Uma Estreia em Sapopemba

 

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Neusa de Souza, Roberto Arduin, Conrado Sardinha, Rogério Barsan e Isadora Petrin. Foto: João Caldas

Dia 12 próximo vamos estrear UM PRESENTE PARA RAMIRO em Sapopemba. São Paulo é uma cidade imensa e, por exemplo, só estive uma única vez em Jaçanã, nunca estive no bairro Cangaíba e o Grajaú continua sendo, na minha cabeça, citação de canção interpretada por Carmen Miranda. Não conheço o Sapopemba e lá vou eu, certamente “com a roupa encharcada, a alma repleta de chão”.

Eu estava com 26 anos quando Milton Nascimento gravou Nos Bailes da Vida, a belíssima canção feita em parceria com Fernando Brant. Tateando profissionalmente eu tinha um imenso desejo: seguir firme no propósito de que “todo artista tem de ir aonde o povo está”.  Havia começado assim, lá em Uberaba, com o grupo da Paróquia de Nossa Senhora das Graças, quando comecei a fazer teatro. Meu primeiro palco foram mesas encostadas umas nas outras e, tempos depois, percorríamos os bairros da cidade no Circo do Povo.  Depois vim para Santo André, no ABC, e o destino quis que meu primeiro trabalho fosse em palco e plateia improvisados na Vila Luzita.

Minha trajetória teatral tem estreias incomuns se considerarmos a carreira de autores e diretores nacionais. Sapopemba entra no capítulo em que já se encontram outras localidades.

Castanhal, no Pará, fica a 68 quilômetros da capital, Belém. E foi lá a estreia de VAI QUE É BOM, O CASAMENTO DO PARÁ COM O MARANHÃO, peça que fez extensa temporada em cidades dos dois estados do título.

Prata, no Pontal do Triângulo Mineiro, foi a cidade que recebeu a estreia de “O ATAQUE DOS TITANOSSAUROS”, abrindo a série de estreias do Arte Na Comunidade 2, com textos que escrevi, dirigindo montagens também em Canápolis, Ituiutaba e Monte Alegre de Minas.

Do litoral guardo com carinho um local aparentemente inusitado, a Casa de Frontaria Azulejada, onde estreamos “NENÊ CAMBUQUIRA, UM MINEIRO EM SANTOS” e depois fomos para praças públicas e escolas dos municípios de Praia Grande, Guarujá, São Vicente, Cubatão e, claro, a própria Santos. Em cada cidade uma estreia, um espetáculo diferente.

Pará, Maranhão, Minas Gerais, Baixada Santista, Vale do Paraíba… Sempre com Sonia Kavantan! Em projetos como o Arte na Comunidade há uma viagem preliminar, onde fazemos reconhecimento básico dos locais onde poderão ocorrer nossas apresentações. Com Sonia já estive em uma pequena cidade onde, sem restaurante, viajamos 50 quilômetros para um simples almoço. De outra feita, recordo a estradinha entre a linha de trem e o Rio Paraíba, uma ponte sobre o rio e, no outro lado, um salão onde encerraríamos o nosso trabalho na região. As estreias, no Vale do Paraíba, ocorreram em salas de aula das cidades de Cruzeiro, Lavrinhas e Queluz.

São muitos os teatros na região central da cidade e na Bela Vista, onde moro, há quantidade suficiente para que alguns entusiastas a chamem de Broadway Paulistana. Tendo já me apresentado na vizinhança, nunca estreei no Bixiga. Sabe-se lá o que nos reserva o futuro, por enquanto nosso destino é a Fábrica de Cultura de Sapopemba (R. Augustin Luberti, 300 – Fazenda da Juta, São Paulo – SP).

