Algumas, entre 2020 lembranças

Primeiros registros de uma noite que não esquecerei. O lançamento de Um Profissional para 2020!

Tive a oportunidade de lançar meu primeiro livro neste mesmo lugar. Nesta mesma mesa.

Meu especial carinho para meus colegas autores, os presentes e aqueles que, infelizmente, não puderam comparecer.

Fernando Brengel, Victor Olszenski, Claudia Regina Bouman Olszenski, Vania Maria Lourenço Sanches, “Eulindo Amarelinho”, Vania de Toledo Piza

Foi muito bom receber amigos de longe (do Pará, do Rio Grande do Sul), de perto e de todos os tempos de nossas vidas.

Uma geral, na Livraria Martins Fontes.

Gente que nos deu muito carinho, atenção e afetuosos abraços.

Através desta imagem, agradecemos TODOS OS ABRAÇOS recebidos. Obrigado.

Acredito que cada um contará sua história, de um jeito muito próprio. O dia foi cheio, com muitas alegrias e o clima ainda é de festa, de relações amistosas.

Muito bom poder agradecer, registrar por escrito nossa gratidão.

Eu espero estar legal em 2020 e ainda participar da vida de todos que nos honraram nesta noite, 19 de setembro de 2012, principalmente daqueles que estarão entrando no mercado profissional. É lá que teremos certeza das falhas e acertos de tudo o que apresentamos neste livro.

Meu sobrinho João Luiz e meu afilhado, Antônio Gabriel. Certamente profissionais em 2020.

Assim registro minhas primeiras lembranças. Outras virão. Meu profundo agradecimento aos meus colegas autores, aos profissionais da B4 Editores, aos colaboradores neste trabalho e aos amigos e conhecidos que estiveram presentes ou enviaram mensagens, telefonemas, e-mails… Muito obrigado a todos!

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Até mais!

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É hoje o dia!

Muitos trabalhos são marcados por etapas muito distintas e, provavelmente, a melhor é aquela em que colhemos um primeiro fruto do esforço realizado. Hoje, por exemplo, minha casa está limpinha e sou profundamente grato a profissional que realizou essa tarefa. A maioria das pessoas é beneficiada por profissionais assim, que colhem imediatamente o resultado do trabalho: o pão matinal que nos alimenta; a condução que nos leva ao trabalho; o orador que nos orienta durante o culto religioso; e há, nesse aspecto, outros incontáveis serviços e ações.

Alguns acontecimentos levam mais tempo entre a preparação e realização: a festa de casamento, a conclusão de um curso, a estréia de uma peça de teatro ou de um filme… Um livro! Envolvendo diferentes pessoas na tarefa, acontecimentos assim têm caráter público tornando-se, por isso mesmo, motivos de festa. É essa a nossa festa! É hoje o dia!

Chegado o momento, os versos do grande samba de Almir da Ilha (É Hoje!) não saem da minha cabeça!

…É hoje o dia

Da alegria

E a tristeza não pode pensar em chegar!

Diga espelho meu!

Diga espelho meu se há na avenida alguém mais feliz que eu…

Mais feliz que eu, não sei. Tanto quanto é bem provável. Para um grupo de companheiros de jornada, essa data entra para a história. Nosso livro está pronto e estamos felizes. Temos vivido intensamente para ver esse objeto; logo mais estaremos dividindo nossa alegria com todos aqueles que têm acompanhado essa tarefa, alguns sendo parte essencial do projeto.

A B4 Editores nos acolheu e viabilizou nosso livro. Hoje, mais tarde, a Livraria Martins Fontes abrigará nosso lançamento.  Milhares de pessoas estão sabendo desse lançamento graças ao trabalho da Presença Propaganda; e nossos vídeos foram realizados pela equipe da Fractals Produções na Livraria HQ MIX. Muita gente comemorando. E há nossos familiares, colaboradores, amigos, centenas de conhecidos, alunos que através das redes sociais multiplicaram esse acontecimento. Muita gente! Tanta, que daria para brincar e sambar na Avenida Paulista.

…É hoje o dia

Da alegria

E a tristeza não pode pensar em chegar!

Diga espelho meu!

