Neide Marcondes, que uniu arte e ensino

Neide Marcondes de Faria

“Estudem. Dominem o conhecimento e não abaixem a cabeça para ninguém!” Essa frase está entre as que guardei como norteadores para minha vida. O saber é forma eficaz de enfrentar o mundo e a autora da frase foi minha professora de História da Arte, Neide Antônia Marcondes de Faria. Livre docente da Unesp, professora doutora, autora, artista, Neide exerceu inúmeras atividades em que o conhecimento esteve à frente, base sólida.

No Instituto de Artes da Unesp, onde a conheci, tinha uma presença notável. Com delicadeza, sem nunca perder a determinação, transitou pela graduação e pós-graduação onde trabalhou para que seus alunos seguissem em frente, programando atividades dentro e fora da escola, indicando exposições, novos livros e cursos. Estabeleceu, com suas atividades, uma forma de atuação que tempos depois, percebi, passei a utilizar como professor.

Primeiro dia de aula, Neide apresentava a bibliografia, os motivos de utilizar um ou outro autor, os capítulos pertinentes a cada aula programada para cobrir o conteúdo da disciplina. Depois, reservava sempre um tempo para discutir os textos indicados e, perspicaz, não se deixava levar pela malandragem de alguns. “Por que você está dizendo isso? Não, você não leu o texto! Por favor, leia e depois volte a se pronunciar”. Recordo o vexame da pessoa, servindo de alerta para todos os demais. Os textos estavam lá, era só ler; esse é o trabalho do aluno.

Em um dado momento foi marcado um dia de estudos fora do campus. Os carros de quem os tinha, mais um fusca da professora, foram cheios de gente para a chácara onde mantinha seu ateliê, em Itapecerica da Serra. Mostrou-nos suas experiências plásticas, parte de sua biblioteca, as lembranças de viagem pertinentes ao nosso conteúdo. Egito, Grécia, Florença, Paris… Os principais sítios arqueológicos, museus e obras mais importantes deveriam ser visitados. Anos depois, no mestrado, quando me foi concedido bolsa ela não hesitou: Se você quiser ser mestre, vá estudar fora. Obediente, fui.

Ao relatar fatos pessoais busco ressaltar a professora que tive. Volto às primeiras aulas de História da Arte, quando ela nos deu aulas sobre a Grécia. Ela sempre dialogava com todos os alunos, e aquela aula foi pertinente para aplicar o método maiêutico, aquele do Sócrates, perguntando, perguntando, indo sempre mais a fundo no diálogo com o interlocutor. Quando o assunto chegou nos trágicos, procurei responder ao que ela perguntava.

Eu estudava teatro à fundo, estava naquele momento trabalhando com o diretor Antunes Filho, o assunto rendeu. Em um determinado momento ela deixou a lousa e caminhou até se sentar a meu lado, último da fila. Ao final do nosso longo diálogo, ela se dirigiu aos meus colegas: “Quando a gente encontra quem sabe mais, deve ceder o lugar, ouvir a pessoa.” Em seguida me convidou para falar sobre o Teatro Grego para as outras turmas, seus alunos. Assim me tornei seu monitor, tendo-a como orientadora em atividades da graduação e pós-graduação.

Outro momento marcante do nosso encontro, haveria um concurso para a cadeira de teatro no interior de Minas Gerais. “Quero que você faça. Mesmo que não passe, é para experiência. Você precisa saber como é que funciona”.  Indo além, me encaminhou para aulas particulares com o Professor Alexandre Luiz Mate. O docente avaliou, percebeu lacunas no meu conhecimento e fui beneficiado com as melhores aulas de teatro que tive até então. Fiquei empolgado, a professora sabia onde estava. Me pediu, antes que eu partisse para as provas, que ao chegar anotasse os nomes dos meus concorrentes e ligasse, passando-os para ela. No dia seguinte ao telefonema com minhas informações, ela retornou: “Esse concurso é para efetivação de fulano de tal. Mas, faça o que falta com o mesmo empenho. O que conta aqui é essa experiência”.

