Juntos no Quarentenados

Deu Samba na Cast é um coletivo de gente interessa em cultura, transformações sociais, solidariedade e outros aspectos de tudo o que valoriza o ser humano. O grupo realiza lives, podcats e programas como o Quarentenados. Neste, o tema gira em torno de um profissional, seu histórico, suas atividades e a vivência durante esse período de pandemia,

Convidado por Marta Olivieri, estarei no próximo episódio da série Quarentenados do pessoal do Deu Samba na Cast] .

O papo será em torno das minhas atividades como escritor. Fiquei feliz pela oportunidade, agradeço o convite e espero vocês.

Serviço:

Deu Samba na Cast

14/09 próxima terça, 19h00 no YouTube acessando<a href=”http://&lt;!– wp:paragraph –> <p>14/09 próxima terça, 19h00 no YouTube acessando este link https://www.youtube.com/results?search_query=deusambanacast</p&gt; <!– /wp:paragraph –> <!– wp:paragraph –> <p></p> este link

Até lá!

Querida Rosângela Maschio!

Caríssima,

Estou feliz e grato com suas mensagens. Conhecer sua opinião, suas reações, suas posições em relação ao que escrevo no romance que você me informa estar terminando de ler, me deixa profundamente feliz.

Desde que lancei “dois meninos” ocorreram muitas coisas complicadas na minha vida pessoal (fui acidentado, fiquei um ano de molho, chegou a aposentadoria, veio a demissão da universidade… Além de perdas maiores, como o falecimento de minha mãe).

Nesse tempo também ocorreram atividades que me enriqueceram profissionalmente. Realizei projetos na Baixada Santista, no Vale do Paraíba, tive uma peça de teatro apresentada na maioria dos CEUs – Centros Educacionais Unificados de São Paulo, além de apresentações no Sul e Nordeste do país. Também tive um poema citado em publicação do aniversário de minha cidade natal, lancei uma coletânea de contos… Enfim, a vida seguiu seu curso e, nesses anos após o lançamento do romance, percebo e constato um fato perturbador.

“dois meninos” caiu como uma bomba silenciosa por aí. O lançamento foi concorrido, com duas centenas de pessoas presentes. Eventos posteriores (lançamento no Rio de Janeiro, palestras, feiras e cursos) contribuíram para a modesta carreira do livro (Marta Blanco, editora que merece todo meu respeito, já havia me alertado para o fato de que, no Brasil, romance vende pouco!). O fato é que o livro atingiu centenas de pessoas e eu fiquei aguardando pronunciamentos (risos!).

Todas as formas expressivas manifestam algo que, via de regra, merece discussão, resposta. Pessoas próximas comentaram, algumas indo mais fundo e, infelizmente, a maioria preferiu o silêncio. Um silêncio respeitoso, posto que volta e meia manifestavam admiração pelo escritor. Ninguém é obrigado a dar retorno de livros lidos, compondo críticas ou publicando resenhas. Todavia, um comentário mínimo seria de bom tom…

Uma amiga muito querida, Marise de Chirico, também responsável pela diagramação e projeto gráfico, dias antes de enviarmos o livro para a gráfica me questionou com seriedade: – Você vai manter seu texto na primeira pessoa? Me pareceu absurdo, mas Marise me alertava para possíveis consequências relacionadas a preconceitos e homofobia. Bom, “A vida é luta renhida”, disse Gonçalves Dias, “Viver é lutar”.

A bomba silenciosa teve seus efeitos. Sou grato ao meu romance por ter tirado da minha vida uma quantidade razoável de pessoas. Sou um sujeito de sorte! Dessas reconheço e guardo tal fato como alerta perene. Nossas ações provocam reações e assim é a vida. A questão complicada é o silêncio, mesmo “respeitoso”, pois neste caso me parece companheiro do preconceito, da homofobia.