Diga espelho meu se há na avenida alguém mais feliz que eu…

Desde já, um super OBRIGADO para todos, incluindo nesses aqueles que, de longe, não estarão fisicamente, mas estão torcendo pelo êxito da empreitada. Se alguém está indeciso, se alguém ainda não sabia, vale lembrar o puxador de samba e conclamar todos para a grande festa:

– Atenção comunidade! A hora é esta…

O local é a Livraria Martins Fontes, na Avenida Paulista, 509, a partir das 18h30.

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Até mais tarde!

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A agulha do palheiro

Em 2011 foram publicados 58.192 títulos no Brasil. Desse total, 20.405 foram feitos em primeira edição. Esse mercado tem crescido e, no próximo ano, estarei atento aos novos números, sabendo que nosso livro, “Um profissional para2020”, estará entre os milhares de livros disponibilizados para o brasileiro.

Não é nada fácil estar entre vinte mil, disputando espaço na preferência de milhões de brasileiros. A tiragem inicial de um livro, no Brasil, é sempre pequena; entre um, dois mil exemplares. Então tudo fica menor ainda, ínfimo, tal qual agulha no palheiro, ou como as sementes e as idéias. E nisso, na pequenez e grandeza de uma semente ou de uma idéia que está a razão do trabalho, da ação.

A semente do livro contemporâneo surgiu lá atrás, na Alemanha, quando Gutenberg criou a imprensa moderna. De lá pra cá, muitas novas idéias forjaram livros belíssimos; outros inventores e criadores, alguns ainda entre nós, possibilitaram o “livro luz”, com a técnica que permite que você, leitor, leia este post ou a Bíblia, ou mesmo, entre milhões de possibilidades, versos de Cecília Meireles.

…As verdades e as quimeras.

Outras leis, outras pessoas.

Novo mundo que começa.

Nova raça. Outro destino…

E as idéias.

Os livros digitais estão aí e talvez, em 2020, sejam publicados em maior número que os livros impressos. Transitando entre duas eras distintas estou, ansiosamente, aguardando o exemplar em papel e, deixando para depois o livro eletrônico, o e-book. Importa-me a forma, já que necessito dela; sobretudo, importam-me as idéias. De todos os autores que gentilmente aceitaram uma primeira idéia: delinear possibilidades para o futuro profissional, o estudante de agora.

No momento nosso país esta recebendo promessas de ações que modificarão o planeta, o país, a cidade. O tal horário eleitoral é um celeiro de idéias; algumas são mirabolantes; há candidatos a prefeito que não separam as esferas de poder e prometem coisas que estão em esferas acima, onde transitam governadores e presidentes. Plantam idéias e buscam, no grande palheiro eleitoral, um único voto para somar aos tantos necessários em uma eleição.

Nesta semana chega o resultado de um trabalho iniciado há muito tempo; diferentes idéias que foram ganhando espaço, tornadas esboço de uma forma que, em nosso livro, estão fixadas, mas não fechadas. É muito bom estar em um trabalho que não promete, mas que planta; que não determina, mas que aponta, sugere. Uma semente para germinar entre outras idéias, outras sementes, colaborando nas decisões imediatas ou futuras de nossos leitores.

Comecei com os números altíssimos do mercado editorial brasileiro porque é salutar, neste momento, ter a perspectiva correta do que estamos fazendo, do espaço que ocupamos. Somos a agulha do palheiro. Nada me impede de ficar imaginando nosso “Um profissional para 2020” entre os milhares de outros livros disponíveis. Por isso fico sonhando com terrenos férteis para nossas sementes, com mentes livres onde nossas idéias sejam discutidas, refletidas, e só depois acatadas. E assim, só assim, vamos em frente!

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Boa semana para todos!

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Notas:

– Os versos de Cecília Meireles são do Romance XXI ou das Idéias.

Duas irmãs, as primeiras

Imagine que em um dia, já perdido no tempo, recebo um telefonema de Goiânia: “- Oi, você vai ser tio!” Alguns anos transcorridos e estou em um carro rumo à UNICAMP acompanhando a mãe e o bebê, agora mocinha, levando esta para residir na cidade universitária. Este pode ser um fato que dimensiona bem minha amizade com Fátima Borges, a mãe. O tal telefonema chegou porque a amizade vinha de longe, muito longe.

Com Fafa, sempre!

