Sete anos de blog!

O bolo é do aniversário do blogueiro. Se bem andou...
O bolo é do aniversário do blogueiro. Se bem andou…

Este blog está completando quatro anos no WordPress. Somando-se ao tempo anterior, quando hospedado no Papolog, resulta num total de sete anos. Pensei em enumerar textos, palavras, entre outras possibilidades de contabilidade; é certo que estes números afagariam meu ego, mas diriam muito pouco do que realmente sinto e quero: agradecer.

Aos amigos, primeiros e fieis leitores; aos novos amigos que foram descobrindo o indivíduo por trás da escrita; aos desconhecidos que, perto ou longe, mantêm visitas constantes e sinalizam acordo ou desacordo com o que penso. Todos enriquecem este espaço. Minha gratidão constante!

Sem fins lucrativos, os benefícios profissionais são outros, muitos! Prefiro, neste momento, registrar o que mais me estimula: a reflexão e a possibilidade de dividir, comungar ideias com o outro… Ou discordar delas. Escrever sem censura, expor o pensamento independentemente de partido ou credo e permitir ao outro que faça o mesmo através dos comentários.

Sete anos. Um caminho e tanto. Obrigado!

As três estreias da semana

Felizes após estreias em Praia Grande e São Vicente, já estamos prontos para Santos, Guarujá e São Vicente
Felizes após estreias em Praia Grande e São Vicente, já estamos prontos para Santos, Guarujá e São Vicente

Lá vamos nós, Sonia Kavantan e eu, para concretizar mais uma etapa do Arte na Comunidade 3. Após as apresentações em Praia Grande e São Vicente, amanhã e sábado estaremos em Santos, Guarujá e Cubatão. Para registrar, para lembrar, para guardar, uma síntese de cada uma das peças. Informações mais aprofundadas estão no blog do Arte na Comunidade. Aqui estamos registrando nossa história neste projeto; começou no Pará e no Maranhão, passou por Minas Gerais e agora está no litoral paulista. 

SANTOS 

NENÊ CAMBUQUIRA, UM MINEIRO EM SANTOS

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Bruno Fracchia é Nenê Cambuquira.

Da origem do nome da cidade aos mais recentes craques do Santos F.C., a peça “Nenê Cambuquira, um Mineiro em Santos” faz uma ode à cidade sob a ótica de um simpático mineirinho, nascido em Cambuquira, cidade vizinha de Três Corações, onde nasceu Pelé. Nenê não se torna um jogador de futebol, mas um aprendiz de escritor que escolhe Santos para viver. O autor, Valdo Resende, mineiro de origem, compartilha e brinca com o amor de seus conterrâneos por bondes, pelo mar e pelos belos monumentos históricos de Santos.

Nesta sexta, dia 14, será a estreia de “Nenê Cambuquira, um Mineiro em Santos” na casa de Frontaria Azulejada. Uma feliz coincidência já que antes mesmo da escolha do local o atual centro cultural já estava citado no texto. A peça, interpretada por Bruno Fracchia, tem música de Flávio Monteiro e figurino de Alessandro Machado. 

GUARUJÁ 

SHER HOL DESVENDA O GUARUJÁ

Rogério Barsan brinca com o nariz que usará em "Sher Hol Desvenda o Guarujá"
Rogério Barsan brinca com o nariz que usará em “Sher Hol Desvenda o Guarujá”

O charme e a beleza das praias do Guarujá colocam em plano secundário uma história cheia de fatos incríveis e grandes personagens. Sher Holl é um garoto, aprendiz de detetive que recebe tarefas para merecer uma carteirinha profissional. Vai desvendar o Guarujá com recursos folclóricos como adivinhas e trava-línguas e lembrar a passagem de Hans Staden pela região, além de apontar questões atuais para manutenção da beleza e da qualidade do meio ambiente.

Com muita brincadeira e interatividade, “Sher Hol Desvenda o Guarujá”, interpretada por Rogério Barsan, tem estreia no próximo sábado, dia 15, na Praça 14 Bis, às 9h30.

