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As eleições na metrópole elegeram o atual “homem mais poderoso do mundo”. Trump e Putin são citados em listas frequentes e, entre muitos outros “mais poderosos do mundo” não há um único capaz de fazer chover ou, como ao que tudo indica para o próximo feriado, parar a chuva para que possamos passear no parque, caminhar na avenida, manter os pés secos.

Mais rico, mais poderoso, mais forte… Em nenhuma categoria encontra-se um sujeito capaz de impedir a queda de um raio, evitar terremotos e, obviamente, é raro ver tais indivíduos derrubados por uma gripe, um “piriri” ou qualquer outro situação corriqueira entre humanos já que se escondem, pois não ficaria nada bem mostrar a impotência que todos temos perante uma dor de dentes.

Embora não faça mais do que repetir atos de seus antecessores, o sujeito que nos chamou de “Porcos Latinos” deve achar-se acima do bem, do mal e até da própria morte. Ok, ele está em situação vantajosa. Seria estúpido ignorar a possibilidade de tal sujeito iniciar uma pinimba aqui, uma rusga ali e por conta de supostos perigos para com seus compatriotas o digníssimo iniciar uma guerra, impor embargos, jogar mísseis sobre cabeças inocentes; sendo assim, há que se tomar cuidado e, se possível, providências singelas, dado à pequenez de todos nós perante o “homem todo poderoso”.

Nesta semana, no Facebook, compartilhei um texto que vi na página de uma ex-aluna, Amanda Oliveira Jacon, e o lance viralizou com centenas de curtidas e dezenas de compartilhamentos. O texto que repliquei diz:

“Para quem vai comprar seus presentes de Natal, vai aqui uma sugestão: comprem os presentes de pequenas empresas. Da vizinha que vende por catálogo ou trabalha com pronta entrega, das mulheres e mães empreendedoras, de artesãos, das lojas do bairro, da doceira que faz doces artesanais, do rapaz que tem uma banca no mercado… Façamos o dinheiro chegar às pessoas comuns que também trabalham duro. Assim haverá mais gente a ter um melhor Natal. Apoiemos! Se acha que é uma boa proposta, copie e cole no seu mural”. 

A ideia é ótima. Comprar dos pequenos. Sendo ou não de Amanda, é algo que pode ir além e – sonho? – fazer tremer até a “maior potência capitalista do planeta”. Imaginem se conseguíssemos a adesão de milhões para boicotar os produtos e serviços da metrópole? Xenofobia não é atitude boa para ninguém, mas deixar de consumir as quinquilharias da metrópole poderia dar ao “homem mais poderoso do mundo” a medida do poder dos pequenos. Nossa força, minúscula, tem o preço de um refrigerante, um par de sapatos ou qualquer outro bem de consumo; somando ações… É quase utopia pensar em um imenso boicote à metrópole; com certeza, ingenuidade; todavia, comprar de pequenos neste natal já pode ser um bom começo para olhar o mundo sob outro prisma.

Até mais!