Crescemos em Uberaba, no bairro Boa Vista, e nos aproximamos já na infância. Os tempos eram outros, de uma rigidez absurda determinando meninos de um lado, meninas de outro. Fátima Borges, daqui para a frente só Fafá, começou no teatro primeiro que eu, encenando as peças preparadas por uma moça chamada Isabel, a Belinha. Essa é, efetivamente, a lembrança que ficou não como a primeira, mas viva recordação de como tudo começou.

Comecei em teatro por outras vias, com minha irmã Waldênia levando-me ao TEU – Teatro Experimental de Uberaba. Eram momentos muito legais de festivais de música, de teatro, e minha irmã, começando a universidade, frequentava cineclubes, sessões de teatro. Eu acompanhava e ia tomando gosto pela coisa.

Com Waldenia, todo o tempo!

Um salto no tempo e estou com Fafá no grupo de jovens da Paróquia de Nossa Senhora das Graças. Vivíamos entre os Padres Somascos: Nicolau, Líbero, Américo, Pedro, Enzo… Italianos que nos ensinaram muitas coisas: Um deles, Líbero, gostava de propor desafios. Um desses foi que o grupo de jovens deveria realizar a quermesse, algo restrito aos mais velhos. Lembro-me ao lado de Fafá, visitando os jornais da cidade para divulgar nosso primeiro grande evento. Desse período, marcante e determinante para nossas vidas, Padre Líbero desafiou-nos a tocar violão acompanhando a missa. Vivíamos brincando de fazer barulho com o instrumento. E lá fomos nós, fazer aulas de violão e, poucos meses após, responder positivamente ao desafio do pároco.

Dei meus primeiros passos em teatro no grupo paroquial. Foi minha irmã Waldênia quem me colocou em contato com um livro de Constantin Stanislavski, o grande diretor  teatral  russo, criador do melhor método de estudo para atores. A música foi para plano secundário, um componente entre as montagens teatrais que realizei. Para Fafá, a música tornou-se fundamental e ela, já distante do nosso cotidiano, foi cantar na noite de Goiânia. Enquanto minha amiga cantava em bares e eventos, da capital goiana e região, passei a residir em São Paulo e comecei a trabalhar por aqui.

Será que ela sabe que eu guardo o panfleto?

Na minha bagagem para São Paulo, aprendidos com Waldênia, trouxe os versos de Fernando Pessoa, romances de Fernando Sabino e Autran Dourado e outros livros de Stanislavski. Foi uma boa base para enfrentar a vida. Outro tanto de tempo, convidado pela produtora Sonia Kavantan, montei uma peça infanto-juvenil, “A História de Lampião Jr e Maria Bonitinha”, texto de Januária Cristina Alves. Nessa peça voltava a trabalhar com Fafá, chegando de Goiânia para morar em Santo André, no ABC. O teatro da infância, a música na juventude; Fafá interpretou e cantou, lindamente, sob minha direção.

No presente Waldênia ensina-me outras coisas que ela aprendeu sendo mãe, agora avó. Gostaria de ser tranquilo como ela, de manter frieza em situações complicadas e de saber deixar de lado quem não vale nossas preocupações. Ainda aprenderei. Com Fafá a amizade continua, com uma cumplicidade que não tem tamanho e com um afeto cada vez mais sólido. Cada um no seu canto, sempre juntos. Concretamente juntos também no trabalho: Fátima Borges é a revisora do nosso livro “UM PROFISSIONAL PARA 2020”.

Família que minha irmã formou. Os filhos lindos puxaram “Eulindo”

Deus me deu três irmãs de sangue que amo muito. Únicas em personalidade, em modo de ser e viver. E também fui abençoado com grandes amizades. Tenho mais de uma dezena de melhores amigas. Melhores sim, todas elas; no mais puro sentido do que seja melhor. Não há escala de importância. Há um imensurável amor. No entanto, tudo tem um começo. Waldênia é a primeira lá de casa, a primogênita. Fafá é a primeira grande amiga na minha vida. As duas são aniversariantes neste 15 de setembro. Duas mulheres, irmãs que a vida me deu. Feliz aniversário, meninas!

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Até mais!

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Belas peças, Fernandinho!

