Curso de Produção Cultural e Captação

Sonia Kavantan já realizou dezenas de cursos contribuindo na formação de produtores culturais de todo o Brasil. Nos dias 17,18 e 19 de março – um final de semana – ela ministrará o curso em São Paulo. Neste post uma breve síntese do CURSO DE PRODUÇÃO CULTURAL E CAPTAÇÃO.  Maiores detalhes no site http://www.kavantan.com.br/cursos.

Conheço Sonia e já fizemos muitos trabalhos juntos; para quem ainda não conhece, veja abaixo:

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Entre os vários trabalhos que fizemos juntos está o Arte na Comunidade que, em sua primeira versão, visitou os estados do Pará e Maranhão, com a peça O Casamento do Pará com o Maranhão. A imagem da peça sobre abaixo, sobre os aspectos práticos da produção cultural é do cartaz da peça, que fez longa temporada na região amazônica.

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Para concluir esse breve post, a síntese do programa do curso, cujo conteúdo é fundamental para todo profissional que trabalha com teatro, exposições de arte, eventos musicais, cinema e outras atividades correlatas.

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Uma indicação para os leitores deste blog. Entrem em contato e saibam todos os detalhes com o pessoal da Kavantan & Associados.

Até mais!

As Montagens do Arte na Comunidade 4 no Vale do Paraíba

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Conrado Sardinha, Luciana Fonseca e Rodolfo Oliveira, os atores do Arte na Comunidade no Vale do Paraíba.

Várias peças teatrais serão apresentadas na quarta edição do Projeto Arte na Comunidade. Três abordam histórias das cidades de Cruzeiro, Lavrinhas e Queluz e são apresentadas na primeira fase do projeto; a quarta, história comum a todas as cidades do Vale do Paraíba, completará o ciclo de apresentações nas escolas do município. Veja abaixo uma síntese das três montagens iniciais.

O Viajante do Embaú

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Conrado Sardinha, um dos intérpretes de O Viajante do Embaú.

A Rota do Embaú já era utilizada pelos primeiros habitantes do nosso país. Depois passaram por ela os bandeirantes e viajantes que buscavam atravessar a Serra da Mantiqueira e chegar a Minas Gerais. Esse é o mote histórico para contar as origens e o desenvolvimento de Cruzeiro, cidade paulista do Vale do Paraíba.

Pedro, um menestrel nascido na cidade, e que tem andado pelo mundo volta a Cruzeiro para lembrar aspectos marcantes da vida dos cruzeirenses: A importância da estrada de ferro, a Rotunda, alguns fatos durante a Revolução de 1932 e, obviamente, as origens da região contada por um fictício Viajante do Embaú.

A montagem lembra a necessidade de preservar o meio ambiente através de cuidados que devem ser dispensados ao Rio Paraíba. Também presta homenagem à escritora Ruth Rocha; o incentivo à leitura está entre os principais objetivos do Projeto Arte na Comunidade. Cidade, meio ambiente e o livro são elementos que entram nos jogos teatrais propostos na montagem para participação da plateia.

Dado ao grande número de escolas participantes do projeto há duas versões da mesma montagem: uma é a apresentada pelo ator Conrado Sardinha e a outra por Rodolfo Oliveira.

A Baronesa de Queluz

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Luciana Fonseca é a “Baronesa”

Antiga cidade paulista situada na divisa com o estado do Rio de Janeiro, Queluz tem muita história para contar. Das antigas fazendas de café e seus barões veio a inspiração para contar fatos da trajetória da cidade.

Violeta é trovadora, poeta, atriz; entre seus personagens está a Baronesa de Queluz e através desta personagem volta ao passado para narrar fatos importantes da região. Também lembra os primeiros indígenas ao interpretar um velho índio, dos primeiros moradores do local. Uma personagem cozinheira ensina a receita mais famosa da cidade, Queluz na Moranga.

