Tem rock no Trem!

Aumente o som da live porque o nosso trenzinho vai tremer.

Geraldo Guimarães Junior, mais conhecido como GG, cresceu na Pompeia, bairro paulistano em que floresceu o rock’n’roll brazuca. Bandas como Made in Brazil, Mutantes e Tutti Frutti, formadas por irmãos, vizinhos e amigos do bairro, tornaram-se ícones de gerações de fãs.

Berço do Rock, a Pompeia soube ir além. Nos anos 1970 e 1980, o Palmeiras recebia o Chic Show, bailes que reuniam centenas de fãs da Black Music. Jorge Ben Jor, Tim Maia e o lendário James Brown realizaram shows memoráveis nesses encontros.

O Punk Rock também deve muito ao bairro. Em novembro de 1982, o SESC Fábrica Pompeia foi palco do festival “O começo do fim do mundo”. Dois dias de som no talo e a energia de bandas entre Inocentes, Cólera, Olho Seco e Ratos de Porão.

O GG, Geraldo Guimarães, entrevistado desse domingo do Trem das Lives, é guitarrista de duas bandas, Santanás e Pompeia 72, além de ser colaborador assíduo da Feira de Artes da Pompeia. Uma estrada recheada de excelentes histórias, que ele dividirá conosco.

A Santanás é dedicada à obra de Carlos Santana. Já a Pompeia 72 cultua o som do Deep Purple, uma das principais influências de todo o rockeiro que se preze.

Plugue-se no nosso trenzinho. E curta as histórias de quem as vive e escreve.

Texto: Fernando Brengel

Thales Guaracy, próximo convidado do Trem das Lives

O bom do Trem das Lives é nos possibilitar conhecer livros, autores e, via bate-papo, ir além, aprofundando nos temas e na obra de nossos convidados.

Thales Guaracy é jornalista, editor e escritor, tendo construído uma sólida carreira no jornalismo com passagens pela Gazeta Mercantil, Estadão, Exame e Veja, trajetória que lhe rendeu o Prêmio Esso de Jornalismo Político em 1989. Atualmente, mantém uma coluna no Poder 360º.

Como editor, criou o selo Benvirá da Editora Saraiva, além de dois selos próprios, o Copacabana, dedicado à ficção, e o País do Futuro, à não-ficção.

Com mais de 20 livros publicados, a obra de Guaracy é eclética, dividindo-se entre romances, biografias e história. Dos títulos publicados, destacam-se Filhos da Terra e Campo de Estrelas, ambos bem recebidos pelo público. Além desses, Guaracy assina biografia do comandante Rolim Amaro, fundador da TAM.

Ontem comentamos aqui sobre Anita, romance a respeito da revolucionária Anita Garibaldi. Hoje quero lembrar outros dois títulos de resgate histórico, A Conquista do Brasil (1500 – 1600) e A Criação do Brasil (1600 – 1700).

A Conquista do Brasil

O subtítulo do livro A Conquista do Brasil, 1500-1600, de Thales Guaracy, nos dá uma ideia concreta de que iremos ter informação e bom humor: “Como um caçador de homens, um padre gago e um exército exterminador transformaram a terra inóspita dos primeiros viajantes no maior país da América Latina”.

O intenso processo de expansão portuguesa, competindo com espanhóis e outros povos por novas terras culminou com o domínio do Brasil. Essa história escrita pelo próximo convidado do Trem das Lives, Thales Guaracy, foi muito bem recebida pelo público tendo continuidade no lançamento seguinte, A Criação do Brasil, 1600-1700.

Guaracy participará do Trem das Lives, falando da sua produção literária, bem como dos rumos do país, da situação em que vivemos e o que podemos esperar para um futuro próximo.

Serviço

TREM DAS LIVES com Thales Guaracy

Domingo, 11 de abril, 18h00 no https://www.instagram.com/tremdaslives/

Anita, o romance

Anita Garibaldi está entre aquelas mulheres admiráveis, muito além do seu tempo. Revolucionária, não hesita em partir para a luta explícita e torna-se a heroína de dois mundos, lutando no Brasil e na Itália.

Quem se aproxima da história de Giuseppe Garibaldi, que liderou a unificação italiana no século XIX encontra a mulher, Anita.

A percepção da ligação visceral entre personagens e história levou Thales Guaracy, o próximo convidado do Trem das Lives a escrever ANITA, romance publicado pelo Grupo Editorial Record e disponível também em e-book.

