Contingências Antropofágicas – CCBB Brasília

Celebrando o centenário da Semana de Arte Moderna de 1922, o ciclo de três debates discute aspectos históricos, estéticos e humanos do movimento modernista e também questiona as influências dessa primeira etapa do modernismo na arte hoje, jogando luz sobre os significados de uma busca pela identidade brasileira através da arte. Como a questão da brasilidade toma corpo agora?

Os debates são presenciais, gratuitos, com tradução em libras e certificado digital para quem comparecer a pelo menos duas palestras!

Programação:

Quinta, 5 de maio, 19h30

Contingências sócio-históricas: O significado da semana

Maria Eugenia Boaventura – O Salão e a Selva

Regina Teixeira de Barros – Mulheres modernistas

Sexta, 6 de maio, 19h30

Contingências estéticas: A composição da sinfonia modernista de 22

Guilherme Wisnik – Só me interessa o que não é meu

Agnaldo Farias – O lastro modernista nas artes hoje

Sábado, 7 de maio, 19h30

Contingências humanas: O significado de ser moderno hoje

Fred Coelho – Invenções e Reinvenções do Modernismo

Luisa Duarte – Adriana Varejão: Só me interessa o que não é meu, uma atualização crítica.

🎟️ Os ingressos serão liberados no dia de cada debate, na bilheteria do CCBB Brasília. Acesse bb.com.br/cultura o

Contingências Antropofágicas em BH

Para celebrar o centenário da Semana de Arte Moderna de 1922, o projeto “Contingências Antropofágicas / 100 anos depois de 22” traz três dias de seminário para o CCBB BH, neste início do mês de abril 💡

A proposta é questionar as influências da primeira etapa do Modernismo na arte hoje e joga luz sobre os significados de uma busca pela identidade brasileira por meio da arte. Como a questão da brasilidade toma corpo agora? O diferencial do projeto é que estarão no foco da discussão as contingências em três aspectos – Histórico, Estético e Humano.

👉 Haverá tradução em libras durante todas as atividades.

🎫 Para participar, é necessário retirar ingresso gratuito no site ou app da Eventim e/ou na nossa bilheteria física.

Atenção estudantes! Essa dica é pra vocês ✨
Participando de dois ou mais dias, você recebe um certificado digital.

Aguardamos todos os interessados.

Até lá!

Contingências Antropofágicas no CCBB

Para comemorar o centenário da Semana de Arte Moderna de 1922, o Centro Cultural Banco do Brasil apresenta o projeto Contingências Antropofágicas / 100 anos depois de 22 que acontece no CCBB São Paulo nos dias 17, 23 e 24 de fevereiro, às 17h. Presencial e gratuito. 

Sonia Kavantan, Valdo Resende e Kátia Canton. Foto: Andreia Machado

Com idealização do escritor e Mestre em Artes Visuais Valdo Resende, curadoria e mediação da artista visual, escritora e jornalista Kátia Canton e produção da Kavantan & Associados, de Sonia Kavantan, o debate de ideias propõe reflexões sobre os contextos sócio-históricos que deflagraram a concretização do movimento ocorrido entre os dias 13 e 17 de fevereiro de 1922, no Theatro Municipal de São Paulo.

O seminário também questiona as influências dessa primeira etapa do modernismo na arte hoje e joga luz sobre os significados de uma busca pela identidade brasileira através da arte. Como a questão da brasilidade toma corpo agora? O diferencial do projeto é que estarão no foco da discussão as contingências em três aspectos – Histórico, Estético e Humano.

Programação CCBB SP:

17 DE FEVEREIRO, 17H:

Contingências sócio-históricas – O Significado da Semana:

– Era uma Vez o Moderno – os diversos modernismos no Brasil entre 1910 e 1920, com Luís Armando Bagolin.

– O Azarado Macunaíma, com Priscila Loyde Gomes Figueiredo.

Esse primeiro encontro busca discutir a questões primordiais. O que significou a Semana de 22 na cidade de SP? Como era a Paulicéia até a explosão do modernismo, como eram os artistas e como eles se organizaram em torno do movimento? Como a questão da identidade brasileira se configurou e qual o papel singular de Mario de Andrade, autor de Macunaíma, na pesquisa de nossas raízes e vocações?

23 DE FEVEREIRO, 17H:

Contingências estéticas – A Composição da sinfonia modernista de 22:

– O Lastro Modernista nas Artes Hoje, com Agnaldo Farias.

– Semana de 22 e 2022, com Ana Cristina Carvalho.

A contingência tratada aqui articula as especificidades da estética desenvolvida pelos principais artistas que formaram essa primeira fase do modernismo brasileiro. Nas artes visuais, na literatura e na música, como se caracterizou essa produção? Quem eram eles e como foram responsáveis pela representação de uma geração?

24 DE FEVEREIRO, 17H:

Contingências humanas – O significado do ser moderno hoje:

– Modernas! arte e gênero no Brasil dos anos 1920, com Ana Paula Simioni.