Sonia Kavantan, ao que tudo indica, não pensa em parar e muito menos eu. Para onde iremos da próxima vez? Deixa a resposta para depois. Toda nossa energia agora vai para Sapopemba! Para lá irão Rogério Barsan e Conrado Sardinha, com quem já dividimos outras praças e palcos e, também, Roberto Arduin, Neusa de Souza e Isadora Petrin, novos companheiros de jornada. Em Sapopemba cantaremos canções de Flávio Monteiro, que começou conosco trabalhando uma canção de Milton Nascimento, esse Milton que não me sai da cabeça à cada Sapopemba da minha vida: “Se foi assim, assim será, cantando me desfaço e não me canso de viver, nem de cantar”.

Até mais!

SERVIÇO:

“Um Presente Para Ramiro” será apresentado na Fábrica de Cultura  Sapopemba, dia 12 de outubro, às 16h30. ““Ramiro, ao completar 12 anos, aprende , com a ajuda da família, que para realizar os desejos e necessidades é necessário organização e planejamento. Com muito humor e com ajuda da imaginação e da tecnologia o garoto viaja no tempo e tem um aniversário bem diferente”. Classificação livre. Entrada Franca. 290 ingressos serão distribuidos gratuitamente uma hora antes do evento. Patrocinado pela Visa, “Um Presente Para Ramiro” é uma realização da Kavantan, Projetos e Eventos Culturais, Ministério da Cultura e Governo Federal.

 

O ataque dos Titanossauros

Quarto dos cinco textos do projeto Arte na Comunidade 2 publicados neste blog, “O ataque dos Titanossauros” faz referências aos sítios arqueológicos do município do Prata, em Minas Gerais. A intérprete da história foi Lilia Pitta e as imagens são de THANERESSA LIMA e de arquivo pessoal. Havendo interesse em reproduzir o texto ou interpretá-lo, peço a gentileza da citação da origem.

Organizado pela Kavantan & Associados, o projeto Arte na Comunidade 2 foi patrocinado pela Alupar e Cemig, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e contou com o apoio das prefeituras de Ituiutaba, Canápolis, Monte Alegre de Minas e Prata.

O Ataque dos Titanossauros

Original de Valdo Resende

 (O CONTADOR ENTRA EMPURRANDO SUA MALA-BIBLIOTECA. ENQUANTO PREPARA O AMBIENTE PARA CONTAR SUAS HISTÓRIAS, ABRE A MALA PARA SI, PROCURANDO OCULTAR O INTERIOR DA MESMA. RETIRA UM BANQUINHO ANTES DE COMEÇAR A FALAR)

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Lilia Pitta em foto de Thaneressa Lima (Divulgação)

– Um banco! Tenham sempre um banquinho na bagagem. Eu que já andei por meio mundo já sei que o mundo não vai terminar em barranco. É… Já ouviram essa? Que todo preguiçoso gostaria que o mundo acabasse em barranco para poder viver sentado? Eu não sou preguiçoso. Acontece que eu fico cansado. Como o mundo não vai acabar em barranco eu optei por carregar um banco! (RETIRA DEMAIS OBJETOS DA MALA, APRESENTANDO-OS AO PÚBLICO)

Senhoras e senhores, meninas e meninos do Prata! Meu nome é Adélia Drummond Sabino De Andrade! Muito Prazer! Estou encantada e feliz com a presença de todos. Tenho orgulho em apresentar a todos vocês o meu maior tesouro: Minha biblioteca! (PEGA UM LIVRO) Não sou dona das riquezas do Egito, mas conheço todos os faraós, sei a função de cada pintura, cada pirâmide, cada templo! (PEGA OUTRO LIVRO) Também domino as vidas de gênios, de reis, de príncipes e rainhas das mil e uma noites. Domino a capacidade de imaginar e por isso vi passando, diante dos meus olhos, um por um dos quarenta ladrões de Ali Babá e sei reconhecer, de longe, um cavaleiro da corte do Rei Artur! (PEGA MAIS UM LIVRO)… Neste livro aqui é que aprendi sobre este simpático bichinho (FOLHEIA O LIVRO, ANTES DE PROSSEGUIR)…

Para todos os presentes nesta linda praça isto é um dinossauro. Simples assim. Mas, não é! Não é mesmo! Não é de jeito nenhum! Saibam que este bichinho, se encontrado por ai, vai medir até 15 metros de comprimento e pode pesar até 20 toneladas. Guardem esse nome: Titanossauro. Meu amigo, Benedito, nunca esqueceu o nome desse grande quadrúpede herbívoro. E eu vou contar a vocês porque meu caro Benedito, o Ditinho, nunca mais esqueceu tudo isso.