Fernando Brengel arrasa no material de divulgação do nosso livro, “Um profissional para 2020”. Liderando a Presença Propaganda, vem colocando um precioso material em nossas páginas sociais. Quero registrar aqui e, tenho certeza, que a gratidão que sinto é compartilhada pelos demais autores do livro. E, já que o Brengel é um grande publicitário, nada como lembrar um mega sucesso em forma de agradecimento: – Bonita camisa, fern… ops! Belas peças, Fernandinho!

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Presença Propaganda

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Presença Propaganda

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Presença Propaganda

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A diagramação, capa e todas as peças de divulgação são da Presença Propaganda. Obrigado, Fernando Brengel. Muito obrigado, pessoal da agência.

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Até mais.

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Lembrete:

O lançamento do livro será na próxima quarta-feira, 19.09.12, a partir das 18h30, na Livraria Martins Fontes, São Paulo-SP, Av. Paulista, 509.

Momento de usar a memória

Cresci ouvindo dizer que o Brasil é um país sem memória, sempre achando que este é um argumento frágil. E o tempo vem provando que essa é uma premissa falsa. Um exemplo é Wanderléa cantando “Prova de fogo” ou estrelando comercial da prefeitura de São Paulo com “Pare o casamento”, tentando parar os motoristas amalucados e apressados da cidade. As duas músicas têm no mínimo quatro décadas, já que são da primeira fase da carreira da cantora, comemorando cinqüentenário profissional neste ano (Wanderléa gravou o primeiro disco em 1962).

Outro cinqüentenário é o de Milton Nascimento. O compositor está em turnê com o show Milton Nascimento – 50 Anos de Carreira. No repertório estão clássicos do início da carreira, como “Cais” e “Travessia”, estão ao lado de outras, a maioria da década de 1970, comprovando a longevidade da memória do público quando o assunto é música de qualidade.

Além de considerar a vasta lista de eventos comemorando centenários de ícones (Jorge Amado, Luis Gonzaga, Nelson Rodrigues…) e de outros artistas como Herivelto Martins (1912 – 1992), é possível brincar com outros aspectos da memória nacional: Garrincha e Pelé são eternos ídolos, ao lado de uma galeria imensa de atletas do futebol, do automobilismo, do boxe e de outras categorias esportivas. O brasileiro também lembra heroínas, vilãs televisivas assim como os folhetins que consagraram tais criaturas. Regina Duarte, ao que tudo indica, jamais se livrará do fato de ser a “namoradinha do Brasil”.

Se a memória nacional funciona para tantos fatos, porque temos tantas dificuldades em perceber certas artimanhas políticas? Puxando pela memória é fácil comprovar que já vimos fatos como este, quando D. Dilma promete conta de luz mais barata; também já sabemos que a ética dos nossos políticos permite, por exemplo, que D. Marta apareça na TV apoiando candidato para ganhar ministério. Não é bastante sintomático que a presidenta anuncie redução do preço da energia em período de eleição? E que políticos virem amigos de outros por interesses absolutamente pessoais?

Qualquer pessoa com algumas décadas de vida fará uma considerável lista de falcatruas, promessas vãs, mentiras. Em um dos piores momentos de nossa história, um governo imposto pela força criou um slogan perverso: “Brasil, ame-o ou deixe-o”. Implicitamente levando nossa gente a aturar certos problemas, já que o amor, quando verdadeiro, é incondicional. As grandes decepções com nossos líderes levaram nossa gente a não gostar de política, a ter político como sinônimo de coisa ruim.

Brasileiro gosta de recordar coisas boas. A Jovem Guarda de Wanderléa, o Clube da Esquina de Milton Nascimento… As Copas do Mundo, os campeonatos de automobilismo, as interpretações memoráveis de atores e atrizes nacionais.

Recentemente, inventaram o dito que “brasileiro não desiste nunca”. Gosto de acreditar nisso. Por isso exerço meu direito de não desistir de alimentar idéias sobre políticos honestos, Partidos éticos. Se nós, brasileiros, temos dificuldades em nomear bons políticos; se não há registros em nossa memória de ótimos Partidos políticos, que pelo menos não nos esqueçamos de que é nosso o poder de escolha. E nada melhor do que a memória para conduzir nossa escolha. O melhor critério então é: o que você sabe realmente sobre o candidato que quer o seu voto? Se sua memória falhar, a Internet está aqui .