Personagens da Semana de 22, com Percival Tirapeli.

Essa contingência se liga ao atravessamento do tempo/espaço e do alargamento do conceito modernista até os dias de hoje. Será que aquela é uma Semana que não terminou, como diz o título do livro do jornalista Marcos Augusto Gonçalves? Quais as principais influências que aquele momento nos deixou como herança? O que é mito, o que é verdade?

Dinâmica:

Nos três dias de evento (mesma quantidade de dias da Semana de 1922) haverá dois palestrantes e uma mediadora, com espaço de tempo para perguntas da plateia. O seminário será presencial e terá duas horas de duração.  Cada encontro será aberto pela mediadora que apresentará colocações sobre o tema proposto e apresentará os palestrantes. Na sequência cada palestrante fará sua apresentação. O mediador retomará iniciando questionamentos para os palestrantes e depois o público também poderá fazer perguntas. Ao final, após as considerações finais dos palestrantes, o mediador fará o fechamento.

Além de São Paulo, o projeto também acontecerá no Rio de Janeiro (dias 11, 12 e 13 de março, 18h30), Belo Horizonte (dias 1, 2 e 3 de abril, 20h) e Brasília (dias 5, 6 e 7 de maio, 20h).

Ao final de todas as cidades, serão disponibilizados nas redes sociais do CCBB um vídeo com a edição de todas as palestras e uma publicação com a transcrição dos conteúdos. Será emitido certificado digital para a pessoa que comparecer a pelo menos duas palestras. Haverá tradução em libras durante todas as atividades.

Sobre a curadora

Katia Canton é artista visual, escritora, jornalista, professora e curadora. Estudou arquitetura, dança e formou-se jornalista pela ECA USP, em São Paulo. Também estudou literatura e civilização francesas no curso de estudos superiores dado pela Aliança Francesa juntamente com a Universidade de Nancy II. Em 1984 transferiu-se para Paris, com uma bolsa de estudos de dança moderna no estúdio Peter Goss.

Viveu em Nova York por oito anos, onde trabalhou como repórter para vários jornais e revistas e realizou mestrado e doutorado na New York University. Sua pesquisa acadêmica é interdisciplinar e relaciona as artes e os contos de fadas, de várias épocas e culturas do mundo. Trabalhou um ano e meio como bolsista no MoMA, de Nova York, criando projetos de arte e narrativa no departamento de educação. De volta ao Brasil, ingressou como docente na Universidade de São Paulo, sendo professora associada do Museu de Arte Contemporânea (onde foi vice-diretora) e do programa de Pós-graduação Interunidades em Estética e História da Arte.

Seu trabalho artístico é multimídia, incluindo desenho, pintura, fotografia e objetos, e conceitualmente se liga a questões sobre sonho, desejos e narrativas. Tem realizado exposições em museus, galerias e instituições culturais no Brasil e no exterior, desde 2008.

Como autora, além de escrever livros sobre arte, criou mais de 50 livros ilustrados para o público infantil e juvenil, tendo recebido vários prêmios, no Brasil e no exterior. Entre eles, recebeu por três vezes o prêmio Jabuti, prêmios da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil.

Serviço:

Contingências Antropofágicas / 100 anos depois de 22

Local: Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo

Período: 17, 23 e 24 de fevereiro, 17h

Ingressos: Agendamento através do site bb.com.br/cultura e na bilheteria

Classificação indicativa: 14 anos

Entrada gratuita

Endereço: Rua Álvares Penteado, 112 – Centro Histórico, Triângulo SP, São Paulo–SP

Acesso ao calçadão pela estação São Bento do Metrô

Funcionamento: Aberto todos os dias, das 9h às 19h, exceto às terças

Informações: (11) 4297-0600

Estacionamento conveniado: Rua da Consolação, 228.

Valor: R$ 14 pelo período de até 6 horas. É necessário validar o ticket na bilheteria do CCBB.

Traslado gratuito até o CCBB. No trajeto de volta, a van tem parada na estação República do Metrô.

Tropicália no Sambódromo é Águia de Ouro

Desde o ano passado gostei da idéia de que a Tropicália seria o tema da Escola de Samba Águia de Ouro. A escolha não poderia ser mais feliz e estou torcendo, desde então, para que a Águia de Ouro brilhe na avenida. Não foi por acaso que Caetano Veloso disse em versos, lá na década de sessenta, na letra da música “Tropicália”:

 Eu organizo o movimento

Eu oriento o carnaval

Eu inauguro o monumento no Planalto Central

Do país. 

Se o samba nasceu na Bahia, a Bossa Nova no Rio de Janeiro, São Paulo é a cidade da Tropicália, assim como foi a cidade da Semana de Arte Moderna em 1922. Nossa São Paulo tem uma especial vocação para a modernidade e aqui que a guitarra elétrica foi definitivamente somada ao instrumental da música brasileira.

