Placas e parafusos

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Sem bolo, vela, música… Um ambulatório ao lado do consultório, um médico que já virou amigo, enfermeiras e atendentes simpáticas e é o que basta. Alguém aí já comemorou o aniversário retirando pontos de uma cirurgia? É o que está programado neste 18 de junho.

Entre todas as 64 (Eita!) comemorações do meu natalício, guardo algumas inusitadas. Por exemplo, houve aquela, em um bar, onde alguns convidados gastaram os tubos e caíram fora, deixando-me de presente uma conta volumosa; foram os amigos, daqueles que ficam para sempre, que me livraram do vexame com uma “vaquinha” pra saldar a conta. Ah, os caloteiros não eram petistas! O partido nem existia.

Outro 18 de Junho comemorei na Som de Cristal, a melhor gafieira de São Paulo. Duas orquestras que se revezavam no palco, músicas para dançar junto, agarradinho, sem necessitar bater cabeça, mas carecendo de muito gingado para não passar vergonha frente aos melhores casais de bailarinos de samba, especificamente o samba de breque do qual Germano Mathias era grande intérprete. Foi uma festa e tanto!

Da infância guardo imagens de minha avó, Maria, e minha mãe, Laura, fazendo sequilhos! Elas faziam um monte de coisas, mas eu guardei os sequilhos na memória olfativa, gustativa e, obviamente afetiva. Ah, sem essa dessas coisas industrializadas! A emoção só rola quando sinto o cheiro de forno aberto e deste saindo uma forma cheia desse biscoito.

Justificando o título deste cabe reportar alguns atropelamentos… Aos quinze, sem maiores consequências; já os 39 anos comemorei sobre uma cama, convalescendo de um atropelamento que me legou dois grandes presentes: o primeiro, uma placa e quatro parafusos no tornozelo direito e, o segundo, minha especialização em artes visuais. Pude andar, como o faço ainda hoje e me tornei mestre, ou seja, sem dramas!

Drama mesmo foi quebrar o cotovelo do braço direito. Foi no dia 10 de janeiro deste 2019. Uma longa cirurgia somou três placas e 10 parafusos ao corpo do velhinho aqui! Depressão nesse caso é normal quando você, ainda por cima, ouve da médica da previdência que deveria considerar a aposentadoria ou, no mínimo, mudança de função. Quase acreditei nela ao receber, no resultado da perícia, um longo período de licença.

Só gente canhota discorda que o braço direito é tudo de bom. Andei, inclusive, cogitando que na infância todos devem ser treinados com ambas as mãos. Assim podemos fazer tudo, mas tudo mesmo, se é que estou sendo claro, mesmo ficando engessado por quarenta dias.

Devo destacar, entre os que não acreditaram no crepúsculo do meu braço direito, o doutor Fernando de Melo e a fisioterapeuta Claudia Collado. Ele, muito sorridente, sempre afirmou que tudo ficaria bem e adorando contar que pegou meus ossinhos, colocou sobre uma mesa e remontou meu cotovelo. Ela, só parando os exercícios quando eu beirava ao desespero, insistia: – Vamos, Valdo. Tem que fazer! Ambos assessorados pela equipe de enfermeiras e atendentes do CAP – Convênio Médico, aos quais devo eterna gratidão.

Não bastasse a cirurgia de janeiro foi marcada outra, agora no comecinho do mês, para tirar duas placas e oito parafusos. É dessa que tirarei os pontos no dia do meu aniversário. Ficaram dois parafusos no cotovelo e ainda tenho os primeiros, lá no tornozelo.

Espero que tenha cumprido minha cota de metais cirúrgicos nesta encarnação! E, por isso mesmo, devo comemorar com alegria. Sem festa! Mas, cheio de esperança, fé e gratidão ao Flávio, aos meus familiares, amigos e a todos os profissionais pelos quais fui atendido. Muito obrigado!