A intérprete da montagem de Queluz é Luciana Fonseca e o autor homenageado no texto é Ilo Krugli, diretor e autor teatral especializado em teatro para crianças. Atividades práticas e jogos teatrais também estão em A Baronesa de Queluz.

Os Sete Rios de Lavrinhas

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Rodolfo Oliveira apresenta “Os sete rios de Lavrinhas”

Quantas cidades do planeta sonham em ter água, seja em lagos ou rios? Lavrinhas ostenta sete rios! Cidade do Vale do Paraíba, Lavrinhas é destino ecológico de muitos com suas estâncias e sítios onde a natureza impera.

Adriano, interpretado por Rodolfo Oliveira, é um bardo que lembra fatos da cidade em prosa e verso. Os principais ciclos econômicos e o marco da inauguração da Via Dutra estão entre os momentos presentes na montagem teatral que propicia jogos e brincadeiras ao público para melhor apreensão do conteúdo.

A autora homenageada em Lavrinhas é Sylvia Orthof. A talentosa autora de textos de teatro para crianças é lembrada e alguns jogos e brincadeiras lembram a necessidade da preservação da maior riqueza da cidade: Os Sete Rios de Lavrinhas.

Idealizado por Sonia Kavantan, o Projeto Arte na Comunidade tem dramaturgia e direção de Valdo Resende. A direção musical é de Flávio Monteiro, que assina as composições e arranjos das montagens. Os figurinos são de Carol Badra. A produção ainda conta com Lilian Takara, Milka Master, Filipe Brambilla e Júlio César Fonseca. Assessoria de imprensa, Thiago Zappa; fotos de Monique Oliveira.

O Arte na Comunidade 4, no Vale do Paraíba, é patrocinado pela Alupar e Taesa. Apoio cultural: “Queluz, Geração de Energia” e “Lavrinhas, Geração de Energia”. O projeto está nas cidades de Cruzeiro, Lavrinhas e Queluz. Uma realização da Kavantan & Associados, Ministério da Cultura e Governo Federal.

Aos nossos filhos

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Luciana Fonseca e o menino fazendo-me lembrar do que sonho para nosso país.

Uma manhã de segunda-feira diferente de todas as outras. Dia 9 de maio. Acordo tenso em um quarto de hotel, pois o despertador não tocou.  Todavia, sem atrasos, saímos de Cruzeiro, no Vale do Paraíba, em direção à Queluz. Na Escola Municipal Professora Maria Mendes Guerra Pereira haveria a estreia de “A Baronesa de Queluz”, o texto que escrevi tendo Luciana Fonseca como intérprete.

O enredo da peça é simples: uma atriz, poeta e trovadora, volta à cidade natal. Enquanto relembra fatos marcantes da história da cidade, aproveita os motes para realizar jogos teatrais com as crianças. Com figurinos de Carol Badra e a música de Flávio Monteiro, “A Baronesa de Queluz” entrou em uma sala repleta de crianças muito pequenas. De imediato vieram-me dúvidas: Será que entenderão? Participarão das brincadeiras? Gostarão da peça, da atriz?

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Rodolfo Oliveira na Escola Professor Joaquim Rebouças C Netto.

Tímidas a princípio, as crianças foram entrando no clima da peça, nas brincadeiras e histórias contadas por Luciana e passei a me deliciar com rostinhos absolutamente absortos, olhares atentos, riso solto e atenção redobrada quando a atriz/personagem propõe uma tarefa prática.

Fora da escola, longe daquela sala, turbulências de todo o tipo e, fundamentalmente, o imenso receio pelo destino do meu país. Uma mulher condenada antes do final do julgamento e a certeza do caráter precário, duvidoso de gente sórdida que tomará a cadeira da presidência e ocupará os ministérios. E as pequenas crianças de Queluz, protegidas pela própria idade, permaneciam absortas, alegres e felizes com o nosso trabalho.

