1ª Viagem do Trem das Lives

Estamos nos preparativos finais dessa viagem, o que implica muita adrenalina, várias reuniões, incontáveis mensagens pelas vias possíveis. De há muito sei que uma travessia, em si, não se resume a trajeto, chegada, retorno. Preparar-se, e curtir todas as tarefas necessárias, é garantir maiores probabilidades de êxito. Sonhando muito, planejando o tempo todo, sem esquecer que chuvas, pneu furado e atrasos, entre outros contratempos, valorizam uma jornada.

Sou mineiro e fico dividido entre bonde e trem. Daí, posso garantir, que estar num trem já me deixa pra lá de satisfeito. E tenho como principal companheiro de viagem Fernando Brengel, conhecida figura de andanças anteriores. Esse trem cabe o mundo inteiro, mas a gente tá contando com os amigos, os conhecidos, os que acompanham trabalhos do Brengel e meus, sobretudo quem gosta de livros e de Uberaba.

Se o Trem das Lives saísse do ciberespaço para trilhar linhas de ferro, unindo bairros, vilas, cidades, a gente até que serviria um Café Selo Verde, mineiro como eu e tão gostoso quanto… esse desejo de encontrar todos vocês no próximo domingo, às 18h, via instagram @valdoresende.

Aguardamos todos vocês!

Até lá!

Embarque no Trem das Lives

Nesse domingo, às 18h, estreia Trem das Lives, bate-papos a respeito de literatura, artes e muito mais.

No primeiro programa, o escritor Valdo Resende fala a respeito da sua carreira, do livro Uberaba 200 Anos – No Coração do Brasil, organizado por Marta Zednick de Casanova, e revela os lançamentos que está preparando. Para mediar a conversa, Valdo convidou o publicitário Fernando Brengel. Um encontro de amigos feito para você.

Trem das Lives. Embarque na Cultura Brasileira.

20.09.20, domingo, 18h00

instagram @valdoresende

Olá,

Acima, a comunicação oficial do nosso novo projeto, Trem das Lives, pensado com muito carinho para todos os nossos amigos e seguidores das nossas atividades. Estou feliz e confiante, ao lado de Fernando Brengel, amigo de longa data, parceiro no livro Um Profissional Para 2020, companheiro de anos e anos como professores na mesma instituição de ensino.

Escolhemos um dia, o domingo, e um horário possível, 18h00, pensando em nossos alunos que  não estarão em aulas, e além desses, nos propomos a oferecer algo para todas as pessoas que curtem as criações humanas, as formas expressivas, os conteúdos que encantam todas as gerações.

Aguardamos vocês. Contamos com todos para embarcarem conosco nessa viagem deliciosa que vai muito além dos meios, da geografia. Vamos viajar nesse trem, também conhecido como cérebro, nos divertindo, aprendendo e compartilhando momentos agradáveis. Vou repetir dia e hora e a rede social:

Trem das Lives. Embarque na cultura brasileira.

20.09.20, domingo, 18h00

instagram @valdoresende

“UBERABA 200 ANOS – No Coração do Brasil”

Já está disponível gratuitamente o e-book “UBERABA 200 ANOS – No Coração do Brasil”, organizado pela historiadora Marta Zednik de Casanova, publicado pela Superintendência do Arquivo de Uberaba Hildebrando de Araújo Pontes.

Basta clicar aqui, neste link, para conhecer e ter acesso ao conteúdo do livro,

Homenagem ao bicentenário da cidade, ocorrido em 02 de março passado, apresenta textos elaborados pela equipe de historiadores da instituição e por diferentes personalidades. Estou entre os poetas convidados no capítulo intitulado “Um olhar poético sobre a cidade”.

63 temáticas distintas estão em “UBERABA 200 ANOS – No Coração do Brasil”, envolvendo os mais diversos aspectos componentes da história e da vida da cidade. História, geografia, religião, política e cultura são alguns desses temas. Propiciam conhecimento, prazer estético e, acima de tudo, uma diferente gama de emoções para os leitores que encontrarão pessoas, locais e acontecimentos que compõem nossa própria história.

Planejado e preparado ao longo dos últimos anos, projeto de Marta Zednik, recebi com muita alegria o convite que, percebi de imediato, vinha como fruto do trabalho desta pesquisadora – que não conhecia até então –  que evidenciou-me de imediato uma profissional que ama seu trabalho e compartilha comigo o amor pela cidade. Ao receber o link para o e-book, pude enfim ver toda a extensão da obra e, alegria renovada e aumentada por ver esse trabalho concluído.

Sinto-me honrado por estar entre jornalistas, escritores, professores, que sempre admirei e respeitei. Agradeço à Marta Zednik de Casanova, e a todos os profissionais responsáveis, parabenizando-os por esse trabalho.

Boa leitura!

Prece à mãe de todos nós

Em todas as regiões do Brasil celebramos hoje a Mãe de Deus por diferentes títulos, todos impregnados de fé, devoção e muito amor. Nossa Senhora da Abadia, em Uberaba; Imaculada Conceição, em Campinas, no interior de São Paulo… Aqui, na capital paulista, celebramos Nossa Senhora da Saúde, a quem peço, por todos os que anseiam por cura e também por todos aqueles que possam encontrar um remédio que nos livre dessa pandemia.

