“Portais” um projeto em quadrinhos

Tenha uma ideia concreta do potencial desses artistas.
Tenha uma ideia concreta do potencial desses artistas na página já finalizada.

Os tempos são outros e há saídas para propostas culturais que vão além dos interesses meramente comerciais. A produção de grandes artistas sempre esteve condicionada aos interesses de mecenas, produtores e mais recentemente aos objetivos de marketing e comunicação de grandes empresas. Novas possibilidades surgem através de ações coletivas, onde grupos de pessoas interessadas em uma forma de arte ou em um artista podem financiar a produção de livros, peças de teatro, discos, HQs, etc. A dominação cultural elitizada pode virar apenas história.

Octavio Cariello é um grande artista. Cariello já é velho conhecido deste blog (clique). Ao lado de Pietro Antognioni, Cariello lançou “Portais”, um projeto de quadrinhos para viabilização através de financiamento coletivo, através do Catarse.

Contar uma história em forma de ficção-científica épica pareceu uma ideia perfeita pra lidar com heróis, transformações, profecias, eventos históricos e relações sociais sem virar uma coisa chata e batida. “Portais” tem muita coisa inspirada em outras HQs, filmes, séries e livros; a gente quer contar uma história legal, com personagens bacanas que se esforçam em entender seu papel na história” escreveu sobre o projeto o próprio Cariello, autor do texto que está sendo ilustrado Pietro Antognioni.

Portais” é a história de dois irmãos gêmeos que lutam pelo trono deixado por seu pai. A guerra vai acontecer e terá várias tribos envolvidas, além de cinco pessoas teleportadas de tempos e dimensões diferentes. Ao final, o leitor saberá o que eles tem em comum.

mais uma página de "Portais"
mais uma página de “Portais”

A dupla anda postando fichas dos personagens do projeto em página do Facebook e a obra, finalizada está prevista para abril de 2014. Há várias possibilidades de participação e os detalhes estão disponíveis abaixo.

Conheça a página do projeto no Facebook, clicando aqui.

Veja os detalhes do projeto e as formas de participação clicando aqui.

Conheça um pouco mais sobre financiamento coletivo clicando aqui.

Eu apoio este projeto. O talento de Cariello é incontestável e certamente “Portais” será mais um êxito na carreira dele e de seu companheiro de jornada.

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Boa semana para todos.

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Nosso belíssimo planeta

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O maior evento fotográfico do ano é editorial. O lançamento do livro Gênesis, de Sebastião Salgado, mais que acontecimento artístico, é um grandiloquente registro de um maravilhoso planeta: o nosso! Com todas as interferências humanas, para o bem e para o mal, nosso planeta resiste; belo, poderoso, absolutamente encantador. As expressivas imagens do fotógrafo mineiro, radicado em Paris, propiciam uma viagem alucinante, extasiante, poeticamente terna e reflexiva.

Sebastião-Salgado-Genesis-exposição-1

A viagem de Sebastião Salgado, para a feitura do livro, começou em 2004 e terminou em 2011, tendo passado por todas as regiões do mundo. A Antártica, no sul do planeta, abre o livro com imagens das Malvinas e da Patagônia. Depois vem capítulo denominado Santuários. Neste, as ilhas Galápagos, tribos da Indonésia, Madagascar e os planaltos de Papua – Nova Guiné.

Herd of buffalos, Kafue National Park, Zambia, 2010

África é capítulo contundente que começa pelo Saara e conclui com imagens da Etiópia. Após nos mostrar o que ainda há de selvagem nos EUA o fotógrafo encerra o livro com imagens da Amazônia e do Pantanal.

Sebastião-Salgado-Genesis-exposição-2

Publicado pela Taschen, editora alemã, é desejo do fotógrafo que o livro seja adquirido pelo maior número possível de pessoas. Comprei por um bom preço, via internet. Nas livrarias está bem mais caro; portanto, todo o cuidado é pouco já que o livro é um sucesso e as livrarias estão aproveitando para arrancar grana de quem não procura valores mais acessíveis.

O autor e a obra. As imagens deste post foram colhidas entre as disponíveis na Internet.
O autor e a obra. As imagens deste post foram colhidas entre as disponíveis na Internet.

