“Arte Afro-brasileira: um termo em controvérsia”

Bom retornar e divulgar um evento em Fortaleza, onde estão muitos amigos, aqui destacando a querida Cecilia Calaça:

A Pinacoteca do Ceará recebe nesta sexta-feira, 24 de março, às 18h, a aula aberta “Arte Afro-brasileira: um termo em controvérsia”, com Cecília Calaça e Claudinei Roberto da Silva. A atividade conta com acessibilidade em Libras.

A aula aberta faz parte da programação do Ateliê de Pesquisa e Crítica, que propõe oferecer embasamento teórico e ferramentas para quem deseja escrever sobre arte ou se aprofundar na história e nos fundamentos da crítica, além de incentivar futuras pesquisas na área.

📌Sobre Cecília Calaça:
Reside em Fortaleza, onde atua como artista visual e pesquisadora independente da arte Afrocentrada. Doutora em Educação pela Universidade Federal do Ceará – FACED, e Mestra em Artes Visuais pela UNESP. Coordenadora da linha de pesquisa Africanidades Brasileiras e vice-líder do Grupo Meio Fio de Pesquisa e Ação vinculado ao Projeto de Extensão do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia – IFCE/Fortaleza.

📌Sobre Claudinei Roberto:
Professor, curador, artista visual. Licenciado pelo Departamento de Arte da USP. Faz parte do Conselho Curatorial do Museu de Arte Moderna de São Paulo na gestão 2019-2023 e do comitê curatorial do 37º Panorama da Arte do Museu de Arte Moderna de São Paulo. Coordenou o Núcleo Educativo do Museu Afro Brasil. Coordenador Artístico Pedagógico do projeto multinacional “A Journey through African diáspora” do American Alliance of Museums em parceria com o Museu Afro Brasil e Prince George African American Museum 2011. É membro da Academia Brasileira de Críticos de Arte.

➡ PROGRAME-SE!
Aula aberta “Arte Afro-brasileira: um termo em controvérsia”, com Cecília Calaça e Claudinei Roberto da Silva.
Com acessibilidade em Libras
24/03 | sexta-feira | 18h
Na Pinacoteca do Ceará | Ateliê 1
Capacidade de 60 pessoas, por ordem de chegada

Fonte: divulgação do evento

Meninas do Ceará

Verônica e Cristiane

Em períodos tão intensos há que se ter tempo para o amor. E a gente foi celebrar a capacidade humana de amar e estar um com o outro no Ceará, especificamente em Fortaleza. Um casamento! Sair de casa, percorrer mais de três mil quilômetros para um breve encontro em família. Não aquela de sangue, mas a que nos foi colocada e a quem assumimos com alegria nessa vida.

Faz tempo que não vou a casamentos. Estou aqui tentando recordar o mais recente, anterior a este que nos levou ao Ceará e, na lembrança, vem um de 2011… Depois que a gente passa de uma certa idade os casamentos são raros e assim, quando casa uma pessoa querida – minha amiga Cristiane Buco –, o jeito é arrumar a fatiota de casamento e rumar para a festa.

Passagem de avião é aquela coisa: você procura o voo mais em conta e parcela em 13 vezes (Lula!). Resta arrumar um cantinho para repousar. É aqui que entra Maria Cecília Calaça. De origem mineira, quando questionada se poderia nos hospedar, a resposta foi música para os ouvidos: “Venha quando quiser! Se eu não estiver em casa deixo a chave com o Caio, mora no quarto andar, e vocês se ajeitam. A casa é de vocês!” No meu círculo de relações é só gente de Minas que faz essas coisas.

Cecília foi nos pegar no aeroporto, e aí já ocorre algo com o que identificamos o nordeste: deixa-se a bagagem em casa e toma a direção de uma festa. Um aniversário! E eu, mineiro tímido, me pergunto nos primeiros minutos enquanto encontro “novos amigos de infância”: o que é que estou fazendo aqui? Zakira, o aniversariante, tratou de colocar a mim e ao Flávio à vontade entre os seus e, em pouco, concretizou-se a amizade que parece não ter tempo. Foi no aniversário que ouvi a observação: deve ser esse um casamento muito especial para o qual vocês vieram!

Conheci Cristiane no Instituto de Artes da Unesp, no século passado! E depois de tantos anos recebo o convite: “Vou me casar! Gostaria que você viesse”. Fui. E conheci Verônica, a doce companheira, agora esposa, da Cris. Um casamento especial por ter sido o primeiro em que estive: duas meninas! Os tempos tem sido melhores para todos que estão no grupo LGBTQIA+ e agora a gente pode festejar com as duas famílias essa união que vem de longe, já se concretiza estável, e todo mundo torcendo para que vá muito além.

Cecília Calaça, nossa anfitriã.

Cecília de vermelho, as noivas de branco, três meninas do Ceará. Aqui e ali, no imenso salão, novos amigos, velhos conhecidos. Beth, Rosa, Cris, Tati, Lilian, Jacó… Amigos. Um casamento. As famílias juntas e misturadas, tornando-se uma. Sem esquecer o momento para além da festa, volta e meia acontece gritos de “Lula!”. Todos que transitam por esse universo sabem os perigos do fascismo. Puxam cantoria e coreografias com a bandeira multicolorida, que as noivas fizeram questão de compartilhar com os convidados. Uma cantora local, Beth Rodrigues, alegrou a noite cantando tudo o que o pessoal gosta. Convidados deram palhinha e até a noiva Cris mostrou porque é grande musicista, cantando suave e lindamente.

Podemos ser felizes! Cecília com Zakira, Cristiane com Verônica. O amor, a gente sabe, é lindo! Escreverei sobre Fortaleza em outra oportunidade. Aqui, agora, é desejar toda a felicidade do mundo para as novas esposas e anunciar que, caso a sorte e a superstição se concretize, pode ocorrer um novo casamento por aí: Adivinhem quem pegou o buquê?

Felicidades, Cris! Felicidades, Verônica!