Sigo em frente para cumprir as etapas finais visando voltar ao meu cotidiano. Agora com 64 anos. Na bagagem levo muitas coisas, mas muitas coisas mesmo desses últimos meses, materializadas simbolicamente nessas duas placas e oito parafusos que tenho por insistência do Dr. Fernando. “– Vai no hospital! Pega! Faça um chaveiro! São seus. Significam o quanto você está melhor”. Acredito que ele sabe o que diz.

Até mais!

Com carinho, para Sonia Kavantan!

Nesse conturbado mundo em que vivemos, onde os reais valores são cada vez mais escassos, frágeis, até mesmo inexistentes, sinto-me feliz por celebrar a amizade, o companheirismo, a cumplicidade e sobretudo o imenso carinho e respeito que tenho por Sonia Kavantan. Hoje é o dia do aniversário de Sonia, a produtora com a qual já realizei mais de trinta trabalhos em também trinta anos de parceria (31 faremos neste 2018!)

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(1987, em nossa primeira foto e hoje, neste 2018).

Como eu, centenas de profissionais têm muito a agradecer a essa profissional. Optei, para expressar minha gratidão, recuperar um perfil que escrevi sobre a produtora Sonia Kavantan, quando de nossa estreia no Pará, em 2008. Reitero tudo o descrito abaixo e reafirmo que o tempo só fez aprimorar o trabalho dessa incrível mulher. Parabéns, Sonia Kavantan! Para você, todo o carinho do mundo.

IDEALIZAR E PRODUZIR: SONIA KAVANTAN

Essa é uma madrugada comum para a maioria das pessoas. Para grupos restritos é o momento que antecede um grande dia. Entre esses, há um pequeno grupo de profissionais lá no Pará e outro, menor ainda, aqui em São Paulo, todos apreensivos. Logo mais será a nossa estreia. Um momento vital de uma caminhada que começou faz tempo e que, pretendemos, continue por outro tanto.

Tenho certeza que lá em Castanhal há uma pessoa acordada, trabalhando, ultimando detalhes, resolvendo situações não previstas. Pura adrenalina!

Uma vez, estávamos em frente ao Teatro Abril, aqui na Av. Brigadeiro Luiz Antônio, e vivíamos situação semelhante. E no meio de toda a turbulência de uma estreia, lembro de pequenos olhos negros, muito brilhantes, olhando tudo e todos, um sorriso nos lábios, enquanto me dizia: – Eu gosto disto!

Ninguém tem dúvida. É preciso gostar muito para ser uma produtora. A produtora de Vai Que É Bom, certamente trabalhando na madrugada de Castanhal, é Sonia Kavantan. É a responsável por tudo; ela é quem captou uma ideia, surgida sei lá eu quando, e viabilizou todo o necessário para que essa ideia viesse a ser uma peça de teatro, iniciando temporada em 6 de novembro [de 2008].

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Artistas são pessoas que sonham muito, viajam outro tanto, deliram mais um pouco e, quase sempre, guardam a praticidade da vida em algum departamento insondável de seus cérebros. Há a necessidade de alguém botar ordem na casa, tornando as ideias mirabolantes em fatos. Esse é o papel do produtor.

Quem já teve a oportunidade de acompanhar, de perto, o trabalho de um produtor, tem uma noção da extensão desse trabalho. E repito, uma noção. É preciso viver todo o tempo ao lado do produtor para conhecer os inúmeros detalhes que permeiam a criação, a montagem e a carreira de um trabalho teatral.

Sonia Kavantan tem o domínio de todos esses detalhes adquiridos em experiência vasta e diversificada. Já produziu filmes, concertos, exposições de artes plásticas, concursos, exposições de artes cênicas, shows, livros, cursos, prêmios… e peças, muitas peças de teatro.

Conversando com ela, em um dado momento, sob um aspecto, nem me passa pela cabeça dezenas de outros que ela está considerando. Conversamos muito, trocamos bastante, e até consigo apontar algumas soluções para problemas que ela me apresenta. Solto as rédeas, viajo longe e ela vem com objeções concretas: A coerência com a ideia central do projeto, o preço, o espaço físico, o outro profissional envolvido, o tempo, a verba disponível, as condições da gráfica, as condições de criação… e por aí vai. Tudo pensado e pesado; se solucionado, vem o sorriso que conheço “desde o século passado”!!!

