Chagall: pintor, poeta e sonhador.

Este é um primeiro texto sobre Chagall que, sinto necessário, deve anteceder aquele que realmente quero escrever. Antes do tal que quero redigir, achei por bem apresentar a personagem. Marc Chagall (1887-1985) nasceu em Vitebsk, na Rússia. Um pintor facilmente identificável como poeta e sonhador.

À Russia, aos burros e aos outros. 1911/1912. Óleo sobre tela. 156 x 122 cm Paris, Musée National d´art Moderne, Centre Georges Pompidou.

Nas minhas referências pessoais, Chagall é o cara da vaca sobre o telhado, das pessoas voadoras, fragmentadas, dos instrumentistas que admiro e que nunca deixo de lembrar. Imagens de sonho, surreais.

Da Rússia o jovem pintor foi para a França, sem nunca deixar de pintar motivos e personagens de sua infância em meio à comunidade judia onde nasceu.

O violinista verde, 1923/1924. Óleo sobre tela, 198 x 108,6 cm New York, Solomon R. Guggenheim Museum.

Paris foi o destino dos pintores todos do início do século 20. Lá, Chagall conheceu os Impressionistas e toda uma gama de pintores ditos modernos. E é em Paris que o pintor realiza um de seus  quadros mais famosos, onde valendo-se do Cubismo cria “Eu e a Aldeia”, cheio de fragmentos, visões, lembranças pessoais.

Eu e a aldeia, 1911, óleo sobre tela. 191 x 150,5 cm New York, The Museum of Modern Art

Sobretudo é o povo judeu, o povo da diáspora que vagueia pelo mundo, que Chagall elege como tema, como expressão. Ao longo de sua vida, sua obra será um elemento de união entre diferenças religiosas, um profeta da harmonia e da fraternidade.

Solidão, 1933. Óleo sobre tela, 102 x 169 cm, Telavive, Tel Aviv Museum

Essas imagens são um preâmbulo e uma sugestão de deleite, diversão para o final de semana. Logo volto a escrever mais sobre o motivo que trago Chagall para este blog.

Bom final de semana.

12 comentários sobre “Chagall: pintor, poeta e sonhador.

  1. Gisele

    Aproveitando, prof. Valdo, gosto mais de artes plásticas do que de música. O seu blog está sendo muito útil para lembrar o que aprendi, além do que estou aprendendo coisas novas.

  2. Querido, como é bom lembrar o Chagall. Fantástico, sua obra vai além, ganha novos adeptos dia a dia. Parabéns pelo post e, desde já, esperamos sua continuação. Nota: ao entrar na Ópera de Paris vale olhar bem o estilo – que inspirou no Brasil o Teatro Municipal de São Paulo, o Teatro Amazonas e o Teatro do RJ – e, depois, mirar bem o teto. Lá está Chagall e sua irreverência, leveza, sonho. Lá estamos nós, apreciando o contraponto do tempo. Bjs mil Valdo.

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