Outras faces

Foi simultâneo sentir-se acordado e abrir os olhos. Não reconheceu o cheiro dos lençóis e notou, rapidamente, ser outro o travesseiro onde repousava a cabeça. Olhou para a cama, os aparelhos sustentando frasco de soro, outro com remédio também aplicado na veia. Mexeu os braços, movimentou as pernas, virou a cabeça para um lado e outro, o olhar indo além para encontrar paredes sem graça, cores muito claras, frias, um hospital…

O livro espírita lido há tempos dizia de hospitais onde seres desencarnados deveriam se recuperar antes de enfrentar a realidade. Aguçou o ouvido, percebendo que havia sons conhecidos fora do quarto. Sem identificar se vindo do corredor ou de quarto vizinho, reconheceu o som costumeiro da televisão com seus repetitivos programas matutinos. Só faltava, na eternidade, ter que conviver com receitas culinárias de ingredientes que ele nunca tinha na despensa…

Duas enfermeiras entraram sorridentes, anunciando troca de turma e dando boas-vindas ao convalescente. – Vejam só, disse a moça de pele viçosa e descansada, indicando ser a que prosseguiria dali para a frente. – Então o senhor acordou! Está tudo bem? O senhor tem direito a acompanhante e, não sendo vítima da pandemia, a entrada e permanência neste setor é liberada, embora as visitas estejam controladas. O senhor quer que a gente chame alguém?

Não havia quem chamar. A família longe, os parentes distantes, os amigos em quarentena… Ficou sem jeito, envergonhado por estar sozinho. Havia tido tempo de alertar o porteiro, deixar a casa aberta até a chegada da ambulância. Com quem teria ficado a chave do apartamento? Ainda bem que o porteiro, Ademir, era de confiança. Em não sendo e acreditando-o morto, Ademir tiraria proveito da situação? Pediu à moça o celular. Ela retirou o aparelho, já descarregado e sem cabo, da gaveta do criado mudo. – Vou conseguir um carregador para o senhor! Seu médico deve passar ainda pela manhã! Bom dia! E antes de sair, em gesto automático, ligou um televisor, deixando o controle remoto ao alcance do paciente. Ele aguardou a porta fechar para desligar o aparelho.

A enfermeira dissera estar tudo bem. Um infarto. Ele pensou em investigar as próprias condições; respirou profundamente várias vezes e sentiu-se bem com a ação. Pegou o interruptor, preso na lateral do leito, e começou a brincar com as possibilidades do móvel. Subiu e desceu toda a cama, levantou a parte superior, sentando-se e voltando a repousar para, em seguida, levantar os pés. Perguntou-se se a cama poderia ir de um lado a outro, controlada pelo paciente. Lembrou Frida Kahlo e mudou rapidamente de ideia. Não estava interessado em passar a vida sobre uma cama, mesmo que ela tivesse luzes e música embutida, frigobar e outras bobagens chamadas “confortáveis”. Era uma cama e o melhor seria sair dela.

Decidido a se levantar, ao sentar-se sentiu o peito apertado, notando sinais estranhos na mandíbula, no pescoço. Insistiu em levantar-se e veio a tontura, a falta de ar. Ele poderia insistir, deixar de chamar socorro, e buscar a saída, o banheiro, qualquer outro lugar que não aquele quarto de hospital. As enfermeiras voltaram, alvoroçadas. – O que o senhor está sentindo? Não pode sair da cama! Parece criança! Ele não havia feito barulho. Como elas teriam percebido? – O senhor, quando assinou o convênio, autorizou monitoramento por câmera estando sozinho. Foi uma ótima ideia até vir alguém para ficar com o senhor. O médico já vem. Tenha paciência!

