Gaviões urbanos

Houve um tempo em que a ilha de São Vicente quase não tinha gente. Nem a serra era recortada por vias de ferro, por trilhas, por estradas de rodagem. Os primeiros habitantes daqui caçavam peixe, ou animais maiores para se defenderem da fome. Dos pássaros, de fato com pouca carne, preferiam as penas para cocares e pulseiras. Gaviões e povos originários viviam em relativa harmonia até que, por volta de 1500, os portugueses trouxeram as galinhas. Aí, gaviões incluíram pintinhos em suas dietas. A relação com os humanos azedou.

O bicho gavião não difere muito dos outros. Caça quando tem fome, não estocando absolutamente nada. Defende a si e as crias de predadores, o que os torna temporariamente territorialistas, tomando conta do entorno de seus ninhos quando os filhotes ainda não se viram sozinhos. Seus hábitos são diurnos, quando localizam e caçam suas presas.

Já contei em crônica* meu primeiro contato com a espécie, quando viajava de trem de passageiros da Mogiana. Os garçons colocavam nacos de carne espetados em um longo garfo, estendiam a oferta pela janela e o maquinista diminuía a velocidade. O gavião se aproximava, recebia a comida e tomava seu rumo, o trem seguindo viagem. Era lindo. Era poético. Está entre as melhores lembranças de minha infância.

Meses atrás ao acordar vi, pela janela da área de serviço, um gavião parado sobre o telhado do vizinho. Imponente, impávido e altaneiro, diria o poeta. Equidistantes dele, formando um triângulo, três pombinhas inquietas, nervosas, caminhando a passos curtos de um lado para outro. Eu já sabia por observações anteriores que as pombinhas tinham ninhos na cornija do telhado vizinho, no vão de uma chaminé pouco usada. Com a temperatura quase sempre elevada por aqui, certamente é parte inútil da construção. O gavião não atacava as aves menores. Elas se mantinham naquela situação tensa, nervosa.

Sem uma liderança que as unisse contra o predador, as pombinhas permaneciam ali, esperando que o altivo atacante iniciasse o movimento. Penso eu que ele queria atacar o ninho, devia haver ovos mais deliciosos que pombas cheias de penas e piolhos. Para se abaixar e tomar posse dos ovos ele abriria guarda para um ataque conjunto das andorinhas. Dizem os observadores que os bem-te-vis fazem isso para defenderem seus ninhos.

Sem saber diferenciar pombinhas de bem-te-vis, o gavião permanecia atento, já vítima do meu ódio, com pena dos ovinhos ou filhotes indefesos. A situação não se resolvia, eu não possuo nem mesmo um estilingue para espantar a ave de rapina quando fui distraído pelos sons do celular. Esse mesmo celular que hoje pela manhã trazia a notícia de uma senhora ter sofrido uma bicada de gavião no cocuruto enquanto trafegava por movimentada rua do Embaré, bairro santista.

O jornal, tentando um sensacionalismo barato, insinuava ataque à la filme de terror, um Hitchcock e seus pássaros assassinos tupiniquins. Nos comentários, um vizinho do local informava haver um ninho em árvore alta, próxima de onde a vítima passava quando foi atacada. Logo vieram comentários indagando se a moça era palmeirense, vestida de verde e sendo confundida com papagaio ou se, com vestes em preto e branco pudesse ter sido atacada por ser “peixe”, em referência explícita ao Santos FC. Um a zero para o gavião, escreveram.

Um dos imperadores entre as outras 300 espécies de pássaros que vivem aqui na cidade de Santos, os gaviões são importantes para o equilíbrio ambiental. Antes de chamarmos a cidade de nossa, a ilha já era deles. Somos nós os invasores. É bem verdade que eles poderiam construir seus ninhos lá na serra, mas aí teriam que voar muito para obter comida que, por aqui, é farta. Vivemos de forma a facilitar o aumento da população de ratos, entre outras pragas.

Que os gaviões sigam seu próprio destino que, como o de outro sem número de animais, já foi por demais alterado pela ação humana. Usando a própria força e habilidade em atacar de cima para baixo, que sigam naquela do parente Carcará e continuem no eterno e popular “pega, mata e come” da canção. Nós, humanos, identificando árvores com ninhos, podemos atravessar a rua, ir pelo passeio oposto. É só até os filhotes crescerem!  Aos excessivamente assustados com o bichinho sugiro o uso de bonés, chapéus, boinas, perucas e guarda-chuvas, entre outras possibilidades de proteger a cachola. Quanto ao telhado vizinho, anda livre de pombas. Essa batalha o gavião também venceu.