Nossa Senhora da Saúde

À vossa proteção recorremos,
ó Santa Mãe de Deus,
consoladora dos aflitos
e saúde dos enfermos.

Não desprezeis nossas súplicas
em nossas necessidades
e livrai-nos sempre de todos os perigos,
ó Virgem gloriosa e bendita,
Senhora nossa,
Medianeira nossa,
Advogada nossa.

Com vosso Filho reconciliai-nos,
a vosso Filho recomendai-nos,
a vosso Filho apresentai-nos.

Nossa Senhora da Saúde,
rogai por nós.

Futebol! Deus guarde nossos atletas.

Foto: Flávio Monteiro

Jogadores do Goiás não entraram em campo neste domingo por dez atletas do time estarem contaminados com o COVID_19. Os trâmites demoraram o suficiente para a televisão iniciar a transmissão e só depois informar a suspensão do jogo. Outro time, o Imperatriz, do Maranhão também não jogou, pois doze jogadores também receberam diagnóstico positivo para o vírus. O alagoano CSA, time da série B do Nacional substituiu oito atletas e jogou contra o Guarani. SUBSTITUIU! (Esses atletas substituídos horas antes do jogo não estavam em contato com os companheiros?).

Jogadores de futebol são atletas que contam com apoio jurídico na formulação de contratos, na administração da imagem e das atividades com publicidade, entre outros possíveis empreendimentos. Esse departamento jurídico de atletas, empresários e das próprias agremiações não conseguem barrar os interesses financeiros envolvidos nos campeonatos de futebol e aí está o imbróglio. E mais uma pergunta cabe aqui: a pandemia está sob o controle de quem? Dos interesses de quem?

Deus nos livre, só mesmo Ele. Estive ontem em uma farmácia, dessas de rede nacional. O teste para verificar como estou em relação ao vírus fica por R$ 140,00 e a profissional de plantão, simpaticíssima, informou que o mesmo tem 97% de probabilidade de acerto. Você paga na verdade de otário, pois em seguida, caso a doença se manifeste, estão aí os 3% para garantia jurídica de quem está vendendo a coisa.

Deus livre nossos jogadores! A CBF – Confederação Brasileira de Futebol, contratou o Hospital Albert Einstein que identificou erro na coleta de material e, pedindo novo material, atrasou a entrega de resultados. Essa foi a explicação para o ocorrido entre Goiás X São Paulo. Quem coletou esse material? Segundo o noticiário, o hospital (UM DOS MELHORES DO PAÍS!) já forneceu “diagnóstico positivo equivocado” de 26 jogadores do Red Bull Bragantino. O que nos leva a, mais uma vez, apelar pra Deus. Se até hospital do nível do Einstein está cometendo equívocos… Deus livre a todos nós!

OUTRA SITUAÇÃO: A do simples funcionário que, todo dia, precisa atender aos interesses de patrões desnaturados, em um país sem Ministro da Saúde e onde o Presidente, em relação à pandemia, não passa de propagandista ordinário, tentando enfiar goela abaixo dos brasileiros um remédio que, se válido, não nos teria levado a ultrapassar a marca de 100.000 óbitos.

Dá para entender as razões da morte atingir principalmente as pessoas mais vulneráveis? Precisa desenhar?Não custa refletir: mesmo errando ou atrasando o diagnóstico de um jogador de futebol, este, caindo nas garras do COVID terá o próprio Einstein para onde buscará a cura., ou outra instituição de excelência no tratamento médico. Têm dinheiro e convênio médico daqueles que cobrem até unha encravada. Aos demais, aqueles que precisam de tomar ônibus, metrô ou trem, às vezes carecendo dos três meios para chegar ao trabalho, cabe… rezar: Para que esses transportes não estejam lotados, para que consigam viajar e – milagre! – não serem contaminados. E caso sejam, que consigam pelo menos um leito vago, um tratamento digno.

MAIS OUTRA SITUAÇÃO: A dos pais empregados que, sem apoio governamental, são pressionados pelos patrões e precisam deixar os filhos na escola. Ora, se em um jogo de futebol, com 22 atletas em campo (sem contabilizar os demais) a proporção de infectados beira aos 50% (se contabilizarmos os demais essa proporção pode subir) como é que fica a cabeça de um pai, de uma mãe ao ter que encaminhar o filho para a creche, para a escola? Quem garante a saúde da criança que permanecerá em grupo durante tempo maior, bem maior, que uma partida de futebol? Não há humano que garanta imunidade e, caso o faça, está mentindo. Deus guarde e cuide das nossas crianças!

O que me leva a escrever este texto é o fato de perceber pouca atenção dada ao fato ocorrido hoje: Jogadores de futebol! Pessoas que, por definição, têm ótima saúde e, por isso mesmo, sendo profissionais de ponta do futebol nacional teriam guardado quarentena e ficado longe de possível contaminação. Atletas com altos salários, suporte jurídico, influência na mídia, se submetem aos interesses financeiros de agremiações, da própria CBF e até das empresas de comunicação, que lucram horrores com as transmissões. Será que é por isso, pela grana, que os meios não dão a real dimensão do absurdo que é constatar em atividade tantos jogadores infectados? Deus guarde nossos atletas.