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No topo da Serra Seio de Moça, o Morrinho, está a imagem de Nossa Senhora do Carmo (foto arquivo pessoal)

Benedito, o Ditinho, era um garoto que gostava de brincar ali na Praça Juscelino Kubitschek; aqui, no Prata. Um menino levado; como todo menino! Havia horas em que era bonzinho e desde sempre acreditou que Nossa Senhora do Carmo velava por ele. Foi a mãe do Ditinho que ensinou o menino a olhar ali, para o Morrinho, onde está a imagem da santa tomando conta de todo cidadão pratense. Ditinho habituou-se a olhar sempre na direção do Morrinho para… Contatar a santa! Pedia para a aula acabar logo, já que tinha papagaio pra soltar e o vento tava bom. Ditinho não pedia pra santa para ajudá-lo quando caçava passarinho. A mãe dele ralhava e ameaçava uma surra de vara se ele matasse o bichinho. Ditinho não se esquecia da mãe dizendo: “Olha aqui, Benedito! Deixe os passarinhos em paz. Já acabaram com muita mata, mudaram o ambiente com tanta lavoura e você… Você ainda quer matar os coitadinhos? É pecado! São Francisco não gosta. Nossa Senhora há de castigar!”

O menino deixava os passarinhos em paz. Saia com os amigos para buscar um bom pedaço de rio para tomar banho e houve uma época em que os meninos aproveitavam os passeios no campo para procurar pedra polida, pedra lascada. Tudo porque a avó de Ditinho, Dona Dinorá, muito simpática, contara aos meninos que a região tinha sido povoada por índios caiapós, que viveram por aqui muito antes da chegada dos bandeirantes. A avó Dona Dinorá ensinava e alimentava a imaginação dos meninos; a mãe do Ditinho ficava danada quando ele chegava dessas expedições, todo sujo, às vezes rasgado, com uma capanga cheia de pedras planejando mostrar para a professora. Essa vovó Dinorá, pensa a mãe; fazer o que, ralhava com o menino! Não precisava sujar tanta roupa!

“Olha aqui, Benedito! Eu vou fazer você lavar essas roupas imundas! Você acha que vai achar pedra lascada, Benedito! A terra já foi arada tantas vezes! Você fica pensando que é coisa antiga, parece coisa velha, mas é coisa mexida por gente que ainda tá viva!”

O menino não ligava. Sabia que as pedras que guardava eram material para paleontólogo, arqueólogo! Ditinho aprendeu com a avó Dinorá que no Prata haviam muitos dinossauros, que os ossos dos antigos bichos que viveram por aqui já haviam virado pedra.

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Detalhe da Praça Juscelino Kubitschek, em Prata, Minas Gerais. (foto arquivo pessoal)

Um dia a avó de Ditinho, foi fazer um pic-nic com ele e os amiguinhos na Praça Juscelino Kubitschek, bem ao lado daquela escultura de dinossauro e começou a falar nos bichos, especificamente nos Titanossauros; aconteceu que nesse tal dia a imaginação do Ditinho já tinha saído da praça e levado o menino lá pra serra Seio de Moça, o Morrinho. Lá do alto, Ditinho via o cerrado povoado de dinossauros, titanossauros e todos os seus parentes! Imaginação é uma coisa muito boa. Leva a gente longe e nada melhor do que os livros para estimular nossos pensamentos. Mas, naquele dia, os doces e a conversa da avó Dinorá foi tão boa que Ditinho nem percebeu que todos esses animais viveram por aqui há 80 milhões de anos. Viveram, não vivem mais. Na cabeça do menino já havia imagens dos Titanossauros tomando das águas do Rio da Prata, comendo as folhas verdinhas das árvores banhadas pelo rio.