Sinto-me, nesse momento, um instrumentista qualquer e vejo-a como o maestro. A maestrina! Aquela que arregimenta, ordena, organiza e, harmoniosamente, coloca tudo para funcionar. Quando termina o espetáculo, ela continua; avaliando, administrando, tornando possível a continuidade, o dia seguinte, prestando contas…

Sonia Kavantan é socióloga; adora ensinar e tem incontáveis alunos, por todo o Brasil, onde ministrou aulas, além de residentes ou dos que vieram até São Paulo para aprender no curso, criado por ela, sobre os mecanismos todos de uma produção de eventos culturais.

Em aula ela conta todos os detalhes, não guarda trunfos tipo “segredos profissionais”. É facilitadora. Usando a própria experiência para elucidar conceitos, apresenta e discute todas as dificuldades para a captação de patrocínios. E sobre esses, há pouquíssimos profissionais no país que têm conhecimento, tanto quanto ela, sobre as Leis de Incentivo Fiscal.

Estive pensando, hoje, na quantidade de pessoas beneficiadas pelo trabalho da “minha” produtora. Para quantos profissionais ela já propiciou trabalho? Quantos sonhos, de artistas e idealizadores, tornou realidade? Quantos milhares de brasileiros participaram dos eventos produzidos por ela?

Já estive auxiliando e cooperando em suas produções; neste Vai Que É Bom, estou como autor. Sei, por diferentes aspectos, da angústia que antecede a próxima noite. Do quanto temos sonhado, planejado, trabalhado, somando-se a isso preces e orações próprias, e pedidas a outros, para que tudo dê certo.

Caro leitor, estamos no Brasil. Não temos os recursos financeiros fabulosos de Hollywood. Estamos distantes das condições físicas das casas de espetáculos europeias. E nossos profissionais aprendem mais no trabalho que em nossas escolas (isso quando há escolas, cursos, para certos tipos de profissionais necessários para uma montagem teatral). Somos todos sonhadores.

E é essa a imagem mais forte que tenho de Sonia Kavantan. A profissional que sonha com um Brasil melhor. Que tem como projeto de vida, tornado profissão, facilitar e criar eventos para a cultura deste país. Para ela, o meu MUITO OBRIGADO!

Até!

Uma brasileira não desiste nunca!

Gosto de inventar histórias. Esta, abaixo, foi escrita há bastante tempo, para homenagear a Bibi, aniversariante do dia. Tava esquecida em arquivos não disponíveis. Vale a pena resgatar para, sobretudo reafirmar meu afeto e o título da história:

UMA BRASILEIRA NÃO DESISTE NUNCA!

vodka

Essa história rolou na calada, pouca gente soube e por ser esta uma ocasião especial chegou o momento de contá-la.  Em Uberaba, lá em Minas, junto com o mês de fevereiro chega um monte de garotas novas. São jovens ocupando vagas nas Universidades da cidade. Abre-se a temporada de caça para as novatas e a remarcação de território das meninas da cidade.

Ano passado chegou uma moça, como se diz por lá, metida à besta, uma fubá! Era de Barretos, São Paulo, e gabava-sede ser tão boa quanto qualquer peão se o assunto fosse copo. Não havia cerveja que a derrubasse! Tinha vindo pra Uberaba junto com uma prima, de Catalão, em Goiás, que também se gabava de derrubar toda a cachaça de um bar. Parecia ser esse o “marketing” das novatas frente aos rapazes uberabenses. As duas só entoavam música da banda SAIA RODADA.

Vamos “simbora” pra um bar

Beber, cair, levantar

Vamos “simbora” pra um bar

Beber, cair e levantar

Beber, cair e levantar…

Começaram a reinar nas noites de domingo, em frequentado bar da Avenida Santos Dumont. Tudo caminharia bem senão fosse pelo ato de beber e falar demais. Beber não era problema, mas falar pelos cotovelos… Certo dia, de cara cheia e língua solta, começaram a menosprezar as filhas da terra, afirmando que não haveria em Uberaba ninguém capaz de derrubá-las na bebida.