*In “O vai e vem da memória” escrevi “O gavião do trem da Mogiana”, publicado pela Elipse, Artes e Afins.

Garimpo de causos e da história

Foi um final de semana reativando lembranças; uma série de reencontros propiciados por um escritor. Quando fui presenteado por Jennifer Monteiro com o livro “Princesinha da Farinha Podre: Aventureiros, bandidos, caubóis e sonhadores no velho oeste das Minas Gerais” soube de imediato tratar-se de Uberaba. Os que lá nasceram guardam expressões como Princesinha do Sertão, Arraial da Farinha Podre, Freguesia Santo Antônio e quantas mais a memória permite.

Ainda não conheci o autor, André Borges Lopes. Estou longe de Uberaba e há três anos não moro mais em São Paulo, onde ele reside. Virtualmente conheço um pouco do trabalho do site Uberaba em Fotos. Sem demora mergulhei no livro da maneira que mais gosto. Primeiro lendo as informações de capa, contracapa, sumário, olhando demoradamente as ilustrações e já me emocionando com fotos como a da Ponte do Rio Grande em construção (págs. 62/63), e entre outras, a do presidente Juscelino Kubitscheck caminhando pela Fábrica da Produtos Ceres, lá no Boa Vista, onde nasci. Depois fui para os causos.

Tenho apreço pela memória e pelo registro de lembranças via exercício da oralidade e da escrita*. De imediato salta à percepção uma grande qualidade do autor de Princesinha do Sertão: o rigor da pesquisa. Historiador, André Borges Lopes deixa evidente o aproveitamento do que aprendeu. Não apenas cita o fato e as fontes, mas vai além, publicando documentos que comprovam por onde pesquisou e a veracidade do que nos conta. E o faz enquanto jornalista, garimpando história que embasa o que poderia ser apenas causo.

O livro propicia a uberabenses encontros com gente quase esquecida, como Dona Chiquinha, sempre lembrada por agradinhos duvidosos. Para pessoas de outros lugares há notícias de, por exemplo, Ataliba Nogueira, até então um nome de escola em Campinas, onde meus primos estudaram. Os mais velhos se lembrarão de Calafate, no caminho de ferro para atravessar o Rio Grande em direção ao estado de São Paulo.

Tive lembranças muito fortes por ter atravessado com meu pai, à pé, por várias vezes a ponte do Rio Grande. E, caríssimo André Borges, nunca me esqueci dos sinais de bala nas estruturas da ponte. Atente! Sinais, não perfurações, mostrados por meu pai. Óbvio que, menino, acreditei. E meu avô materno, mestre de linhas da Mogiana, nos deixou relatos de como os funcionários da ferrovia tiveram de se submeter aos combatentes em 1930, em 1932.

Tão fortes quanto, mas bem amenas, são as lembranças que guardo da gameleira quando, passando por lá com minha mãe, parávamos na Padaria Espéria de sucrilhos cheirosos e inesquecíveis. E as doze horas de trem de Uberaba até Campinas não pesavam para crianças em férias. Pesa hoje o tempo absurdo entre Santos e Uberaba, o monopólio antes da companhia férrea agora é de empresa de ônibus.

As crônicas reunidas no livro lembram e suscitam recordações. Informam com clareza e honestidade. As sutilezas interpretativas já no título e subtítulo do livro nos remetem à realidade. A terrinha que amamos tem lá suas histórias que, não bastasse a virulência de quem praticou atrocidades, há o acréscimo da criatividade do ser comum. O exemplo mais notável são as atribuições dadas pela população ao “monstro de Capinópolis”. Eita, povo criativo!

Foi um final de semana em Uberaba sem sair da sala do meu apartamento. Uma viagem que me levou até a Guerra do Paraguai, me trouxe de volta os patuás com lascas de madeira da cruz de Cristo, quando me vi demarcando o Distrito Federal e, entre um tempo e outro, me escondendo dos tiroteios que de vez em quando rolam pela cidade.

Meu obrigado a Jennifer Monteiro e Fernando Brengel pelo livro. Parabéns ao autor André Borges Lopes pelo trabalho. Espero que esse seja lido por muitos outros, de Uberaba e de todo o Brasil. Indicado aos que gostam de boas histórias, fundamentadas na História e registradas com talento e competência.

