Amigos Imaginários

jerry adriani

Mais uma vez de uma sensação já conhecida. É como se tivéssemos perdido um amigo. Desses amigos com os quais não nos encontramos muito ou deixamos de ver por todas as possíveis razões cotidianas. No entanto a notícia da morte cala fundo e sentimos a perda. Sem aquele desespero de quando são entes familiares e queridos, contudo vem a tristeza da perda do amigo imaginário acompanhada da certeza de que a morte é o fim de todos nós.

Meu primo mais velho, falecido há mais de trinta anos, era grande fã de Jerry Adriani. Gostava de pentear o cabelo como o ídolo assim como também gostava de cantar as músicas, usar roupas similares. “Foi assim”, canta Wanderléa no final do show de sucesso em cartaz, o “60! Década de Arromba”, um documentário musical: A Jovem Guarda  ditava maneiras de vestir, de cantar, de ser. E mesmo que tenhamos tomado rumos absolutamente distintos, qualquer fato relacionado à Jovem Guarda mexe com toda uma geração.

Até onde vão as lembranças todos gostávamos de Roberto Carlos. E do Erasmo, Wanderléa, Martinha, Wanderley Cardoso, Rosemary, Eduardo Araujo, Silvinha, Ronnie Von, o Trio Esperança, os Golden Boys… Sem contar as bandas como Renato e seus Blue Caps , as duplas Leno e Lilian, Os Vips… E, é claro, Jerry Adriani.

Morre Jerry Adriani aos 70 anos. Wanderléa realiza um show de sucesso também aos 70 anos e Roberto Carlos comemora aniversário em Portugal. Três momentos distintos desses amigos imaginários dos quais nos sentimos íntimos, próximos, guardando cada momento – para nós – absolutamente especial: o primeiro show, o encontro casual na rua ou no aeroporto, a revista engavetada desde os anos de 1960, a foto perdida em meio a um livro ou caderno. Perdemos um. A tristeza é inevitável.

Seria bom se nossos ídolos fossem eternos, belos, saudáveis. A vida trata de nos dar a certeza de que são humanos, finitos. Reverenciá-los vivos é fundamental. Nesses anos todos só escrevi sobre Jerry nos tempos do Papolog – o site sobre música onde trabalhei. Tenho tecido loas à Wanderléa e, às vezes, ficado irado com algumas atitudes de Roberto Carlos. E até essa ira é coisa de quem ama, de quem se decepciona e se dá o direito de julgar o outro, meter-se na vida do ídolo. Como se fossem amigos e próximos; e até nos devessem satisfação… Bobo isso, mas real, intenso.

Jerry Adriani envelheceu bonito, com a voz bela de quando começou a carreira. Teve percurso próprio e manteve-se, sempre, o galã, ídolo do tempo da Jovem Guarda que aprendemos a amar e a respeitar. Que siga em paz. Seu legado está entre nós, principalmente os discos que nos acompanharão e farão sempre com que nos lembremos do cantor paulista do Brás, que cantava em italiano, em inglês e, sobretudo, legou-nos algumas doces canções desde a época da Jovem Guarda. Fica aqui nosso adeus e gratidão!

Até mais!

Recolher outro livro… Qual o problema, Roberto Carlos?

capa-do-livro-jovem-guarda-mod

Pela segunda vez o “Rei” tenta tirar um livro de circulação. Em 2007 ele conseguiu que a biografia “Roberto Carlos em Detalhes”, escrita por Paulo César de Araújo, fosse recolhida das livrarias. Agora, os advogados contratados por RC tentam o mesmo com outro livro, “Jovem Guarda: moda, música e juventude”, de Maíra Zimmermann, da editora Estação das Letras e Cores.

As alegações são as mesmas de sempre: “fatos de foro íntimo e pessoal do cantor”. Acontece que o livro de Maíra Zimmermann é uma obra acadêmica; ou seja, é “resultado da pesquisa de mestrado desenvolvida pela autora no programa de mestrado em Moda, Cultura e Arte do Centro Universitário Senac”. Sendo obra acadêmica é uma pesquisa detalhada, exposta com detalhes nas 529 notas de rodapé, documentada em fontes e referências bibliográficas que ocupam mais de 10 páginas.

