Moto-perpétuo‏

rosacea

Janeiro, fevereiro, começar de novo…

Após o carnaval, começar pra valer;

Inevitável moto-contínuo, roda-viva!

Há os que começam a vida;

Para esses um longo, extenso caminho

Aqueles que viveram bastante recomeçarão.

Fim de janeiro, depois do carnaval…

Uns, abastados, irão administrar, escolher, trilhar.

Outros viverão intensas batalhas pelo ter, para ser.

Os bem jovens terão movimentação intensa

Enquanto outros, velhinhos, caminharão com o tempo.

Ocorrerão batalhas por conquistas urgentes

Lutas serão mantidas em guerras maiores.

Fevereiro, depois da folia,

Duas palavras unirão jovens, velhos, ricos, pobres

Cotidianas, eternamente presentes

Aquelas que justificam começos e recomeços:

Esperança e fé.

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Valdo Resende

aqJaneiro de 2015

Boa música para começar o carnaval

Dalva de Oliveira e Marlene.
Dalva de Oliveira e Marlene.

“Hoje, eu não quero sofrer

Hoje eu não quero chorar

Deixei a tristeza lá fora

Mandei a saudade esperar…”

Penso em carnaval e recordo os versos de “O primeiro Clarim” , criação de Klécius Caldas e Rutinaldo Silva que tive o privilégio de ver Dircinha Batista cantar.  Dircinha foi uma cantora extraordinária, talentosa tanto quanto sua irmã, Linda Batista.

“… Hoje eu não quero sofrer

Quem quiser que sofra em meu lugar…”

Algumas músicas de carnaval tem esse poder de alimentar sonhos e, incrível, fazer com que grandes tristezas sejam transformadas em belíssimos versos. E é possível sair pelos salões, quando há salões, cantando e dançando uma triste sensação de rejeição, como esse Malmequer, composição de Newton Teixeira e Cristóvão de Alencar:

Eu perguntei a um malmequer

Se meu bem ainda me quer

E ele então me respondeu que não

Chorei, mas depois eu me lembrei

Que a flor também é uma mulher/

Que nunca teve coração…

Não é porque é carnaval que a gente perde o senso crítico. Algumas gravações para o carnaval de 2014 são no mínimo lamentáveis. Sabem-se lá quantas são as tramas dos negócios que permeiam “músicas para consumo”; todavia, na falta de algo que seja efetivamente bom, não seria legal regravar uma bela canção e fazê-la voltar na boca do povo?  João de Barro e Noel Rosa e tantos outros  merecem suas canções gravadas nas vozes de Ivete Sangalo, Daniela Mercury, Claudia Leitte. Mais que músicas e atitudes autopromocionais, esperamos grandes canções dessas profissionais. E a propagar versos precários e medíocres, porque não cantar, por exemplo, Estrela-do-Mar, de Marino Pinto e Paulo Soledade? De quebra ainda homenageariam a grande Dalva de Oliveira:

Um pequenino grão de areia

Que era um pobre sonhador

Olhando o céu viu uma estrela

E imaginou coisas de amor ô-ô-ô/

Passaram anos, muitos anos

Ela no céu, ele no mar

Dizem que nunca o pobrezinho

Pode com ela encontrar.

Talvez nossos cantores de agora não cantem esse tipo de música pela impossibilidade de enfiar um “tira o pé do chão” no meio da letra. Ou então, imaginem só Elizeth Cardoso dizendo um “Levanta o braço ai!” entre os versos de “As Pastorinhas”!

A estrela d’alva

No céu desponta

E a lua anda tonta

Com tamanho esplendor

E as pastorinhas

Pra consolo da lua

Vão cantando na rua

Lindos versos de amor

João de Barro e Noel Rosa sempre tiraram o pé do chão. As canções de carnaval ou são marchinhas, ou marcha-ranchos… E são tão geniais que não carecem de um “Quem gostou faça barulho”, porque é impossível ficar calado quando a música é boa. Lá pelas tantas, o coro é geral e fortíssimo em versos como esses:

Linda criança

Tu não me sais da lembrança

Meu coração não se cansa

De sempre e sempre te amar.

Emilinha Borba, Elizeth Cardoso e, abaixo,as irmãs Dircinha e Linda Batista
Emilinha Borba, Elizeth Cardoso e, abaixo,as irmãs Dircinha e Linda Batista

Tenho certeza de que as primeiras músicas de carnaval que me fizeram a cabeça foram cantadas por Marlene e Emilinha Borba. Esta última era extremamente popular com sua Chiquita Bacana e, na minha infância eu gostava da ideia de um “tomara que chova três dias sem parar”. Aliás, bem propícia para esse ano, quando estamos na eminência cantar com muita verdade que  “a minha grande mágoa é lá em casa não ter água e eu preciso me lavar…”. Já Marlene, era a melhor. A mais bonita e a grande intérprete com seu “Apito no samba, “Lata d’água” e tantos outros. Mas, há sempre um mas… A primeira paixão musical de carnaval veio com Dalva de Oliveira, uma das maiores cantoras deste país. Depois de “Máscara Negra  (Zé Kéti/Hildebrando Matos), o carnaval, marchinhas e marchas-rancho entraram definitivamente na minha vida. Há quem resista a esses versos?