Até mais!

*No livro O vai e vem da memória, que vou pedir a Jennifer encaminhar um exemplar ao André Borges Lopes, exercitei e registrei lembranças desse mesma Uberaba que, sem dúvida, merece livros e mais livros sobre sua gente, seus bairros, toda a cidade.

Uma volta ao passado (da Walcenis)

Há um ano, precisamente no dia 14 de janeiro de 2022, recebi um texto de presente da minha irmã, Walcenis Vinagreiro de Rezende, resultado da leitura que ela fez e do que suscitou meu livro O Vai e Vem da Memória. Meio perdido no Facebook, resolvi registrá-lo. Bom ter outras memórias, como saber que meu trabalho chegou aos familiares do Cacaso. Já agradeci lá e reitero aqui, querida irmã, minha gratidão.

Um detalhe de coisas que a gente gostaria de entender o motivo real: o Rezende da minha irmã é com Z mesmo. O meu, com S, não sei exatamente o motivo. Vamos ao texto, ilustrado originalmente com a foto abaixo:

UMA VOLTA AO PASSADO

Não me lembro de ter lido um livro tão rapidamente quanto este. Que delícia!
Benza Deus a sua memória! Revivi; relembrei; curti; aprendi… E agora que terminei … uma sensação de puro prazer.

Gostaria de descrever o meu sentimento sobre cada momento. Mas, seria redundante. Mas um fato eu não posso deixar de registrar quando, no dia do lançamento de O vai e vem da memória, presenciei a emoção da minha amiga “Marta Loes” ao repassar as folhas do livro parando exatamente na página em que “Cacaso”, seu primo, estava sendo homenageado. Nem eu sabia que esta fonte tão rica de informações sobre o mesmo, é minha vizinha amiga. Na hora, me emocionei também .

Um dos meus aprendizados, com 5 anos de idade, foi quando a sabedoria e o carisma da nossa tia Aurora colocou todas as crianças sentadas em um barranco para que vigiássemos o telhado da casa onde você ia nascer, que ficava em frente, para que víssemos a cegonha entrar pelo telhado trazendo você no bico. Alvoroçadas mas sem sair do lugar, pois era esse o objetivo da nossa tia, ficamos ali aguardando esse momento, quando ouvimos o seu choro. Pura decepção. Ao questionar, a nossa tia disse: ” Eu falei para vocês não tirar os olhos do telhado. Agora a cegonha já foi embora”. Foi assim que aprendi como as crianças nasciam, ou seja, você já nasceu ensinando. Rsrsrs…

A leitura desse livro “O Vai e vem da Memória ” me proporcionou vários sentimentos, além da certeza de que a sua memória é mesmo muito privilegiada. Parabéns e Obrigada por essa obra prima. Que Deus continue abençoando você sempre.

Walcenis Vinagreiro de Rezende

P.S. Resultado do encontro de minha irmã com Marta, a prima do Cacaso, foi que através da senhora conheci e li os livros de Cacaso que não havia conseguido antes, já que infelizmente estão fora de catálogo. Meu agradecimento também à Marta Loes.

Não é um textão! É uma crônica.

Foto: Flávio Monteiro

Parece loucura escrever longos textos em tempos de frases telegráficas e overdose de imagens, vídeos. E aqui vai, conforme expressão popular, mais um “textão”. Míseras laudas quando penso em calhamaços de Dostoievski ou James Joyce. Certamente há livros sendo publicados por aí. Aos montes! Parati recebe agora quantidade enorme de leitores, e não faz tanto tempo tivemos a Bienal do Livro em São Paulo.

Ontem ganhei do meu simpático porteiro uma revista Veja. Pensei em Crepúsculo dos Deuses*! Uma frágil publicação feita de textos para consumo rápido, reportagens tímidas, sem a exorbitância de páginas publicitárias dos tempos áureos. Evidência maior de mudança é constatar todos os conteúdos digitais da Abril por 1,00 por semana. Todos! De Placar a Claudia, passando por Super Interessante, Quatro-Rodas e por aí vai. Uma tentativa de ampliar público na tal Black Friday.  Mas, vamos voltar aos livros.

