Show Fogueira das Rosas

 

Neste show, as tradições musicais nas mãos percussivas de Angélica Leutwiller e Valéria Zeidan se juntam ao acordeom experiente e sensível de Gabriel Levy e à dança multicultural de Paula Lena em show no Estúdio Mawaca, amanhã,  dia 28/02/2020, às 20h30. Ingressos a R$ 30,00. Local: Estúdio Mawaca – End. Rua Inácio Borba, 483 –Chácara Santo Antônio – São Paulo.

O duo Fogueira das Rosas vem sendo reconhecido, tanto por sua sofisticação vocal quanto pela pesquisa de percussão. A escolha instrumental da dupla baseia-se principalmente na sonoridade dos frame drums – pandeiros orientais, mediterrâneos e brasileiros – além de outras percussões que buscam acompanhar um repertório multicultural formado por canções de trabalho, cantos devocionais, cantigas de ninar, trovas de amor e amizade, antigas e contemporâneas.

Ouça abaixo, “El Dezembre Gongelat” e conheça o som da dupla:

 

 

 

 

Mawaca pra Virada Cultural

O Mawaca é um grupo musical que nos proporciona, literalmente, uma profunda e intensa viagem musical; composto por instrumentistas e cantoras, esbanja qualidade cantando a música do mundo: canções japonesas, árabes, portuguesas, indígenas… O novo trabalho e a presença do grupo na Virada Cultural são os temas deste texto.

“Inquilinos do mundo” é o trabalho que o Mawaca anuncia para 2013, baseado fundamentalmente no universo cigano e nos povos nômades. O CD/DVD do grupo, em fase de finalização, pode ter uma carreira melhor se devidamente patrocinado. Os admiradores do Mawaca poderão colaborar para que o grupo obtenha  patrocínio com ações simples: veja o vídeo abaixo, apresentando o projeto. Em seguida, divulgue-o compartilhando o mesmo nas redes sociais.

Além do primoroso trabalho dos instrumentistas do Mawaca, o vídeo, apresentado por Magda Pucci, destaca alguns momentos com solos de Angélica Leutwiller, desta com Valéria Zeidan, e outro, com Christina Guiçá. Vejam!

Em maio teremos a Virada Cultural, o evento que propicia shows por toda a cidade durante 24 horas. Neste momento um site, o Catraca Livre, está fazendo uma enquete, Quem você quer ver na Virada Cultural 2013? Para nortear o voto do internauta o site apresenta uma lista de possibilidades e, no final da lista, há um espaço para colocar uma sugestão, já que a lista não é completa. Minha sugestão de indicação para a Virada Cultural é o grupo Mawaca.

O site não garante a presença dos mais votados na enquete; conforme o próprio, “A Secretaria de Cultura da cidade se compromete a avaliar as indicações feitas pelos leitores“. Há, assim,  uma chance para evidenciar nossas preferências. Cada pessoa pode votar mais que uma vez. Veja as instruções, escolha conforme preferências e indique artistas, caso o nome dos mesmos não conste da lista.

Clique aqui, vote ou indique, no final da lista, a sua sugestão. Espero poder ouvir a música do Mawaca na Virada Cultural. Vamos nessa?

Até mais!

Vai que é bom!

Quando Sônia Kavantan convidou-me para escrever uma peça de teatro, para cumprir temporada em cidades do interior do Pará e do Maranhão, aceitei imediatamente. Saí da nossa primeira reunião com mil idéias na cabeça, ansioso para começar a pesquisar e escrever. Minha primeira intenção envolveu o grupo MAWACA.

Jabuti sabe lê, não sabe escrevê

Trepa no pau, não sabe descê…

As meninas do MAWACA cantam o tema acima, das danças maranhenses, denominadas Cacuriá. No disco do MAWACA, elas cantam com TIÃO CARVALHO, que aprendeu em São Luís, a capital do Maranhão, os cantos e danças dessa festa, que acontece após a procissão do Divino. 

Também pensei em FAFÁ DE BELÉM e nos seus carimbós. Nas melodias das canções que remontam às origens da cantora. Cogitei a BANDA CALYPSO e outros grupos similares, assim como, ao pensar no Maranhão, meu primeiro nome foi ALCIONE, com sua voz potente e afinada, lembrando os cantos de seus conterrâneos.

Levanta, boi e vai

Que é pro amo ver

Que boi também chora,

Também sente dor…

 Depois veio ZECA BALEIRO, mas aí, eu já não queria mais FAFÁ, nem ALCIONE, nem ninguém. Primeiro porque, após reuniões, o foco do texto foi para o interior, nas várias cidades onde ocorrerão as apresentações. Segundo, porque fui descobrindo que, apesar da grandeza desses artistas, cosmopolitas, Pará e Maranhão são muito mais.

Fiz um “curso intensivo” revendo tudo o que já tinha visto sobre os dois estados brasileiros. Aprendi outras tantas novidades, ao pesquisar as cidades interioranas.

As danças regionais, parte do folclore abordado pela peça.

VAI QUE É BOM! É o título da peça, com o subtítulo “O casamento do Pará com o Maranhão”. A montagem está em andamento e a estréia prevista para o início de novembro. A equipe de profissionais, atores e técnicos de lá, já está trabalhando. Logo apresentarei todos eles aqui, para o pessoal do blog.

A peça é uma comédia onde, através de um casamento, os hábitos e costumes regionais são celebrados. A música, o folclore, a culinária, a mata nativa e, principalmente suas figuras humanas ganham destaque. Outras questões são abordadas: a preservação das riquezas arqueológicas, os problemas do desmatamento irregular e a diversidade cultural advinda da formação recente dos aglomerados urbanos.

Castanhal, no Pará, está no roteiro da peça.

Começo, assim, uma viagem inicialmente virtual, para mostrar alguma coisa dessa grande região; do trabalho teatral que faremos e, depois, irei lá para algumas reuniões e ensaios. De quebra, verei o CÍRIO DE NAZARÉ, em Belém. Trarei todas as informações aqui, no Blog do Vavá.

Quanto às músicas da peça, fiz sugestões, preferindo que a direção escolha o que há de mais representativo para ilustrar as cenas. Isso significará para nós, que estamos longe, além de um senhor aprendizado, diversão garantida, genuinamente brasileira. Enquanto não temos a trilha da peça, em breve falarei sobre essas duas maravilhosas cantoras e outras expressões da região.

 

Até!

 

Publicado originalmente em http://www.papolog.com/valdoresende