245 imagens entre as publicadas no livro estão expostas no Sesc Belenzinho, em São Paulo. O evento começou no dia 5 de setembro e vai até 1º de dezembro, de terça a domingo. Um passeio e tanto para que, em meio ao caos paulistano, possamos redescobrir nosso planeta por meio das lentes mágicas de Sebastião Salgado.

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Bom final de semana!

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A Casa Daros

Detalhe da fachada da Casa Daros, com a imagem no frontão, recriada por Vick Muniz
Detalhe da fachada da Casa Daros, com a imagem no frontão, recriada por Vick Muniz (abaixo)

Do que vi no Rio de Janeiro, nessas férias, é imprescindível registrar a Casa Daros, um espaço dedicado a arte contemporânea produzida e em processo de criação por artistas da América do Sul. O local abriga cerca de 1.200 obras de mais de uma centena de artistas, parte da coleção de uma milionária suíça, Ruth Schmidheiny, que criou a Daros Latinamerica, com sede em Zurique.

Orientada para a arte, a educação e a comunicação, a Casa Daros funciona em um antigo prédio que pertenceu à Santa Casa de Misericórdia. A restauração e adequação do antigo local à nova função são aspectos notáveis. O processo, iniciado em 2006, só foi concluído recentemente e durante toda a restauração foram priorizados os elementos que compatibilizam o antigo e o moderno.

Nossa Senhora das Graças em imagem criada por  Vick Muniz
Nossa Senhora das Graças em imagem criada por Vick Muniz

Antes da inauguração oficial, em 23 de março de 2013, diferentes cursos e oficinas artísticas foram realizados. Quero destacar duas ações: a primeira é o trabalho de fotografia, uma parceria entre a Casa Daros e a Escola de Fotógrafos Populares da Maré. Um grupo de oito profissionais formados na escola da Maré, discípulos de João Roberto Ripper, fotografou todo o processo de restauração durante seis anos. O resultado é impressionante, evidenciando a metamorfose pela qual o edifício voltou a ser o que era enquanto agregava-se nova função.

O segundo destaque, durante o processo de restauração, é a obra proposta e realizada por Vik Muniz com objetos descartados na reconstrução. O artista decidiu pela criação da imagem de Nossa Senhora das Graças, a mesma que está no frontão do prédio; a construção teve a participação dos funcionários que trabalharam no local em 2008. O resultado é extraordinariamente belo. Além da reprodução fotográfica da obra, todas as etapas de criação da mesma podem ser vistas com imagem corrida, em vídeo, no próprio local.

“Cantos, Cuentos Colombianos” é a principal exposição de arte contemporânea colombiana em cartaz na Casa Daros. O curador Hans-Michael Herzog reuniu dez artistas (Veja relação abaixo) e justifica sua escolha pelo pouco que sabemos da arte colombiana. Sabemos muito dos problemas colombianos e pouco dos artistas do país. A exposição vale, sobretudo por trazer à tona a sensibilidade refinada via consciência social. A arte colombiana denuncia a realidade, critica e busca razões para justificar o ato de viver.

Detalhes das obras citadas. Exposição Cantos, Cuentos Colombianos.
Detalhes das obras citadas. Exposição Cantos, Cuentos Colombianos.

É marcante a participação de José Alejandro Restrepo com uma instalação audiovisual com cachos de bananas e monitores. “Musa paradisíaca” traz cheiros tropicais e imagens silenciosas, contundentes. Outra obra perturbadora, referência direta à guerra do narcotráfico, é a série “David”, de Miguel Ángel Rojas, feita com imagens de um soldado mutilado por uma mina. Outro artista, Nadín Ospina, brinca com imagens arqueológicas alteradas por, segundo o próprio artista, um discurso de identidade. Imagens pré-colombianas têm a aparência  de Bart Simpson, de personagens de Walt Disney, destilando por si uma refinada ironia.

A exposição sobre a Colômbia fica em cartaz até o dia 8 de setembro de 2013. Indo ao Rio de Janeiro é passeio fundamental. A Casa Daros cumpre um papel importante que é nos propiciar conhecimento sobre nós mesmos através de um mergulho profundo na arte da América do Sul. Há muito mais para conhecer sobre a instituição e um começo pode ser clicando aqui; no mais é ficar alerta e aguardar os próximos eventos da instituição cuja postura e método devem ser estudados e difundidos.

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Até mais!

