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Descer caminhando pela Estrada Velha de Santos é uma das coisas que ainda sonho fazer. Gosto de verde, gosto de montanhas e fico sempre fascinado com a Serra do Mar. Desde criança guardo na memória uma imagem da Via Anchieta e, sonho dois, gostaria demais de sobrevoar a região de helicóptero, ou de balão, e ver lá de cima todos os detalhes dessas obras fenomenais: Anchieta, Imigrantes, a via férrea, a Estrada Velha e, é claro, toda a imensidão verde.

Provavelmente é o que podemos chamar de destino o que nos leva para bem perto daquilo que amamos. E assim estou trabalhando na Baixada Santista e passando pela Serra com uma frequência nunca imaginada. Mais que passar por esse prodígio da natureza, o convite de Sonia Kavantan levou-me a estudar e pesquisar a região priorizando os cinco municípios que estão recebendo o Projeto Arte na Comunidade 3: Cubatão, Guarujá, Praia Grande, Santos e São Vicente.

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Fui lá atrás, nos tempos dos homens do sambaqui, passei pelos nossos indígenas, relembrei a chegada dos europeus… e a Serra permeando tudo, deixando mais do que evidente os motivos da expressão usada por Dinah Silveira de Queiroz: A Muralha. Hoje subi a Serra do Mar. Entre a rodoviária de Santos e a estação do Jabaquara não passou uma hora. Atravessei a muralha que, certamente, ainda guarda incontáveis segredos.

Quando desci para ensaiar, na sexta, veio uma necessidade maior de fixar algumas imagens, mesmo que através da janela do ônibus. Uma brincadeira despretensiosa. A montagem teatral com a qual concluiremos o Arte na Comunidade 3 na Baixada Santista tem por título BRINCANDO ENTRE A SERRA E O MAR.  A peça sintetiza os trabalhos anteriores que realizamos nas cinco cidades visitadas. Agora somamos aos aspectos históricos e característicos de cada município outros, da Serra e de toda a Baixada.

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O sonho de descer a Serra não está adiado. Continua sonho. Todavia, a intimidade cresceu e a admiração e o fascínio também. Sei que as fotos não são as melhores. Algumas ficarão neste post e outras na minha página, no Facebook. Que Sebastião Salgado me perdoe, mas elas estão aqui apenas para alimentar o sonho de todo aquele que, como eu, ama e sonha em caminhar por esse lugar.

Até mais!