Monahyr Campos no Trem das Lives

Mestre em Linguística, professor e compositor. Monahyr Campos é criativo e combativo. Coloca seus múltiplos talentos a serviço de preservar a cultura negra, da luta contra o racismo, para fazer desse um mundo mais harmônico, humano e bonito.

Escritor, é autor de Negros e Alvos – A exceção não pode servir para exemplo, publicado pela Ed. Giostri; e Colo – Contos e Novelas, em 2020, pela editora Patuá (SOBRE ESTE LANÇAMENTO LEIA AQUI).

Nesse domingo, dia 8, Monahyr dividirá conosco um pouco da sua carreira e das suas lutas. O encontro será às 18h no Instagram.com/tremdaslives.

Não perca!

“High Hitler”, de Norman Ohler

Conhecer história! E evitar a repetição de determinadas situações. “High Hitler”, de Norman Ohler, é um livro fundamental para refletir sobre os dias em que vivemos. O subtítulo na tradução brasileira, trabalho de Silvia Bittencourt, é instigante: Como o uso de drogas pelo Führer e pelos nazistas ditou o ritmo do Terceiro Reich.

O melhor jornalismo é o investigativo, que pode partir de um dado aparentemente aleatório. Segundo consta, um amigo contou a Norman Ohler que Hitler e seus comandados usavam drogas. Ponto de partida para a pesquisa que resultou no livro que narra a dependência do führer, que consumiu 74 drogas diferentes. O autor também revela documentos que mostram que os soldados alemães recebiam doses de estimulantes em ações que resultaram nas invasões da Polônia e da França.

Silvia Bittencourt, a escritora e jornalista convidada do próximo Trem das Lives, mora na Alemanha. Investigou e publicou “A Cozinha Venenosa”, livro a respeito do “Münchener Post”, jornal de resistência ao nazismo. Assina a tradução de “High Hitler” com o respaldo de quem domina o tema e a forma, o livro reportagem.

O Trem das Lives desse próximo domingo, dia 1, será mais cedo, às 17:00. Um momento para, via bom papo, refletir sobre esses dois livros que abordam temas consideráveis para nosso presente. Temos indivíduos no poder com posturas que lembram o infeliz líder alemão, assim como precisamos valorizar a imprensa que, tal como o “Münchener Post”, denuncia as irregularidades de nossos governantes.

Serviço:

Trem das Lives com Silvia Bittencourt e Fernando Brengel.

Domingo, 01/11, 17h

instagram.com/tremdaslives

A cozinha venenosa: um jornal contra Hitler

Silvia Bittencourt, nossa convidada do próximo domingo no Trem das Lives, é a autora do livro que destacamos neste post. O texto é do catálogo da editora Três Estrelas:

A cozinha venenosa é a história da corajosa guerra de um pequeno jornal de Munique contra Hitler.

Durante mais de dez anos, o Münchener Post empreendeu uma batalha sem tréguas contra o líder nazista e seus fanáticos, denunciando os perigos de sua ideologia, noticiando seus crimes e alertando, já em 1932, sobre a monstruosa “solução final” que eles reservavam aos judeus.

Os combates não se limitaram às páginas do jornal e aos tribunais. Os nazistas chegaram a atacar os redatores nas ruas e depredaram duas vezes a redação do Post, a última delas em 1933, quando Hitler chegou ao poder e ordenou a destruição total do detestado diário.

A cozinha venenosa é o primeiro livro inteiramente dedicado à história ainda pouco conhecida do Post. A jornalista brasileira Silvia Bittencourt – radicada na Alemanha – reconstitui, a partir de cuidadosa pesquisa e por meio de uma emocionante narrativa, todos os momentos de uma das lutas mais importantes de resistência ao nazismo antes da Segunda Guerra e uma das mais audaciosas campanhas da imprensa no século XX.

Confira um trecho do livro acessando AQUI!

Silvia Bittencourt

Silvia Bittencourt (1965) é jornalista. Entre 1985 e 1990, foi coordenadora de artigos, repórter e correspondente da Folha de S. Paulo em Frankfurt. Vive desde 1991 na Alemanha, onde trabalhou, nos primeiros anos, para a Deutsche Welle e a Rádio França Internacional. Atualmente, é colaboradora da Folha, tradutora e docente do Laboratório de Línguas da Universidade de Heidelberg.

Silvia Bittencourt no Trem das lives

Direto da Alemanha, onde reside e trabalha, Silvia Bittencourt divide conosco sua vasta experiência no jornalismo.

Além disso, fala da sua obra “A Cozinha Venenosa”, a respeito do Münchener Post, jornal de resistência ao nazismo. E da tradução para o português de “Heigh Hitler”, sucesso internacional.

É nesse domingo, 01.11, em horário especial: 17h00. Página do Instagram. com/tremdaslives. Agende-se.