Neide Marcondes na Faculdade de Belas Artes de Lisboa.: Entre a Arte e o Ensino.

Na medida em que revolvo lembranças, a Professora Doutora Neide Antônia Marcondes de Faria ganha vulto. Através dela conheci e me tornei amigo do musicólogo Régis Duprat. Por indicação dela à Professora Dirce Ceribelli montei, de João Cabral de Melo Neto, o Auto do Frade. Dela recebi, e guardo com orgulho, uma carta de apresentação que me abriu portas profissionais.

Caminhamos por mundos distintos. Atuando em universidade privada fui professor de História da Arte. Em cada aula, em cada disciplina correlata, foram os autores e as aulas da minha professora a base que me permitiu, sem modéstia, o respeito e a admiração dos meus pares. Com tristeza recebi a notícia do falecimento de Neide, no dia 5 passado. Seu legado permanecerá nos livros publicados, nos trabalhos e artigos acadêmicos, mas sobretudo e principalmente nas ações de seus alunos, discípulos que levaram a outros e outros o conhecimento e a postura da grande mestra.

Aos familiares e amigos, meus sentimentos.

Notas:

1 – Entre os trabalhos de Neide Marcondes estão: (Des)Velar a Arte; O Partido Arquitetônico Rural no Século XIX; À Procura do Castelo dos Faria; Uma Guerrilheira (o)culta. Também participou das publicações: Cidades Histórias Mutações Desafios e Labirintos e Nós – Imagem Ibérica em Terras da América.

2 – As fotos acima foram copiadas da página do Instagram da professora.

D. Dirce, Mário de Andrade e a vida queer

Foto by Flávio Monteiro

Essa mania de classificar os seres vivos… É certo que D. Dirce, prima distante de minha mãe, não tinha a menor ideia do que seja a taxonomia. E se chegou a conhecer algum Aristóteles, provavelmente deve ter sido um vizinho de nome que não veio de nenhum santo. No entanto, D. Dirce era bamba em reconhecer uma imensa gama de seres animais e vegetais. Coisas que lhe foram úteis nessa vida.

Nascida na região do Bacuri, hoje Pioneiros, nas imediações de São Joaquim da Barra – SP, certamente aprendeu com a mãe, D. Palmira, a reconhecer todo e qualquer animal que transitava pelos campos. Reconhecia insetos malévolos como o barbeiro e distinguia aranhas peçonhentas de outras, inofensivas, por exemplo. Dentre a imensa gama de aves tinha a receita certa para cada uma e sabia realçar o sabor com temperos de próprio cultivo.

O conhecimento dos vegetais pode ter começado com as ervas aromáticas, ou com legumes e verduras cultivados na horta, onde se guardava espaço para plantas de uso medicinal. Boldo, erva cidreira, alecrim, carqueja, arruda… Havia em algumas dessas poderes místicos, que D. Palmira sempre usava em suas benzeções. Outras ervas, não cultiváveis facilmente, precisavam ser colhidas no mato.

Um dia cheguei arfando em Uberaba. O pulmão todo tomado por uma pneumonia. Sabendo da minha chegada, D. Dirce entrou em cena. “Vou no mato caçar assa-peixe. Ele vai ficar bom logo”. Contaminado pelo conhecimento escolar, não tinha ideia da planta anti-inflamatória e expectorante. Dia seguinte ela voltou com um imenso galho da planta, um tanto seca e judiada. “Tão acabando com tudo. Só tem lavoura, sem deixar que o mato cresça. Como vamos fazer pra ter remédio?” sentenciou a mulher.

Extrair o sumo de assa-peixe foi trabalho árduo e paciente da minha irmã, Walcenis. O gosto é insuportável e para disfarçar e fazer o doente engolir sem reclamar demais, misturou-se ao sumo o suco de beterraba e laranja. A beberagem pareceu magia: beber e voltar a respirar. Uma das amigas mais próximas de minha mãe – mantiveram amizade por décadas! –, D. Dirce faleceu alguns meses antes. E com ela, que não deixou livro escrito, foram-se os critérios para cultivar e reconhecer plantas, as melhores maneiras de tratar animais tornando esses o alimento necessário para a família.

