Maio, gado zebu e os cavaleiros do céu em Uberaba

Expozebu by valdoresende.com

 

Com sete, oito anos, o maior evento da minha terra era sinônimo de mexericas. Lembro-me de caixas e mais caixas de poncãs postas à venda nas imediações e dentro do PARQUE FERNANDO COSTA, em Uberaba, MG. Desde então, maio é sinônimo de mexericas com suas cores vivas, o cheiro delicioso, o sabor de infância. Para alguns uberabenses pode ser um acinte, mas é a pura verdade. Minhas primeiras recordações da Exposição de Gado Zebu – EXPOZEBU – são de mexericas. Junto com elas, a voz de CARLOS GONZAGA, cantando “Cavaleiros do Céu”.

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Vaqueiro do Arizona, desordeiro e beberrão

Seguia em seu cavalo pela noite do sertão

No céu, porém, a noite ficou rubra num clarão

E viu passar num fogaréu, um rebanho no céu

Y-pi-a-ê, y-pi-a-ô, correndo pelo céu…

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É difícil expressar o quanto uma música reaviva nossos sentimentos, nossas lembranças. Nos finais de tarde, dos primeiros dias de maio, o rodeio era a atração final das atividades da Exposição Agropecuária. No colo, ou sobre os ombros de meu pai, eu ganhava altura para ver os poucos segundos em que um cavaleiro conseguia manter-se sobre a cela de cavalos muito bravos. Torcia para que conseguissem; ao mesmo tempo, ria muito com os tombos homéricos que levavam. A música de GONZAGA indicava o fim da festa.

Y-pi-a-ê, y-pi-a-ô, correndo pelo céu…

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Zebu, Nelore, Guzerá… Os galpões cheios com as cabeças de gado mais valiosas do país. Desfiles intermináveis dos animais e, hoje em dia, recordes anuais nos diversos leilões durante a EXPOZEBU.  É muito difícil encontrar alguém que não saiba o que é, onde fica Uberaba. Há décadas o evento vem dando notoriedade para a cidade, sempre prestigiado por governadores de estado e presidentes da república. Essas autoridades, frequentando a cidade, contribuíram para torná-la conhecida por meio mundo.

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As rubras ferraduras punham brasas pelo ar
E os touros como fogo galopavam sem cessar
E atrás vinham vaqueiros como loucos a gritar
Vermelhos a queimar também, galopando para o além
Y-pi-a-ê, y-pi-a-ô, seguindo para o além

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Nunca fui ao Baile do Governador, ou do Presidente, ou qualquer outro. Eu era criança. Esses bailes foram parar na literatura brasileira como, por exemplo, no romance “O Encontro Marcado”, de Fernando Sabino; também ficou nacionalmente conhecido um caso amoroso de Juscelino Kubitschek, iniciado nos salões de Uberaba, através da minissérie global. Na trilha sonora da época, CARLOS GONZAGA imperava.

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Sem saudosismos, mas em outros tempos, a festa no Parque me parecia maior. Havia desfile de fanfarras dos Colégios Cristo Rei, Diocesano e, lembro-me bem de um ano, quando por lá foram os Maristas, de Ribeirão Preto. Eram verdadeiras batalhas daqueles grupos musicais, formados basicamente por percussão e instrumentos de sopro, com seus uniformes de gala. Acho que hoje a expressão “uniforme de gala” virou coisa de museu…

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Centelhas nos seus olhos e o suor a escorrer
Sentindo o desespero da boiada se perder
Chorando a maldição de condenados a viver
A perseguir, correndo ao léu, um rebanho no céu
Y-pi-a-ê, y-pi-a-ô, correndo pelo céu

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Guardo também com nitidez a lembrança dos desfiles das rainhas da exposição; moças da cidade, cada uma representando um clube local. Desfilavam em carros alegóricos, vestidas com trajes típicos representativos do clube ou do evento. Ah! A memória… Lembro-me bem de Dilma Jacinto Xavier, uma loira linda, com olhos muito verdes, irmã de uma colega que estudou comigo no Cristo Rei, e de Mara Lúcia Fontoura, uma moça belíssima, representante do Jockey Club.

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A EXPOZEBU permitiu-me ver de perto, durante todo o tempo em que morei em Uberaba, Governadores e Presidentes. Até fui parar nas páginas da revista Veja, em foto que me tornou popular perante os colegas, em reportagem sobre o evento (na foto eu estava de “bicão”, é claro!). Anos depois, meu irmão caçula foi parar no colo do então governador Aureliano Chaves. A criança e meu pai, ambos sorridentes, sem considerar o ato populista do político. Era apenas festa.

Sempre estive mais perto dos bifes...

