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Aos 17 anos, em Juventude Transviada

Tenho receio de estar correto, mas é inquietante a conexão entre certos fatos. Neste novembro está sendo comemorado os 50 anos de lançamento do filme “West Side Story”, um musical que tornou-se um dos clássicos de Hollywood e que, no Brasil, recebeu o título de “Amor, Sublime Amor”. Por aqui pouco foi comemorado; também recebeu parcas notas na imprensa. Por lá, nos EUA, o cinquentenário do filme recebeu mostra especial, em centenas de salas, com versão restaurada e foi lançado em Blu-Ray; neste, o acréscimo de conteúdos extras para aumentar o interesse do público.

Natalie Wood é a principal estrela de “West Side Story”. E justamente nessa hora, que o mundo deu pouca atenção aos investimentos citados acima, vem a notícia de que a polícia de Los Angeles reabriu a investigação da morte de Natalie Wood. A atriz morreu em 1981; teria caído de um iate nas imediações da ilha Catalina. Ela estava com o marido, o ator Robert Wagner, e com Christopher Walken, ator com quem trabalhava no momento. Natalie estava com 43 anos.

30 anos de dúvida sobre a morte da atriz. Desconfianças são lançadas sobre o marido e agora a polícia promete novas revelações. Os filmes estrelados por Natalie Wood voltam ao destaque. E espero, sinceramente,  estar errado quanto a isto ser golpe de marketing para chamar a atenção sobre o filme, o Blue-Ray.

É muito sério acusar ou especular sobre a possível culpa de alguém. Na história encontramos exemplos de grandes injustiças e de crimes impunes. Que venha a verdade. Não deve ser fácil para Robert Wagner ser colocado sob suspeita pelos familiares da atriz. Não deve ser fácil para esses familiares viver com a dúvida sobre o que causou a morte de Natalie.

Não vou escrever sobre o filme, mesmo este estando entre os que mais admiro. Que resolvam a questão judicial. Vou lembrar a Natalie Wood de “Juventude Transviada” (Rebel Without a cause ), outro clássico que ela estrelou com James Dean e Sal Mineo. Dirigido por Nicholas Ray, o filme trata da história de jovens americanos com problemas que justificaram a expressão – título original do filme – rebeldes sem causa. A aparente falta de motivos para os problemas vivenciados pelos protagonistas do filme revelam, por outro lado, as consequências da II Guerra Mundial. A geração pós-guerra iria enfrentar um mundo sem grandes perspectivas, debaixo de uma crescente Guerra Fria.

Com James Dean

James Dean tornou-se ícone de toda uma geração. Neste e nos dois filmes seguintes (East of Eden – “Vidas Amargas”, direção de Elia Kazan e Giant – “Assim Caminha a Humanidade”, direção de George Stevens), completaria uma espécie de estereótipo do homem americano. Em “Juventude Transviada”, Natalie Wood estava com 17 anos. Vinda de uma carreira como atriz-mirim, assumia o papel da garota americana dos anos de 1950. Desde então, foi um dos principais nomes de Hollywood e ainda hoje é lembrada pela beleza e pelo talento que os filmes comprovam.

O trailler do filme está no vídeo abaixo. Vale rever. Quanto às notícias da reabertura do caso Natalie Wood, vamos torcer para que encontrem a verdade e, através desta, uma solução justa e definitiva.

Bom final de semana!