Uma volta ao passado (da Walcenis)

Há um ano, precisamente no dia 14 de janeiro de 2022, recebi um texto de presente da minha irmã, Walcenis Vinagreiro de Rezende, resultado da leitura que ela fez e do que suscitou meu livro O Vai e Vem da Memória. Meio perdido no Facebook, resolvi registrá-lo. Bom ter outras memórias, como saber que meu trabalho chegou aos familiares do Cacaso. Já agradeci lá e reitero aqui, querida irmã, minha gratidão.

Um detalhe de coisas que a gente gostaria de entender o motivo real: o Rezende da minha irmã é com Z mesmo. O meu, com S, não sei exatamente o motivo. Vamos ao texto, ilustrado originalmente com a foto abaixo:

UMA VOLTA AO PASSADO

Não me lembro de ter lido um livro tão rapidamente quanto este. Que delícia!
Benza Deus a sua memória! Revivi; relembrei; curti; aprendi… E agora que terminei … uma sensação de puro prazer.

Gostaria de descrever o meu sentimento sobre cada momento. Mas, seria redundante. Mas um fato eu não posso deixar de registrar quando, no dia do lançamento de O vai e vem da memória, presenciei a emoção da minha amiga “Marta Loes” ao repassar as folhas do livro parando exatamente na página em que “Cacaso”, seu primo, estava sendo homenageado. Nem eu sabia que esta fonte tão rica de informações sobre o mesmo, é minha vizinha amiga. Na hora, me emocionei também .

Um dos meus aprendizados, com 5 anos de idade, foi quando a sabedoria e o carisma da nossa tia Aurora colocou todas as crianças sentadas em um barranco para que vigiássemos o telhado da casa onde você ia nascer, que ficava em frente, para que víssemos a cegonha entrar pelo telhado trazendo você no bico. Alvoroçadas mas sem sair do lugar, pois era esse o objetivo da nossa tia, ficamos ali aguardando esse momento, quando ouvimos o seu choro. Pura decepção. Ao questionar, a nossa tia disse: ” Eu falei para vocês não tirar os olhos do telhado. Agora a cegonha já foi embora”. Foi assim que aprendi como as crianças nasciam, ou seja, você já nasceu ensinando. Rsrsrs…

A leitura desse livro “O Vai e vem da Memória ” me proporcionou vários sentimentos, além da certeza de que a sua memória é mesmo muito privilegiada. Parabéns e Obrigada por essa obra prima. Que Deus continue abençoando você sempre.

Walcenis Vinagreiro de Rezende

P.S. Resultado do encontro de minha irmã com Marta, a prima do Cacaso, foi que através da senhora conheci e li os livros de Cacaso que não havia conseguido antes, já que infelizmente estão fora de catálogo. Meu agradecimento também à Marta Loes.

Um álbum do Papolog

Foi no Papolog que surgiu a personagem Vanilda, a Tatuada, do e-book A Sensitiva da Vila Mariana. Para refrescar a memória, para acalentar lembranças, algumas imagens do site Papolog que, por bem, achei melhor começar com meu cartão de visitas.

Muitos testes e mudanças de layout foram constantes, mantendo o site atualizado, como no exemplo abaixo.

Fase clara, acima, antecedeu uma mais escura, abaixo.

Era possível brincar e fiquei uns dois, três dias com os olhos azuis…

Os artistas apareciam por lá, como a Família Lima, recebidos pelo pessoal da casa .

Um ranking, atualizado semanalmente, dava uma ideia do que ia acontecendo.

Em datas especiais eram criadas templates, como este para o Natal, com toda a equipe.

E como ninguém vive sem rango, esse foi registrado pelo Arley Ramos, eu e Rafael Mendes mandando ver na Rota do Acarajé.

Nesta quinta, 21h, A Sensitiva da Vila Mariana, será tema do Trem das Lives. Fernando Brengel vai ancorar a live que terá como convidados Simone Gonzalez, Rafael Mendes e Walcenis Rezende.