Será que RC chegou a ver o tal livro? Será que consegue perceber a diferença entre um trabalho de mestrado e uma revista ordinária de fofocas? O problema seria dinheiro?

Alguns números: A editora informa ter colocado mil exemplares à venda. Comprei um exemplar hoje (e se bater alguém na minha porta, pedindo de volta, só entrego com ordem de juiz!) por 48,00 reais. Assim, mantendo esse preço e vendendo toda a tiragem, a editora receberá 48.000,00. Se o contrato foi na base de 10% para o autor, Maíra Zimmermann poderá receber a fortuna de 4.800,00 reais.

Do processo que moveu contra Paulo César de Araújo, segundo este, RC alegou estar perdendo dinheiro, já que “fãs deixariam de comprar o CD para comprar a biografia. Ele pediu multa de 500.000 reais por dia em que o livro seguisse circulando e pediria uma indenização ao final do processo, que foi encerrado com o recolhimento das 11.000 cópias ainda disponíveis do livro”.

Já foi notificado que RC fez contrato com a editora Leya, que publicará uma “biografia autorizada” e que o projeto inclui filme sobre a vida do cantor. É um direito dele, sem dúvida, mas essa história de biografia autorizada… Certamente o livro não dirá que RC gravou “Quero que vá tudo para o inferno”, já que o cidadão não fala a palavra inferno, nem permite que outro cantor grave a música. Seria isso?

Roberto Carlos, como todo ser humano, tem direitos autorais e concordo que administre seus bens, seus segredos e fatos pessoais conforme suas convicções. Todavia, a Jovem Guarda não é propriedade dele. Se alguns artistas desse período influenciaram as pessoas através do modo de vestir, de cortar ou deixar crescer o cabelo, de usar adereços, de expressarem-se através de gestos e expressões peculiares, enfim, se fizeram história, essa história é de toda uma nação, não de um indivíduo. E é disso que trata o livro “Jovem Guarda: Moda, música e juventude”.

Não vi nada publicado na imprensa sobre a quarta capa do livro de Maíra Zimmermann conter texto assinado por Wanderléa. Sim, a “maninha do rei” colaborou com o livro e diz, entre outras coisas, que “Seu conteúdo vem me trazer a dimensão da minha atuação nesse contexto”; mais além, a cantora afirma: “nossa participação foi válida, acrescentando valores de troca, experiência e referência para tantas vidas”. Que pena que RC queira tirar de circulação algo, segundo Wanderléa, “tão minucioso e verdadeiro”.

Só para completar: o livro cita muita gente; só para ficar na esfera de cantores notáveis no período: Wanderley Cardoso, Martinha, Celly Campello, Eduardo Araújo, Ronnie Von, Vanusa, Rosemary, Ari Sanches, George Freedman, Os Incríveis e dezenas de outros que, junto com Roberto Carlos, fizeram a história que também é a história de milhões de brasileiros.

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Até mais!

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Alguns detalhes sobre Altamiro Carrilho

Antes dos primeiros versos de “Detalhes” é o inesquecível som de uma flauta que faz com que identifiquemos a canção. Altamiro Carrilho faz uma abertura brilhante para aquela que está entre as maiores canções da dupla Roberto e Erasmo Carlos. Nem sempre nos damos conta do quanto um instrumentista importa em nossas vidas; mas não dá para imaginar “Detalhes” sem aquele som simples, tão característico, evocando toda uma situação mágica e encantadora, precedendo a interpretação impecável de Roberto Carlos (Clique para ouvir).

Em 1971 Altamiro Carrilho participou da gravação de “Detalhes”. No mesmo ano, no VI Festival Internacional da Canção, a banda de Altamiro dá um maravilhoso suporte para Wanderléa. Cantando “Lourinha”, de Fred Falcão e Arnoldo Medeiros, Wanderléia deixava evidente que já estava longe da Jovem Guarda, interpretando este gracioso chorinho com o acompanhamento preciso e virtuoso de Carrilho.

