Música na Bienal

Neste domingo, 13 de dezembro, último dia da Bienal Virtual do Livro de São Paulo, às 12h mediarei um encontro entre Nelson Motta e Jotabê Medeiros. O tema será Música e Letras, com foco sobre música brasileira e jornalismo musical.

Nelson Motta é compositor, produtor musical, jornalista e escritor. Começou aos 20 anos com centenas de letras musicais, além de produzir discos de Elis Regina e Marisa Monte. Colunista da Rede Globo, é autor de vários livros. Está lançando agora sua autobiografia, “De cu pra lua” pela editora Estação Brasil.

Jotabê Medeiros é jornalista e escritor, é o autor da biografia de Belchior – Apenas um rapaz latino-americano e, posteriormente, de Raul Seixas – Não diga que a canção está perdida, ambos pela Todavia. Repórter musical e crítico, entrevistou Mick Jagger, Chuck Berry e, entre centenas de outros, Ringo Star.

Convidado pela coordenação da Bienal Virtual, mediarei o painel que acontecerá na sala Papo de Mercado, às 12h. Estou feliz com a oportunidade e espero contar com a presença de todos vocês.

Como assistir:

Domingo, 13.12.20, 12h00

Entre no site www.bienalvirtualsp.org.br e acesse o link “Papo de Mercado”.

Até mais!

Música e Jornalismo: Belchior, Nelson Motta e Raul Seixas

No próximo domingo mediarei um encontro entre Jotabê Medeiros e Nelson Motta, durante a 1ª Bienal Virtual do Livro de São Paulo. Juntos, conversaremos sobre música brasileira e jornalismo musical, destacando três livros dos dois autores:

RAUL SEIXAS, NÃO DIGA QUE A CANÇÃO ESTÁ PERDIDA, de Jotabê Medeiros, é um mergulho profundo nos 44 anos de vida do roqueiro, compositor e produtor musical, Raul Seixas. Do início em Salvador, passando pela fase de produtor que marcou época lançando sucessos de grandes artistas populares, o livro entra na carreira solo de um dos míticos artistas brasileiros. Lançamento da editora Todavia.

BELCHIOR, APENAS UM RAPAZ LATINO-AMERICANO, também de Jotabê Medeiros, busca refletir sobre a vida do genial compositor de “Velha roupa colorida”, entre outros grandes sucessos musicais, que atinge o auge para depois “desaparecer”, causando espanto aos fãs e admiradores. Vale destacar a análise do autor para “Como nossos pais”, imortalizada na voz de Elis Regina. O livro, da editora Todavia, está na 4ª reimpressão.

DE CU PRA LUA, DRAMAS, COMÉDIAS E MISTÉRIOS DE UM RAPAZ DE SORTE é a autobiografia de Nelson Motta. Bom humor, alto astral, a história da música brasileira e de grandes eventos pertinentes à ela estão relacionados ao autor, jornalista e compositor que, no livro, propicia reflexões sobre o que é ter sorte, além de dar dicas extraordinárias para quem pretende exercer a carreira de produtor musical. Lançamento da editora Estação Brasil.

Três livros para ler, curtir e presentear. Para conhecer um pouco mais sobre o assunto, todos estão convidados para nosso encontro, na sala Papo de Mercado, domingo, dia 13, às 12h. Para entrar na sala, o link é este: https://www.bienalvirtualsp.org.br/

Até lá!

Elis Regina, para celebrar a vida

17 de março é o dia em que nasceu Elis Regina.  Faço questão de celebrar, pois tenho a impressão de que lembramos mais o dia da morte do que o aniversário da cantora, nascida em 1945. Perdas são traumáticas e acabamos fixando tais momentos. Comemorar o dia de hoje, em relação à Elis Regina, é celebrar a vida. Elis vive e, como ela um dia disse, viveria enquanto durassem os discos. Os discos estão aí, portanto, viva Elis!

Discos novos, relançados, gravações que saíram da gaveta para o deleite de fãs e colecionadores. No início deste ano, lembrando os 30 anos da morte da cantora, ocorreram vários lançamentos e a vasta obra de Elis Regina foi colocada em caixas luxuosas, dignas da grande intérprete brasileira.

Elis Anos 60 é o caixa do início da carreira da cantora. São 10 álbuns lançados entre 1965 e 1969. Entre eles, “Samba eu canto assim(1965) e a série “Dois na Bossa”, ao lado de Jair Rodrigues. Só estes já valeriam pela caixa inteira. O encontro notável entre os dois cantores, sambistas por excelência, é um raro momento, devidamente registrado e que, de quebra, lembram o clima do programa “Fino na Bossa”, onde ambos tornaram-se ídolos brasileiros.

O registro integral do show em Montreux

Em cada uma das caixas estão algumas coletâneas. Na caixa dos anos 60, “Pérolas Raras” e “Elis, Esse Mundo é meu”; esta última, produzida especialmente para o projeto, contém 16 gravações avulsas da cantora. Na caixa dos Anos 70, uma raridade: O registro das duas apresentações feitas por Elis Regina, em 1979, no Montreux Jazz Festival. O show está na íntegra, com os 27 números interpretados por Elis em “Um dia”. Outra coletânea, “Elis no Céu da Vibração” reúne mais de duas dezenas de gravações antes dispersas em compactos e em discos de festivais, como “Um novo rumo”, de Arthur Verocai e Geraldo Flach, que Elis gravou ao vivo em 1968.

A caixa “Elis Anos 70” deixa clara a importância da cantora nos anos de ditadura militar e, musicalmente, a capacidade de Elis em realizar escolhas corretas.  Essas escolhas resultaram em lançamentos de compositores que entraram para a história da música brasileira: Belchior, Ivan Lins, João Bosco & Aldi Blanc, entre vários outros. É a caixa de “Falso Brilhante” e “Transversal do Tempo”, que estão entre os onze álbuns desta fase, cujo marco fundamental é o disco “Elis e Tom”; a cantora ao lado do Jobim, nosso “maestro soberano”.

Estão investindo em relançamentos dos trabalhos da cantora; um sinal evidente da força de Elis Regina. Do afeto e admiração do público pela voz afinada, o timbre inesquecível, as interpretações definitivas. Neste final de semana, no aniversário de 240 anos de Porto Alegre, cidade natal de Elis Regina, será a estréia do show de Maria Rita, interpretando os sucessos da mãe famosa. Sábado próximo, dia 24, será a vez de São Paulo assistir o show, denominado “Viva Elis”. A cantora vive em si e no trabalho dos filhos; estes parte da grande herança que Elis Regina nos deixou.

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Bom final de semana.

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