Mineiros, em geral, são quietinhos e, é conhecimento de toda a nação, dão um boi pra não entrar em uma briga e uma boiada inteira pra não sair. Estava armada a contenda. Tudo bem beber, tudo bem namorar alguns rapazes, mas menosprezar uberabense era demais! Foi tudo muito rápido. Mal as duas disseram as bobagens para que uma uberabense prontamente aceitasse o desafio, desde que a bebida fosse vodka.

A paulista de Barretos não titubeou em aceitar o desafio, muito menos a prima de Catalão. Segundo elas, traziam bebida antes mesmo da concepção, posto que os pais de ambas haviam tido PEPINO DI CAPRI como ídolo.

Champagne per brindare um incontro

Con te Che già eri di un altro

Ricordi c’era stato um invito:

Stacera si va tutti a casa mia…

A Uberabense caiu na risada com a história do champagne. Só poderia ter dado naquelas duas. Onde já se viu tanto romantismo estrangeiro! Cheia de orgulho familiar, a mineirinha contou que, desde o bisavô, o lema da família já tinha sido imortalizado por INEZITA BARROSO:

Pego o garrafão e já “balanceio”

Que é pra mor de vê se tá mesmo cheio

Não bebo de vez porque acho feio

No primeiro gorpe chego inté no meio

No segundo trago é que eu desvazeio

Oi, lá!

Estava claro que a contenda seria boa! Grande! Os rapazes rodearam as meninas, armou-se uma banca de apostas e até um sujeito, galã por conta de uma mãe mentirosa (Ela falou e ele acredita que é!), resolveu premiar a vencedora com ROBERTO CARLOS.

Amanhã de manhã

Vou pedir um café pra nós dois

Te fazer um carinho e depois…

A indignação foi geral. Entrar com café antes do porre? Se houvesse tido um ensaio não teria saído tão perfeito. As três bebedoras responderam e mandaram às favas o galã em uníssono, com a força do velho e ótimo CHICO BUARQUE:

Pai! Afasta de mim esse cálice

Pai! Afasta de mim esse cálice

Pai! Afasta de mim esse cálice…

E a mineirinha emendou, colocando o chato pra escanteio, quebrando tudo com o BARÃOVERMELHO, banda do coração da moça:

Embriague-se, embriague-se

De noite ou ao meio dia

Embriague-se, embriague-se numa boa

De vinho, virtude ou poesia…

O barman resolveu incrementar a contenda, dando uma rodada de graça para todos os presentes. Interessado em ampliar vendas criou, de imediato, uma primeira regra para as três concorrentes: aquela que fosse ao banheiro estaria fora do jogo. As duas forasteiras gabaram-se do título de “bexiguinhas de ouro” conquistado numa noite como aquela, na Festa do Peão de Barretos.

A segunda regra criada pelo barman foi baseada em célebre sucesso de ELIZETH CARDOSO. O início da peleja seria com a banda residente tocando “Eu bebo Sim” três vezes e a concorrente que tomasse a maior quantidade de tragos durante a execução da música, corresponderia a pontos na disputa. Portanto, não bastaria manter-se de pé; a vitória seria dada a quem bebesse mais durante toda a noite. E a banda mandou ver:

Tem gente que já ta com o pé na cova

Não bebeu e isso prova

Que a bebida não faz mal

Uma pro santo, bota o choro, a saidera

Desce toda a prateleira

Diz que a vida ta legal

Eu bebo sim…

A moça de Barretos tomou 19 doses e a de Catalão, 18. A mineirinha… 22. As três, nessa altura, encostadas no balcão, já tinham os olhos vidrados, a boca pastosa, as pernas bambas, a cabeça pesada. Nenhuma dava sinais de um possível abandono da luta.