Tanto riso

Oh, quanta alegria

Mais de mil palhaços no salão

Arlequim está chorando pelo amor da Colombina

No meio da multidão…

Se estiver difícil ouvir “bagunceiras” e outras bobagens, tente isso: Ao clicar nos títulos das canções abrirá um link para ouvir a música no Youtube. Há alguns vídeos com cenas interessantes. Divirtam-se!

E bom final de semana!

Até!

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Brasil 2014

salvador_dali_a_persistencia_da_memoria

Depois do carnaval

Depois do verão

Depois da copa do mundo

Depois das eleições

Depois… Depois…

Antes.

O que há pra antes?

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Até!

O Samba do Crioulo Doido

A obra e o autor
A obra e o autor

Contam que JAMELÃO era ranzinza. Não escondia o humor ácido em diversas circunstâncias. Todavia, quando o samba era ruim, o velho e eterno puxador de samba da Mangueira soltava todos os cachorros e aí sim, mostrava-se irritado. JAMELÃO não gostava de “sambas de crioulo doido”. Entenda-se aqui esse tipo de samba como samba ruim. Certamente, apenas um “Samba do Crioulo Doido” mereceu a admiração de Jamelão:

Foi em Diamantina,

Onde nasceu JK

Que a Princesa Leopoldina

“Arresolveu” se casar

Mas Chica da Silva,

Tinha outros pretendentes

E obrigou a princesa

A se casar com Tiradentes…

A expressão “samba do crioulo doido” é do memorável SERGIO PORTO, também conhecido como STANISLAW PONTE PRETA. Homem de diversas profissões (jornalista, escritor, compositor, radialista), morreu cedo, com apenas 45 anos.

Deixou-nos uma obra precisa, contendo uma crítica hilária e corrosiva do período em que viveu. As histórias de Tia Zulmira ou do Primo Altamirando estão registradas em livro, assim como os FEBEAPÁS (Festival de Besteira que Assola o País) em três volumes de puro humor nonsense, deitando e rolando sobre a tresloucada realidade brasileira.

Joaquim José, que também é da Silva Xavier

Queria ser dono do mundo

E se elegeu Pedro II…

Em um país onde os colunistas sociais elegiam, anualmente, as mulheres mais bem vestidas, STANISLAW PONTE PRETA lançou as “mais despidas”, criando as CERTINHAS DO LALAU. Grandes vedetes, mulheres lindíssimas, ficaram na mente dos brasileiros, símbolos de uma época. Um exemplo, CARMEM VERÔNICA, ainda hoje atuando na TV.

Na história dos sambas-enredo sabemos que, no início do século passado, as Escolas de Samba escolhiam um tema, um refrão que seria cantado na avenida, cabendo a improvisação, posteriormente proibida. Vieram os enredos propriamente ditos, uma “história” para ser contada na avenida. A frágil educação formal dos compositores e as regras impostas pelos organizadores de desfiles seriam, na visão de SERGIO PORTO, o STANISLAW, responsáveis pelas confusões nos versos musicais.

Das estradas de Minas

Seguiu pra São Paulo

E falou com Anchieta

O vigário dos índios

Aliou-se a D. Pedro

E acabou com a falseta…

Em 1968, ano fatídico para a história política brasileira, com os mandos e desmandos dos militares no poder, STANISLAW PONTE PRETA lançou, em livro, “NA TERRA DO CRIOULO DOIDO – FEBEAPÁ 3 –A MÁQUINA DE FAZER DOIDO”. Em disco, o QUARTETO EM CY lançava “O Samba do Crioulo Doido”, sucesso imediato e absoluto em todo o território nacional. Foram seus últimos trabalhos, pois SERGIO PORTO faleceu em setembro do mesmo ano.

Tantos anos depois, a safra de sambas-enredo para o carnaval continua impregnada de “sambas do crioulo doido”.  Há que se matricular em cursinho, fazer pesquisa, estudar a fundo para entender o que algumas escolas estão querendo contar na avenida. Versos maiores que a frase melódica, frase soltas e desconexas garantindo a existência de uma ala e por aí vai. Daí a atualidade de SERGIO PORTO que através de seu pseudônimo, STANISLAW PONTE PRETA, estaria escrevendo mais um FEBEAPÁ!