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O QUE NOS SALVA, AMIGOS E LIVROS

É com alegria que recebi e registro aqui, com profundo sentimento de gratidão, o texto que me foi enviado por Simone Gonzalez, sobre meu livro de contos, A Sensitiva da Vila Mariana. Mestra em Linguística Aplicada e Estudos da Linguagem, atualmente atua como coordenadora auxiliar do Curso de Letras e da Pós-Graduação em Língua Inglesa e Literatura da UNIP.

Leiam o texto de Simone que, neste domingo, dia 25, 18h00, conversa com Fernando Brengel no Trem das Lives.

O QUE NOS SALVA, AMIGOS E LIVROS

“A Sensitiva da Vila Mariana” chega na nossa caixa de e-mail despretensiosa e até quieta demais para uma sensitiva. O autor, Valdo Resende, lembra que em tempos complicados rir um pouco nos fará bem, já que está difícil ir pra Paris. Só que o e-book nos leva bem mais longe e acaba arrebatando os leitores ingênuos que, como eu, acreditaram que eram contos só para rir.

Há expressiva e necessária crítica que vai se construindo ao longo dos contos em duas camadas narrativas: a história que se lê e outra que vai claramente se desenhando nas entrelinhas.

Vadico, Vanilda e Maria Aparecida são os fios condutores dessas duas camadas. Amigos inseparáveis, eles são a própria resistência: gostam de arte, primam pela amizade, se ajudam e cometem o maior dos pecados capitais: fazem o que gostam. Mas, claro, isso tem um preço.

Há muitos pontos na obra que nos tiram o sossego. Por exemplo, Vanilda é professora e tem uma Kombi. Dirigir uma Kombi pode ser libertador. Mas pode ser, também, o único veículo que Vanilda pode ter, resultado de um sistema opressor que relega a educação e os educadores.

Mas é claro que o carro não é importante. Como diria Vanilda: “Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”.

E, quando as coisas não vão bem, só mesmo a sensitiva para dar um jeito! O que também é, no mínimo, para se pensar.

Fundamental mesmo é perceber que em um país onde temos que nos (re)construir o tempo todo com tetos caindo em nossas cabeças e sem piso firme, entre croquetes, machismos explícitos e fascismo velado, o que nos salva são os amigos. E livros como este.

Ah, sim! As risadas estão garantidas.

(Simone Gonzalez)

Vamos de Trem das Lives!

No dia 20 de setembro fizemos nossa primeira live. Uma viagem deliciosa que vai longe e perto, sempre em frente. Os registros de cada encontro permanecem online e podem ser revistos nas nossas páginas do Instagram. Basta clicar aqui para ver ou rever.

Um carinhoso abraço aos nossos companheiros de viagem, Cris Bucco, Marisa Schmidt, Octavio Cariello, Rosângela Maschio, Nando Cury e aos demais viajantes, nossos companheiros de jornada.

Siga-nos nas redes sociais e acompanhem o Trem das Lives. Todos os domingos, 18h00.

Até mais.

Quatro passageiros do Trem das Lives

Viagem planejada, preparativos finais, no próximo domingo teremos um Trem das Lives especial alusivo ao dia dos professores. Optamos por escolher professores que atuam em regiões distintas, na medida do possível expondo aspectos do ensino e da educação no país. Os nossos convidados:

Nosso Trem passará por Bertioga, onde encontraremos Marisa Schmidt. Pedagoga formada há mais de 50 anos, exerceu com absoluta paixão cada dia dedicado ao magistério. Nos anos 1970 foi professora de importantes instituições como o Colégio Visconde de Porto Seguro, de origem alemã. Marisa também empreendeu, mantendo uma pré-escola em São Bernardo do Campo. Hoje exerce outra de suas paixões, a poesia.

Fortaleza é outra estação dessa viagem. No Ceará conversaremos com Cristiane de Andrade Buco. Doutora em arqueologia, musicista desde a infância, bacharel em violão clássico, Cris transita pela música e, em especial, pelas artes rupestres com paixão declarada pelo Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, onde realizou intensa pesquisa. Hoje leciona em curso de pós-graduação.

Com a agilidade que a web possibilita, o Trem das Lives dará uma passada por Londrina, no Paraná, para encontrar e conversar com Carlos Eduardo Costa. Graduado em psicologia, pós-doutor e professor da UEL, Universidade Estadual de Londrina, Cae é dedicado, estudioso e antenado com as questões do ensino e pesquisa. Psicologia experimental e análise de comportamento estão entre os assuntos que, facilitados pelo professor, tornam-se tranquilos e agradáveis.

Ilustrador, escritor, roteirista de história em quadrinhos, o professor Octavio Cariello fará uma participação afetiva no especial do Dia do Professor no Trem das Lives. Para ficar em uma palavra da hora, sem Spoiler! O artista está preparando algo bem legal para nossa live. Só esperando pra ver e, com certeza, usufruir!

Fernando Brengel e eu, Valdo Resende, estamos felizes e simultaneamente ansiosos. O tempo não passa!!! Estaremos lá! Aguardamos todo mundo!

Fique ligado:

Especial Dia dos Professores

Domingo, 11.10

18h00

Instagram @tremdaslives