Uma hora depois, com outras três garrafas esvaziadas a coisa parecia chegar ao final, quando bateu a falta de elegância. A caloura de Catalão pediu um balde e, vomitando, foi desclassificada. A moça de Barretos tomou ares de vitoriosa e a mineirinha resolveu fazer serenata para o próprio copo, embalando este e lembrando CAZUZA:

Benzinho, eu ando pirado

Rodando de bar em bar

Jogando conversa fora

Só pra te ver passando, gingando…

A expectativa crescia e, como todo mineiro é precavido, a ambulância já havia chegado preparada para tratar comas alcoólicos. A banca de apostas crescia e o bolo chegava perto dos dez mil reais, dinheiro vivo, metade destinada à vencedora. Percebendo a proximidade do fim, o barman,resolveu abrir outras quatro garrafas de vodka, garantindo com isso, mais quatro vendas. As meninas encararam e um imbecil lembrou outro imbecil, famoso nas transmissões esportivas, onde, em qualquer jogo, solta a pérola: – Dramático! É um jogo de vida ou morte!

Antes de terminarem a segunda garrafa, das últimas disponíveis, a moça de Barretos caiu sobre o copo, escorregando feito lesma chão abaixo. O bar inteiro ovacionou a mineirinha que, com um grito de “chega!”, calou todo mundo, emendando para espanto geral: -Gente, eu estou só começando!

Sem dividir as garrafas restantes com ninguém, guardando o dinheiro obtido na disputa em uma bolsa a tiracolo,caiu ao começar a quarta garrafa. Quando correram pra socorrê-la, outro grito: “-Pode parar que eu ainda não acabei”. E ainda com cérebro para lembrar-se de uma conhecida lá de Belém do Pará, soltou a frase que ninguém, presente no bar naquela noite, jamais esquecerá: “- Eu bebo até cair e quando eu caio bebo deitada, porque sou brasileira e não desisto nunca!”

Essa mineirinha lembra outra que faz aniversário neste dia 6. Certamente  BIBI não beberá tanto quanto a dessa história, mas que  vai beber, isso vai!

bibi

Feliz aniversário, Adryana Gabriela!

 

Até!

Sete anos de blog!

O bolo é do aniversário do blogueiro. Se bem andou...
O bolo é do aniversário do blogueiro. Se bem andou…

Este blog está completando quatro anos no WordPress. Somando-se ao tempo anterior, quando hospedado no Papolog, resulta num total de sete anos. Pensei em enumerar textos, palavras, entre outras possibilidades de contabilidade; é certo que estes números afagariam meu ego, mas diriam muito pouco do que realmente sinto e quero: agradecer.

Aos amigos, primeiros e fieis leitores; aos novos amigos que foram descobrindo o indivíduo por trás da escrita; aos desconhecidos que, perto ou longe, mantêm visitas constantes e sinalizam acordo ou desacordo com o que penso. Todos enriquecem este espaço. Minha gratidão constante!

Sem fins lucrativos, os benefícios profissionais são outros, muitos! Prefiro, neste momento, registrar o que mais me estimula: a reflexão e a possibilidade de dividir, comungar ideias com o outro… Ou discordar delas. Escrever sem censura, expor o pensamento independentemente de partido ou credo e permitir ao outro que faça o mesmo através dos comentários.

Sete anos. Um caminho e tanto. Obrigado!

“Feliz, mais Valdo do que nunca!”

Ontem foi um dia abençoado. Quero registrar aqui meu sincero e profundo agradecimento por todo o carinho, e pelas mensagens afetivas recebidas pelos diferentes meios. Como aprendi com meus pais: Deus lhes pague! Obrigado. A vida é belíssima.

Quando cheguei pela manhã, no trabalho, presenciei em pleno saguão da universidade a exibição de um vídeo, iniciativa da Professora Regina Cavalieri e feito pelo Luis Antonio Francisco, o Luisinho…

Ao londo do dia recebi inúmeras outras manifestações de carinho. Período de exames, trabalhamos normalmente, ainda fui agraciado com um delicioso bolo, “feito pela Claudia Bouman” e novamente aquelas coisas absolutamente simples e, por isso mesmo, extraordinariamente profundas, dando-nos certeza do quanto é bom ter amigos.