E assim se conta essa história

Que é dos dois a maior glória

A Leopoldina virou trem

E D. Pedro, é uma estação também…

Para lembrar a música vejam o vídeo com o registro do “Samba do Crioulo Doido”, na deliciosa interpretação das meninas do QUARTETO EM CY. E vamos todos começar a semana com bom humor.

Até!

Notas:

 Samba do Crioulo Doido – Stanislaw Ponte Preta.

 Sérgio Porto adotou este nome,Stanislaw Ponte Preta, tirando-o do livro Serafim Ponte Grande, de Oswald deAndrade.

“A festa é na avenida”

Atente para a mensagem da ilustração!
Creio ser pertinente, somar ao post, essa mensagem fundamental.

Se “a festa é na avenida”, como canta Arlindo Cruz, vamos desligar a TV, o computador e cair na folia. Nunca é demais alertar que avenida, no dito samba, é metáfora para todo espaço onde possamos brincar o carnaval. Se nem todos podem ir ao sambódromo, se há cidades onde não ocorrerão desfiles por falta de verbas e outros problemas, o jeito é apelar para a criatividade, a boa vontade e celebrar a alegria de viver.

Quem já esteve no Sambódromo, seja o de São Paulo ou o do Rio de Janeiro, sabe o quanto a transmissão da televisão é incompleta. Nossos caros profissionais, por mais que se esforcem, não conseguem ir além do óbvio. Enquanto as câmeras buscam mulheres bonitas, gente famosa, o detalhe inusitado, os apresentadores enchem nossos ouvidos com mesmices de todos os anos: É sempre perigoso o momento em que a bateria vai entrar no recuo; será que vai dar tempo da escola passar? Lá, encantados com o espetáculo, quando atingidos no âmago pelo desfile, nos esquecemos de tudo e somos felizes.

Estar em um desfile é permitir-se vivenciar a festa em plenitude; assistir, na arquibancada ou no camarote, é compactuar e interagir com todas as personagens do samba: a elegância da comissão de frente, a delicadeza refinada de mestre-sala e porta-bandeira, a técnica invejável do passista, a sensualidade gritante das cabrochas, o luxo dos destaques, o impecável artesanato das alegorias e, experiência única, o som absolutamente contagiante de uma bateria. A TV mostra por partes. No sambódromo ou na avenida, vivenciamos o todo.

“Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu”, diz outra canção, essa de Caetano Veloso. Se não vamos ao desfile da escola, há o trio elétrico, o bloco de rua. O samba ganha todos os espaços e permite a todos nós a alegria da criança, dona de si e da rua. Caminhamos apressados, tensos, por ruas e avenidas durante quase todo o ano. Corremos o risco de esquecer que trabalhamos tanto para que possamos brincar, confortavelmente, com nossos familiares, amigos e conhecidos. E brincar, aqui, é no sentido pleno de estar e ser feliz.

Nas ruas, ou praças, ou mesmo em botecos de esquina, esse é o momento para dançar frevo, sambar ou, simplesmente movimentar o corpo na cadência de uma marchinha. Há quem prefira os blocos gigantescos, na onda de uma Daniela Mercury ou com os Filhos de Gandhy na querida São Salvador; há os que começam com o Galo da Madrugada em Recife, após terem passado pelo Cordão do Bola Preta, no Rio de Janeiro. O melhor bloco é, sempre, aquele que a gente curte; eu, por exemplo, gosto do “Enterro dos ossos”, todo sábado após o carnaval, que encerra as atividades carnavalescas aqui do bairro.

Nem escola, nem bloco de rua? Ainda há bailes, dos mais sofisticados aos mais simples, com a criançada do condomínio, ou com os próprios familiares, afastando os móveis da sala. Permita-se brincar! Permita-se ser alegre, como o menino que dá uma rasante na avenida, com uma toalha amarrada ao pescoço, fingindo-se de Superman. Este é o verdadeiro espírito da festa carnavalesca; sair da rotina e brincar, de ser rei, sapo, rico, pescador, mulher gato, homem aranha… Na escola, no bloco, no salão do condomínio, a ordem é brincar e ser feliz.

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Bom carnaval!

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Nota: As peças que ilustram este post, é da Presença Propaganda. Grato ao Fernando Brengel, o folião mais animado da Vai-Vai!

Critérios para vencer no sambódromo

O Diário de São Paulo publicou na edição de hoje, 7 de fevereiro, uma síntese do que será avaliado pelos jurados do Troféu Nota 10 em cada quesito. Vale a pena conhecer e ficar por dentro.

