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Hoje é dia de São Judas. O santo das causas desesperadas e perdidas tem muito trabalho por tudo quanto é lado. É só olhar alguns itens do noticiário que teremos noção do tamanho da tarefa. E estou pensando só no Brasil! Se for pensar em todo o mundo cristão então, é complicado!

Um primeiro exemplo das dificuldades do Santo é a política brasileira; seis ministros do atual governo caíram. O mais recente foi o Ministro do Esporte. Em tempos de preparação para os futuros grandes eventos, muita coisa vai rolar envolvendo essa área. Pobre São Judas, por ter tarefa tão árdua que é livrar-nos dos males todos provocados por quem elegemos para cuidar do nosso bem. Sem contar que, pelo menos em cerimônias públicas, os políticos também amolam o Santo, pedindo coisas.

Já um outro exemplo é a situação que abala São Paulo e vem do conflito envolvendo vendedores ambulantes. A situação no Brás é difícil, pois há que se conciliar interesses distintos; de donos de lojas e de grandes proprietários, com outros, menores, mas não menos justos, de trabalhadores informais regularizados e ainda outros indivíduos, sem autorização para trabalhar. (– É, Santinho, até para trabalhar há brigas.)

E há rusgas pessoais, como das ginastas com o treinador, de Zezé de Camargo com o irmão Luciano, do Valdivia com o fotógrafo e por ai vai…

Eu é que não vou aumentar a lista de problemas para o Santo resolver. Aliás, acho mesmo que o Santo precisa da ajuda de todos os colegas canonizados para melhorar as coisas nesse nosso difícil país. Afinal o que esperar de bom quando alguém rouba questões do ENEM para favorecer alunos (Que educação é essa, meu Santinho?).

Ironia ou não, o dia do santo das causas perdidas também é o dia do funcionário público, do servidor público! Ai, eu fico imaginando de um lado o povo conversando com o Santo, reclamando da demora na fila, do excesso de gente nas repartições todas, do aumento dos impostos. No entanto, do outro lado, deve haver um piedoso servidor justificando ao Apóstolo: Apenas cumpri ordens, faltou o carimbo, não há vontade política, tem que solicitar a petição…

Tanta gente pedindo! Tantos problemas... Pobre Santinho.

Enfim, só me resta rezar pelo Santo. E pedir que rezem por ele. Que pelo menos um dia, ninguém chegue de mãos estendidas, pedindo querendo, implorando, até mesmo agradecendo (Nosso Santinho, com certeza, não se esquece de um olhar carinhoso para todo aquele que agradece! Mais trabalho!). Olhando tudo o que há no nosso cotidiano para o Santo resolver, só nos resta mesmo é pedir por Ele, não é mesmo?