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Notas

Artistas participantes da  exposição sobre a Colômbia: Doris Salcedo, Fernando Arias, José Alejandro Restrepo, Juan Manuel Echavarría, María Fernanda Cardoso, Miguel Ángel Rojas, Nadín Ospina, Oscar Muñoz, Oswaldo Macià e Rosemberg Sandoval.

As fotos das obras acima são do material de divulgação da própria Casa Daros.

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O MAR de Janeiro e de sempre

A maquete com os dois prédios e detalhe do MAR
A maquete com os dois prédios e detalhe do MAR

O MAR, Museu de Arte do Rio é uma das gratas novidades do Rio de Janeiro. A cidade parece um grande canteiro de obras, sinal dos grandes eventos que acontecem e acontecerão na cidade. Inaugurado em março deste ano de 2013, é a junção do antigo (o antigo Palacete Dom João VI) e do moderno – aqui no sentido estrito das construções modernistas – com um edifício que serviu como terminal rodoviário.

O diferencial que merece destaque é a instituição ter como missão inscrever a arte no ensino público com foco principal na formação de educadores da rede pública de ensino.  A proposta se concretiza através da Escola do Olhar, abrigada no prédio antigo. Nas dependências do edifício modernista ocorrem exposições temporárias de curta e longa duração.

Parte do que se vê do terraço do Museu. A Escola do Olhar parte da realidade.
Algo do que se vê do terraço do Museu. A Escola do Olhar parte da realidade.

Na entrada o público é direcionado para o sexto andar onde, percorrendo o espaçoso terraço, tem a visão da região da Praça Mauá, regiões próximas como o complexo do Mosteiro de São Bento, e mais distantes, como a Ponte Rio – Niterói.  O  mar é parte da visão que se tem do MAR e a primeira exposição a que se tem acesso diz bem o momento pelo qual passa a cidade:

“Rio de Imagens: uma paisagem em construção” é a exposição que mostra a cidade representada por diferentes olhares ao longo de quatro séculos. Cartografia, vídeos, pinturas, gravuras, fotografia e design evidenciam as constantes transformações da capital fluminense, antiga capital federal, sempre a Cidade Maravilhosa.

Rio de Imagens. Cartazes de companhias aéreas divulgam a cidade.
Rio de Imagens. Cartazes de companhias aéreas divulgam a cidade.

Burle Marx, Di Cavalcanti, Iberê Camargo, Ismael Nery, Manabu Mabe, Pancetti, Tarsila e Segall estão entre os artistas que deixaram através de seus trabalhos as imagens do Rio de Janeiro de cada época. Esta mostra permanecerá até 28 de Julho próximo.

Parte do acervo onde fotos são permitidas.
Parte do acervo onde fotos são permitidas.

A maior exposição em cartaz é “O Colecionador – Arte Brasileira e Internacional na Coleção Boghici”.  São oito momentos artísticos (Arte Espontânea, Abstração Informal, Surrealismo, Modernismo, Século 19, Abstração Construtiva, Nova Figuração, Pintura Chinesa e Pintura Russa) expostos sem estrutura cronológica. As obras estão próximas conforme a tendência na qual estão inseridas. O resultado é um caleidoscópio fantástico de cores e formas que levam a sensações variadas.

Jean Boghici fundou a galeria Relevo em 1961. Tornou-se colecionador e de seu acervo constam obras dos mais importantes artistas brasileiros como Di Cavalcante ou Vicente do Rego Monteiro, de artistas contemporâneos como Franz Krajcberg  e de grandes nomes internacionais como Auguste Rodin, Max Bill, e entre muitos, Kandinsky. A mostra vai até o dia 01 de setembro e merece, se possível, mais que uma visita.

Exposição “O Abrigo e o Terreno: arte e sociedade no Brasil”.
Geral e detalhe. “O Abrigo e o Terreno: arte e sociedade no Brasil”.

Quero destacar, finalmente, a exposição “O Abrigo e o Terreno: arte e sociedade no Brasil”, onde artistas de diferentes estilos, provenientes de regiões diversas discutem a paisagem urbana através de reflexões sobre a realidade. Os conflitos de interesses gerados pela necessidade de espaço, por especulações imobiliárias além de outros aspectos não menos problemáticos estão presentes. Nesta mostra, que termina neste final de semana, está o “Projeto Morrinho/Imagens da construção do Morrinho e seus participantes”, obra de 2007.

