Bruna Lombardi e o balde

O caríssimo Carlos Alberto Ricelli que me perdoe, mas diariamente tenho tomado banho com Bruna Lombardi. Em pensamento. Pego meu pequeno balde, abro o chuveiro e, sempre pensando em Bruna fico limpinho. Em tempos de seca, o vídeo que a atriz publicou veio pleno de delicadeza, educação e suavidade, sugerindo que economizemos água. Bruna Lombardi é assim, desde o início da carreira: delicada, meiga e além de bela, inteligente.

O banho já foi visto por milhares e resolvi escrever este post para chamar atenção para o balde, discretinho ali, no começo do vídeo. Bruna Lombardi abre o chuveiro e coloca o objeto para receber a água, ainda fria, para uso posterior. Um hábito simples que torna útil um, dois litros de água que, literalmente, vão para o ralo; se seguido por toda a população…  Nesses dias já frios ao amanhecer e nos próximos, quando o inverno chegar, todos nós abriremos o chuveiro e aguardaremos, por alguns instantes, o aquecimento da água. Com o “balde da Bruna” teremos milhões de litros economizados.

Tá na hora de rever o vídeo… e o balde!

É fato que, primeiro, muitos fixam o olhar no vidro embaçado, irritados com as gotas de água, o vapor, os cortes abruptos e a imagem difusa que esconde o belo corpo de Bruna Lombardi. Aí, assiste de novo, outra vez, mais uma vez, até que o balde aparece… Fiquei matutando, matutando e resolvi escrever pedindo à Bruna Lombardi, moça bonita e limpinha que toma banho todo dia, para que faça um segundo vídeo, destacando o balde. Afinal, o balde é parte desses pequenos gestos que podemos adotar, ampliando um pouquinho mais a mensagem de Bruna: “De gota em gota, a gente faz a diferença”.

 

Até mais!

O que falta para quem destrói estátuas?

Brinquei de ser amigo de João Cabral...
Brinquei de ser amigo de João Cabral…

Tenho profundo respeito e admiração por alguns artistas pernambucanos. Uma paixão que vem da adolescência quando, através da música de Chico Buarque, conheci a poesia de João Cabral de Melo Neto. Muito antes disso recordo, bem criança, minha mãe cantando Luiz Gonzaga. Quando comecei a gostar de Maria Bethânia conheci a música de Antonio Maria e ao curtir Alceu Valença ganhei também a poesia de Ascenso Ferreira. Já Manuel Bandeira entrou em minha vida quando, cansado desta mesma vida, sonhei ir-me embora para Pasárgada.

Fiquei pensando no que diria a Antonio Maria...
Fiquei pensando no que diria a Antonio Maria…

Quem já passou por Recife sabe da reverência com que são tratados os artistas pernambucanos pela gente da terra. Nas ruas da cidade velha estão singelas homenagens aos grandes artistas através de belos e singelos conjuntos escultóricos; lembram ao transeunte que tal local, por um ou outro aspecto, está na obra do artista homenageado.

Estive por lá em janeiro e entre meus desejos particulares era visitar essas estátuas. Fiquei pensando no que diria a Antonio Maria… Brinquei de ser amigo de João Cabral…  E perto de Bandeira, manifestei desejos de Bandeira:

ruas de recife manuel bandeira

“…Quero antes o lirismo dos loucos

O lirismo dos bêbedos

O lirismo difícil e pungente dos bêbedos

O lirismo dos clowns de Shakespeare…”

Numa noite quente, como só acontece em Recife, saímos à cata de frevo, festa e, sem medo da felicidade, arriscamos ir de trem. Saindo da estação nos deparamos com o velho e grande Lua! Só podia ser ele, Luiz Gonzaga, saudando viajantes de todos os recantos e tempos. Confesso que fiquei chateado e, mesmo com receio do local desconhecido (desculpem a foto ruim!) quis registrar o descaso com a escultura do querido músico. A estátua de Lua estava em estado precário.

ruas de recife luismontagem

Nesta semana veio a notícia da destruição da estátua de Gonzaga e de Ascenso, atitude de vândalos que, certamente desconhecem a poesia de Ascenso e a música de Gonzaga. Só posso acreditar que não conheçam, pois caso contrário fica totalmente inaceitável tal atitude. O que escrever perante gestos estúpidos? Qual pena seria eficaz para tamanha idiotice?