Os principais criadores do movimento

O tema da escola do bairro da Pompéia, neste ano, é “Tropicália da paz e do amor! O movimento que não acabou” (clique para ouvir). Historicamente, considera-se o final do movimento com o exílio de Gilberto Gil e Caetano Veloso. Após prisão, foram para Londres. Por aqui, Gal Costa fez um trabalho de resistência e a música brasileira ganhou outro matiz com a posterior chegada do grupo Novos Baianos. 

A letra do samba de enredo da Águia de Ouro é farta em referências explícitas para contar a Tropicália: Cita a Bossa Nova, a Jovem Guarda, o Rock, as guitarras e segue, dando crédito aos criadores Caetano Veloso e Gilberto Gil. Lembra a primeira parte do verso mais famoso da música “Alegria, Alegria”, “caminhando contra o vento” que é momento empolgante do samba. Há ainda a menção aos festivais, ao filme “Terra em Transe”, de Glauber Rocha, e à peça de Oswald de Andrade, “O Rei da Vela”, na encenação histórica do Teatro Oficina. Chacrinha é lembrado e as citações terminam com os Novos Baianos.

Bruna Martini, que é minha aluna e integrante apaixonada da Águia de Ouro, foi a primeira a falar-me da Tropicália enquanto tema da escola. E escreveu-me: “Os autores do samba são Jairo, Fernando Sales, Tadeu e Rodrigues. O intérprete é Serginho Porto e o carnavalesco é o Cebola.” Sendo uma escola da Pompéia, pensei que haveria maiores menções ao pessoal da banda “Os Mutantes”. Os meninos moravam no bairro. Acompanharam Gilberto Gil em Domingo no Parque e, como banda, Os Mutantes participam de todo o disco do cantor e compositor, lançado em 1968. Acima de tudo, Os Mutantes mantiveram uma postura musical tropicalista até a década seguinte, realizando um trabalho que atravessou fronteiras, tornando-se a banda brasileira de rock com maior reconhecimento internacional.

Rita Lee estará na avenida. Caetano Veloso manifestou apoio em vídeo. E a Águia de Ouro já anunciou outros nomes para o desfile. Fiquei pensando com meus botões que se eu fosse o tal Cebola, minha comissão de frente reproduziria a capa de “Tropicália ou Panis et Circensis”. O disco é, em si, o projeto estético da Tropicália e, conforme Celso Favaretto, no livro “Tropicália: Alegoria, Alegria”, é estruturado, musicalmente, como uma polifonia, ou longa suíte. Assim, dá uma clara noção do que os idealizadores do movimento pretendem.

A reprodução desta foto seria minha opção para a comissão de frente.

Imaginem um grupo dançando e, bem no meio do Sambódromo, reproduzindo a famosa foto! E se as baianas viessem com cabelos à la Gal Costa? Um grupo inteiro de noivas, lembrando Rita Lee no Festival Internacional da Canção? Cor é o que não falta e espero, sinceramente, que a Águia de Ouro não só faça um belo carnaval, mas que consiga uma excelente colocação. Só pelo tema, a escola já merece estar entre as primeiras colocadas. Agora é torcer para que ela concretize a Tropicália no carnaval de São Paulo e consiga vencer o campeonato.

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Bom carnaval, Águia de Ouro!

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Nota:

Veja abaixo, a letra do samba de enredo da escola que estará desfilando na segunda noite dos desfiles paulistanos. A ordem do desfile do Grupo Especial no Anhembi será:

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Dia 17/02 – sexta-feira: ordemCamisa Branco e Verde; Império de Casa Verde; X-9 Paulistana; Vai-Vai; Rosas de Ouro; Acadêmicos do Tucuruvi e Mancha Verde.

Dia 18/02 – sábado: Dragões da Real; Pérola Negra; Mocidade Alegre; Águia de Ouro; Unidos de Vila Maria; Gaviões da Fiel e Tom Maior.

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Tropicália da paz e do amor! O movimento que não acabou

Autores: Jairo, Fernando Sales, Tadeu e Rodrigues

Águia de Ouro eterna paixão
O tesouro que guardo no meu coração
No swing da Pompéia eu vou
Na Tropicália da paz e do amor

Brasil, oh pátria amada
Terra abençoada de encantos mil
Sua natureza é divinal
Paraíso de beleza Tropical
A Beira Mar a Bossa Nova Nasceu
Guitarras a tocar, como inspiração
Pra jovem guarda e o rock em apogeu (apogeu)
Com Caetano e Gil, a Tropicália Surgiu
Em liberdade de expressão
“Caminhando contra o Vento”
Ao novo tempo sem repressão

No ar, ecoam notas musicais
Pra eternizar, grandes festivais
E os talentos, o povo consagrou
E a  musica embalou

Sucesso no cinema
Terra em transe na tela
A arte a moda em poema
No teatro, “o rei da vela”
Bate tambor no iê iê iê pro povo balançar
O caldeirão a ferver de cultura popular
A nave louca partiu a dor foi demais
Na luta os seus ideais (Ideais)
Mas, Chacrinha tropicalista imortal
Recebe os novos baianos no Planeta Carnaval

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