Ele poderia mandá-la à merda. Ficou ruminando raiva. Criança! À puta que pariu com essas conclusões precipitadas. Identificou a câmera, localizada bem em frente à cama  e outra, na parede lateral. Será que teriam câmera o vendo quando no banheiro? E se ele se masturbasse, ostensivamente para a câmera? É. Criança. E riu das próprias conclusões, sem deixar de lançar um olhar de ódio para os pequenos objetos. Estava cansado de contatos via aparelhos. Televisão, rádio, computador… E as ligações, os grupos de WhatsApp, as redes sociais… O inferno da pandemia exposto e imposto através de lentes, telas, sons. Havia cancelado jornais impressos e revistas, com receio de contágio…

Veio um café, com a feiura das bandejas hospitalares. Tudo muito limpo, organizado, asséptico, encapado com plástico. Manteiga sem gosto, café fraco e sem açúcar, leite morno e frutas, e barra de cereais, um suco de caixinha – que todos têm sabor artificial; suco de caixinha… A senhora do café se mostrou simpática, ofereceu ajuda. Ele agradeceu e comeu, pensando em quanto tempo duraria para carregar a bateria do telefone.

Alguns minutos após o café entrou o médico. Simpático profissional. Veio com papo similar ao da enfermeira. – Quer dizer que o senhor andou fazendo arte! Vamos ver como é que está esse coraçãozinho, a pressão! Tá sentindo alguma coisa? Ele informou estar irritado com o fazendo arte. Eu faço arte! Sou artista. Algum problema ser artista? E tenho coração, que coraçãozinho quem tem é codorna. O almoço vai vir no mesmo nível do café ou pode melhorar um pouco?

O simpático profissional mudou. Mostrou-se profissional sério. – Seu nível de estresse levou-o ao infarto. Todo o senhor chegou aqui cheirando a cigarro. Está muito acima do peso e a depressão transborda do seu olhar. Entendo. O senhor luta contra todas as imposições advindas da pandemia. É uma luta solitária. Serviria de consolo dizer que eu trocaria de lugar com o senhor? As pessoas chegam aqui fora de si. Parei de contabilizar aquelas que não voltaram, que morreram na manhã seguinte. Estou cansado e farto de ter um paciente novo a cada dia porque o do dia anterior faleceu. E creia-me, estou feliz porque o senhor está vivo. Estou vendo-o pela segunda vez e vivo! O senhor tem direito a atendimento psicológico. Vou pedir para que venham vê-lo o mais breve possível.

Ambos em silêncio, o médico mediu novamente a pressão, auscultou o pulmão e o paciente resolveu mostrar outra face: – Meu coraçãozinho não vai aguentar ter que falar com psicólogo hoje. Dá para trocar por um cigarrinho? O médico voltou a ser simpático, menos profissional, já quase amigo.  – O senhor quer um café expresso antes do cigarro, uma cerveja, uma cachaça? Vou mandar vir o psicólogo antes do almoço. E antes que se afastasse, o paciente segurou-o pelo braço, em ação que seria inusitada, não fosse o Covid 19. – O senhor é a primeira pessoa em quem toco nos últimos oito meses. E quando o médico retornou o olhar, sério, a tensão foi quebrada pelo próprio doente. – Não quero sexo, nem beijo na boca. É só um aperto de mão. Riram e o médico saiu, prometendo voltar ao final do dia.

O que ele diria para o psicólogo? Seria bom que fosse uma mulher. Há tanto tempo que não falava presencialmente com uma mulher! Apenas via internet com a esposa, que estava morando em Lisboa desde o início da pandemia. Fora anteriormente, para ajudar a filha grávida do segundo neto. Decidiram que seria melhor que a esposa permanecesse por lá, cuidando para que ninguém se contaminasse. Ele concordou, macho autossuficiente, forte e decidido – Aqui as coisas estão de mal a pior. As UTIs lotadas, um imbecil no poder, as pessoas andando pelas ruas sem máscaras…

Três, quatro semanas depois o macho autossuficiente já ansiava pela volta da esposa. Orgulhoso, fingia estar bem. Protetor, insistia em que a filha é quem precisava de cuidados. Meses depois era um menino solitário, chorando sem receios de ser visto por não haver ninguém para vê-lo. Inventou para a esposa que a câmera do computador estava com defeito, que não conseguia mexer com o celular, para que não vissem a barba por fazer, o corpo ganhando peso, o olhar triste. Com frequência interrompia as ligações, para que não percebessem que caía em prantos. Na ligação seguinte amaldiçoava a telefonia nacional.