Comecei o ano de 2012 com a poesia de Ascenso Ferreira (Veja todo o post aqui) e citei versos geniais:

Hora de comer — comer!
Hora de dormir — dormir!
Hora de vadiar — vadiar! 

Foi relembrando tais versos que matei a charada. Certamente, os imbecis que destruíram as estátuas não sabem vadiar… Se é que estou sendo claro. Pra essa gente falta uma boa e gostosa vadiagem. Onde estejam Ascenso e Gonzaga, devem estar rindo e afirmando em verso e melodia: – Essa gente precisa vadiar!

E que as autoridades façam seu trabalho!

 

Até mais!

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Acalanto para Caymmi

dorival caymmi

Há grandes compositores nesse nosso Brasil. Poucos mexem com todos os brasileiros e entre esses está Dorival Caymmi. Há tantos sucessos do compositor que permeiam a nossa vida! Quem tem ou teve “Saudade da Bahia” cantou Caymmi; quem já ficou enciumado com as namoradas maquiadas cantou “Marina” e reverenciou Caymmi. Quando um pai emocionado criou um “Acalanto” todo especial, feito pra Nana, o presente foi também para inúmeras crianças do país. Caymmi ensinou ao mundo “o que é que a baiana tem”, tornou nacionalmente popular a receita de vatapá e fez-nos filhos da mãe Menininha do Gantois.

Caymmi completa 100 anos na próxima quarta-feira, dia 30. Penso que todas as homenagens são justas e quero, humildemente, somar com os que amam o baiano de voz grave, matreiro, bonachão, suave no cantar, no modo de ser e viver. Escolhi lembrar algumas canções de Caymmi que sempre me deixam emocionado.

..Andei por andar, andei
E todo caminho deu no mar
Andei pelo mar, andei…

(Quem vem pra beira do mar – Dorival Caymmi)

O mar cantado por Caymmi, “é bonito, é bonito!”. O mar, as praias, a vida de marinheiros… Caymmi cantou as praias de Copacabana e de Itapoã. Da bela praia de Salvador o compositor sentia falta; deixou registrado em versos doloridos, intensos.

…Oh vento que faz cantiga nas folhas
No alto dos coqueirais
Oh vento que ondula as águas
Eu nunca tive saudade igual…

(Saudade de Itapoã – Dorival Caymmi)

Há, nas canções de Caymmi, momentos de entrega que revelam o homem e a sua gente. É o enamorado perdido, sofredor, repetindo “só louco, só louco” para um insensato coração. Todavia, é também o festeiro que precisa contar com Deus se o momento é de “baticum de samba”…

Cem barquinhos brancos

Nas ondas do mar

Uma galeota a Jesus levar

Meu Senhor dos Navegantes

Venha me valer

(Festa de Rua – Dorival Caymmi)

Caymmi foi o brasileiro migrante adulto que deixou Belém do Pará em “Peguei um Ita no Norte” tanto quanto foi a criança pedindo sol e “Santa Clara Clareou”. Foi rapaz apaixonado, pedindo perdão em “Desde Ontem” assim como foi o cronista da gente de Salvador em “A Preta do Acarajé” e de toda uma raça em “Retirantes”. Caymmi foi tantos! Tão baiano que retratou como poucos o homem brasileiro.

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Gosto da minha terra cantada por Caymmi. Sou fã incondicional das canções de Caymmi na voz do próprio e nas abençoadas vozes de seus filhos Nana, Dori e Danilo. Enfim, não sou valentão, mas sinto como a personagem de Caymmi e por isso concluo esta homenagem, como certo João Valentão, sonhando com as praias da Bahia.

…Deitar na areia da praia

Que acaba onde a vista não pode alcançar

E assim adormece esse homem

Que nunca precisa dormir pra sonhar

Porque não há sonho mais lindo

Do que sua terra, não há.