Conhecer, distinguir, classificar… Muito, mas muito tempo depois de Aristóteles ter dividido os animais em “com sangue” e “sem sangue”, Lineu (Karl von Linné) elaborou um sistema baseado na estrutura. Nós, seres humanos, fomos classificados como Mammalia, do latim, significa que somos mamíferos: temos mamas! D. Dirce amamentou nove filhos. Hoje em dia mamas são aumentadas em academia ou com silicone, visando autoestima e sedução, atitude de classificação temporária, já que o tempo se encarregará de impor a força da gravidade para todos nós, com ou sem peitões.

Ocupada em cuidar da imensa família, D. Dirce não teve muito tempo para especular os porquês de certas coisas. Diante de situações de pessoas, por exemplo, com “sensibilidade queer”, ela fecharia o assunto com uma frase curta e certeira; “é da natureza delas!”. Acontece que o mundo não é simples assim, e tem mais tempo para se ocupar de certas coisas do que D. Dirce. Daí a gente contar com a exposição “Duas Vidas”, no MASP – SP, onde Mário de Andrade tem exposta essa questão.

Mário de Andrade, muita gente sabe, não classificou animais nem plantas. Mas o que ele distinguiu e classificou na cultura! O cara devia se alimentar de poesia, de romances, e para isso sacou que deveria entender de música, folclore, pintura, arquitetura. Num mundo interessado em lucro, ter um sujeito preocupado em preservar conhecimento e em criar e manter uma biblioteca que chegou aos 17 mil volumes é muito estranho! O cara não se casou, nem teve filhos. Estranhíssimo! Queer! Que vida é essa, particular? A pública era notória. “Duas vidas!”

O material de divulgação do evento justifica o nome da exposição, a partir de carta de Mário de Andrade escrita ao poeta Manoel Bandeira. Na carta, Mário escreve: “toda vida tem duas vidas, a social e a particular”. Os aspectos particulares da vida do poeta e escritor passaram para domínio público após 70 anos de sua morte. Creio que ele gostaria de ter sua correspondência analisada, estudada, do contrário teria queimado tudo. Pelas cartas sabemos o que pensou via diálogo com seus pares, com amigos, com autoridades. E deve ter sofrido por ser indivíduo de “outra natureza”, para manter neste texto a perspectiva de D. Dirce.

Por outro lado, especular e expor particularidades da pessoa Mario de Andrade é contribuir numa luta forte e constante, para que o ser humano seja o que sente que é. Que o homem “estranho” pode ser da envergadura, profundidade e importância irrefutável de um Mário de Andrade. Ninguém tem que ser e se identificar a partir da imposição de outro, da sociedade. Que venham mais exposições, e que tenhamos quantas classificações forem necessárias para nos aprofundarmos sobre o universo humano. O irônico é que quanto mais letras entrarem no sistema LGBTQIAPN+, mais claro ficara o quanto nos distinguimos dos outros animais: somos humanos!

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Flyer da exposição:

Destinos, de Aguilar, na Benedito Calixto

16 telas da série “Qual é o seu destino?”, de José Roberto Aguilar, estão expostas na Pinacoteca Benedito Calixto, em Santos, dentro do projeto Arte na Pinacoteca. A série, em pequenas dimensões (1 m x 1 m), é apresentada em três salas compondo suavemente com o ambiente aconchegante do antigo casarão à beira-mar. O registro de uma performance está na sala menor central e, no salão principal, está a tela (2,10m x3,60m) “Olhai os lírios nos campos”, criando um belo contraste entre a arquitetura Art Nouveau do local e a obra de Aguilar.

Olhais os lírios no campo, de Aguilar, harmonizando com o Art Nouveau da Pinacoteca.

A tela “Olhai os lírios nos campos”, em suas grandes dimensões, nos permite uma imersão e uma relação distinta com a obra. Carecemos da distância que o espaço permite para ver o todo e, simultaneamente, temos a possibilidade da aproximação e visualização dos motivos presentes e da técnica utilizada pelo artista.