“dois meninos” tem uma imensa carga autobiográfica mesclada com ficção. E, daquilo que é fictício também assumo a autoria, pois se escrevi é porque penso da forma e posição exposta. Há vários motivos pela maneira com a qual resolvi contar tal história. E Rosângela, vou me permitir, contarei algumas nessa mensagem.

O anonimato das personagens veio por duas razões, e a primeira pode ser referenciada ao momento atual. Quais as histórias dos mais de 550 mil mortos vítimas do Covid? Não são números, são pessoas com sonhos, desejos, vontades, projetos, famílias, amores, amantes, profissões… O anonimato em “dois meninos” nasceu da necessidade de sensibilizar as pessoas para que percebessem vidas humanas vitimadas pela AIDS. A segunda razão vem de uma dúvida cruel; sem autorização do morto, sem ter conversado a respeito, eu poderia nominar, detalhar sua vida?

Tendo como ponto de partida um poema – “dois meninos – limbo” é um poema decodificado, transformei fragmentos de versos em capítulos e, assim, me permiti ampliar a metáfora concisa em história detalhada. Um exercício literário que se estendeu naquilo que chamei de “hipertexto”, dando uma opção de leitura ao colocar frases e períodos em negrito que pretendem sintetizar a história. Essas opções formais caminharam com a dificuldade em caracterizar personagens sem nominá-los.

Concluindo maneiras de contar e formas de expor a história, durante o lançamento e ainda hoje recuso a expressão “romance gay”, fundamentalmente por “gay” não se constituir em gênero literário, mas um tema entre tantas outras possibilidades. Usar tal expressão facilitaria acesso a um mercado específico, talvez provocasse reação contrária em outros. De qualquer forma, sempre estive interessado em literatura e, na medida do possível, em ser um Escritor.

Volta e meia me deparo com situações que envolvem a vida privada alheia, com a corriqueira expressão “saia do armário”. E penso que minha resposta deva ser: – Tire meu livro do armário e venha falar a respeito.

É ótimo conversar horas e horas sobre tudo o que nos envolve. Aquele papo de amigo que mergulha fundo, como escreveu Clarice Lispector, buscando “o é da coisa”. Aquele “é” que todos nós temos e que serve de parâmetro, medida, norteamento para todos os seres viventes do planeta. Esse “é” que, de tão conciso, confunde pessoas rasas, que pairarão sempre na superfície incapazes de um mergulho profundo que há, ou deveria haver, em todo ser humano.

Creio que teremos muitas conversas pela frente, cara Rosângela. Espero que sejam presenciais, virtuais, por escrito, em forma de romance, poesia, letra de música, post no twitter, via pombo correio… Por enquanto deixo público meu abraço e minha gratidão a você, e aos que leram e deram retorno sobre esses “dois meninos”.

Um carinhoso abraço!

Valdo Resende

RC, por isso essa voz tamanha

Junho chega com Roberto Carlos voltando com tudo por aqui. O título acima é do livro do Jotabê Medeiros, lançado em abril deste ano. Lendo o livro me dei conta de que lá se vão 58 anos de convivência, desde as primeiras canções do “Rei” que entraram em minha memória. A leitura é emocionante por dois motivos básicos: a memória de infância acionada em cada trecho do livro e a percepção do tempo, da história que caminha ignorando nossas vontades. Tempo, tempo, tempo, tempo… diz outra canção, de Caetano Veloso, este também presente na vida de Roberto Carlos.

Conheci Jotabê Medeiros no ano passado, durante a Bienal do Livro de São Paulo quando mediei uma mesa da qual participou também o jornalista e escritor Nelson Motta. Assunto daquele momento, a vida do Nelson Motta e as biografias escritas por Jotabê, “Belchior, apenas um rapaz latino-americano” e “Raul Seixas, não diga que a canção está perdida”. Agora nos encontraremos no Trem das Lives, e o assunto será “Roberto Carlos, por isso essa voz tamanha”, celebrando os 80 anos do cantor e compositor,

O livro sobre Roberto Carlos oferece sobretudo aos fãs uma profunda viagem pelas diferentes fases da vida do parceiro de Erasmo Carlos, favorecendo lembranças sobre a Jovem Guarda, Wanderléa, e tudo o que veio depois. Há “detalhes”, muitos! De coisas esquecidas, de fatos desconhecidos, de momentos em que nossas vidas aconteceram com a trilha sonora de canções inesquecíveis.

