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Final de mês, quando meu saldo aproxima-se do precipício vermelho, leio que o banco Itaú “encerrou o primeiro trimestre com lucro líquido de R$ 3,426 bilhões”. Como assim; SÓ ISSO? Fiquei indignado. Como um banco pode ganhar tão pouco dinheiro?  E o pior: houve “queda de cerca de 3% em relação ao mesmo período do ano passado”.É a falência! O fim do mundo! As famílias proprietárias, os grandes diretores, devem ter perdido o sono!

Será que não seria legal fazer uma vaquinha para ajudar esses pobres?

Vou doar uma Ferrari para que façam um bingo!

Como participante do sistema vigente acabo de enviar minha declaração do Imposto de Renda. Foi inevitável comparar os números do meu informe de rendimentos DE UM ANO INTEIRO com os LUCROS DO ITAÚ. Fiquei com muita pena dessas pobres famílias: Vilela, Setubal e os Moreira Sales (sim, com a fusão do Itaú com o Unibanco, esses entraram na jogada).Como é que todas essas famílias conseguem viver com R$ 3,426 bilhões?

Vou convidá-los para uma macarronada aqui em casa; minha singela contribuição para a refeição de toda essa pobre gente.

Pensando em dar um descanso para as ironias, continuo meu dia, e na hora do almoço leio que o governo pressiona para que abaixem os juros (Uns santos, esses políticos!) e o Itaú (ele, o pobre coitado, de novo!) disse que não irá reduzir as taxas porque há um cenário de inadimplência alto. Claro que o cara tem razão. Não pode abaixar taxa nenhuma. Se ele não tomar essas medidas, no próximo trimestre o banco poderá ter apenas R$ 3,425 bilhões de lucro. Não há instituição que agüente isso!

Além da macarronada, acho que vou enviar uma cesta básica para esse diretor do banco.

Talvez seja melhor oferecer um iate para que façam uma rifa!

Tudo bem; chega de brincar de “Joelmir Wite Fibe”. Sei lá quantos brasileiros falam dos banqueiros, já que preferem os políticos como tema; provavelmente essa gente pouco atenta para o fato de que os banqueiros bancam campanhas políticas. Banqueiros e políticos! Bela parceria. Assim tornou-se possível a formação do imenso império da agiotagem (Conforme o “Michaelis”: Especulação com fundos, mercadorias ou câmbios, com o propósito de lucros excessivos.). Isso é que é ação entre amigos.

Acho que vou doar 0,05% da minha IMENSA restituição para esse banco.

Vou enviar a grana pelo meu Gulfstream.

Políticos e banqueiros! Essa é, sem dúvida, a maior parceria brasileira de todos os tempos. Nossos políticos fingem que legislam, administram, cuidam do povo. Os bancos fingem que estão interessados em guardar os bens da população, em garantir investimentos seguros, em melhorar nossas vidas com o sistema de crédito. Uns verdadeiros santos!

Diante de tudo resta-nos contar com a proteção de Deus.

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Até mais!

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