Os curadores da mostra Carlos Zibel e Antonio Carlos Cavalcante assim apresentam a obra: “A grande tela ‘Olhai os lírios nos campos’ guarda familiaridade com muitas pinturas anteriores, caracterizadas por uma visibilidade imediata sem recursos pictóricos tradicionais – mesmo em pinturas abstratas como as que Aguilar apresenta nesta oportunidade, tais como sugestão de linha de horizonte, prumo, requadros, formas geométricas ou manchas orgânicas – que, de algum modo, poderiam criar espacialidades ou apoio visual a uma leitura ‘naturalista’ do trabalho”.

Detalhe da exposição Destinos, de José Roberto Aguilar, em Santos, SP.

Sobre as telas da série os curadores escreveram: “Em ‘Qual o seu destino?’ o artista escolheu como suporte os pequenos formatos. Telas que podem ser convenientemente apreciadas a uma curta distância. Perde-se boa parte daquela sensação de envolvimento, mas se aperfeiçoa a percepção relacional. Mesmo que emocionado e envolvido pelas artes dessa pintura sensual, o olhar torna-se mais atento às múltiplas leituras oferecidas pela tela como um todo”.

Pablo Picasso disse, há bastante tempo, que “não existe tampouco arte figurativa e não-figurativa. Todas as coisas nos aparecem soba a forma de figuras”. Entre o ver e o não ver, é uma possibilidade de postura perante o trabalho de Aguilar. Podemos tentar desvendar cada imagem proposta, sabendo que nossa percepção está atrelada ao nosso repertório pessoal. Podemos simplesmente fruir e usufruir das propostas do artista, viajando na técnica, na maneira de colocar empastes, na utilização das cores e na interação entre cores e formas. Deixar que cada imagem se aproxime ou se distancie do nosso destino, encontros possíveis entre os “Destinos” propostos por Aguilar.

A exposição iniciada dia 11 de maio termina no próximo 11 de junho. Portanto, moradores e turistas visitando a cidade não percam a oportunidade de visitar essa mostra, primeira que o artista faz em Santos.

José Roberto Aguilar (1941) é um dos pioneiros da nova figuração no Brasil. Integrou o movimento Kaos, participou da 7ª Bienal (1963) e da Mostra Opinião (1965) no Rio de Janeiro. Viveu no final da década de 1960 até 1975 temporadas em Londres e New York, onde inicia trabalhos como videomaker. Retorna em São Paulo participando da 14ª Bienal e prosseguindo intensa carreira, o que faz dele um dos mais renomados artistas paulistanos.

Serviço: Pinacoteca Benedito Calixto – Av. Bartolomeu de Gusmão, 15 – Santos. Funciona de Terça a domingo, das 9h às 18h.

Histórico do Financiamento da Cultura no Brasil

Uma palestra sobre os mecanismos de financiamento é o que Sonia Kavantan, com propriedade, nos apresenta em palestra gravada neste maio de 2023, ou seja, conteúdo atualizado conforme os acontecimentos recentes no país.

Profissionais de arte, marketing e comunicação passam a ter uma fonte segura de informação e reflexão.

Esse conteúdo é apresentado pelo Governo do Estado de São Paulo por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa, e foi produzido com recursos do Proac Expresso Direto n.º39/2021.

Ficha técnica:

Palestrante e conteúdo: Sonia Kavantan
Produção: Rogério Barsan
Divulgação: Tiago Barizon
Gravação e limpeza: Felipe Leite
Produção e sonoplastia: Fabio Gondariz
Edição: Juliano Alves
Estúdio: geek/conteúdo
Realização: Kavantan Projetos e Eventos Culturais

Cariello por Cariello ou da unicidade da arte

Artbook41 – divulgação

Quando mergulhamos profundamente em uma determinada forma ou expressão artística percebemos, no mínimo, o que distingue profundamente uma da outra. Essa distinção facilita nova percepção: do quanto a arte é necessária e do quanto as artes no seu conjunto colaboram no entendimento humano. Antes de entrar no trabalho de Octavio Cariello, que me leva a refletir neste texto, quero pontuar três ideias:

Pobre artista de teatro quando não entende, ou não concretiza o teatro enquanto interação com a plateia. O jogo se estabelece e se completa na relação direta, pulsante, quente ou fria, trágica ou cômica. Sem o contato estabelecido com o receptor costuma ocorrer, frequentemente, o exibicionismo ordinário.