Estão lá, na revista, os mais vendidos em ficção, não-ficção, autoajuda e esoterismo, infantojuvenil. As maiores editoras presentes: Record, Rocco, Companhia das Letras, Sextante… A maioria dos livros que alcançam tais listas foram pensados para o grande público e um exemplo contundente, em ficção, é notar nos dois primeiros lugares um bem pensado produto para “vendas casadas”: em primeiro lugar está “É assim que começa” e o leitor precisará comprar o livro colocado em segundo lugar para descobrir que “É assim que acaba”.

Longe estou de criticar quem escreveu “Os segredos da mente milionária” ou “Mulheres que correm com os lobos”. Minha mente pode até ser milionária, mas o dinheiro que seria meu deve estar fugindo, escondido dos lobos. Faço parte daqueles escritores fora do tal mainstream (me sentindo chic em usar essa palavra!). Não por vontade própria, é bom registrar. As coisas vão devagar.

Tudo isso veio a propósito da comemoração de um ano da publicação de O vai e vem da memória. Meu livro tem feito modesta, mas digna carreira. Uma comparação se faz necessária para esclarecer a dimensão das coisas. Um megassucesso costuma começar com cerca de 100.000 volumes impressos e distribuidos amplamente. Imprimi 300 volumes. Sem pretender me equiparar ao Drummond de Andrade, quero lembrar que o poeta custeou a publicação de 500 volumes do seu primeiro trabalho.

Uma ilustração possível sobre a situação é comparativa: Um escritor como eu é como aquele vendedor ambulante de chocolate caseiro concorrendo com o Sonho de Valsa, o Diamante Negro e, como sou guloso, já penso logo em Amandita. A vida é bela! E eu gosto de escrever.

Lá atrás já pretendia ser escritor. Jamais cogitei um plano de negócios. Romântico, meu mote era cumprir uma vocação! Ou sina? Castigo? Karma? Gosto. “Mais vale um gosto que um caminhão de abóbora”, aprendi com minha mãe. Gosto de escrever! (coisas maravilhosas da língua que me encantam: O gosto e o gosto. O substantivo e o verbo). E assim vou eu, vivendo e escrevendo, sabendo que em algum momento serei lido, a maior recompensa. Se você chegou até aqui, obrigado. Escrever é tão bom quanto ser lido. Não importa quantos, mas por quem.

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* Crepúsculo dos Deuses (Sunset Boulevard, de 1950). Dirigido por Billy Wilder, conta a história de uma estrela decadente, Norma Desmond (Glória Swanson), vivendo fora da realidade.

Surpreendentes descrições

Por Nando Cury*

Impossível não entrar dentro de cada história autobiográfica descrita por Valdo Resende, em seu livro “O vai e vem da memória”.

No vai, navega o passado com sua privilegiada memória. E no vem, volta ao cotidiano de sua cidade natal, para completar surpreendentes descrições das passagens marcantes de sua infância e adolescência.

Tem Uberaba, MG, como grande cenário dos incríveis personagens, personalidades, prédios, lugares, eventos e fatos retratados nesta obra. Das brincadeiras nos quintais aos momentos de reflexão sobre os telhados. Dos parques de diversões ao recinto de exposições de gado. Da linha do trem da Mogiana ao pátio do colégio. Das belas canções ouvidas na Rádio PRE-5 aos cobiçados vinis nas lojas de disco. Dos bailinhos com Bee Gees aos cults nas sessões das salas de cinema. Da religiosidade e fé, nos encontros litúrgicos de jovens, aos primórdios das suas criações autorais para o teatro.

Nando Cury e Valdo Resende

Serviço:

O vai e vem da memória – Ed. Elipse, 312 páginas. Para adquirir, entre na loja pelo link https://valdoresende.com/livros

* Nando Cury é publicitário, escritor, compositor e cantor. Publica semanalmente no podcast Semônica.

Fragmentos: o vai e vem da memória

Detalhe da exposição no Barroco Arte Café

O que nos vem à mente quando recordamos algum fato, alguma pessoa? Certamente não é o todo. Há imagens “padrão” que identificam e nos levam para o Egito (Pirâmides) ou Salvador (Elevador Lacerda), ou qualquer outro lugar do planeta. Diante da lembrança de um ser humano, afirmam por aí, o mais difícil é recordar a voz. Parece que a voz é a primeira coisa que esquecemos das pessoas que se vão.