Diário de São Paulo, edição de 7 de fevereiro de 2013
Diário de São Paulo, edição de 7 de fevereiro de 2013

Além dos elementos pertinentes para avaliar as alegorias – pertinentes ao universo das artes visuais- apontei outros detalhes que considerarei para escolher a escola vencedora. Veja no detalhe do próprio jornal:

Diário de São Paulo, Troféu Nota 10

 

Além de premiar a melhor alegoria, a matéria destaca outras categorias: Comissão de frente, enredo, bateria, harmonia, intérprete, mestre-sala e porta-bandeira, evolução, samba enredo e fantasia.

Os organizadores do Prêmio Nota 10 estão realizando um trabalho com muito empenho e dedicação. Fico feliz em contribuir para destacar e valorizar os sambistas paulistanos. Eles merecem toda nossa atenção e carinho pelo brilhante espetáculo que nos oferecem.

Até mais!

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Quesitos para antes da folia…

É carnaval de gatos e lebres...
É carnaval de gatos e lebres…

O carnaval do Brasil já está com suas primeiras bandas saindo pelas ruas das cidades.  No entanto, sempre é tempo de dar palpites aos navegantes; principalmente para aqueles que pretendem entrar na brincadeira.

Pesquisei com excelentes orientadores; afinal, mais sério neste país que o carnaval, só o futebol, portanto a festa é coisa de profissional!. Assim, bem auxiliado, elaborei “quesitos” básicos, mas essenciais para um carnaval feliz.

QUESITO FANTASIA

Primeiro, que tal fazer um teste rápido sobre o estágio atual de sua imagem pessoal? Pergunte-se: “O que as pessoas pensam quando se fala em meu nome?”. “Será que sou reconhecido, notado em meio à multidão?” Você pede “Atenção”, e nada. Depois, suplica “Por favor, só um minutinho” e… Nada? Está na hora de colocar sua porção “cara de pau” para funcionar. Sugestão de fantasia:

– Rapaz da pamonha, pamonha, pamonha fresquinha, pamonha de Piracicaba. Um macacão simples e um megafone – o real investimento para chamar a atenção sobre si – e mais nada. Se alguém pedir pamonha, e esse alguém for de especial interesse, aproveite para anotar telefone e endereço para posterior entrega do produto…

A segunda sugestão de fantasia é para o tipo oposto; aquele tão aparecido, mas tão aparecido, que só não é chamado de Estátua da Liberdade porque não carrega tocha acesa, nem apagada. Para o “Cidão”, a sugestão é fantasiar-se de bloco de recados. Um grande bloco, com canetas penduradas e os seguintes dizeres: “Cidão saiu! Deixe recado!”. Provavelmente, irão aproveitar para tirar a forra e aí, aguente o tranco e o palavreado dos amigos. Se ninguém escrever nadica de nada… Cidão, aproveite o carnaval e programe mudanças de atitude!

Derradeira sugestão, para as figuras meio-termo; aquelas nem suficientemente ignoradas, nem bastante aparecidas. Para essas, a sugestão de fantasia é qualquer fantasia tradicional, mas tipo frente única. Ou seja: Pirata, Colombina, Cigano, Egípcio… enfim, qualquer fantasia, mas só com a parte da frente. Sendo sujeito meio-termo, obviamente um macacão esconde o bum-bum e adjacentes…

Use apenas os originais!
Use apenas os originais!

QUESITO FINANÇAS

Folião confiante é aquele que tem como premissa acreditar na viabilidade do empreendimento, e quem, mesmo em situações difíceis, sabe que o esforço vale mais do que a crítica destrutiva. O carnaval deve ser visto como um grande investimento, que vai exigir o bem mais precioso: o tempo. E a família – mais do que nunca – deve ser a aliada!

É essa fabulosa instituição, a família, que empresta a grana para o folião bancar o baile, a fantasia e, se o dito é folião de escola oferece carona levando-o às 03h00 para a concentração, vai correndo pra casa tentar vê-lo na televisão e volta com os primeiros raios da manhã na dispersão para buscar o ser, decididamente, querido.

QUESITO BAILE

Seguindo nossa sugestão de fantasia, comporte-se coerentemente com a mesma por afinidade ou oposição. Seja um “Cidão” calado, ou dobre a velocidade da fala costumeira; para o “rapaz da pamonha”, experimente engasgar ao megafone (é o sonho de milhares de cidadãos e portanto, essa será uma atitude de sucesso.) Quanto ao meio-termo, o “balança”, cabe alternar samba no pé com dança do ventre, catira com balé clássico, etc…

QUESITO FINAL, OU DA QUARTA-FEIRA DE CINZAS

As posturas possíveis! Assuma tudo, na base do “fui eu, e daí?”, ou negue; negue até a morte, contra todas as evidências. Se alguém insistir em apurar, constatar, afirmar, certificar, informe simplesmente: – Meu irmão, isso ou aquilo foi no carnaval. Já passou! E siga serenamente em paz, feliz.

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Até mais!

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