(João Valentão – Dorival Caymmi)

 

 

Até mais!

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Notas:

Dados biográficos de Dorival Caymmi estão em http://www.dicionariompb.com.br/dorival-caymmi

Ou também em

http://www.mpbnet.com.br/musicos/dorival.caymmi/

 

As cinzas e os homens

O escritor e o médium

A imprensa noticiou a possibilidade de divisão das cinzas de Gabriel García Márquez entre México e Colômbia. Os dois países reivindicam a “posse” dos restos mortais do autor de “Cem Anos de Solidão”. Também não duvido de que a Argentina entre na briga, já que foi lá que um editor acreditou na viabilidade da obra e publicou o êxito maior do autor colombiano. Fiquei pensando se partiriam o corpo ao meio caso o escritor não tivesse sido cremado, ou em três partes; quem ficaria com os membros, ou o tronco, ou a cabeça? O que diria Gabriel García Márquez de tudo isso? Ah, os seres humanos!

Recordei a pinimba entre duas cidades mineiras, Uberaba e Pedro Leopoldo, sobre o legado de Chico Xavier. Os ânimos de ambas as cidades ficaram exaltados, simultaneamente velados, na disputa pela herança do médium. Uberaba constrói um memorial e , por lá, virou museu a casa onde Chico morou. Pedro Leopoldo transformou em memorial a casa onde Chico nasceu; lá estão expostos todos os livros psicografados pelo médium e centenas de biografias do mesmo. Quando as prefeituras tratam do assunto é preponderante nas avaliações e ponderações das mesmas o potencial turístico, ou seja, a possibilidade de levantar grana em cima da lembrança de Chico Xavier.

Quem deve ficar com as cinzas de Gabriel García Márquez? Qual cidade merece os rendimentos sobre a memória de Chico Xavier?  Não sei. Essas discussões são inevitáveis já que os principais envolvidos, até onde eu saiba, não deixaram nenhuma instrução ou registro de decisão sobre essas questões. O que é certo é que o escritor nunca voltou para a Colômbia, mesmo com uma doença letal, e nem Chico, também doente, manifestou desejo de retornar para a cidade onde nasceu.

Tudo ficaria mais simples se planejássemos também nossa pós-morte. Não estou dizendo aqui dos meros interesses materiais – testamento, seguro de vida e similares – mas, além desses, também dos interesses afetivos e até mesmo religiosos. Como os egípcios! Qual razão para não pensar em nosso túmulo e no local onde queremos o mesmo? Registrar o tipo de funeral que pretendemos evitaria especulações e discussões sobre imagens, flores, velas e rituais funerários. Escolher a foto – para os túmulos que levarão fotos – e o epitáfio para a lápide. Como seria o anúncio do velório, da missa de sétimo dia? Havendo cerimônia religiosa, como seria esta, que imagem e qual texto estariam naqueles pequenos folhetos de lembrança e pedido de oração?

Vivemos preferencialmente ignorando a morte seja como algo definitivo ou como término da passagem pelo planeta. Vivemos a ilusão da eternidade, do infinito, entrando em parafuso perante uma doença qualquer. Ignoramos a marcha do tempo e negamos os sinais deste, às vezes de forma absurdamente radical; adotamos plásticas e outras práticas que deformam ou expõem a precariedade humana perante o tempo. A morte vem, inexorável, e os primeiros legados são os dilemas para os sobreviventes próximos. Com qual roupa vestir o defunto? Quais os rituais religiosos? O que fazer com os cacarecos todos? Afinal, ninguém discute o que fazer com joias e saldo bancário; mas e as cartas, os álbuns de retratos, as lembranças de viagem?

Conheço pessoas que são categóricas quando este tipo de assunto é abordado: “- Não é problema meu”, brincam, fugindo do assunto. Há outras que não revelam testamento; garantem com isso um melhor tratamento dos possíveis herdeiros. Todavia, me parece, a maioria das pessoas morre deixando um monte de situações para que outros solucionem; exemplo claro disso são as disputas como essas, envolvendo Gabriel García Márquez e Chico Xavier e milhares de outras, de pessoas comuns, mas que também deixaram coisas e cinzas.

