Preces, a pedido do Brengel

O aniversariante do dia, Fernando Brengel, pediu de presente a cura da COVID. A gente, que não é bobo nem nada, pediu auxílio do alto, primeiro com a ajuda de Ariano Suassuna: “Valha-me Nossa Senhora, Mãe de Deus de Nazaré!A vaca mansa dá leite, a braba dá quando quer.A mansa dá sossegada, a braba levanta…

Liberdade

Pra hoje, um poema de Fernando Pessoa: Ai que prazerNão cumprir um dever,Ter um livro para lerE não o fazer!Ler é maçada,Estudar é nada.O sol doiraSem literatura. O rio corre, bem ou mal,Sem edição original.E a brisa, essa,De tão naturalmente matinal,Como tem tempo não tem pressa… Livros são papéis pintados com tinta.Estudar é uma coisa…

Do poeta, para hoje

Nossa Senhora    Das coisas impossíveis que procuramos em vão,    Dos sonhos que vêm ter conosco ao crepúsculo, à janela,     Dos propósitos que nos acariciam    Nos grandes terraços dos hotéis cosmopolitas    Ao som europeu das músicas e das vozes longe e perto,     E que doem por sabermos que nunca os…

Passeios e livros… de quem?

Domingo passado fui, pela primeira vez, caminhar na Avenida Paulista. Estava cheio de gente, contrariando o político que fotografou o local em dia de chuva. Um passeio simples, barato e que humaniza a região. Para quem não é de São Paulo: a prefeitura municipal, após criar espaços específicos para ciclistas na Avenida Paulista, resolveu suspender…

As cinzas e os homens

A imprensa noticiou a possibilidade de divisão das cinzas de Gabriel García Márquez entre México e Colômbia. Os dois países reivindicam a “posse” dos restos mortais do autor de “Cem Anos de Solidão”. Também não duvido de que a Argentina entre na briga, já que foi lá que um editor acreditou na viabilidade da obra…

Alimento para o coração

Final de ano bem próximo, as férias já praticamente presentes e tenho que refrear todas as vontades, melhor expressas por Fernando Pessoa através do heterônimo Álvaro de Campos em “Passagem das Horas”: Trago dentro do meu coração, Como num cofre que se não pode fechar de cheio, Todos os lugares onde estive, Todos os portos…

Antes do baile

. Venho brincando de poesia e estou longe do “Pessoa” Desenho histórias a léguas de “Amado” Pardal vagabundo que aspira “Tinhorão” Palpiteiro da esquina onde não há “Eco” . Artesão da pedra que “entranha a alma” Escrevo como quem explora “vasto mundo” Sonhando com “Pasárgada” Sobrevivendo na “pauliceia desvairada” . Fernando Cabral, Jorge Drummond; José…