Hoje, me parece, a festa agropecuária voltou-se mais para os negócios, os leilões, a feira propriamente dita. Em outros tempos o Parque Fernando Costa apresentava grandes astros, como Roberto Carlos. Atualmente parece que os eventos que marcam os mais jovens são as grandes festas com DJs e um atrativo open bar: Whisky, vodca, cerveja, caipiroska, água, refrigerantes e frutas! (Será que tem mexericas?).

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Faz tempo, talvez nove anos e, mais uma vez, ocorreu um acontecimento, uma experiência divertida que marcou minha vida e a de meus irmãos. Um parque de diversões instalado no recinto da EXPOZEBU estava com uma tentadora “montanha-russa”. Fomos, eu e todos os meus irmãos, para a grande aventura. Cheios de uma coragem, vinda sabe-se lá de onde, os seis filhos de D. Laura e Seu Bino, mais próximos da terceira que da primeira idade, subiram na geringonça para sair do outro lado, trôpegos, pernas bambas, corações acelerados, rindo como crianças travessas.

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Um dos vaqueiros, ao passar, gritou dizendo assim

Cuidado, companheiro, ou tu virás pra onde eu vim

Se não mudas de vida tu terás o mesmo fim

Querer pegar num fogaréu, um rebanho no céu

Y-pi-a-ê, y-pi-a-ô, correndo pelo céu.

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Hoje somos cinco irmãos. Tudo muda, é inevitável; mas, graças a Deus, há ótimas recordações. Somo a essas boas lembranças, o sincero desejo de que minha cidade faça todo o sucesso do mundo, nesses primeiros dez dias de maio, com sua grande festa que, espero sinceramente, venha com muita grana para os criadores de gado, tenha muitas mexericas para o deleite de todos e, quem sabe, até passe por lá um cavaleiro do céu.

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Y-pi-a-ê, y-pi-a-ô, correndo pelo céu.

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Até!

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Notas:

A primeira versão deste texto foi publicada em 2009, no Papolog. Os versos acima são da canção Cavaleiros do Céu (Ghost Riders in the Sky, Stan Jones); versão feita por Haroldo Barbosa, com gravação mais recente de Milton Nascimento, como podemos ouvir abaixo:

 

 

 

 

 

valdoresende.com

As crianças da minha casa

Gosto muito de ver as pessoas em foto quando crianças. Essa brincadeira no Facebook tem um aspecto ótimo. Não importa quem seja o indivíduo; ele é o resultado de uma criança com olhos vívidos, ar inocente, alegria pura, semblante que é só esperança.

Wander Daniel, meu irmão caçula.

Há crianças que evidenciam surpresa perante a vida e, sobre esta, lançam uma fé inabalável, a crença em um futuro bom. São imagens que provocam alegria, despertam ternura e encantamento.

Em 2008 escrevi, no Papolog, sobre o dia das crianças e destaquei minhas irmãs. Resolvi resgatar e completar a família.

Tudo começou com duas crianças…

Mamãe Laura, Papai Bino. As histórias contadas revelam seriedade só em fotos!

Laura, que é paulista de Pioneiros, cresceu em diferentes casas, sempre próximas da linha da antiga Companhia Mogiana de Estradas de Ferro. Em uma delas, em Araguari, a menina Laura encontrou o menino Bino (Para o registro, Felisbino), que havia nascido em Estrela do Sul, Minas Gerais.

Laura e Bino, já casados, tornaram-se os pais de seis crianças. E foi assim que escrevi sobre toda essa meninada:

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PRA NINAR TODA GENTE!

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Ando pensando nesse dia das crianças faz tempo! E, graças a Deus, crianças não faltam por aí. Lá em casa, por exemplo, tem três meninas. Cada uma com suas particularidades, com seu jeitinho, suas manias.

“Se lembra da fogueira

Se lembra dos balões

Se lembra dos luares dos sertões

A roupa no varal

Feriado nacional

E as estrelas salpicadas nas canções…”

As meninas lá de casa sempre foram bem sapecas. Como todas meninas, brincam com suas bonecas: bonecas de pano, de papelão, de louça, de plástico. Meu pai do céu, quantas bonecas! Ensaios infindos para uma possível maternidade. Se a gente dá um cascudo nas bonecas (todas têm nome próprio!) elas choram como se tivesse sido nelas. Mas elas gostam mesmo é de brincar.

Waldenia, mãe de duas meninas, um menino e uma neta menina.

“Eu levo a vida cantando

Hi, Lili, hi, Lili, hi lo

Por isso sempre contente estou

O que passou, passou…”

Meninas são meio esquisitas. Gostam de mandar a gente guardar as coisas, arrumar o quarto, botar os livros no lugar. Parecem mães! Quando menos se espera, lá vem elas usando batom, salto alto, a maquiagem da mãe. Pintam a boca! Colocam fitas no cabelo, colares, pulseiras, brincos e ficam em frente ao espelho… Bobas!