Um ano estava sendo tempo demais! A chegada da vacina trouxe um alento e, logo que possível, ele tomou a primeira dose. O susto pela contaminação do vírus em amigos e familiares se tornara corriqueiro. Contudo, não conseguia aceitar as mortes. Alguns parentes, um irmão, dois sobrinhos, vários amigos, dezenas de parentes de amigos, de familiares de amigos, de pessoas famosas. Morte. No corredor do edifício, no elevador, na portaria… Morte. No bar da esquina, na caixa da padaria, no entregador do supermercado. Morte.

Analista financeiro, estava com quatro bons clientes e realizava consultorias. Tudo via internet. Assustava-se com o lucro dos grandes perante a insensibilidade de responsáveis por vacinas, por ajuda financeira aos mais necessitados. Será que o médico diria para o psicólogo que ele não era artista? Riu, pensando que se não olhassem atentamente sua ficha não mereceriam respeito. Voltou a si, ao motivo de estar ali infartado.

Recebia relatórios, documentos, orçamentos, dados de investimentos e devolvia pareceres. Tudo via e-mail. Logo estava conversando o mínimo com colegas profissionais, sem qualquer traço de humanidade. Como se máquina respondendo aos comandos. Disque 1 para resultados positivos, 2 para negativos, 3 para as variações de mercado… Passou a evitar as redes sociais, com seus incontáveis quadrados negros com a palavra luto em destaque. Desligou a tv, buscando informações especializadas, contatos diretos na bolsa de valores e em específicos jornais digitalizados. O que pesou mesmo foi a solidão, a tristeza e o desânimo ante uma situação aparentemente condenada ao caos e à tragédia.

O telefone tocou. Estava já carregado, alegrou-se! Era a esposa. Aflita. O solícito Ademir mexera nas coisas, encontrara telefones, avisando do acontecido. Ela estava a caminho. Conseguira passagem para a noite, após todos os trâmites para comprovar que estava vacinada. Ela falava convulsivamente, preocupada. E ele, sem conseguir se conter, chorou o pranto represado ouvindo a esposa. Soluçando pesadamente, pediu que a mulher voltasse, que ele não aguentava mais. Pediu desculpas pela fragilidade, pela incapacidade de viver só, pelo medo de morrer sem revê-la. Ele nem notou que, enquanto se abria ao telefone, a psicóloga havia entrado e esperava, já observando-o. Quando deu por si, buscando água e alívio para o choro, a profissional pegou o telefone, identificou-se falando com a esposa e com ele simultaneamente. – Venha sim! Ele vai ficar bem. Já está melhor, conseguindo colocar tudo para fora já é um caminho. Venha! Aguardamos a senhora para que saiam juntos daqui do hospital, voltando para casa. Vai ficar tudo bem.

São Paulo, outono de 2021

Valdo Resende

Pronto atendimento?

pronto atendimento

Domingo à noite. Acompanhando um convalescente ao Hospital do Servidor, pela quarta vez em uma semana, me levou a refletir e compartilhar a experiência. O pronto atendimento é expressão irônica para quase todos os que estão precisando de cuidados médicos. Nosso recorde nesta semana foi de nove longas horas para completar os procedimentos.

Agora, enquanto aguardo, não deixo de notar que nesta noite a maioria dos profissionais de plantão são mulheres. Uma delicada deferência de médicas, enfermeiras e atendentes aos colegas pelo dia dos pais. Também confirmo o já presenciado anteriormente… Há cinco consultórios médicos, dois permanentemente fechados. Não há profissionais em quantidade suficiente para suprir a demanda.