Depois de brincar e sonhar, voltando pra casa, Ditinho olhou na direção do Morrinho e pediu para a santa proteger a cidade. Vai que apareça um Titanossauro, com seus 18 metros de comprimento! 18 metros! Ficou matutando, matutando… Chegando em casa viu que a mãe estava com um vestido verde. O menino implorou para que ela trocasse de roupa. “– Mãe, vai que um dinossauro confunde a senhora com um monte de folhas! É um perigo!” A mãe ficou uma fera! “Olha aqui, Benedito! Vou te mostrar um monte de folhas! Estão no jardim. Você vai capinar o jardim para aprender a não confundir mãe com monte de folhas. Quero aquilo lá limpinho! Vai, Benedito!”.

O menino nem ligou para a bronca da mãe. Limpar jardim não é castigo. Mas quando estava fazendo a tarefa, tomou o maior susto. Viu um calango, enorme, uma lagartixa gigante que, de repente, poderia ser um filhote de dinossauro! O menino olhou para os lados com receio, desconfiado e para garantir a simpatia de uma possível mamãe dinossauro tratou de não matar o calango.

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Lilia Pitta em foto de Thaneressa Lima(Divulgação)

Anoiteceu e naquela noite Ditinho demorou a dormir, pensando nos Titanossauros do Prata. O sono pesou e o menino acabou adormecendo quando, pouco depois, acordou com barulhos estranhos (FAZ OS SONS QUE O GAROTO ESTARIA OUVINDO). Era um bicho tentando abrir a porta… arranhava, arranhava cada vez mais forte. Um terror. Ditinho não quis nem acender a luz, com tanto medo. Os barulhos na porta continuavam e a esses somaram grunhidos, grasnados, um som horroroso. “– Minha nossa senhora do Carmo”, rezava o menino.

De repente, do outro lado da janela, uns uivos, uns gemidos, uma lamentação enlouquecida ( FAZ O BARULHO). Ditinho, assustado com os movimentos na porta ficou mais aterrorizado ainda com mais esses sons que vinham da janela. Então aconteceu que o barulho do outro lado da janela aumentou ao mesmo tempo em que a porta, sendo forçada pelos arranhões pesados ameaçou ceder. Antes que o monstro entrasse no quarto ditinho entregou os pontos, aos berros: “- Mamãe! Socorro! Socorro Mamãe!” A mulher entrou no quarto e o menino pulou no pescoço dela, abraçando-a e buscando proteção. Tem um dinossauro ai, tem um dinossauro ai! Repetia aos soluços. Estava arranhando a porta. E tem umas coisas lá fora. E a mãe, entendendo tudo, falou carinhosamente.

“Olha aqui, Benedito! Os dinossauros morreram; não existem mais. A natureza é assim, vai se transformando e com ela o homem evolui. Os homens também transformam o mundo. As mudanças ocorrem, há perdas e ganhos, mas nessa caminhada o que prevalece é o bem do homem. Sumiram os grandes dinossauros, mas aprendemos a plantar grandes lavouras que nos alimentam e também aprendemos a construir barragens em rios; assim temos luz. Você precisa ler mais, estudar mais. Quanto aos barulhos, lá fora, são gemidos dos gatinhos, namorando. Eles namoram assim. E veja ai, o dinossauro nos seus pés!”