Eu vesti calça calhambeque e, junto com essa, um cinturão “tremendão”… Minhas irmãs compravam discos, guardavam fotos. Tive um caderno onde colava fotos da Wanderléa… Meu irmão e meu avô curtiam a Martinha. O padrinho Nino ouvia “A Distância” e a namorada achava que era por conta de umas desavenças… ele ria e a gente sabia, ele se lembrava de outra namorada, anterior, perdida no tempo. Um dia Ronaldinho me ligou, em pleno expediente. Eu, no trabalho, tive que parar: – Escuta aí a música que o RC fez pra nós. “Você meu amigo de fé, meu irmão, camarada…” Como o próprio RC diria, “são muitas emoções” e eu ficaria horas escrevendo sobre essas.

Próximo domingo tem Roberto Carlos na live que farei com Jotabê Medeiros. Todos convidados para reviverem momentos pessoais e conhecer outros faces contadas pelo escritor. Aguardo todo mundo!

Trem das Lives, domingo, dia 06, 18h00

instagram.com/tremdaslives

Thales Guaracy, próximo convidado do Trem das Lives

O bom do Trem das Lives é nos possibilitar conhecer livros, autores e, via bate-papo, ir além, aprofundando nos temas e na obra de nossos convidados.

Thales Guaracy é jornalista, editor e escritor, tendo construído uma sólida carreira no jornalismo com passagens pela Gazeta Mercantil, Estadão, Exame e Veja, trajetória que lhe rendeu o Prêmio Esso de Jornalismo Político em 1989. Atualmente, mantém uma coluna no Poder 360º.

Como editor, criou o selo Benvirá da Editora Saraiva, além de dois selos próprios, o Copacabana, dedicado à ficção, e o País do Futuro, à não-ficção.

Com mais de 20 livros publicados, a obra de Guaracy é eclética, dividindo-se entre romances, biografias e história. Dos títulos publicados, destacam-se Filhos da Terra e Campo de Estrelas, ambos bem recebidos pelo público. Além desses, Guaracy assina biografia do comandante Rolim Amaro, fundador da TAM.

Ontem comentamos aqui sobre Anita, romance a respeito da revolucionária Anita Garibaldi. Hoje quero lembrar outros dois títulos de resgate histórico, A Conquista do Brasil (1500 – 1600) e A Criação do Brasil (1600 – 1700).

A Conquista do Brasil

O subtítulo do livro A Conquista do Brasil, 1500-1600, de Thales Guaracy, nos dá uma ideia concreta de que iremos ter informação e bom humor: “Como um caçador de homens, um padre gago e um exército exterminador transformaram a terra inóspita dos primeiros viajantes no maior país da América Latina”.

O intenso processo de expansão portuguesa, competindo com espanhóis e outros povos por novas terras culminou com o domínio do Brasil. Essa história escrita pelo próximo convidado do Trem das Lives, Thales Guaracy, foi muito bem recebida pelo público tendo continuidade no lançamento seguinte, A Criação do Brasil, 1600-1700.

Guaracy participará do Trem das Lives, falando da sua produção literária, bem como dos rumos do país, da situação em que vivemos e o que podemos esperar para um futuro próximo.

