Maria” cantada de forma emocionante pela plateia presente. As duas canções são de Milton Nascimento e Fernando Brant. Elis Regina, mais uma vez, foi devidamente homenageada pelo povo de São Paulo.

O embate no Sambódromo paulistano foi duro. Dragões da Real, Acadêmicos do Tucuruvi e Gaviões da Fiel estão entre as escolas memoráveis deste carnaval. O embate maior foi entre a Vai-Vai, com enredo homenageando Elis Regina e a Mocidade Alegre que levou Marília Pêra para receber merecidos aplausos pela longa e brilhante carreira.

Vou ficar nas duas mulheres. Duas grandes estrelas. Levarei por todo o sempre a lembrança de Marília Pêra, soberba, acenando e agradecendo ao público. Estava linda, majestosa, buscando dirigir-se para todas as direções, saudando toda a plateia. Uma mulher e tanto! Uma atriz cujos trabalhos e personagens identificavam carros alegóricos e alas inteiras.

Lá pelas tantas da madrugada anunciaram a entrada da Vai-Vai. A voz de Elis Regina tomou conta do ambiente e só depois entrou o samba de enredo. Não mostraram toda a cena na TV. A televisão busca “famosos” e “desnudos”, irritando muito ao colocar um espectador qualquer ou uma agressiva e desrespeitosa mensagem comercial enquanto passa uma escola. Gravei, mesmo que precariamente, para presentear uma amiga e pude registrar os momentos iniciais quando, mesmo com a passarela vazia, reviveu-se o mito e Elis Regina tomou conta do Sambódromo.

Creio que Marília Pera, sábia como é, deve estar feliz com a disputa, ponto a ponto, com Elis Regina. Penso que a cantora Marília reverencie a cantora Elis e a memória de tudo o que ela representa para o Brasil. Espero que passadas as emoções do resultado permaneça o reconhecimento de toda São Paulo para com a grande cantora brasileira.

O vídeo acima registra o momento em que os portões do Sambódromo foram abertos e a Vai-Vai cantou, com todo o povo, “Simplesmente Elis – A fábula de uma voz na transversal do tempo”.  O próximo, para terminar este post, registra a passagem de Elis, ao lado de Adoniran Barbosa, pelas ruas da Bela Vista, o nosso adorado Bexiga.

E agora sim, passado o carnaval, Feliz Ano Novo!

Até mais.

O primeiro clarim

Dircinha Batista

Há canções que chegam e permanecem em nossas vidas. No presente momento é carnaval e recordo desde quando vi e ouvi pela primeira vez Dircinha Batista cantando “O primeiro clarim”. Carnaval é isso:

Hoje eu não quero sofrer

Hoje eu não quero chorar

Deixei a tristeza lá fora

Mandei a saudade esperar

Hoje eu não quero sofrer

Quem quiser que sofra em meu lugar

Quero me afogar em serpentinas

Quando ouvir o primeiro clarim tocar

Quero ver milhões de colombinas

A cantar tra la la la la

Quero me perder de mão em mão

Quero ser ninguém na multidão…

Essa marcha deliciosa e a interpretação magistral de Dircinha Batista. Ficou e irá me acompanhar neste e em todos os carnavais. Quem quiser, quem não conhecer, ouça a música clicando aqui. E tenham todos um ótimo carnaval.

Até!