“Es Sudamérica mi voz”

Neste último sábado formamos um enorme grupo sobre o palco do Teatro Sesc-Santos. Foi o encerramento da série Concertos Ibero-Americanos. O Maestro Ricardo Cardim, regente e idealizador da série (veja mais aqui), reservou para o concerto final a Misa Creolla, do argentino Ariel Ramirez.

“Meninos, eu estava lá!”. E aqui estão dois registros afetivos, ou seja, não são vídeos profissionais: são da perspectiva de quem estava na plateia e, assim, temos uma ideia de como fomos vistos e ouvidos. E queremos compartilhar com amigos, pessoas queridas e todos os interessados em música. Nas páginas sociais dos participantes estão outros momentos do concerto.

No primeiro vídeo, o Madrigal Ars Viva canta Niño Dios d’amor herido. É o grupo do qual faço parte e estou feliz e orgulhoso com o resultado.

No segundo vídeo, ápice do concerto, estão dois coros: O Ars Viva e o Coro Livre da Baixada, mais um grupo de músicos e solistas convidados cantam a Misa Creolla em cinco movimentos: Kyrie, Glória, Credo, Sanctus, concluindo com o Agnus Dei.

Não só nesse concerto, mas no cotidiano, o Maestro Ricardo Cardim é o regente dos dois coros e, certamente, todos os participantes agradecem-no pela atenção e infinita paciência em ensaios durante meses e meses.

Valeu, Maestro! Parabéns! Para todos os participantes!

Nota: o título deste post é de música de Ariel Ramirez e Félix Luna, que abre o disco Cantata Sudamericana, de Mercedes Sosa. Parceira de vários trabalhos com esses compositores, Mercedes é uma das intérpretes da Misa Creolla.

Boa semana para todos!

“Misa Criolla” Encerra Concertos Ibero-Americanos

O Teatro do Sesc-Santos recebe grupo coral formado pelo Madrigal Ars Viva, o Coro Livre da Baixada, mais solistas e instrumentistas convidados.

Detalhe do programa do projeto

Em junho deste 2024 teve início uma série de concertos e palestras, com destaque para a música sacra criada no período colonial por compositores que viveram no litoral paulista. Também foram lembrados compositores que atuaram na América do Sul ao longo dos últimos cinco séculos, culminando com obras feitas no século XX. No próximo sábado, às 15h, ocorrerá o encerramento com um grande concerto no Teatro do Sesc-Santos.

O Maestro Ricardo Cardim fez a curadoria de toda a série “Concertos Ibero-Americanos – Uma jornada musical pelos templos religiosos de Santos e São Vicente”. O projeto percorreu locais de importância histórica que remetem ao motivo primeiro do surgimento do repertório sacro, acompanhando os atos litúrgicos no período colonial. Além das obras corais, o projeto contemplou a música de câmara e as composições feitas para conjuntos instrumentais.

Maestro Ricardo Cardim em uma das palestras da Jornada Musical

Antecedendo cada concerto, palestras foram realizadas aprofundando os temas e conectando o público com o repertório de cada concerto. Nesta quinta-feira, 28, haverá um bate-papo sobre “As perspectivas da música latino-americana”, quando Cardim relembrará os principais compositores do continente.

Ao levar os concertos para os templos foi possível estabelecer diretamente as relações entre compositor, local e obra, como por exemplo, no Convento de Nossa Senhora do Carmo.  O Conjunto do Carmo guarda telas de Frei Jesuíno do Monte Carmelo, que também foi compositor. No concerto realizado em junho, abrindo a série, foram apresentadas duas composições do Frade: o “Cântico da Verônica” e a “Procissão das Palmas”.

Não só a história colonial foi enfatizada nos templos visitados. Na Paróquia da Sagrada Família, construída na década de 1970, o público visitante pode conhecer uma imagem de Santa Tereza de Calcutá, a primeira instalada em altar-mor. Foi lá que um santista, Marcílio Haddad Andrino, recebeu um milagre reconhecido pelo Vaticano e, após confirmação, houve a canonização da freira indiana.

Neste sábado, o encerramento da série

Maestro Cardim prepara o Madrigal Ars Viva para o concerto

O concerto que encerra a série será o único não realizado em igreja, mas no palco do Teatro do Sesc Santos. Ricardo Cardim preparou uma grande celebração com dezenas de pessoas, entre cantores, instrumentistas e solistas, que apresentarão neste 30 de novembro, às 15h, um repertório que sintetiza toda a jornada musical do projeto. O destaque é para a Misa Criolla, do compositor argentino Ariel Ramirez.

O Madrigal Ars Viva e o Coro Livre da Baixada formam um grande coral que acompanhará os solistas, os tenores Marcus Vinícius Moura Loureiro e Silas Silva; um conjunto de instrumentistas convidados para o evento completam o grupo, com a regência de Ricardo Cardim. Idealizado no primeiro semestre, os preparativos concretos dos dois coros ocorreram nos últimos três meses. Colaboram com o Maestro Cardim em todo o processo de ensaios a preparadora vocal Denise Yamaoka e a pianista Sônia Domenighi.

A pianista Sônia Domenighi acompanha todos os ensaios e estará no Concerto

Além de Ariel Ramirez, entre outros, farão parte do repertório do concerto Alberto Ginastera e Leo Brouwer. O conjunto instrumental convidado para o evento é formado por Fábio Ferreira (contrabaixo), Felipe Ramos (violão), Guilherme Nascimento (Percussão), Gustavo Albuquerque (alaúde, violão) Rafael y Castro (percussão), Sônia Domenighi (piano), Tadeu Romano (bandoneon), Wilson Melo (flauta) e Júlio Cesar (percussão).

Serviço:

Dia 28, Quinta 19h
Bate-papo – As Perspectivas da música latino-americana. Com o Maestro Ricardo Cardim.
Sala 1 do Sesc Santos – Grátis

Dia 30, sábado, 15h
Concerto obras corais (Encerramento da série Concertos Ibero-americanos)
Teatro Sesc-Santos
Inteira R$ 50,00, Meia R 25,00 e portadores de credencial plena do Sesc, R$ 15,00