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Até mais!

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O salto, o mergulho…

Estou ouvindo e, volta e meia, vendo Elis Regina. Tranquilizem-se que é apenas um DVD, já que ainda não sou “médium”. Elis canta como quem salta de paraquedas. A associação leva a outra lembrança, quando Maria Bethânia canta que “o amor não é mais do que ato de a gente ficar, no ar, antes de mergulhar”. O salto, o mergulho…

Elis mergulhou com tudo nos palcos por onde cantou. Seu canto é visceral. Maria Bethânia ainda brilha entre nós; e é Caetano Veloso quem melhor define essa presença: “No palco Maria Bethânia; desenha-se todas as chamas do pássaro”. Leveza ou força, suavidade ou intensidade, a vida pede entrega. É, sobretudo, pela capacidade de entrega dos seres humanos em suas ações é que quero refletir.

De imediato quero lembrar e homenagear os atletas paraolímpicos brasileiros. Eles nos trouxeram 43 medalhas de Londres, sendo que 21 dessas são medalhas de ouro. Esses atletas são donos de um caráter exemplar e lembram-nos, sempre, que a vida segue em frente, que devemos encarar o que a sorte nos trás e ir além, atingindo nossos objetivos.

Vi alguns boletins das Paraolimpíadas de Londres; revi Fernando Fernandes, apresentando o programa ao lado de Flavio Canto, e refleti várias vezes sobre meus preconceitos contra essa gente que participa do BBB. O rapaz, que sofreu um acidente e, dando a volta por cima, tornou-se tricampeão mundial de paracanoagem. O ex-BBB é um exemplo público de alguém que soube viver, continuar a viver com o que a vida propiciou.

Grandes artistas, grandes esportistas, assim como um incontável número de pessoas estão entre aquelas que dão o salto, encaram o mergulho e ensinam-nos a viver.  É perceptível, em toda essa gente, a entrega sem ressalvas ao que escolheram, ou que lhes foi imposto para viver. Pegam o arado e seguem em frente, lembrando-nos a verdade bíblica:   “Aquele que põe a mão no arado e olha para trás não é digno do Reino de Deus” (Lucas 9,62).

Somos humanos! E assim, é com essa expressão que frequentemente caminhamos apenas até a esquina, subimos apenas o primeiro degrau, molhamos apenas os pés e, salto… Nem de paraquedas! Olhando para nosso cotidiano, em casa, no trabalho ou no grupo de amigos percebemos o receio de nossos amigos em saltar tanto quanto não admitimos nosso medo de mergulhar. Cobramos as posturas alheias e pouco revemos nossas próprias atitudes.

Tenho tentado mergulhar na vida. Venho dando pequenos pulos, como que ensaiando o grande salto. Viver intensamente! Trabalhar honestamente, tenazmente e, buscando evitar lamentos, seguir em frente. Neste momento, por exemplo, que o DVD de Elis Regina já terminou e que escrevo ouvindo canto gregoriano, percebo que foi dada a partida. Mais uma vez estou, com grandes amigos, prestes a dar mais um salto, outro mergulho. Mais um, que não será o último.

Neste atual projeto, temos idéia de onde queremos chegar; temos objetivos, metas. Planos tornados realidade e sonhos, para o futuro. O melhor de tudo é estar em movimento, sentindo o olhar de meus amigos, com tudo o que pode um olhar. Confiança, alegria, incerteza, força, dúvida, fé, amizade, briga… Estamos concluindo uma importante etapa do nosso trabalho e sinto-me de mãos dadas, caminhando rumo ao trampolim para o mergulho (Meu Deus, e eu não sei nadar!), subindo as escadas de um avião que nos levará para o grande salto (Quem tem as manhas de saltar de paraquedas?). O resultado disso, o futuro? Viver, continuar a viver.

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Boa semana para todos.

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Dedico este texto aos meus companheiros de trabalho no lançamento de “Um profissional para 2020”.

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Notas:

1 – “O amor não é mais do que o ato…” é verso de Trampolim, de Caetano Veloso e Maria Bethânia.

2 – O verso de Caetano, definindo Maria Bethânia, é da música Tapete Mágico.

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