Infeliz o músico que não sabe ouvir, o ser, o objeto, o animal, a natureza, o mundo! Quem não ouve não faz do som percebido a matéria prima do ofício, não aprende a explorar suficientemente as possibilidades da voz, do instrumento. Quem não ouve consegue harmonizar?

Não seguirei exemplificando sobre as demais formas artísticas. Penso na hierarquia das artes, uma necessidade tão pobremente humana em colocar algo acima de algo. Penso no obsoleto conservador que insiste em recusar aquilo que não está nos cânones clássicos.  E provoco conscientemente: Seja lá qual for a importância da arquitetura ou da poesia, nem uma nem outra resolveu problemas básicos humanos. Ah, e banco o dialético: seria função da arte melhorar o animalzinho que se diz pensante?

Com o lançamento de Artbook41, Octavio Cariello me levou a pensar na especificidade da arte, na unicidade de cada forma artística:

Imagine-se artista. Poeta, escritor, pintor, ator, dançarino… Tente se ver em diferentes fases da vida, simultaneamente e interagindo com esses “eus” que um dia fomos através de um enredo sólido, coerente, consistente e coeso. Sim, a história é literalmente esta: Um encontro de um indivíduo com outros dois de si mesmo, em idades distintas. Parece simples. Vou voltar a exemplos:

Um arquivo como o da Rede Globo permite a um montador reunir, em enredo minimamente coerente, Gloria Pires conversando consigo própria ao longo do tempo. O resultado costuma ser canhestro, sem unidade, o roteiro manipulado em função da cena que se tem (pode ser Dona Fernanda Montenegro, Francisco Cuoco, ou qualquer um dos atores com longa carreira na emissora).

Em Boyhood, Richard Linklater filmou o crescimento de um grupo de atores durante doze anos. Algo similar também ocorre em outro filme, Irmãs Jamais, de Marco Bellocchio. As experiências mostram as transformações ocorridas na vida das personagens. Soaria um tanto ou quanto artificial imaginar a reação de alguém com 12 anos após constatar algo feito por si mesmo aos 18 de idade. Em termos de cinema seria especulação, ou mesmo algo tipo programar a ação de si no depois.

Octavio Cariello é artista gráfico. E Mestre dos Quadrinhos Brasileiros (título merecido recebido da organização do Troféu Ângelo Agostini). Das 128 páginas que compõem o livro, ele usa apenas quatro para fazer, com maestria, o que gostaríamos de fazer em algum momento de nossas vidas. Um garoto aos quinze anos, um adulto aos 30, um homem caminhando para a maturidade. Três versões do artista que se encontram com sarcasmo, muito humor e uma boa dose de angústia. Cariello por Cariello! Usando sua capacidade artística para realizar algo singular, faz de si e de sua vida algo absolutamente único, específico. E de seu trabalho, um exemplo do que se pode chamar unicidade da arte. Bravos!

“Juninho Perdendo o Rumo” é apenas parte do Artbook41. Um grande álbum composto com trabalhos diversos de Cariello, desde Recife, onde nasceu, aos mais atuais realizados em São Paulo, cidade onde vive. Um exemplo que já dá “pano pra manga” para que se tenha ideia da incrível qualidade dos trabalhos que compõem o livro.

Será no próximo sábado, dia 15, o lançamento do livro na Gibiteca de Santos. Outros detalhes desse encontro estarão disponíveis em breve: aqui e nas redes sociais do local e do próprio artista. Também via redes sociais é possível adquirir o Artbook41, diretamente com Octavio Cariello.