Ditinho, ainda com medo, encolheu-se, mas já todo sem graça. O cachorrinho, de nome Sheik, lambia alegremente os pés do menino, abanando o rabo alegre, já esquecido de ter sido deixado fora do quarto. Foi a única vez na história do Prata em que um cachorro foi confundido com um dinossauro. Naquela noite, a mãe continuou no quarto contando as histórias dos Titanossauros do Prata, que viveram há 40 milhões de anos. Eram as mesmas histórias da avó, Dona Dinorá; mas, o menino, ah, o menino ouvindo a voz doce da mãe, dormiu tranquilo. Boa noite, Benedito!

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Lilia Pitta em foto de Thaneressa Lima (divulgação).

 

(O CONTADOR AGRADECE E, FECHANDO SUA MALA, SAI DE CENA).

Quatro vezes “Arte na Comunidade 2”

Dois dias intensos. Tanta atividade que 12 e 13 de abril passaram como se em dois segundos. Vi tucanos anunciando um sábado alegre na Praça XV de Novembro, em Prata, Minas Gerais. Seria uma manhã ensolarada e logo nossa equipe chegou com uma parafernália simples, mas vistosa. Tecidos coloridos, banners, panfletos, música…

Arte na Comunidade 2 - Cidade Canápolis - Fotos - Thaneressa Lima  (24)

O ambiente transformado, o som testado e Lilia Pitta contou como foi “O ataque dos Titanossauros” para adultos e crianças. A abertura do projeto “Arte na Comunidade 2” foi suave, mineiramente mansa.

Arte na Comunidade 2 - Cidade Prata - Fotos - Thaneressa Lima (7)

A primeira manhã transcorreu como previsto. Gente contando histórias no palco, gente contando histórias na praça. Mães lendo para os menores e crianças, já alfabetizadas, explorando os livros propiciados por nossa produção. Ambiente desmontado, a praça voltou ao seu cotidiano.

Almoço farto, mineiro! “Saco vazio não para em pé!”. E tomamos estrada rumo a Canápolis. A bela praça, acolhedora, recebeu as cores do projeto.

Arte na Comunidade 2 - Cidade Canápolis - Fotos - Thaneressa Lima  (23)

Nuvens carregadas, para nosso alívio, foram para longe e a tarde permaneceu ensolarada. José Luiz Filho subiu ao palco para desvendar “O enigma”.

Arte na Comunidade 2 - Cidade Canápolis - Fotos - Thaneressa Lima  (17)

Com nossa pequena biblioteca ambulante, com nossos tapetes coloridos para um pic-nic literário, contamos histórias para que cada um conte a sua, ou as suas histórias. O dia terminou sem muito tempo para avaliações; apenas a sensação de que tudo estava indo bem, dentro do previsto. A estrada estava aberta e tínhamos que prosseguir.

Arte na Comunidade 2 - Cidade Canápolis - Fotos - Thaneressa Lima  (4)

Noite de pizza, cama de hotel, café da manhã e o domingo em Ituiutaba chegou após uma madrugada chuvosa. Palco, som, caixas com fitas, tecidos, banners…

Arte na Comunidade 2 - Cidade Ituiutaba - Fotos Thaneressa Lima  (2)

Nossa produtora, Sonia Kavantan, abriu os trabalhos do dia. Foi nesse momento que pude observá-la melhor. Na primeira cidade, Prata, fiquei distante; assim como em Canápolis. A Praça Getúlio Vargas é um local bonito, permitindo-me ver também a entrada de Ronan Vaz.

Arte na Comunidade 2 - Cidade Ituiutaba - Fotos Thaneressa Lima  (3)

“A Batalha do Conhecimento” foi nossa terceira estreia nesse final de semana. Quem está habituado com teatro pode ter a noção do que seja isso. Tudo semelhante e nada é igual. Adrenalina pura.

Arte na Comunidade 2 - Cidade Ituiutaba - Fotos Thaneressa Lima  (8)

Todas as imagens deste post foram feitas por Thaneressa Lima.  Bom contar com uma fotógrafa que, além do registro de cada momento, ainda nos brinda com composições peculiares, fixando e fazendo-nos rever belos momentos.