Decisões e desejos de futuros defuntos, penso eu, devem ser discretas, íntimas, para pequenos círculos. De qualquer forma seria engraçado ver socialites disputando nas “caras” da vida as cerimônias mais sofisticadas para si mesmas; mas, insisto que é melhor que sejam discretas, sem grandes alardes. O máximo que permito publicar sobre meu fim, que espero esteja bem distante e que seja bem suave, tomo emprestado de um poeta maior:

… Quando eu morrer, filhinho,
Seja eu a criança, o mais pequeno.
Pega-me tu no colo
E leva-me para dentro da tua casa.
Despe o meu ser cansado e humano
E deita-me na tua cama.
E conta-me histórias, caso eu acorde,
Para eu tornar a adormecer.
E dá-me sonhos teus para eu brincar
Até que nasça qualquer dia
Que tu sabes qual é.

(Fernando Pessoa – em “O guardador de rebanhos”)

Até mais!

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Quatro vezes “Arte na Comunidade 2”

Dois dias intensos. Tanta atividade que 12 e 13 de abril passaram como se em dois segundos. Vi tucanos anunciando um sábado alegre na Praça XV de Novembro, em Prata, Minas Gerais. Seria uma manhã ensolarada e logo nossa equipe chegou com uma parafernália simples, mas vistosa. Tecidos coloridos, banners, panfletos, música…

Arte na Comunidade 2 - Cidade Canápolis - Fotos - Thaneressa Lima  (24)

O ambiente transformado, o som testado e Lilia Pitta contou como foi “O ataque dos Titanossauros” para adultos e crianças. A abertura do projeto “Arte na Comunidade 2” foi suave, mineiramente mansa.

Arte na Comunidade 2 - Cidade Prata - Fotos - Thaneressa Lima (7)

A primeira manhã transcorreu como previsto. Gente contando histórias no palco, gente contando histórias na praça. Mães lendo para os menores e crianças, já alfabetizadas, explorando os livros propiciados por nossa produção. Ambiente desmontado, a praça voltou ao seu cotidiano.

Almoço farto, mineiro! “Saco vazio não para em pé!”. E tomamos estrada rumo a Canápolis. A bela praça, acolhedora, recebeu as cores do projeto.

Arte na Comunidade 2 - Cidade Canápolis - Fotos - Thaneressa Lima  (23)

Nuvens carregadas, para nosso alívio, foram para longe e a tarde permaneceu ensolarada. José Luiz Filho subiu ao palco para desvendar “O enigma”.

Arte na Comunidade 2 - Cidade Canápolis - Fotos - Thaneressa Lima  (17)

Com nossa pequena biblioteca ambulante, com nossos tapetes coloridos para um pic-nic literário, contamos histórias para que cada um conte a sua, ou as suas histórias. O dia terminou sem muito tempo para avaliações; apenas a sensação de que tudo estava indo bem, dentro do previsto. A estrada estava aberta e tínhamos que prosseguir.

Arte na Comunidade 2 - Cidade Canápolis - Fotos - Thaneressa Lima  (4)

Noite de pizza, cama de hotel, café da manhã e o domingo em Ituiutaba chegou após uma madrugada chuvosa. Palco, som, caixas com fitas, tecidos, banners…

Arte na Comunidade 2 - Cidade Ituiutaba - Fotos Thaneressa Lima  (2)

Nossa produtora, Sonia Kavantan, abriu os trabalhos do dia. Foi nesse momento que pude observá-la melhor. Na primeira cidade, Prata, fiquei distante; assim como em Canápolis. A Praça Getúlio Vargas é um local bonito, permitindo-me ver também a entrada de Ronan Vaz.

Arte na Comunidade 2 - Cidade Ituiutaba - Fotos Thaneressa Lima  (3)

“A Batalha do Conhecimento” foi nossa terceira estreia nesse final de semana. Quem está habituado com teatro pode ter a noção do que seja isso. Tudo semelhante e nada é igual. Adrenalina pura.