“Projeto Morrinho/Imagens da construção do Morrinho e seus participantes”, obra de 2007.
“Projeto Morrinho/Imagens da construção do Morrinho e seus participantes”.

Bom ver resultados positivos nos projetos de revalorização da região portuária carioca. O MAR – Museu de Arte do Rio, fica na Praça Mauá, 5, Centro, no Rio de Janeiro. Para conhecer um pouco mais visite http://www.museudeartedorio.org.br/

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Bom final de semana!

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Julho sem adrenalina no Museu de Arte Sacra

Museu de Arte Sacra foto by Valdo Resende

Férias começando, a adrenalina ainda pegando forte, eu procuro retomar a paz e o sossego no Mosteiro da luz, especificamente no Museu de Arte Sacra; nada como um lugar tranqüilo, onde o passado se faz presente e, de quebra, faz-me lembrar um pequeno pedaço de Minas Gerais, na querida São Paulo.

Abdias e Ezequiel, lembrando Minas Gerais.
Abdias e Ezequiel, lembrando Minas Gerais.

Fundado em 1970, o Museu de Arte Sacra de São Paulo abriga milhares de obras em seu acervo, priorizando imagens religiosas do século XVI ao século XX.  Está na ala mais antiga do Mosteiro da Luz, construído em 1774 e abriga uma clausura, da Ordem das Irmãs Concepcionistas (Mais um item  para lembrar Uberaba, onde as Irmãs residem na clausura da Igreja da Medalha Milagrosa).

Nos jardins estão quatro réplicas dos profetas criados por Aleijadinho (Antonio Francisco Lisboa) para o santuário de Bom Jesus do Matosinhos, em Congonhas do Campo, também Minas Gerais. Foram cedidas ao Museu de Arte Sacra pela Justiça Federal; pertenceram originalmente a Edemar Cid Ferreira, mas foram confiscadas quando do processo do indivíduo por lavagem de valores.

Os quatro profetas cedidos pela Justiça Federal
Os quatro profetas cedidos pela Justiça Federal

O local tem uma importante coleção de lampadários além de outros objetos sacros, objetos e mobiliário laicos. Tenho especial interesse nos oratórios barrocos, guardando imagens coloniais de rara beleza. Entre as obras do acervo, a escultura da imagem de Nossa Senhora das Dores, também de Aleijadinho, é de um requinte formal extraordinário e deixa evidente a capacidade do artista em expressar-se e captar expressões.

Museu de Arte Sacra foto by Valdo Resende

Visitar museu não é ação tipo caminha por corredores de shopping. É bom descansar o olhar, refletir, interiorizar o que está sendo visto ou, simplesmente curtir o silêncio que, no Mosteiro da Luz, é secular e continua absolutamente aconchegante. No pátio interno é possível ver, e ouvir, pássaros, isso sob o murmúrio da delicada fonte central.

Pátio do Mosteiro da Luz foto by valdo resende

O local é muito visitado também pelos fiéis de Frei Galvão, que está entre os fundadores do antigo Mosteiro. Após as orações na capela dedicada ao Santo Antônio de Sant’Ana Galvão, como foi canonizado, é possível conseguir as pílulas que, para os crentes, são um santo remédio. O museu também abriga um importante acervo de presépios de diferentes regiões do mundo. Para quem não é de São Paulo, o endereço é Avenida Tiradentes, 676, bem próximo da Estação do Metrô Tiradentes e está aberto de terça a domingo.

Mosteiro da Luz foto by valdo resende

O Museu de Arte Sacra está em uma das regiões mais movimentadas da cidade. O barulho da avenida é intenso, todavia esquecido logo que se adentra ao velho prédio, como se uma viagem no tempo fosse iniciada observando as paredes seculares, o mobiliário antigo, as imagens e objetos que permearam a vida de nossos antepassados. É recomendável para todos nós, que vivemos nesse mundo acelerado; a gente sai de lá calminho, introspectivo, pronto para continuar a viver.

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Até mais!

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Férias chinesas sem sair de São Paulo

Detalhe de obra em exposição na biblioteca.
Detalhe de obra em exposição na biblioteca.

A exposição “Seis séculos de pintura chinesa” em destaque na Pinacoteca é uma mostra que nos permite desvendar uma arte delicada, profunda, de domínio técnico impecável. Mais que questões formais e estéticas, o evento torna-se uma possibilidade de contato diferenciado com as expressões de um povo. Sabemos muito pouco ou quase nada sobre arte chinesa.