Com Roberto Carlos e Wanderléa conheci o flautista genial que foi Altamiro Carrilho. Tão genial que me levou a fantasiar que a flauta foi um instrumento criado para solo de chorinhos, maxixes, marchinhas… Altamiro Aquino Carrilho (21/12/1924) começou a carreira em 1949, gravando com Moreira da Silva. “Brasileirinho” (Waldir Azevedo e Pereira Costa) e “Espinha de Bacalhau” (Severino Araújo) são gravações antológicas, tanto quanto “Tico-tico no fubá” (Zequinha de Abreu), só para citar alguns registros instrumentais.

Certamente a música “Detalhes” está entre as mais executadas nas emissoras de rádio e tv do Brasil. Não é só; Altamiro Carrilho está presente também em outros grandes sucessos; é difícil imaginar “Meu caro amigo” (Chico Buarque e Francis Hime) sem o flautista; e na gravação original da trilha do seriado Gabriela, é ele a dar um colorido especial, enriquecendo a interpretação de Gal Costa

O que e o quanto mais temos de Altamiro Carrilho em nossas vidas, na música brasileira? Se acontecer uma pesquisa aprofundada é certo que encontraremos muito mais do músico que faleceu, aos 87 anos, nesse 15 de agosto. Será um encontro com gente do nível de Pixinguinha, Vicente Celestino, Caetano Veloso, Chiquinha Gonzaga, Ernesto Nazareth, Jacó do Bandolim, Clara Nunes e mais, de outro universo onde estão Bach, Beethoven, Chopin… Muito, muito grande esse Altamiro Carrilho.

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Até!

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Nota: o falecimento de Altamiro Carrilho foi destaque em toda a imprensa. O G1 apresentou uma seleção de entrevistas que valem uma visita; clique aqui para acesso aos vídeos.

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Para os melhores amigos…

As melhores canções. Não dá pra escolher uma, porque há muitas e todas são emocionantes. Cada um tem a sua preferida e neste post estão aquelas que me ocorrem sempre quando penso nos meus grandes amigos (todos eles são melhores!)…

Para ler este post, seja manhã, tarde ou noite, clique aqui para ouvir Abílio Manoel. A canção é a inspiração básica para entrar no clima e relembrar outras sobre amizade. “Bom dia, amigo” é uma composição interpretada pelo autor, Abílio Manoel. Cantei muitas vezes essa música com grupos de criança e ao pensar esse texto, foi inevitável relembrá-la. Então, clique e deixe o som de fundo para continuar a ler.

Um lugar assim, para conviver com meus amigos.

Algumas canções são tiro e queda quando o tema é amizade. Em qualquer lista aparece, sem delongas, “Canção da América”, de Milton Nascimento e Fernando Brant. Quem pode negar que “Amigo é coisa pra se guardar do lado esquerdo do peito”? O mais difícil desta música é escolher entre a interpretação de Elis Regina (clique para ouvir) e a do próprio Milton Nascimento; mas, essa é outra questão.

Outra que não falta em uma provável lista também é figurinha carimbada, presente em todo e qualquer boteco onde cantar ainda é possível: “Amigo é Pra Essas Coisas”, composta por Silvio da Silva Jr. e Aldir Blanc. Um diálogo transformado em sambinha dos bons;  marcou toda uma geração que sabe que “tua amizade basta” e que “o apreço não tem preço”. A interpretação do MPB-4 é imbatível.

Amigo que é amigo escuta, atentamente, todas as nossas agruras amorosas. Quando apaixonados, se o amor está em crise, diante de uma nova paixão, encucados por uma desavença, só mesmo um amigo pra nos ouvir. Para amores complicados Roberto Carlos e Erasmo Carlos criaram uma verdadeira obra-prima: “Amiga”. Originalmente a música foi criada especialmente pelo desejo de Roberto Carlos gravar com Maria Bethânia. Veja-os, em 1982.