Arte na Comunidade 2 - Cidade Ituiutaba - Fotos Thaneressa Lima  (8)

Todas as imagens deste post foram feitas por Thaneressa Lima.  Bom contar com uma fotógrafa que, além do registro de cada momento, ainda nos brinda com composições peculiares, fixando e fazendo-nos rever belos momentos.

Arte na Comunidade 2 - Cidade Ituiutaba - Fotos Thaneressa Lima  (10)

Tudo muito bem, tudo muito bom, mas… A chuva caiu sobre nossos veículos quando ainda estávamos na estrada, rumo a Monte Alegre de Minas. Nossa produção foi ágil e rapidamente tínhamos outras possibilidades para a cidade.

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A chuva não passou e Marcelo Ribas levou “O Inventor de histórias” em local fechado. O público da cidade não se abalou com a chuva e nosso ator inseriu a mudança de local na encenação.

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Pela quarta vez repetiu-se a cena: crianças lendo histórias, descobrindo autores e livros. Começava ali a concretização do objetivo primordial do projeto “Arte na Comunidade 2”: estimular a leitura e, principalmente, a contação de histórias.

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Dias assim, intensos, nem sempre tem registros completos. Minúcias, centenas de detalhes, outros acontecimentos… Pipoca, algodão doce! As araras com seu colorido espetacular enfeitando um pouco mais a Praça Nicanor Parreira; o sol, tão esperado, brindou-nos com um final de tarde maravilhoso.

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Da esquerda para a direita: Thaneressa Lima, Sonia Kavantan, Thays Quadros, Letícia Teixeira, Marina Kavantan, Valdo Resende, Fredy Abreu (agachado), Erre Salviano, Marcelo Ribas, Lilia Pitta e Eduardo Bordignon.

A foto acima marca o final do evento de abertura do “Arte na Comunidade 2”, patrocinado pela  Alupar e Cemig por meio da Lei de Incentivo à Cultura – Ministério da Cultura. Já tínhamos as malas fechadas; os veículos prontos.

Dias intensos! Apenas o começo! Nossos atores estão por lá, continuando o projeto, agora com apresentações nas escolas municipais. Outras histórias para escrever, para contar.

Até mais!

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Vamos nessa!

Ensaio Geral (49) para blog
(Valdo Resende. Foto Thaneressa Lima / Divulgação)

“Pintar, vestir
Virar uma aguardente
Para a próxima função
Rezar, cuspir
Surgir repentinamente
Na frente do telão
Mais um dia, mais uma cidade
Pra se apaixonar…”

E lá vamos nós. De mala, cuia, vontade e a certeza de ter feito todo o possível para que quatro cidades tenham o melhor de todos nós, equipe do ARTE NA COMUNIDADE 2. Prata, Canápolis, Ituiutaba e Monte Alegre de Minas! Vamos contar e ouvir histórias.

Várias viagens antecederam este final de semana. Todavia, a melhor viagem começa agora nos palcos de cada cidade, nas salas de aula de cada escola. Vamos ao encontro de adultos e crianças, de mestres e artistas regionais. Histórias para ouvir e contar, momentos para compartilhar.

“…Hora de ir embora
Quando o corpo quer ficar
Toda alma de artista quer partir…”

Um carinho especial para minha produtora, Sonia Cristina Kavantan; também registro sincera gratidão para a equipe da KAVANTAN & ASSOCIADOS, e para os demais colaboradores contratados para esta empreitada.  Finalmente, um agradecimento especial aos nossos patrocinadores, ALUPAR e CEMIG, que viabilizaram o ARTE NA COMUNIDADE 2

“…Voar, fugir
Como o rei dos ciganos
Quando junta os cobres seus
Chorar, ganir
Como o mais pobre dos pobres
Dos pobres dos plebeus
Ir deixando a pele em cada palco
E não olhar pra trás
E nem jamais
Jamais dizer
Adeus.”

Então, até mais!

Nota: os versos acima são da música ‘”Na carreira”, de Edu Lobo e Chico Buarque.