“Menininha do meu coração

Eu só quero você a três palmos do chão

Menininha não cresça mais não

Fique pequinininha na minha canção

Senhoria levada, batendo palminhas

Fingindo assustada do Bicho-papão…”

Não demorei em descobrir que um tal de brincar de casinha, vestir roupa de mãe, fazer comidinha, era um ensaio pra vida. Quase num piscar de olho, as meninas lá de casa deixaram as matinês pelas sessões de cinema do começo da noite. Todas enfeitadinhas, eufóricas, ansiosas, pra encontrar sabe-se lá quem, pois elas sempre… Cochichando!

“Olha as minhas meninas

As minhas meninas

Pra onde é que elas vão

Se já saem sozinhas

As notas da minha canção…”

E quando eu comecei a perceber o mundo direito, as meninas lá de casa já tinham suas meninas e meninos. E eu virei tio, meus dois irmãos viraram pais. Não me lembro de ter brincado de ser pai! Muito menos meus irmãos. O mais velho foi o primeiro a ter sua menina, lá pros lados onde escolheu morar. E, como se fosse um sonho rápido, foi a vez dele de tomar conta da sua menina.

Waldonei, pai de um menino e uma menina.

“Eu te vejo sair por aí

Te avisei que acidade era um vão

– Dá tua mão

– Olha pra mim

– Não faz assim

– Não vai lá não…”

Caraca; meus irmãos encheram a casa de meninos e meninas. E a gente querendo agradar todo mundo, beijar todo mundo, abraçar, guardar do mal do mundo. É uma tensão total se uma menininha cai, se um menino se machuca, se um briga com outro. Os meninos, pra variar, têm que maneirar… – Cuidado, ela é menininha!

Walcenis, um pouco mãe de todos nós.

Foi com minha mãe que começou essa história de “meninas”; ela se refere assim às minhas tias, tios. Em casa temos três meninas. Vieram depois outras meninas, filhas das meninas lá de casa que, por sua vez, tiveram meninos e meninas, ufa!. Ainda tenho o meu irmão caçula, que nos deu menino e meninas; e tenho o outro, que não está mais por aqui, mas que nos deixou uma menina e um menino.

“Mas o tempo é como um rio

Que caminha para o mar

Passa, como passa o passarinho

Passa o vento e o desespero

Passa como passa a agonia

Passa a noite, passa o dia

Mesmo o dia derradeiro…”

Fica repetitiva essa meninada, mas é puro carinho! Sei que estou aí, pelo mundo. Aprendi lá na adolescência a distinguir menina de namorada. Das meninas a gente fica amigo! De algumas, a gente vira um quase irmão. As três meninas, cujas fotos estão aqui no post, são minhas irmãs de pai e mãe. Tenho muitas outras, irmãs na vida.

Este dia das crianças quero dedicar aos meninos e meninas que encontrei por todo o tempo. Acho que a vida seria bem melhor se a gente tratasse as meninas e os meninos como irmãos. E, recordando bem seriamente como é ser irmão, é fácil tratar os outros com maior delicadeza, sendo duro só quando necessário; muito necessário!

Walderez, mãe de um casal, avó de uma menina e de um menino.

O mundo está hiper cheio de meninos e meninas. De todas as idades, credos, cores. Pode-se resolver essa data facilmente, dando um brinquedo bobo, fazendo um passeio qualquer. Afinal, essa data, ao que parece, surgiu foi para incrementar o comércio. Fazer o que… ela está aí! O jeito é encarar.

Esse blog, tudo indica, não é frequentado por crianças. Mas as pessoas que passam por aqui tem irmãos, irmãs… Meninos e meninas. Por isso, para as próximas noites quero dizer pra meninada da minha vida, que vou imaginar essa canção, com todo o meu carinho, para toda a “criançada”!

“É tão tarde, amanhã já vem

Todos dormem, a noite também

Só eu velo por você meu bem

Dorme anjo, o boi pega neném…

Boi, boi, boi

Boi da cara preta

Pega essa menina

Que tem medo de careta!”

(quase fim)

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Essa foi a história que ainda é. Vamos por aí, ao lado de tantas outras crianças que foram netos, bisnetos das duas primeiras, Laura e Bino. Abaixo, concluo este com a imagem do menino que escreve este blog .

Até!

Notas Musicais:

Maninha – Chico Buarque

Lili – Deutsch/ kaper – Versão: Haroldo Barbosa

Menininha –Vinicius de Moraes / Toquinho

As minhas meninas – Chico Buarque

As vitrines – Chico Buarque

O tempo e o rio– Capinam / Edu Lobo

Acalanto – Dorival Caymmi

Bethânia, oásis da música brasileira

O lançamento do 50º álbum de Maria Bethânia celebra a carreira de uma das mais importantes cantoras da nossa história. “Oásis de Bethânia” é o título do novo trabalho, que tem na capa uma imagem do semi-árido brasileiro, em pleno sertão nordestino. Para a imprensa justificou a capa: “- Preciso lembrar que existe esse lugar no meu país. Isso me coloca do tamanho que eu sou”. Essa é a Bethânia, a mulher admirável, a mulher brasileira.