Serviço

TREM DAS LIVES com Thales Guaracy

Domingo, 11 de abril, 18h00 no https://www.instagram.com/tremdaslives/

Conectando pessoas e livros

A 1ª Bienal do Livro de São Paulo começou ontem, dia 7 e vai até o próximo dia 13. Acompanhe o evento, totalmente gratuito, pelo link: https://www.bienalvirtualsp.org.br/

No domingo, dia 13, às 12h eu, Valdo Resende, serei o mediador do encontro entre os jornalistas e escritores Nelson Motta e Jotabê Medeiros, na sala Papo de Mercado.

Papo de Mercado – Dia 13, 12h
Com Jotabê Medeiros, Nelson Motta. Mediador Valdo Resende
Raul Seixa é um dos temas desse encontro.
Nelson Motta começou como jornalista e crítico musical aos 20 anos, é letrista de 300 músicas e produziu discos de Elis Regina e Marisa Monte, e está lançando agora sua autobiografia “De cu pra lua”. Jotabê Medeiros é repórter musical e crítico com três décadas de experiência, autor das biografias “Belchior – Apenas um rapaz latino-americano” e “Raul Seixas: Não diga que a canção está perdida”. Juntos, eles conversam sobre música brasileira e jornalismo musical.

Negros e alvos

O escritor e compositor Monahyr Campos, próximo convidado do Trem das Lives, atua também em teatro. Publicou um texto teatral, Negros e alvos, pela Giostri Editora, na coleção Dramaturgia Brasileira.

Da capa do livro extraímos um trecho que apresenta o autor: “Sua carreira no teatro começou com o ator e diretor Celso Frateschi, tendo estudado posteriormente com Jaime Compri e Eugênio Barba, participando do 4° Festival Internacional de Artes e Ciências de São Paulo, com o Grupo Americano Bread and Puppet, e do congresso da International School of Theatre Antropology (ISTA), no Festival Internacional de Londrina, em 1994”.

Sobre o texto, também está descrito no livro:

“Para enfrentar a ordinária e corriqueira estupidez racista, esta, até certo ponto, propositalmente caricatural na peça, a personagem desenvolve e acredita em um modo de vida que supera as questões raciais.

A palavra “alvo” é polissêmica, às vezes querendo dizer o contrário de negro, pois, teoricamente, o contrário de branco é preto; em outros momentos revelando um norte para rompimento da estrutura sólida da sociedade, que é o sucesso meritocrático, independente de ser preto ou branco; há também a questão do próprio negro ser o alvo, pois a manutenção da sociedade tal como esta passa necessariamente pela imobilidade social e cultural dos negros, daí a fomentação de estruturas midiáticas que reforçamos preconceitos arraigados há séculos neste país; por fim, alvo também significa a identificação daquele que oprime e, por esta razão deve ser vencido.”

O teatro é uma arte efêmera. Existe no palco, no exato momento em que os atores entram em cena, luzes acesas, iniciando a ação. O texto permanece e pode ser montado em diferentes épocas, por diferentes grupos ou companhias. Do trabalho de Monahyr Campos temos esse registro que leva uma temática contundente, ainda atual e, por isso, merece novas abordagens, a visão de outros atores, conduzidos por outro diretor, ou pelo próprio autor.

Espero, sinceramente, que Alvos e Negros volte a ser montado e, assim, possamos ver toda a arte teatral de Monahyr Campos. Sobre dramaturgia, também falaremos no Trem das Lives desse domingo, dia 8, 18h, no www.instagram.com/tremdaslives.

Todos estão convidados!

Para os interessados em adquirir o livro, cliquem aqui.

Silvia Bittencourt no Trem das lives

Direto da Alemanha, onde reside e trabalha, Silvia Bittencourt divide conosco sua vasta experiência no jornalismo.

Além disso, fala da sua obra “A Cozinha Venenosa”, a respeito do Münchener Post, jornal de resistência ao nazismo. E da tradução para o português de “Heigh Hitler”, sucesso internacional.

É nesse domingo, 01.11, em horário especial: 17h00. Página do Instagram. com/tremdaslives. Agende-se.

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