A coleção exposta na Pinacoteca é do “Musée Cernuschi”, de Paris. São 120 pinturas de diferentes períodos: China Imperial (1368-1911), China Republicana (1912-1949) e artistas atuantes no século XX. Henri Cernuschi foi economista e banqueiro, tendo fundado o museu com seu nome em 1898.

Painéis imensos, exigindo olhar demorado para apreensão dos detalhes.
Painéis imensos, exigindo olhar demorado para apreensão dos detalhes.

Duas peculiaridades merecem nossa atenção; primeiro é a presença de obras do artista Zhang Daqian, pois este morou no Brasil cerca de vinte anos. O artista insere-se entre outros que, trabalhando em Paris divulgaram a arte chinesa. Na Pinacoteca temos obras que foram feitas enquanto o artista morou no Brasil. A segunda é a publicação em formato digital do catálogo da mostra, disponível gratuitamente para download no site da Pinacoteca.

Diferente da arte ocidental, a pintura chinesa tem outros propósitos. A leitura do catálogo, antes do evento, propiciará melhor aproveitamento das mesmas. Os formatos são diferenciados, exigindo um percurso visual particular. A exposição, montada nos parâmetros ocidentais – são seis espaços divididos cronologicamente – não deixa de evidenciar maneiras distintas de aproximação e visualização dos trabalhos chineses.

O caráter simbólico das pinturas exige do observador mais que a observação do visível, mas daquilo que o objeto representa. Com freqüência, cada pintura é uma “viagem estática”, pois a montanha, por exemplo, é um lugar de isolamento espiritual para o pintor-poeta.

Artechinesa 2
Sutileza nos detalhes, delicadeza na forma e no conteúdo.

O suporte mais freqüente é o papel e o nanquim é presente em praticamente todos os trabalhos. Em muitos, além da imagem pictórica, há textos poéticos que são parte da composição, dando-nos vários exemplos da arte caligráfica chinesa.

Creio, sobretudo, que a exposição “Seis séculos de pintura chinesa” leva-nos a pensar diferente, com outros critérios, para a grande civilização e para as multidões chinesas, nossas contemporâneas. No grande salão da Pinacoteca estão expostas a delicadeza de diferentes gerações, a suavidade de traços, a leveza de formas, a sutileza temática. Todas essas qualidades: delicadeza, suavidade, leveza, sutileza são expressões de artistas que representam todo um povo em diferentes épocas. Acredita-se que o pincel, para o artista chinês, ia muito além da concepção ocidental de prolongamento da mão. Para os chineses, o pincel transmite emoções e por isso é a expressão do coração. Ao observar atentamente podemos concordar com essa máxima chinesa.

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Boas férias!

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A exposição “Seis séculos de pintura chinesa” permanecerá até o próximo 04 de agosto.

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Turner ou Constable, quero férias!

Final de semestre,  coincidindo com inverno, e a vida fica assim, “Turner”…

(William Turner – pintor inglês; é um dos grandes artistas do romantismo. Luz e cor são elementos fundamentais também no Impressionismo, daí ser considerado um dos precursores do movimento.)

As tempestades pintadas por Turner são tenebrosas, assustadoras…

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turner 1

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Perigando ocorrer naufrágios…

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William+Turner

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De vez em quando aparecendo um sol, para trazer esperança.

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Turner 3

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Assim como milhares de professores, é um período de muito trabalho, em que a gente fica sonhando com uma vida “Constable”.

( John Constable – pintor inglês, tem em suas paisagens de sonho a idealização romântica da vida aliada a natureza.  Os efeitos de luz são destaques em seus trabalhos.)

A vida pintada por Constable parece uma eterna manhã de domingo…

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constable 1

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Um domingo que lembra Minas Gerais com suas fazendas de ares amenos, doces e tranquilos…

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constable

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Provas, provas substitutivas, exames, revisão… E férias!

Que os dias passem, o trabalho diminua e possamos nós professores  gozar de férias. Não importa se vierem “Férias Turner” ou “Férias Constable”, desde que sejam reais; deliciosamente reais.

Enquanto as férias não chegam, vale uma viagem pela obra de Turner, clicando em  http://www.william-turner.org/  ou pela obra de Constable, em http://www.john-constable.org/ . Garanto momentos de grande e puro prazer.

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Até mais!

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