Saímos de Queluz e rapidamente voltamos para Cruzeiro. O ator Rodolfo Oliveira estava na escola Professor Joaquim Rebouças C Netto interpretando “O Viajante do Embaú”, a montagem que aborda a história da cidade que, com muitas unidades, tem outro ator, Conrado Sardinha interpretando o mesmo texto na Escola Doutor Arnolfo de Azevedo. Nos dois locais a mesma situação: crianças escutando atentamente e brincando com inequívoco entusiasmo. A magia do teatro: dois atores distintos, a mesma história, trabalhos absolutamente diferenciados e resultados similares. Evoé!

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Conrado Sardinha  na Escola Doutor Arnolfo de Azevedo.

Longe da sala de aula o efeito da ação de um indivíduo, supostamente autoridade, suspendia a votação do impeachment e outro, ignorando a autoridade, seguia em frente com pressa inusitada para os parâmetros federais. Sem acreditar nas intenções daqueles que derrubam a presidência sobra desalento; aumenta o receio pelo que teremos no futuro. No entanto, tanto as crianças quanto “meus” atores mergulham de cabeça em contos e cantos, em desejos e anseios por um mundo melhor. A vida continua; a luta segue.

A imagem que guardarei da segunda-feira, dia 9, é a que abre este post. A criança com a camisa amarela, Brasil nas costas, trouxe à tona a síntese e o propósito do nosso trabalho. É para frente que prosseguimos e é por nossos filhos que lutamos. Eu, que não sou pai, vivo diariamente a missão de ensinar, orientar. E em trabalhos como o Arte na Comunidade ensino, propicio diversão e entretenimento. E disto, passo a escrever no plural, temos muito orgulho.

Nós, realizadores do Projeto Arte na Comunidade, temos a alegria de propiciar boas histórias, momentos felizes. Semeamos respeito pelo passado, atenção ao presente e cuidados para com o futuro, com as pessoas e o ambiente onde essas estão. Para as crianças que usufruem do nosso trabalho a atual situação será apenas história; uma turbulência em Brasília entre tantas que tivemos e que virão.

Nossos atuais dirigentes passarão; alguns irão para o lixo da história, lembrados pelo que de mal fizeram à nação; outros serão reverenciados pelo bem deixado como herança. Nós, pequenos e humildes artistas, saltimbancos, podemos alardear sono tranquilo. Deixamos como herança fotos de momentos felizes, sons de cantigas que zelam pelo planeta, imagens de puro contentamento… Pode ser pouco para aqueles que acumulam milhões na Suíça, mas se eu fosse pai é dessa forma que gostaria de ser lembrado.

P.S.: Dedico este texto aos meus parceiros na elaboração e construção deste trabalho:  Sonia Kavantan, Carol Badra, Luciana Fonseca, Milka Beatriz, Lilian Takara, Flávio Monteiro, Conrado Sardinha, Rodolfo Oliveira e Julio César Fonseca.

Até mais!

 

Os Atores do Vale

Falta pouco. Em maio o Arte na Comunidade 4 estará nas escolas de Cruzeiro, Lavrinhas e Queluz, cidades do Vale do Paraíba. Os ensaios estão adiantados e, premissa do nosso projeto, os atores são nascidos e residentes na região. Muito em breve apresentaremos  detalhes das montagens teatrais de cada cidade e de toda a nossa ação por lá. Aqui, no meu blog, optei por iniciar essa fase apresentando nossos atores, parceiros fundamentais nesse trabalho.

Após testes realizados com profissionais do Vale do Paraíba partimos para os primeiros ensaios e, de repente, já consumimos mais de sessenta horas de ensaio na elaboração das montagens. Vamos aos atores:

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Conrado Sardinha

Conrado Sardinha tem passagem pelo Grupo TAPA interpretando textos de autores como Nelson Rodrigues e Tennessee Williams.

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Luciana Fonseca

Luciana Fonseca, além de atriz é formada em Educação Artística e professora de teatro em diversas escolas de Cruzeiro.

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Rodolfo Oliveira

Rodolfo Oliveira soma ao trabalho de ator atividades como dublê e também é professor de teatro.