CUBATÃO 

TUCA PODEROSA BRINCA EM CUBATÃO

Gigi Fernandes, em ensaio para fazer "Tuca Poderosa Brinca em Cubatão"
Gigi Fernandes, em ensaio para fazer “Tuca Poderosa Brinca em Cubatão”

Tuca é uma garota que gosta da ideia de ser quiromante, mas atrapalha-se toda ao desvendar questões mínimas do dia a dia. Enquanto brinca, mostra seu amor pela cidade e conta a história de Cubatão com muita brincadeira e interatividade.

Do homem do sambaqui às tribos indígenas que povoaram a região, comprova-se a importância de Cubatão na formação da região. Através de relatos de viajantes, como Rudiard Kypling, destaca-se a importância econômica através das grandes indústrias e da posição geográfica estratégica, permeada por diferentes vias de transporte. “Tuca Poderosa Brinca em Cubatão”, interpretada por Gigi Fernandes ainda destaca a recuperação da região nas questões ambientais.

Estes eventos, produzidos pela Kavantan & Associados, abrem o Projeto Arte na Comunidade 3 na Baixada Santista. Na semana seguinte começarão uma série de apresentações da peça exclusivamente para as escolas do município cumprindo objetivo fundamental que é estimular a criatividade dos alunos através da criação e contação de histórias.

Anote e compareça em nossas apresentações:

DIA 14 DE AGOSTO, SEXTA-FEIRA, ÀS 14h – SANTOS – CASA DE FRONTARIA AZULEJADA. Entrada franca.  Teatro: NENÊ CAMBUQUIRA, UM MINEIRO EM SANTOS, com Bruno Fracchia. 

DIA 15 DE AGOSTO, SÁBADO, ÀS 9h30 – GUARUJÁ – PRAÇA 14 BIS (VICENTE DE CARVALHO). Entrada franca.  Teatro: SHER HOL DESVENDA O GUARUJÁ, com Rogério Barsan. 

DIA 15 DE AGOSTO, SÁBADO, ÀS 15h – CUBATÃO – PARQUE ANILINAS (CENTRO). Entrada franca.  Teatro: TUCA PODEROSA BRINCA EM CUBATÃO, com Gigi Fernandes.

Texto e direção: Valdo Resende

Patrocinados pela Alupar e Taesa e apoiado pela

ELTE – Empresa Litorânea de Transmissão de Energia, o projeto

Arte na Comunidade 3 está nas cidades de

Cubatão, Guarujá, Praia Grande, Santos e São Vicente.

Realização: – Kavantan & Associados, Ministério da Cultura e

Governo Federal. Brasil – Pátria Educadora.

Arte na Comunidade 3 Incentiva a Leitura

Desde a primeira edição que o Projeto Arte na Comunidade busca ir além do evento artístico, buscando incentivar tanto a leitura quanto a produção de textos nas comunidades visitadas. Em todas as edições ocorrem atividades lúdicas e educativas. Há sempre a preocupação em resgatar aspectos da cultura regional tanto quanto valorizar outros, imersos no turbilhão de possibilidades disponibilizadas para as populações.

Incentivar a leitura, como ocorreu no Arte na Comunidade 2, em Canápolis, MG. Foto Thaneressa Lima (divulgação)
Incentivar a leitura, como ocorreu no Arte na Comunidade 2, em Canápolis, MG. Foto Thaneressa Lima (divulgação)

Nesta terceira edição, na Baixada Santista, além de montagem teatral que aborda a história e a cultura geral de cada cidade – Cubatão, Guarujá, Praia Grande, Santos e São Vicente – o Arte na Comunidade 3 escolheu citar e divulgar obras literárias específicas para os jovens das escolas locais que receberão o projeto.

Após pesquisa quanto à bibliografia oferecida em escolas do Estado de São Paulo foram escolhidos cinco autores que terão uma obra divulgada e posteriormente doada para a biblioteca das escolas, ficando disponível para leitura de todos. Os autores e obras desta edição são:

O CLUBE DOS CONTRÁRIOS – SILVIA ZATZ

A DROGA DA OBEDIÊNCIA – PEDRO BANDEIRA

MOGLI (O LIVRO DA SELVA) – RUDYARD KIPLING

RICARDO AZEVEDO – MEU LIVRO DE FOLCLORE

CHICA E JOÃO – NELSON CRUZ

A escolha destas obras justifica-se em alguns critérios bastante específicos tais como o fato de Pedro Bandeira ter nascido em Santos, ou Rudyard Kipling ter passado por  Cubatão e deixado textos sobre a cidade. Nelson Cruz citando a história para criar histórias e Silvia Zatz estimulando a criatividade infantil são outros autores que complementam o grupo homenageado, que ainda tem Ricardo Azevedo. Este resgata e registra manifestações folclóricas regionais e nacionais.