Ouvindo as dez faixas do cd,  reforço a certeza de que a discografia de Maria Bethânia sintetiza toda a música do país. Não é exagero afirmar que conhecer Bethânia é conhecer nossa música. Nos discos da cantora todos os ritmos, todas as regiões, todos os maiores compositores de nossa história. De Noel Rosa a Chico Buarque, Bethânia, que lançou em disco o irmão Caetano Veloso, canta Pixinguinha, Dorival Caymmi, Ari Barroso, Herivelto Martins, Lupicínio Rodrigues, D. Ivone Lara, Joyce, Edu Lobo, Alceu Valença…

Poxa, são 50 álbuns. A lista desse Oásis de qualidade que é a carreira de Maria Bethânia cabe muito mais nomes. De Luiz Gonzaga a Gonzaguinha, tem também Djavan, Gilberto Gil, João Bosco e Aldir Blanc, Milton Nascimento, Roberto Mendes, Roberto Carlos e Erasmo Carlos, Haroldo Barbosa, Moraes Moreira, Dominguinhos e, que me perdoem todos os outros, vou encerrar essa lista primária com Vinícius de Moraes e Tom Jobim.

Além dos maiores compositores brasileiros, Maria Bethânia celebrou, em seus discos, as grandes cantoras do país, sempre respeitosamente reverenciadas por ela. As duas cantoras mais presentes em seus discos são Gal Costa e Dalva de Oliveira. Com a amiga Gal, muitas gravações em dupla, com sucessos memoráveis, como “Sonho Meu”. De Dalva, Bethânia resgatou boa parte do repertório da mais notável cantora da era do rádio; inclusive no presente álbum, Dalva de Oliveira é lembrada através de “Calúnia” (Marino Pinto e Paulo Soledade).

Muitas outras cantoras estão nos discos, álbuns ou DVDs de Maria Bethânia. Nara Leão, Alcione, Miúcha, Sandra de Sá, Wanderléa, a cubana Omara Portuondo, a francesa Jeanne Moreau, Dona Ivone Lara e, entre muitas outras, Ângela Maria e a divina Elizeth Cardoso. Como fez com Dalva de Oliveira, Maria Bethânia relembrou em outros discos as canções de Aracy de Almeida, Carmen Miranda, Maysa, Isaura Garcia, Elis Regina…

Minha cantora preferida é incansável. Além dos próprios discos, Bethânia produziu outras cantoras, como D. Edith do Prato e a jovem Martinália e prepara, para breve, um Songbook com oito CDs dedicados à obra de Chico Buarque. Este sempre esteve nos discos da cantora. No atual, ela gravou “O Velho Francisco” com Lenine, um dos grandes momentos do álbum. Apesar de tudo o que já gravou de Chico Buarque, Maria Bethânia quer mais. Pretende abordar todas as diferentes faces do grande compositor brasileiro.

O trabalho constante de Maria Bethânia é o que faz da “Senhora do Engenho” a menina baiana que roda a saia pelos palcos do mundo todo, com uma graça e presença inconfundíveis. Estou, propositalmente, falando pouco sobre o atual disco, pois o lançamento do 50º álbum de Maria Bethânia é fato para lembrar aspectos de uma carreira brilhante, única.

Oásis é onde o caminhante do deserto mata a sede. Oásis é o lugar agradável, paradisíaco, pleno de água e sombra e conforto. O “Oásis de Bethânia” é a caatinga nordestina, o pampa gaúcho, a chapada mineira, a mata e o sertão brasileiro. A obra de Bethânia é o oásis de qualidade das nossas canções.

Maria Bethânia incomoda muita gente. Quando todo mundo engole, economiza palavras, Bethânia nos brinda com a poesia de Fernando Pessoa, Castro Alves e torna populares os densos temas de Clarice Lispector. Incomoda, porque enquanto incontáveis artistas se rendem as leis de consumo, Bethânia grava Villa Lobos, revive Catulo da Paixão Cearense, e torna populares os pontos de Oxossi, Iansã.

Enfim, se milhares de brasileiros entregam-se a uma aposentadoria precoce, vivendo apaticamente em função de um copo de cerveja, um jogo de futebol ou um ordinário programa de televisão, de outro lado, uma jovem senhora baiana,  de 65 anos, nos dá claros sinais de que está longe de parar. Gravou o 50º e prepara oito novos álbuns para o próximo ano. Depois; bom, depois virão outros e mais outros e, tomara, muitos outros!

Que bom poder beber no seu Oásis, Maria Bethânia!

Bom final de semana!