Na sala de espera, corredor e no espaço onde aguardam triagem há muitas pessoas. Gente de quase todo tipo. Há quem comeu demais e outros, visivelmente subnutridos. Pessoas com dor e outras, dificultando perceber quem é doente e quem é acompanhante. Há os que se comportam como se a reunião fosse festiva e outros gemem, exageradamente, clamando por urgência no socorro.

Atrás dos consultórios fica um corredor que dá acesso a salas de exames e outras dependências. O cenário é assustador. Macas substituindo camas e, alguns doentes, em camas improvisadas no chão. Não há leitos em quantidade suficiente para suprir a demanda.

Há raros surtos de impaciência sublinhados com frases costumeiras: “- Falta de respeito”, diz um, para alguém rebater: “- Somos tratados feito cães!” Bobagem, penso eu, cães têm tratamento melhor, exceto pela gritante falta de pronto atendimento para os amigos caninos.

Há que se registrar o considerável esforço da maioria dos profissionais deste hospital em atender dignamente aos que deles contam com atenção e competência. Há até manifestações de carinho e consolo diante das circunstâncias de um serviço carente.

Estou em São Paulo. O Hospital do Servidor é conceituado, está em região central, há poucos quarteirões da Avenida Paulista. Entre este hospital e a famosa avenida estão outros prontos atendimentos, para quem pode pagar imensas quantias ou desfrutar de convênios, previamente pagos. Bem que os milhares de Servidores Públicos na capital mais abastada do país merecem bem mais, todavia…

A médica que atendeu meu doente está inequivocamente cansada. “- Depois dos sessenta, o dia inteiro aqui…”. Examinou, orientou e prescreveu medicação, dada neste momento, enquanto aguardo e escrevo. Uma bênção! No entanto…

Como não pensar naqueles que não contam nem mesmo com um serviço precário? Como estão outros doentes de agora, sem hospital, ambulatório ou pronto atendimento? Se no centro de São Paulo é assim, como será nas pequenas e pobres comunidades brasileiras?

Em nome do meu amigo posso agradecer ao atendimento recebido.  Em nome do Pai e de todos os santos, peço por melhores condições de saúde, educação… peço, não. Exijo! Faço deste uma denúncia: Essa situação tem que mudar!

Até mais!

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Cenas de hospital

 

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Verde = Duas horas de espera! Tudo bem.

Antes de qualquer coisa, eu vou bem, obrigado. O tempo em São Paulo é instável e meu pulmão me ajuda a crer que, realmente, sou geminiano. Por conta dos astros e de variações de temperatura, poluição e sabe lá o que mais, fui parar no hospital. Demorei pra tomar a decisão. Hospital tem um quê de cadafalso…

Macaco velho, eu antes tratei de passar em uma lanchonete garantindo estômago forrado. Barriga cheia deixa boa qualquer que seja o tipo de vida; além do mais, hospitais estão longe de lembrar casa de avó, onde a gente come até encher.

Segui o caminho indicado pela plaquinha de pronto atendimento e, salão lotado, me toquei da tal PEC que reduz gastos com serviços públicos. Bom, sou um sujeito com uma sorte razoável e o hospital me atende com uma rapidez digna do lendário Ayrton Senna. A enfermeira me coloca em uma cadeira e começa a medir pressão, febre e enquanto inquire sobre o que eu penso que tenho observo uma mensagem interna do setor: Tempo médio para atendimento imediato: 56 minutos. Meta estabelecida: 49 minutos. Mais para Barrichello que Senna… Agradeci aos deuses a boa sorte.

A dor no coração não era nada, descobriu-se com o exame seguinte, o eletrocardiograma. Pensei, sem revelar ao casal de enfermeiros, que a dor no peito estava mais para medo do que qualquer outra coisa.  O lance mesmo é o pulmão, o sistema respiratório e como isso mata lentamente fui presenteado com uma pulseira verde e mandado de volta à sala de espera aguardando chamada do médico.