Confira as datas dos eventos de lançamento do Arte na Comunidade 3. Teremos o maior prazer em receber toda a comunidade para um momento de diversão e cultura. Em cada evento será possível conhecer um pouco mais sobre cada obra destacada nesta edição.

ANOTE EM SUA AGENDA:

DIA 8 DE AGOSTO, SÁBADO, ÀS 14h – PRAIA GRANDE – PRAÇA MARIA DO CARMO DA SILVA (TUDE BASTOS). Entrada franca.  Teatro: JUJU E UM GRANDE AMOR: PRAIA GRANDE, com Fabíola Moraes.

DIA 9 DE AGOSTO, DOMINGO, ÀS 10h – SÃO VICENTE – Praça da UBS (Rua Alfredo das Neves – Humaitá). Entrada franca. Teatro: JACK LEE E AS QUATRO BATALHAS DE SÃO VICENTE, com Ernani Sequinel.

DIA 14 DE AGOSTO, SEXTA-FEIRA, ÀS 14h – SANTOS – CASA DE FRONTARIA AZULEJADA. Entrada franca.  Teatro: NENÊ CAMBUQUIRA, UM MINEIRO EM SANTOS, com Bruno Fracchia.

DIA 15 DE AGOSTO, SÁBADO, ÀS 9h30 – GUARUJÁ – PRAÇA 14 BIS (VICENTE DE CARVALHO). Entrada franca.  Teatro: SHER HOL DESVENDA O GUARUJÁ, com Rogério Barsan.

DIA 15 DE AGOSTO, SÁBADO, ÀS 15h – CUBATÃO – PARQUE ANILINAS (CENTRO). Entrada franca.  Teatro: TUCA PODEROSA BRINCA EM CUBATÃO, com Gigi Fernandes.

Texto e direção: Valdo Resende

Patrocinados pela Alupar e Taesa e apoiados pela

ELTE – Empresa Litorânea de Transmissão de Energia, o projeto

Arte na Comunidade 3 estará nas cidades de

Cubatão, Guarujá, Praia Grande, Santos e São Vicente.

Realização: – Kavantan & Associados, Ministério da Cultura e

Governo Federal. Brasil – Pátria Educadora.

Reservem Estas Datas!

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O Arte na Comunidade 3 está chegando na Baixada Santista com cinco momentos de diversão para toda a família. Todos estão convidados! A entrada é franca. Praia Grande, São Vicente, Santos, Guarujá e Cubatão receberão diversas atrações e terão a seguinte programação teatral:

DIA 8 DE AGOSTO, SÁBADO, ÀS 14h – PRAIA GRANDE – PRAÇA MARIA DO CARMO DA SILVA (TUDE BASTOS). Entrada franca.  Teatro: JUJU E UM GRANDE AMOR: PRAIA GRANDE, com Fabíola Moraes.

DIA 9 DE AGOSTO, DOMINGO, ÀS 10h – SÃO VICENTE – Praça da UBS (Rua Alfredo das Neves – Humaitá). Entrada franca. Teatro: JACK LEE E AS QUATRO BATALHAS DE SÃO VICENTE, com Ernani Sequinel.

DIA 14 DE AGOSTO, SEXTA-FEIRA, ÀS 14h – SANTOS – CASA DE FRONTARIA AZULEJADA. Entrada franca.  Teatro: NENÊ CAMBUQUIRA, UM MINEIRO EM SANTOS, com Bruno Fracchia.

DIA 15 DE AGOSTO, SÁBADO, ÀS 9h30 – GUARUJÁ – PRAÇA 14 BIS (VICENTE DE CARVALHO). Entrada franca.  Teatro: SHER HOL DESVENDA O GUARUJÁ, com Rogério Barsan.

DIA 15 DE AGOSTO, SÁBADO, ÀS 15h – CUBATÃO – PARQUE ANILINAS (CENTRO). Entrada franca.  Teatro: TUCA PODEROSA BRINCA EM CUBATÃO, com Gigi Fernandes.