Arte na Comunidade 2 - Cidade Ituiutaba - Fotos Thaneressa Lima  (10)

Tudo muito bem, tudo muito bom, mas… A chuva caiu sobre nossos veículos quando ainda estávamos na estrada, rumo a Monte Alegre de Minas. Nossa produção foi ágil e rapidamente tínhamos outras possibilidades para a cidade.

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A chuva não passou e Marcelo Ribas levou “O Inventor de histórias” em local fechado. O público da cidade não se abalou com a chuva e nosso ator inseriu a mudança de local na encenação.

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Pela quarta vez repetiu-se a cena: crianças lendo histórias, descobrindo autores e livros. Começava ali a concretização do objetivo primordial do projeto “Arte na Comunidade 2”: estimular a leitura e, principalmente, a contação de histórias.

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Dias assim, intensos, nem sempre tem registros completos. Minúcias, centenas de detalhes, outros acontecimentos… Pipoca, algodão doce! As araras com seu colorido espetacular enfeitando um pouco mais a Praça Nicanor Parreira; o sol, tão esperado, brindou-nos com um final de tarde maravilhoso.

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Da esquerda para a direita: Thaneressa Lima, Sonia Kavantan, Thays Quadros, Letícia Teixeira, Marina Kavantan, Valdo Resende, Fredy Abreu (agachado), Erre Salviano, Marcelo Ribas, Lilia Pitta e Eduardo Bordignon.

A foto acima marca o final do evento de abertura do “Arte na Comunidade 2”, patrocinado pela  Alupar e Cemig por meio da Lei de Incentivo à Cultura – Ministério da Cultura. Já tínhamos as malas fechadas; os veículos prontos.

Dias intensos! Apenas o começo! Nossos atores estão por lá, continuando o projeto, agora com apresentações nas escolas municipais. Outras histórias para escrever, para contar.

Até mais!

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O elenco do ARTE NA COMUNIDADE 2

Quatro profissionais que atuam principalmente na região do Pontal de Minas estão no elenco do ARTE NA COMUNIDADE 2. Conheça-os, na ordem em que farão as apresentações no próximo final de semana.

No sábado de manhã, dia 12, das 9 às 11 horas, na Praça XV de Novembro, LILIA PITTA apresenta-se no Prata (MG), em “O ataque dos Titanossauros”.

Lilia Pitta (foto Thaneressa Lima /Divulgação)
Lilia Pitta (foto Thaneressa Lima /Divulgação)

Na tarde do mesmo sábado estaremos em Canápolis (MG). Das 16 às 18 horas, na Praça XIV de Julho, será a vez de JOSÉ LUIZ FILHO, interpretar “O enigma”.

blog José Luiz (43)
José Luiz Filho (Foto Thaneressa Lima/Divulgação)

Domingo, dia 13, o evento será em Ituiutaba, das 9 às 11 horas, na Praça Getúlio Vargas. RONAN VAZ é o intérprete de “A Batalha do conhecimento”.

Ronan Vaz (foto Thaneressa Lima/Divulgação)
Ronan Vaz (foto Thaneressa Lima/Divulgação)

Concluiremos a primeira etapa do ARTE NA COMUNIDADE 2 em Monte Alegre de Minas. Será no domingo, dia 13, das 16 às 18 horas na Praça Nicanor Parreira. Lá, MARCELO RIBAS apresentará “O Inventor de Histórias”.

Marcelo Ribas (Foto Thaneressa Lima/Divulgação)
Marcelo Ribas (Foto Thaneressa Lima/Divulgação)

Arte na Comunidade 2 é patrocinado pela  Alupar e Cemig por meio da Lei de Incentivo à Cultura – Ministério da Cultura.

Até mais!

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Coloque na agenda: “Arte na Comunidade 2”

Abaixo a arte dos convites para o ARTE NA COMUNIDADE 2, publicados nos jornais da região.

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Espero encontrar e reencontrar todos os amigos que moram por lá.

Até mais!

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