Todos convidados!

Um trio para A Sensitiva

Tempos bicudos de economia fragilizada, conseguir três clientes de uma só vez é bom demais, pensaria A Sensitiva da Vila Mariana. Só que não! São convidados, não clientes. Três convidados que dividirão comigo, Valdo Resende, e Fernando Brengel o Trem das Lives, excepcionalmente nesta quinta-feira, 21h, no instagram.com/tremdaslives.

Lançado no dia 16 de outubro, a coletânea de contos A Sensitiva da Vila Mariana tem uma história que começa há 12 anos, em 2008, quando o rapaz aí acima, Rafael Mendes, criou o Papolog, um site composto por blogs direcionados ao mercado musical. Empreendedor porreta, uniu-se a sócios e investidores no então nascente mercado virtual. É bom lembrar aqui que o Orkut – um dos fatores de popularização da rede – surgiu em 2004 e, no Brasil, o Facebook foi lançado em 2007.

Fui convidado e contratado como diretor de conteúdo do Papolog, atuando junto a uma equipe jovem, feita basicamente por “ratos de computador”, daqueles que manjam tudo dessa maquininha infernal. Eu, escrevia textos, sugeria temas, direcionava alguns outros. Em um site de blogs era óbvio ter o meu e, neste, surgiu Vanilda, a Tatuada, personagem que permeiam os contos do livro agora lançado.

Vanilda nasceu timidamente; uma personagem que me facilitou contar fatos, narrar histórias, dar notícias, divulgar shows e artistas. Cresceu de tal forma que ganhou vida própria . Volta e meia me inspirava em uma pessoa concreta – Vânia Maria Lourenço Sanches – para contar as loucuras da Vanilda que estavam na minha cabeça. Pra divulgar tudo isso foi fundamental a participação de Walcenis, a moça de verde aí da foto.

Walcenis Vinagreiro de Rezende foi minha principal incentivadora e divulgadora naquele momento. É minha irmã! E eu tenho a sorte de ter três irmãs, Waldênia e Walderez completam o trio, que valorizam e me dão força naquilo que faço. Circunstâncias dessas que popularmente a gente usa para dizer que “o universo conspira”, fizeram com que Walcenis assumisse o papel de divulgadora do meu trabalho (o Brengel, chic, diz que é “influencer”). Invariavelmente, os primeiros comentários vinham dela e, não satisfeita em comentar, imprimia – vou repetir – IMPRIMIA À CORES todos os meus posts, mostrando-os aos demais familiares, vizinhos, amigos. Isso em 2008, certo, sem whattsap. Tinha mensagens via orkut, as páginas, os depoimentos…

Vânia e Walcenis, com o tempo, assumiram pra si as personagens. Vânia comentava meus posts como se fosse a própria Vanilda e, Walcenis, brincava de ser Méri e também a Maria Aparecida. As duas protagonizaram embates enormes, outras pessoas entrando no meio, à favor de uma ou de outra, alimentando polêmicas divertidas, algumas surreais.

A terceira convidada desse Trem das Lives é nossa parceira Simone Gonzalez, toda sorridente aí acima, de vermelho. Simone foi chamada para acentuar, com suas análises, os aspectos literários em A Sensitiva da Vila Mariana. Ela já escreveu sobre o livro (leia clicando aqui), e agora vai abordar pontos específicos em papo com o Fernando Brengel.

Então é isso! Mais que isso, só no Trem das Lives. Todos estão convidados e eu, que estarei lá, já vou adiantar: Mesmo triste pela ausência de Vânia que, desta vez não poderá entrar na live, estou muito feliz e grato aos quatro amigos, Fernando, Simone, Rafael e Walcenis por esse encontro onde, como poderia ser dito pela Sensitiva, “tudo será revelado”.

Até lá!