Shangrila, para sonhar um lugar ideal para grandes amigos.

Foi nos anos 80 que Djavan criou “Nobreza”. Talvez a mais bela canção para a amizade verdadeira entre dois homens. Os versos são ousados para ouvidos conservadores e, provavelmente por isso, a música não é tão comum em bares e similares. É difícil para a maioria dos rapazes, mesmo diante do melhor amigo, cantar “uma bela amizade é assim: dois homens apaixonados…” Talvez um dia a coisa mude de rumo; mas que é uma belíssima música, é só ouvir e comprovar.

Chico Buarque, o melhor de todos os nossos compositores, criou com Francis Hime “Meu Caro Amigo”. É uma carta em forma de chorinho, para soltar o gogó amaciado por uma boa cerveja. E como amigo verdadeiro assume a família do outro, “a Marieta manda um beijo para os seus, um beijo na família, na Cecília, nas crianças…”

Se você chegou até aqui já leu minhas escolhas para a música preferida sobre amizade. Sinta-se livre para indicar outra fora desta relação, que talvez eu não conheça ou tenha deixado de fora. Caso indique outra, não deixe de mencionar os autores. Eles merecem.

Nosso Lar, para viver todas as vidas com meus amigos

A vida me presenteou com amigos incríveis – muitos! – só entendo uma música para expressar o que sinto por meus amigos; é a canção que escolhi para concluir este, na voz suave e inesquecível de Mercedes Sosa: Los Hermanos, de Atahualpa Yupanqui. Se você é realmente meu amigo, esta canção é pra você.

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Bom final de semana!

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Até!

Junho de santos e artistas

Bethânia, Chico, Erasmo e Wanderléa: Junho!

Sapeando na internet vi um vídeo com Wanderléa participando do novo programa do Danilo Gentili. Antes vi a campanha publicitária com a participação dela, sobre o trânsito em São Paulo. Agora, estava também na reprise do Globo de Ouro, no canal Viva. Três vezes Wanderléa que, por final, fez aniversário neste dia 5. Junho, finalmente, começou. E Wanderléa vem reforçar a lembrança de minha avó materna, que também fazia aniversário neste dia. Wanderléa, Erasmo Carlos e minha avó. Que trio!

Vovó comemorava o próprio aniversário e o de todos nós, crianças, fazendo sequilhos. Recentemente encontrei sequilhos industrializados; tive ímpetos assassinos por chamarem aquilo de sequilho. Como os feitos por minha avó só encontrei, em tempos recentes, no Estado do Maranhão. Especificamente em um simpático hotel em Imperatriz, quando de passagem para Açailândia. O café da manhã no hotel, em Imperatriz, foi com toda uma série de bolos, pães e outras preciosidades, como o sequilho, tudo feito na hora. Após o café, andando pelo centro da cidade fiquei impressionado com a quantidade de lojas vendendo vestidos típicos das festas juninas.

Quem é do norte, nordeste, vive as festas de junho com uma intensidade mil vezes maior que no sudeste. É gostoso brincar com o folclore que envolve o primeiro santo de junho, Antônio, o casamenteiro. Na véspera do dia 13 ainda há moças que acreditam nos poderes do santo para arranjar-lhes um marido. Logo depois, dia 24, vem São João, o Batista; aquele que batizou Jesus Cristo e para o qual se acende a fogueira, avisando Maria, a mãe de Cristo, sobre o nascimento do filho de Isabel.

Entre 13 e 24 de junho, outros artistas, todos bem amados: Chico Buarque, no dia 17; Maria Bethânia, Isabella Rossellini e Paul McCartney no dia 18; Jean-Paul Sartre no dia 21; Meryl Streep no dia 22. No dia 23 é o dia de Elza Soares. Só feras! Grandes feras! Juntinho com São João, no dia 24, por exemplo, nada mais, nada menos que Bob Dylan.