Uma enorme placa indica as cores e o tempo médio para atendimento. Não adianta o Verdão estar em primeiro lugar no campeonato. Pulseira verde indica duas horas de espera (tempo médio!).  Optei pela calmaria e pelo otimismo da Pollyanna; afinal, há cores que indicam três, QUATRO horas de tempo de espera! O jeito é relaxar e, economizando bateria do celular, bisbilhotar a humanidade.

Primeira grande figura, uma senhorinha de olhar esperto, corpo esguio, falando animadamente ao telefone. “– Não decidi ainda! Estou decidindo se fico aqui, ou vou para o “Nove de Julho”. Quero falar com o médico! Depende do ele me disser e eu decido”. E repetiu várias vezes o delicioso exercício da autonomia. O interlocutor, parece, tinha pressa e pressionava para que a decisão viesse logo e a senhora, olhando-me com simpatia, reafirmava: – Não me decidi ainda!

No guichê um senhor de terno e gravata, também ao telefone, esbravejava com uma atendente distante, de um convênio, e com a recepcionista do hospital. “– Sou médico! Exijo uma solução! Quero que resolvam logo! Minha mãe tem 104 anos! Não pode esperar!”. Acredito que ele repetiu umas trinta vezes que era médico, querendo falar com a direção, com o médico de plantão, com o PROCON, a diretoria, enfim, o mundo! Sou médico! Repetia, vou processar vocês. E eu ali, pensando nas ironias da vida: um médico que não consegue cuidar da própria mãe, desesperado e impotente perante a burocracia que envolve hospitais e convênios.

Muda o ângulo. A televisão mostra o trânsito exacerbado do fim do dia. Um japonês entra com uma máscara dessas comuns, evitando a sujeira do ar. Tem passos firmes, decididos e evita ostensivamente sentar-se ao lado de uma senhora negra. Noto então que ela é a única paciente afrodescendente no local. Ela ignora o  indivíduo e percebendo-me observar o momento sorriu e deu de ombros. O cidadão foi para o canto extremo da sala, permanecendo de pé.

Tempo, tempo, tempo… Um senhor, bem debilitado, está acompanhado por uma senhora e um rapaz. Quando chamado para ser atendido, precisa da ajuda do rapaz que, mantendo o olhar fixo no celular, levanta o outro segurando o mesmo duramente pelo braço. Foram em direção ao consultório, o doente guiando o viciado em telefones…

Entra uma segunda mulher afrodescendente no recinto. Menos favorecida, pois carrega uma mala grande, uma sacola enorme e, como se não bastasse, empurrando uma cadeira de rodas ocupada por um senhorzinho visivelmente doente. Atrás do casal “D.Sinhá” com uma carteira de mão, o fatídico celular e as ordens secas:” – Cuidado, vá por ali! Veja se ele não sente frio!”. Um enfermeiro rapidamente acudiu, empurrando a cadeira para a empregada, no que a patroa não titubeou:”- Segure minha bolsa!”.

Duas horas! Muitas pequenas cenas! O rapaz comendo sem parar (- Isso! Penso eu.). Um senhor roncando, boca aberta. Outro, acompanhando a mãe, fazendo-me recordar Flávio de Carvalho ao lado da mãe, na Série Trágica. E finalmente fui chamado. Novamente observam minha pressão, examinam a garganta, o pulmão, encaminham para radiografia e, tudo muito rápido, volto ao médico para receber uma série de remédios e indicações para o tratamento.

Gosto e agradeço o atendimento recebido no Hospital Oswaldo Cruz. Saí de lá altas horas, pensando em como seria sem o convênio, se tivesse ido para um posto público. De novo a PEC! Fui direto à farmácia e gastei uma bela grana em remédios. A PEC outra vez, com indícios de cortar a farmácia popular! Voltei para casa e tratei de tomar mais uma refeição. Não há doença que resista ao estômago cheio. E chocolate, muito chocolate para compensar as amarguras da vida.

Estou bem! Obrigado. Rezando por todos os que não têm tratamento digno nesse nosso complicado país.

Até mais!