São personalidades distintas, formação e experiências peculiares que, com certeza, enriquecerão o Projeto Arte na Comunidade nesta quarta edição.

Até mais!

Arroz que une Uberaba, Cruzeiro, Goiás…

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Cruzeiro, no Vale do Paraíba, protegida pela Serra da Mantiqueira

Em Cruzeiro, no Vale do Paraíba, a moça me diz que não posso deixar de experimentar arroz vermelho com suã. Surpreso revelei que era a primeira vez que, desde que saí de Minas Gerais, ouvia a palavra suã da boca de um paulista. A palavra suã trouxe de volta meus tempos de menino, em Uberaba, quando minha mãe fazia arroz com suã e meu pai comia com a melhor boca do mundo. Éramos felizes então, quando pegávamos um pedaço de suã e, literalmente, roíamos até o osso.

Quando afirmei só ter ouvido tal palavra suã em Minas a moça retrucou com um sorriso e um jeito quase à mineira: “- Minas é logo ali, depois da serra”. A serra é a Mantiqueira, altíssima! Imenso paredão aparentemente separando Minas Gerais de São Paulo. No município de Cruzeiro está um dos pontos onde se atravessa a Mantiqueira com maior facilidade. Lá está o famoso túnel construído nos tempos do império. De um lado, Cruzeiro, São Paulo; do outro, o município de Passa Quatro, em Minas Gerais. Foi inaugurado pelo Imperador D. Pedro II e também foi palco sangrento de alguns tristes episódios da Revolução de 1932.

Essa proximidade com Minas é, certamente, a razão da mineirice no falar dos habitantes da cidade; uma delícia! Fiquei me sentindo em casa e, ao mesmo tempo, pensando na bobagem que é dizer-se isso ou aquilo quando nos esquecemos de que somos todos irmãos, todos brasileiros. Meus novos amigos Cruzeirenses dizem ter  muito de mineiros; além do sotaque, com plurais particularíssimos e um erre acentuado, há uma delicadeza nas relações e inegável hospitalidade.

o túnel da mantiqueira e a revolução de 1932
O túnel separando São Paulo de Minas Gerais durante a Revolução de 1932

Dias de trabalho intenso suavizados pelo contato humano e, assim, vou somando outras histórias àquelas pesquisadas para o trabalho com o Arte na Comunidade 4. Arroz vermelho com suã! Prato típico de Cruzeiro! Que ótima descoberta!

Suã, para quem não sabe, é a parte da espinha dorsal do porco ainda com boa porção de carne entre os ossos. Minhas lembranças faziam-me a afirmar que arroz com suã é prato típico de Minas Gerais.  Já ouvi de outros, para além do Triangulo Mineiro, que o prato é goiano e outros ainda generalizam dizendo ser um prato caipira sem especificar a origem… Diante de um prato quentinho, cheiroso, suculento, penso que, mais que a origem, importa a boa companhia, os bons momentos que formarão boas lembranças.Daqui para a frente, saboreando um prato de arroz com suã, além das lembranças dos tempos de infância somarei outras da minha passagem pela aconchegante Cruzeiro.

Até mais!

Cruzeiro, Lavrinhas e Queluz no AC4

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Neste final de semanas realizaremos testes com atores do Vale do Paraíba para atuação no Arte na Comunidade 4, o AC4. É um momento de crucial importância, já que serão esses profissionais que entrarão em contato direto com o público geral das cidades participantes, em especial os alunos das escolas dos municípios.

Cruzeiro, Lavrinhas e Queluz entram no mapa do Projeto Arte na Comunidade, que já visitou cidades do Pará, Maranhão, Minas Gerais, sendo que esta é a segunda incursão em São Paulo. A mais recente edição foi na Baixada Santista em 2015.

Sonia Kavantan, a idealizadora e produtora do AC4, o diretor musical Flávio Monteiro e eu, autor e diretor dos textos, estaremos em Cruzeiro para a realização dos testes. Até agora temos sido muito bem recebidos pelas secretarias de educação dos municípios que estão nos facilitando acesso às escolas para a concretização do Projeto.

