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Daniela e Tania, em foto de João Caldas

Bom voltar a escrever sobre teatro. Bom começar indicando um texto como “Ciranda” que provoca em cena o que mais gosto em teatro: quando o ator brinca de ser outro e mais outro e mais outro…

Interpretar mais que um personagem é comum em espetáculos solo, os stand-ups que, invariavelmente, carregam no humor. Há, na recente história do teatro brasileiro uma comédia célebre, “O Mistério de Irma Vap”, para dois atores, interpretando oito personagens, que é marco nas carreiras de Marco Nanini e Ney Latorraca.

A peça “Ciranda”, uma comédia dramática de Célia Regina Forte, dirigida por José Possi Neto, propõe essa magia teatral que é o ator brincar de ser outro:

“O texto narra a história das relações entre três gerações de mulheres de uma mesma família, apresentando visões e condutas completamente diferentes entre elas. Com uma lente de aumento, esses relacionamentos são retratados com humor ácido e ironia, levando às últimas consequências as diferenças entre mães e filhas”. 

Duas atrizes, Tania Bondezan e Daniela Galli, fazem a “Ciranda” familiar e o jogo teatral. Mãe, filha, neta, mãe, filha… Os conflitos familiares, os interesses distintos assim como as convicções, as diferentes posturas perante a vida são fatores conhecidos. No palco são levados ao limite, oscilando entre o drama e a comédia.

Elogiada pela crítica, a montagem teve prorrogação da temporada no teatro Eva Hertz, durante a semana, e nos finais de semana excursiona pelo interior de São Paulo e pelos CEUs, na capital.

Li muito sobre a peça e estarei na platéia conferindo. Fica aqui o convite, com um alerta: Hoje, quarta, 7 de setembro, a apresentação será às 18h00.

Vamos nessa?

Nota:

“CIRANDA” – Teatro Eva Herz – Avenida Paulista, 2.073 – Livraria Cultura / Conjunto Nacional. São Paulo, SP. Informações: (11) 3170-4059 – www.teatroevaherz.com.br Quartas e Quintas, às 21h. Ingressos: R$ 40 – Até 29 de setembro.