Uma cidade inteira, como São Paulo, possui infinitos pontos para se memorizar e, parece, conforme a época um ou outro assume preponderância. Quando cheguei por aqui o Viaduto do Chá mantinha sua importância, mas eu me orientava e dominava a cidade pelo “alto”. Se o Pico do Jaraguá me avisava que estava chegando, as torres da Paulista, o Edifício Itália e a torre do Banespa orientava meu ir e vir, descobrindo a metrópole.

Desejei, desde a primeira ideia, ilustrar meu livro com fotos de Uberaba. E, sem dúvida, me incomodava a “paisagem” enquanto composição tradicional que, apesar de reavivar a memória carregava em si um distanciamento, uma falta de foco. Busquei sanar minhas inquietações com visões bem particulares da cidade, com ângulos precisos, que deveriam revelar, estimular e, sobretudo, reativar a memória. E usei, sem medo de ser feliz, de imagens antigas, obtidas em momentos únicos, precisos, sem me preocupar com “altas definições”.

Um conjunto significativo das imagens publicadas no livro está exposto no Barroco Arte Café. São 20. Aquelas que, representativas, atingiriam o leitor de toda e qualquer idade.

Quando terminamos o livro, aí já entrando o trabalho de edição e diagramação de Flávio Monteiro, as discussões e debates orientando nossas decisões e algumas premissas foram adotadas.

Temos um único grupo de crianças, de muito longe no tempo, e apenas um cidadão atual parcialmente mostrado nas fotos. No mais, a cidade é quase deserta, devendo ser preenchida por quem a vê, pelas recordações e vivências do leitor. O preto e branco leva a que o receptor veja no tom que queira, com quietude esmaecida pelos anos ou com as cores da festa, do momento vivido.

Algumas “sutilezas” estão evidentes. O descaso para com prédios históricos, o desmatamento desnecessário, um arame farpado aqui, uma grade ali e, por aí vai. É o receptor que, disposto ou não, passará por cada detalhe detendo-se ou não diante do detalhe da imagem.

A exposição “Fragmentos: O vai e vem da memória” ficará no Barroco Arte Café até o dia 22 de dezembro. Os livros também podem ser adquiridos no local. Quem não pode ir até a cidade mineira pode ter uma ideia da exposição no velho casarão ocupado pelo espaço cultural. Para aquisição de livros e quadros (Sim, estão à venda) converse com o pessoal do local. São simpáticos e atenciosos.

Até mais!

Quase todos e + memórias

Um registro visual da maioria dos presentes nos eventos de lançamento de “O vai e vem da memória”. Até onde me recordo estão quase todos. Lamentavelmente faltam, além de alguns amigos, o pessoal do Barroco Arte Café, em Uberaba, e o pessoal do Portella Bar, aqui em São Paulo.

Foi uma novidade, na minha carreira e na de alguns amigos, fazer lançamento de livro em locais que não livraria. Deu tudo certo e foi muito bom. Em Uberaba desfrutamos do conforto de um antigo casarão com pé-direito alto e janelas, muitas janelas. Aqui em São Paulo ficamos prioritariamente no passeio, o que facilitou o distanciamento nesses tempos tão difíceis.

Agradeço profundamente aos colaboradores de última hora – Agostinho Ermes, Adryana Gabriela e Andréia Rezende, em Uberaba; e Neusa de Souza, aqui em Sampa -, e também aos parceiros neste trabalho: Sonia Kavantan, João Eurípedes Sabino, Simone Gonzalez, Fernando Brengel e um, especialíssimo, ao meu companheiro Flávio Monteiro.

O lançamento, em Uberaba, só foi possível com o apoio de Walcenis, minha irmã, e Carmen Veludo, fundamentais para que a logística pensada se tornasse realidade. Na terrinha, tivemos o apoio de Kiko Pessoa, do Barroco Arte Café, e aqui em São Paulo, Sérgio “Bahia”, no Portella, ambos nos acolhendo e facilitando-nos as ações pensadas.

A0s meus familiares, amigos, colegas, ex-alunos, conhecidos, meu muitíssimo obrigado. Um monte de coisas para mais memórias!

Agora é seguir em frente. A exposição, em Uberaba, permanece até dia 22. Os livros já estão disponíveis para venda neste blog e, em breve, anunciaremos os eventos previstos para prosseguimento deste trabalho.

Muito obrigado!

Valdo Resende / Dezembro de 2021