Junho de Sartre, Guimarães Rosa e Saint-Exupéry

Caminhando para o final do mês, as festas continuam para prestar homenagens também a São Pedro, o dono da porta do céu. Próximos dessa data, sintomaticamente, grandes figuras, acima do comportamento dos comuns:  João Carlos Martins, o maestro, faz aniversário dia 25 e em seguida, 26, Gilberto Gil. Depois de Gil, dia 27, Guimarães Rosa, antecedendo Raul Seixas que é do dia 28. No próprio dia de São Pedro, lembramos Antoine de Saint-Exupéry. Finalmente, se o mês de junho começa, no dia primeiro, com a loira Marilyn Monroe, termina com a perturbadora morenice de Dira Paes, no dia 30.

É fatal voltar ao passado em Junho. Um tanto de melancolia; rever o passado, pensar naquilo que vem pela frente. É como me sinto neste mês do meu aniversário; repensando o presente, vendo o que é possível fazer no futuro. Se eu penso em artistas e santos, mais que vaidade, tem a vontade ser como eles. Tento ser legal para um dia, quem sabe, estar entre eles quando alguém, no meio da noite, escrever sobre o próprio mês de nascimento. Por enquanto, nem santo, nem artista; apenas humano. Com vontade de ser melhor. Já está de bom tamanho; ou não…

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Até mais!

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Os jardins suspensos do Vavá

Viver em apartamento tem suas limitações; entre as que não engulo é a falta de um pedacinho de terra. Não que eu componha “rocks rurais” ou queira “plantar amigos”, para lembrar a canção de Zé Rodrix e Tavito. O que eu gosto mesmo é da vida e do perfume que as plantas exalam confirmando o que disse o Cartola : elas não falam. Por gostar de plantas insisto nos “Jardins suspensos do Vavá”, o que implica em duas estantes e alguns vasos que… florescem!

Final de semana, acordei lembrando o feliz casamento da Ellen e do Wagner (Foi tudo muito bom!) e resolvi oficializar publicamente a chegada da primavera na minha casa; quem sabe, insistindo na informação, o frio vai embora de vez! Vamos às imagens:

Essas renasceram

O vasinho veio da feira e depois que “passa o tempo” insisti em manter o vaso. Água, paciência e o vasinho refloresceu. Uma pequena e feliz vitória!

Ambiente de trabalho

Atenção para o computador, ali ao fundo. Trabalho ao lado das minhas plantas. Essa veio logo após a chegada das “Flores de maio”; que em apartamento nascem em julho, agosto e que esse ano demorei para fotografar, e elas já se foram. Estou bem afeiçoado a esta, lindona!

Lírios da paz, da Lisa

O vaso com os lírios da paz foi presente da Lisa Yoko, minha querida amiga. Florescem o ano todo quando bem cuidados, mesmo nos períodos mais frios. Ao fundo, “Comigo ninguém pode” que podei, pois estava imenso. No primeiro plano, uma folha da “Espada de São Jorge”. Essas duas juntas, todo mundo sabe, livra a casa de um monte de coisas ruins.

Dezesseis anos de samanbaias

Essas Samambaias são antigas habitantes desse jardim. O vaso foi um presente de João Luiz. Este faleceu há muito, mas permanece companheiro no vaso e na imagem da Madona de fundo, pintada por ele.

Os jardins suspensos... rsrsrsr

Simples os meus jardins suspensos. Não há nenhuma super orquídea, nada muito raro e difícil; nem nada tão exótico que lembre os “rivais”, os da Babilônia. Um passatempo para curtir. Bem melhor que a violência na tv, infinitamente superior a toda a sujeira dos nossos políticos.

Para finalizar, uma outra lembrança de música: “As flores do jardim da nossa casa”, do Roberto Carlos e Erasmo Carlos. É uma música triste, contando que as flores todas foram embora com um grande amor. Como aqui em casa elas estão e permanecem, sinal que estou bem na fita! Ou seja, esse jardim vai continuar, enquanto Deus permitir.

Bom final de semana para todos.