O Arte na Comunidade busca incentivar as culturas regionais através de contação de histórias, espetáculos teatrais e atividades junto aos alunos das redes municipais. Os fatos marcantes, a história e as características de cada localidade são o foco para trabalhos criativos: elaboração de textos, poemas, peças, além de expressões plásticas.

As três cidades do Vale do Paraíba têm importância notável desde o tempo da busca do ouro pelos Bandeirante, também durante o ciclo do Café, nos primórdios do século passado; pela posição geográfica estratégica tiveram participação vital na Revolução Constitucionalista de 1932. Os municípios estão próximos às divisas com os estados de Minas Gerais e Rio de Janeiro na região dos pontos mais altos da Serra da Mantiqueira. Banhadas pelo Rio Paraíba do Sul, as cidades visitadas pelo AC4 são marcantes na história do Vale e de todo o Estado de São Paulo.

Estamos felizes por mais esta oportunidade e assim, vamos em frente! Sempre que possível registrarei aqui algumas etapas desse projeto.

Até Mais!

 

 

“Arte na Comunidade 2” em Minas Gerais

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Detalhe de uma apresentação em Santa Maria, no Pará.

O projeto “Arte na Comunidade 2” está no Triangulo Mineiro. Tive o privilégio de trabalhar na primeira versão desse evento idealizado pela Kavantan & Associados; fui o autor da peça “Vai que é bom, o casamento do Pará com o Maranhão”. Na ocasião levamos a montagem para diversas cidades dos dois estados; a peça teatral foi um entre outros elementos motivadores para incitar debates e encontros entre artistas e agentes culturais.  O projeto teve ampla aceitação e dele guardamos imenso aprendizado.

Agora em Minas Gerais, o “Arte na Comunidade 2” leva o teatro como incentivador para as novas gerações de uma grata prática mineira: a “contação de histórias”. Serão visitadas quatro cidades, escolha feita em acordo com a ALUPAR, a empresa patrocinadora: Canápolis, Ituiutaba, Monte Alegre de Minas e Prata. Nessas cidades ocorrerão apresentações em praças públicas no lançamento do projeto; em seguida, outras apresentações serão feitas em escolas da rede pública, quando serão iniciadas as oficinas de criação de textos.

“Histórias do Pontal de Minas” é denominação geral para quatro montagens de contação de histórias. Os quatro textos tem como tema as cidades participantes e um quinto texto aborda o Triangulo Mineiro. Posteriormente escreverei sobre os detalhes do lançamento do projeto. Neste momento quero enfatizar um dos aspectos mais interessantes desta ação, que é trabalhar com artistas, técnicos e demais profissionais regionais.

Em Ituiutaba, a produtora  analisando possibilidades para o evento.
Em Ituiutaba, a produtora analisando possibilidades para o evento.

Sonia Kavantan realiza diversos projetos que valorizam artistas de diferentes regiões do Brasil; “Mestres do Futuro”, por exemplo, é um trabalho que aproxima mestres artesãos de jovens através de cursos que garantem a continuidade do artesanato praticado por esses mestres. No projeto “Arte na Comunidade” a ênfase vai para os profissionais de artes cênicas de cada região.

Estou feliz e honrado com o convite de Sonia Kavantan; sou mineiro que volta a trabalhar em Minas como autor e diretor; tenho já a certeza de uma preciosa parceria com a atriz, e também diretora, Letícia Teixeira, que aceitou a assistência de direção neste projeto. Os atores que farão as montagens já estão definidos: Lilía Pitta, Deferson Melo, José Luiz Filho e Ronan Vaz.

Estamos intensificando os trabalhos e em breve teremos nosso encontro com os habitantes do Prata, Monte Alegre de Minas, Ituiutaba e Canápolis. Muitas outras histórias virão e, com certeza, dividirei algumas, as melhores, por aqui.

Até mais!

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