Thales irá nos contar sobre esse e outros trabalhos domingo, 18h00 no instagram.com/tremdaslives

O Ridico e o Lambrecado

Felicidade é não ser ridico e lambrecar o prato

O cérebro, que desconhece os limites do ir e vir, leva-nos para muito além do espaço e do tempo e, para isso, enche nossas noites de sonhos. Tempos de reclusão imposta ao corpo, dei de sonhar com gentes da minha infância, cenários já desfeitos por reformas e mudanças. É incrível a quantidade de imagens reservadas na tal massa cinzenta e que, imprevisíveis, brotam sabe-se lá por qual motivo nessas noites pandêmicas. Eu que não vou tirar emprego dos discípulos de Freud. Ocorre que, lembrando ao acordar de sonhos recentes, com esses emergem palavras lá das profundezas das memórias. Algumas, voltei a usar.

“Me lambrequei todo!” Disse irritado após um acidente na cozinha quando, tentando socorrer uma tampa que caia, deixei uma vasilha cheia de gororobas sujar minha barriga, minhas pernas, o chão. “O que aconteceu?” Acudiu-me o Flávio e eu, irritado: “Tô todo lambrecado!”. Ele riu, já meio que habituado às estranhas palavras que tenho usado. “Você inventou essa palavra”. Claro que não, lá em Minas, na infância, a gente usava direto. Lambreca, lambança, lambuzado… E a memória se fez presente.

Um dia deixaram Walcenis, minha irmã, tomando conta dos sobrinhos. Dois, três? Com certeza, dois sobrinhos e nosso irmão caçula. Logo, no mínimo três crianças. Lá pelas tantas, uma delas encheu as fraldas no que resulta na plenitude da palavra em questão: “Ela ficou toda lambrecada de merda”! Eram sobrinhos, minha irmã não tinha traquejo nem a sina das mães em resolver tal problema e o jeito foi apelar pedindo socorro à D. Doralva, nossa vizinha que, prontamente, deu banho na criança feliz e aliviada.

Antes de entrar na segunda palavra, ridico, cabe uma digressão. Eu já pesei 55kg! Em priscas eras, com 1,84m eu era muito magrelo. Foi marcante ligar para Uberaba e dizer para minha mãe: “- Estou pesando 56kg!” Ela festejou e o tempo passou. Corre por aí que, com a idade, a gente engorda um quilo por ano. Soma-se à idade comilanças durante a pandemia e… Me descubro com 96kg.  E constato que lá se vão  uns 41kg, ops,  anos de quando liguei para Dona Laura.

96kg não seriam problemas se a distribuição desses não fosse cruel. Certamente, de todo o peso adquirido a maior parte está concentrada na pança (palavra adequada para a atual situação). A gente segue a vida, de bermuda e camiseta, até o momento em que se faz necessário usar uma calça comprida e… uma, duas, três, quatro calças destinadas para doação por excesso de cintura do dono. Bora retomar antigos hábitos e assumir um regime.

Hora da refeição peço ao Flávio (ele, de novo!) para abastecer meu prato. O dito cujo come feito um passarinho e eu, justificando meu apelido palmeirense, encho o prato feito um porco. Ao pedir ao jovem esguio e equilibrado para me servir sei, por experiência de vida, que ele naturalmente diminuirá as minhas porções de refeição. Entusiasmado com a função ele, ao invés de uma colher de arroz, por exemplo, passou a me servir meia colher. “Ridico!”

O embate estabelecido entre a gula e o comedimento resultou no conflito exposto com a palavra vinda lá da infância: Ridico. Ele riu e corrigiu: “- Ridículo?” “Não, ridico mesmo, você está ridicando comida!”. Nova acusação de estar inventando palavra e, confesso, a dúvida bateu. Será que existe “ridico” ou só a gente falava assim? Antes de ir ao dicionário apelei para o argumento de “autoridade”: nós mineiros falamos assim. E o cara me olhou com aquela expressão de “tá inventando coisa”. Pois bem, está lá, bem claro. Ridico: avaro, sovina, mesquinho. Ele sorriu com a definição e sentenciou: “Você que pediu!”.

E assim estou eu, tentando comer menos e evitando me lambrecar. Poderia terminar falando do incrível universo dos sonhos que, de quebra, levam-nos a lembrança de palavras e expressões tão antigas quanto nossa memória. Prefiro reclamar: Estou com saudade de um bom pedaço de pudim, mas o ridico – exímio chef de pudins – disse que engordarei quatro kg com a iguaria. Vida difícil!

Tem Coelho no Trem!

Pasqualino Ostereistedt, um coelho alemão radicado no Brasil, comerciante informal de ovos de Páscoa e de similares, é o próximo convidado do Trem das Lives, neste domingo, 4 de abril. O simpático mamífero virá nos contar sua origem e outros costumes e histórias dessa data comemorada em todo o mundo. A live é parte alusiva às datas comemorativas, da série criada por Fernando Brengel e Valdo Resende

PASQUALINO OSTEREISTEDT, O SETE BELEZAS

Nascido na pequena cidade de Ostereistedt, no Norte da Alemanha, na Baixa Saxônia, único macho de uma prole de oito filhos, Pasqualino tem sete irmãs, daí o codinome Sete Belezas. Comerciante dos ovos produzidos pela esposa, o Coelho mais querido encarrega-se, junto aos filhos – ele tem dezenas – de entregar todo o chocolate produzido em casa.