Deus guarde todos nós!

Para quem quiser ver a matéria do jornal, na íntegra, clique aqui.

Até mais!

O dia de Dona Luiza Erundina

Se aos cinquenta, sessenta anos já convivemos diariamente com preconceitos em relação à velhice, sendo alvos de piadinhas e brincadeiras idiotas, imaginem Luiza Erundina aos oitenta e cinco anos! E, convenhamos, a maioria de nós, os velhos, não temos o protagonismo dessa senhora; logo, somos infinitamente menos incomodados. Em entrevista recente (clique aqui) Dona Luiza Erundina ensina, entre várias lições, esta: “Minha vida não deve ser muito longa mais, mas vivo cada dia como se fosse o primeiro, e como se fosse o último”.

Viver cada dia como se fosse o primeiro é coisa de criança, de gente que tem muito amor pelo mundo, pela vida, pelas pessoas. É ter sede por descobertas, novidades e, se vivemos problemas nos dias anteriores, o novo dia é uma chance pra melhorar, consertar, seguir em frente. Para viver cada dia como se fosse o primeiro é preciso coragem, força, fé, esperança, energia, vontade… É alimentar sonhos, reforçar a luta, arregaçar as mangas para enfrentar o trabalho árduo que é melhorar as relações entre as pessoas, a missão fundamental do trabalho político.

É essa postura de viver cada dia como primeiro que leva Dona Luiza Erundina a dispensar a empregada, mantendo o salário da mesma, e assumir o trabalho doméstico. Fico imaginando a primeira mulher Prefeita de São Paulo, com vários outros mandatos na carreira, lavando roupa, louça, cozinhando feijão, fazendo faxina… E, entre uma e outra tarefa, participando de reuniões da Câmara, no Congresso, ou de dezenas de outras na campanha para as próximas eleições, onde volta a concorrer à Prefeitura como vice de Guilherme Boulos. Quantas vezes ouvimos expressões de gente com bem menos idade tais como “Estou cansado”, “Está difícil”, “Não aguento mais”…

Lendo as duas entrevistas dela publicadas recentemente (a outra está aqui) fiquei envergonhado de estar deprimido com meus 65 anos. Essa autopiedade doentia que nos coloca como centro do planeta, sendo os únicos a ter problemas de saúde, rugas e várias outras limitações. Tive, até agora, uma vida bem mais suave que Dona Luiza Erundina. Há 32 anos, quando ela assumiu a prefeitura da cidade de São Paulo, presenciei inúmeros comentários preconceituosos sobre o fato de ela ser nordestina, mulher, solteira. Não bastasse toda a discriminação e essa mulher ainda teve que conviver em seu trabalho político com algumas pessoas, para não baixar o nível nos adjetivos, no mínimo, complicadas. E lá vem Dona Luiza Erundina com mais uma lição notável, diante de um país dividido por opiniões contrárias: “Adversário político não pode ser inimigo. Ele é apenas um adversário que tem ideias muitas vezes opostas, antagônicas”.

Mas Dona Luiza Erundina também vive cada dia como se fosse o último. Não com a inconsequência dos porras-loucas, mas do ser humano que conhece e reconhece seus próprios limites. E se esses limites estão no físico com 85 anos, a inteligência leva a conviver, administrar esses e compensar as limitações com… o cérebro! As análises são mais eficazes, as conclusões são embasadas nos anos vividos e no conhecimento acumulado – esse nunca ocupa espaço – e, sem ilusões, saber que se antes o fim poderia ser inesperado, causado por acidente, crime ou doença, agora pode ocorrer por consequências naturais… Se me permitem, não deixa de ser irônico ler o noticiário contar que fulano de tal faleceu aos 90, 100 anos de causas desconhecidas. A idade nos leva a perceber a proximidade da morte. Só nos resta escolher como viveremos nossos últimos anos, nossos derradeiros dias.

Eu espero viver como Dona Luiza Erundina. Procuro me espelhar em pessoas como ela, ou como o Eduardo Suplicy. Há quem pensará que são raros, são únicos. Isso funciona inclusive para que desculpemas nossas próprias falhas, para que não tenhamos que viver de forma similar. Só que eles não são raros; tornaram-se conhecidos nacionalmente, são notáveis. Todavia, há muitos por aí, e só não citarei outros nomes porque aqui quero prestar homenagem a Dona Luiza Erundina.

E, se alguém acha estranho o “Dona” precedendo o nome, quero deixar claro que é minha mais profunda expressão de respeito e admiração por essa mulher simples, cheia de fé, garra e força, que ostenta um passado impoluto em meio ao constante lamaçal no qual frequentemente se afunda a política brasileira. Dona Luiza ignora o lodo e, em nome do amor a sua família e ao seu povo – que somo nós! – segue combatendo o bom combate.

Obrigado, Dona Luiza Erundina. Siga em frente. Estaremos juntos.

Até mais!