Folclore e Literatura no encontro com Januária Cristina Alves

Autora de um dos livros-base para o seriado “Cidade Invisível”, da Netflix, Januária Cristina Alves vai nos falar sobre o “Abecedário dos Personagens do Folclore” e, sobre seus outros livros no próximo domingo, 21 de Março, 18h00, no Trem das Lives. Nesse encontro, Valdo Resende pretende conversar sobre a carreira da premiada escritora pernambucana.

JANUÁRIA CRISTINA ALVES, JORNALISTA E ESCRITORA

Dona de uma carreira sólida, com mais de 60 obras publicadas, vencedora de dois prêmios Jabuti e do Prêmio Abril de Jornalismo, Januária Cristina Alves é de Recife, Pernambuco, onde desenvolveu carreira jornalística, mudando-se para São Paulo, onde permanece escrevendo sobre cultura e educação. Como Jornalista recebeu, em 1995, o Prêmio Abril de Jornalismo, na categoria Saúde.

Na capital paulista Januária trabalhou como roteirista do programa Bambalalão e foi colaboradora da Maurício de Sousa Produções, roteirizando histórias da Turma da Mônica. Escrevendo livros didáticos e paradidáticos venceu o Prêmio Jabuti de Literatura Brasileira, em 2014. Um segundo Jabuti veio pela coordenação editorial do livro “Convivendo em Grupo: almanaque de sobrevivência em sociedade”.

Trabalhando como consultora editorial e realizando palestras, cursos e oficinas para educadores. A autora continua a pleno vapor e celebra, neste momento, ter seu livro O ABECEDÁRIO DE PERSONAGENS DO FOLCLORE BRASILEIRO utilizado como fonte de consulta pela equipe do seriado A CIDADE INVISÍVEL da Netflix. Sucesso no Brasil e em outros 35 países, o seriado tem personagens baseados no folclore brasileiro. Cuca, Tutu Marambá, Saci, entre outros, fazem sucesso na trama que já garantiu uma segunda temporada.

VELHOS PARCEIROS, JANUÁRIA E VALDO RESENDE SE REENCONTRAM NO TREM DAS LIVES

Quando na TV Cultura, em São Paulo, Januária Cristina Alves escreveu um roteiro sobre o cangaceiro Lampião, para o programa infantil Bambalalão. Na visão da autora, o mito nordestino foi recriado como Lampiãozinho Jr, um garoto que luta pela preservação do ambiente e da cultura de sua região. O texto foi transformado em peça de teatro, produzido pela Kavantan & Associados.

“A História de Lampião Jr. e Maria Bonitinha” recebeu concepção e direção teatral de Valdo Resende. Estreando em São Paulo, esteve entre os melhores trabalhos infantis de 1999, indicação da Revista Veja. O trabalho ficou três anos entre apresentações na capital paulista e uma extensa turnê por todo o Nordeste brasileiro. Diretor e autora farão o bate-papo no próximo domingo, no Trem das Lives.

Iniciativa do publicitário e professor Fernando Brengel e do escritor e diretor teatral Valdo Resende, o Trem das Lives surgiu em outubro de 2020 visando divulgar lançamentos de livros, peças de teatro e demais atividades artísticas e manifestações culturais.

SERVIÇO:

TREM DAS LIVES com JANUÁRIA CRISTINA ALVES

Domingo, 21 de março, 18h no https://www.instagram.com/tremdaslives/

Cariello e Cariello. Iguais e diferentes

Há muitos irmãos dentro de uma mesma atividade ou profissão. Certamente o ambiente familiar, a convivência, favorece o despertar de interesses similares; se esquecermos as artes, vamos encontrar gente em todas as áreas dividindo a profissão com os próprios irmãos. Todavia, dentro do universo artístico, nos encantamos quando há uma incontestável e imensa quantidade de membros talentosos em uma mesma família.

Chico Buarque, desenhado por Octavio Cariello, divide o palco com as irmãs Miucha e Cristina

A música é pródiga em propiciar trabalho para irmãos. Os irmãos Sérgio Dias e Arnaldo Batista fizeram história com a banda Os Mutantes, assim como os baianos Caetano Veloso e Maria Bethânia têm uma carreira sólida marcada por inúmeros êxitos. Se dois é pouco, temos o “Trio Esperança”, formado por cantoras fantásticas; há outro trio, Caymmi, mais conhecido como Família Caymmi, formado por Dori, Danilo e Nana Caymmi. Sim, há que se atentar para o grande pai, Dorival. Ok; há todas as outras duplas, aquelas que se ligam via “&”; vou deixá-las para outro momento, pois há uma certa peculiaridade entre os artistas abordados neste post.

Provavelmente há muitos artistas plásticos dentro de uma mesma família. Desenhistas, designers, ilustradores… A cidade de São Paulo é o berço dos gêmeos Paulo e Chico Caruso, que já entraram para a história, destacando-se entre os cartunistas brasileiros.  Recife é o berço dos irmãos Octavio e Sergio Cariello. Como todos os artistas citados acima, os irmãos Cariello trafegam pelas mesmas formas expressivas em vias muito distintas. Esta, talvez, seja a característica mais impressionante de toda essa gente. Abençoados com os mesmos dons, traçam os próprios passos.

Não conheço Sergio Cariello e não tenho receio em afirmar que sou o melhor amigo de Octavio Cariello. O primeiro mudou-se para os EUA, lá desenvolveu uma carreira de sucesso e, de lá, seu trabalho ganhou outras praças, chegando ao Brasil. Nos próximos dias Sergio Cariello estará em São Paulo e no Rio de Janeiro em eventos que destacarão, provavelmente, a maior empreitada do artista. Sergio Cariello ilustrou nada mais, nada menos do que a Bíblia.

Projeto desenvolvido pela David C. Cook, a “Bíblia em Ação” foi totalmente ilustrada pelo artista brasileiro que, hoje, reside na Flórida. São 750 páginas com mais de 200 narrativas, na mesma ordem do original sagrado. Antes de chegar a esse projeto, Sergio Cariello ganhou o respeito dos americanos trabalhando para as gigantes editoras Marvel e DC Comics.

Octavio Cariello saiu de Recife para São Paulo. Chegando por aqui logo conquistou admiração e respeito, sendo eleito por seus pares como um dos maiores desenhistas brasileiros. Ficou conhecido nacionalmente desenhando novas charges para o “Amigo da Onça” e ganhou o mundo em publicações internacionais, chegando a desenhar parte da saga “Entrevista com o Vampiro”, original de Anne Rice.

Pude contar com o talento de Octavio Cariello quando dirigi a peça “A História de Lampião Jr. e Maria Bonitinha”, original de Januária Alves, produzido pela Kavantan & Associados. Foi ele o responsável por toda a programação visual da montagem – cartazes, convites, programa, anúncios – o que contribuiu para o sucesso do nosso trabalho. Os caminhos de Octavio conduziram-no para a literatura e, meses atrás, escrevi sobre o lançamento de Tueris, o romance escrito por ele. Antes, Octávio foi o responsável pela minha estréia em livro, quando organizou a coletânea Alterego, onde participei com um conto.

Os caminhos desses irmãos são brilhantes. Com capacidade expressiva similar, cada um percorreu um caminho peculiar, único. Pessoas iguais, com os mesmos talentos, oriundas de um mesmo lar, tiveram a possibilidade de buscar um caminho próprio, onde se realizam e são felizes. Isso é muito bom!

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Bom feriado!

Notas:

Octávio Cariello divide o que sabe com seus alunos na Quanta, academia de artes. Anote informações sobre a vinda de Sergio ao Brasil:

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