Guardião dos costumes e lendas da sua terra, Pasqualino adora conversar e contar suas histórias, embora se meta em confusões frequentes, dado ao jeito rebuscado de resolver certas situações. Em crise quanto aos ovos tradicionais e a nascente produção de ovos veganos, Pasqualino está encrencado e busca refúgio, quando nos encontra para um bate-papo.

Dos costumes pascais ao universo pop dos coelhos, incluindo entre outros as coelhinhas da Playboy, o mega star Roger Rabbit e o temido Sansão da Mônica, o Trem das Lives vai brincar de teatro e de contação de histórias via live “tradicional”, ou seja, uma entrevista com direito a pitacos dos viajantes, seguidores do nosso Trem.

OUTRAS PERSONAGENS DO TREM DAS LIVES

Terceira personagem de uma série em andamento, Pasqualino Ostereistedt vem fazer companhia a Papai Noel, que encantou e alegrou o Natal do nosso público e, também, a Fernandito Bombonera, astrólogo argentino que, em janeiro passado fez humoradas previsões para os viajantes do Trem das Lives.

A ideia, segundo os criadores Fernando Brengel e Valdo Resende, é manter o formato live, ou seja, uma entrevista com possíveis interações com os internautas, mas contando e celebrando as festas comemorativas via personagens tradicionais do folclore mundial. Outros virão? Provavelmente! O formato se manterá? Nosso norteador é a criatividade e a vontade de estar em sintonia com nosso público.

Alternando criação e entrevistas com convidados reais, o Trem das Lives vem ampliando horizontes, apresentando escritores, músicos e profissionais de destaque que interessam para que tenhamos um painel da diversidade criativa do povo brasileiro.. As viagens desse trenzinho ocorrem aos domingos, no Instagram, às 18h00, com duração de 1h. A divulgação é feita pelos idealizadores e convidados via Facebook, Twitter e o próprio Instagram.

SERVIÇO:

Pasqualino Ostereistedt, o Coelho da Páscoa no Trem das Lives

Domingo, 4 de abril, 18h no https://www.instagram.com/tremdaslives/

Rafael Sena e as Paralímpiadas no Trem das Lives

Nós, professores, ficamos muito felizes quando nossos alunos conseguem êxito profissional. No próximo domingo, o Trem das Lives fará um encontro entre Fernando Brengel e Rafael Sena; este, foi nosso aluno (Meu, do Brengel, Claudia Bouman, Regina Cavalieri… ) no Campus Marquês. Veja abaixo as informações sobre a live e o texto de Brengel para a apresentação do nosso convidado.

Jovem, extremamente ativo, Rafael Sena conheceu muito cedo o sucesso profissional.

Após perambular por expressivas empresas de relações públicas e de conteúdo, o publicitário especialista em comunicação digital encarou um desafio monumental: coordenar as redes sociais da Olimpíada Rio 2016. Trabalho deliciosamente insano e motivador. Três anos divulgando aspectos do maior evento esportivo do mundo.

O imenso fôlego do Rafael cravaria, logo em seguida, outra marca importante. Após voltar do exterior de um misto de férias e estudos, assumiu o cargo de Supervisor de Marketing do Comitê Paralímpico Brasileiro.

No Trem das Lives desse domingo, o entrevistado mostrará o que pouca gente conhece, os bastidores daqueles que têm por missão informar o público a respeito de encontros esportivos do porte das Olimpíadas e Paralimpíadas. Histórias saborosas, emocionantes e, acima de tudo, reveladoras do nível de profissionalismo envolvido.

Um dos temas da entrevista centra-se nas questões afeitas às competições desse ano, a serem realizadas em um momento atípico da História devido à pandemia.

Embarque correndo.

Domingo, 28.03, 18h00

instagram.com/tremdaslives

Caras Máscaras

Diário Pintado – Suzana Rigo

Suzana Rigo é uma artista notável. Nesses últimos meses, em quarentena, desenvolveu um trabalho sensível, totalmente em sintonia com o momento pelo qual passamos.

Utilizando técnica mista, a artista brinca com objetos naturais e pré-fabricados, texturas, tintas e, soma aos mesmos, lembranças, críticas, sensações, uma tristeza aqui, um bom humor ali… o conjunto é riquíssimo em nuances e sutilezas.

O resultado pode ser visto em vídeo, produzido pela artista, e os trabalhos estão online, na página do instagram, onde é possível ver títulos e comentários junto aos trabalhos. Vale a visita, vale a observação, a reflexão que nos inspiram as Caras Máscaras de Suzana Rigo.

Os trabalhos de Suzana estão também no link abaixo

https://www.instagram.com/suzana.rigo/

Obrigado, Suzana!

Você suaviza nossos dias!