Além desses vídeos desejo compartilhar um belo texto escrito pelo Fernando Brengel sobre os meus 60 aninhos:

“60 anos! Mania da gente valorizar as décadas, mas como deixar de fazê-lo? Parece que a cada década sentimo-nos mais fortes, plenos, uma sensação de conquista da vida, do tempo, um lançar-se à eternidade. Algo que, no seu caso, ganha outro contorno. Afinal, você demonstra todos os dias o respeito e carinho pela vida. Dá graças não às décadas, mas a cada minuto que o faz melhor, mais criativo, exigente sim!, e por que não? Valoriza cada segundo que o torna mais sensível, feliz, mais Valdo do que nunca. Aproveite, porque nesses próximos dez anos virão muitos textos, amigos, viagens, amores, sorrisos e algumas necessárias dores. Porém, a existência o brindará com aquilo que você a comemora: você mesmo, que é tudo para nós que te amamos, que é muito para nós, amados por você. Bjs bro. Muitas felicidades hoje e sempre (Fernando Brengel).”

Penso que este texto do Brengel seja bastante representativo de todos os textos, desejos, afagos, preces, felicitações, congratulações, etc. recebidos. Milhões de agradecimentos e minha eterna gratidão.

Enquanto isso, minha amiga de infância, a Eulália, lá em Minas, continua com seus eternos 36 anos… É meu sincero desejo que ela continue assim, com a idade que quiser, sempre feliz. E desejo 60 milhões de anos felizes para todos os meus amigos, parentes, familiares.

Até!

Aniversário

(Os versos abaixo são do poema “Aniversário” – Fernando Pessoa/Álvaro de Campos)

No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.

No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma…

Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui…

Atrás: (esquerda para direita) Hugo, Albino, José (filho), Felisbino, Laura, Ulisses, Isaura.  Meio: (Esquerda para direita, de pé) Valdonei, Waldênia, Walcenis, Dilma. Sentados: Olinda, Maria, José, Manoel. Os menores: Luiz Roberto (no colo), Walderez, Valdo, José Luiz
Atrás: (esquerda para direita) Hugo, Albino, José (filho), Felisbino, Laura, Ulisses, Isaura.
Meio: (Esquerda para direita, de pé) Valdonei, Waldênia, Walcenis, Dilma.
Sentados: Olinda, Maria, José, Manoel.
Os menores: Luiz Roberto (no colo), Walderez, Valdo, José Luiz

Que me perdoem os outros, pois há outros, mas quando entendi o conceito de “família” eu vivia com todos esses ai dessa preciosa foto. Haviam os parentes mais próximos, outros mais distantes. Ainda outros nasceram depois, ampliando o grupo. Mas foi por aí, nesse TEMPO, que entendi esses conceitos fundamentais da vida: pai, mãe, irmãos, avô, avó, tio, tia, primos. Só mesmo Fernando Pessoa para sintetizar o que sentimos em frase curta e extremamente verdadeira: “Eu era feliz e ninguém estava morto.” Agora sou feliz e reverencio todos os meus familiares.

Até mais!

Parabéns, Bibi Ferreira!

Sinto-me privilegiado em ter visto Bibi Ferreira no palco fazendo Joana, Piaf, Amália… Joana é a Medeia, de Eurípedes. Adaptação de Chico Buarque e Ruy Guerra da tragédia grega para o morro carioca. As outras duas mulheres interpretadas por Bibi são reais. Edith Piaf, a maior cantora francesa, também compositora, foi primorosamente revivida por Bibi. Depois foi a vez da fadista portuguesa Amália Rodrigues. Além da interpretação é notável a semelhança física das duas grandes artistas.

Hoje é aniversário de Bibi. 93 anos de puro talento e grande energia. Penso que o melhor presente para essa grande artista é lembrar suas obras. Por isso, deixe três vídeos e meu abraço e o meu carinho para a atriz, diretora e cantora Bibi Ferreira. Que Deus a proteja sempre!

1, 2 ou 10 de junho, não importa. Importa reverenciar Bibi Ferreira.

até mais!