Texto e direção: Valdo Resende

Marquem dia, hora e local. Aguardamos vocês. Nos próximos dias, neste blog, mais detalhes sobre cada evento.

Até lá!

Um bonde de lembranças

Em Santos, o bonde que me trouxe lembranças.
Em Santos, o bonde que me trouxe lembranças.

A Rua Ari Barroso, no bairro Taquaral, em Campinas, me é bastante cara. Nela moravam meus avós. A casa ficava em esquina com a Rua Antonio Bonavita. A linha da Companhia Mogiana corria paralela à Rua Ari Barroso e do alpendre da minha avó avistávamos as pessoas chegando ou saindo da cidade. O trem passava sempre rápido, e a imagem da minha avó, de pé, acenando, continua presente. Era aceno feliz saudando os parentes que chegavam; era aceno triste, cheio de lágrimas quando as filhas e netos voltavam para Uberaba ou Ribeirão Preto.

Um pouco abaixo da linha de trem havia outra linha, do bonde que ia para o “furazóio”, na época, o fim da cidade. Ambas as linhas ficavam entre a Ari Barroso e o Ribeirão das Anhumas, que naqueles tempos era um triste córrego, esgoto a céu aberto. Quem estava no trem, de longe, sabia o ponto exato da casa de meus avós porque havia duas árvores, rentes à linha, quase em frente à Rua Antonio Bonavita. Às vezes, ficávamos aguardando o trem ao lado dessas árvores e era possível ouvir com clareza as palavras de despedidas ditas pelos passageiros. De lá, também, avistávamos o bonde, com o barulho do motor propulsor, mais a haste arrastando-se na rede elétrica, fazendo som peculiar. Eu adorava bondes.

Os bondes de Campinas tinham as laterais abertas e os bancos eram sem divisões, indo de uma lateral à outra. Sobre os estribos o trocador cobrava as passagens e o motorneiro seguia tranquilamente para seu destino. Quando muito frio, ou com chuva, havia uma espécie de cortinas que fechavam as laterais, protegendo as pessoas das intempéries do tempo.

José e Maria, meus inesquecíveis avós.
José e Maria, meus inesquecíveis avós.

Eram tempos felizes porque éramos dez netos aboletados na casa dos avós, brincando, lendo revistas, assistindo televisão que, pra nós, era grande novidade. Falava-se muito! Uma pequena pinimba entre meu padrinho Nino e meu tio Manoel questionava qual seria a maior cidade: Ribeirão Preto ou Campinas. Tio Manoel, de Ribeirão, afirmava ser esta maior que Campinas. Pra tirar a teima o tio Nino resolveu nos levar até ao mirante do castelo, para lá de cima constatar o quanto Campinas era maior que Ribeirão Preto. Hoje, infelizmente, o Google resolveria a questão em segundos; graças a Deus, sem a web, ganhamos um belo passeio no domingo seguinte, pela manhã. De bonde!

Dito e feito, no domingo seguinte dez netos saíram da cama e foram constatar o tamanho de Campinas nos anos de 1960. Voltando pra casa, era mês de janeiro, viemos em outro bonde, uma linha que terminava na Avenida Nossa Senhora de Fátima. Uma tempestade imensa caiu sobre a cidade e, já quase molhados no bonde, descemos sob a chuva para a casa da avó, ensopados e felizes. Não recordo nada ruim desse dia. Estávamos encharcados e famintos, doidos pra chegar e almoçar as delícias feitas por nossas mães, nossa avó.

Depois, já crescido, habituei-me com velha piada do mineiro que compra bondes. Eu compraria bondes; muitos! Em um país tropical, como o nosso, ter meios de transporte arejados seria sinal de inteligência. Evitaríamos todas as mazelas do ar condicionado, da lataria quente dos meios atuais. No final desta semana, em Santos, em frente ao hotel estava o bonde que me fez escrever esta história, lembrar o porquê de gostar tanto desse meio de transporte. Bonde me traz a Campinas dos meus avós, de toda a minha família, de reuniões de férias sempre alegres e cheias de brincadeiras.

Bendita internet. A rua, a esquina e o espaço onde estavam as linhas.
Bendita internet. A rua, a esquina e o espaço onde estavam as linhas.

Bendita internet. A casa ainda está lá. Vejo alterações, fico ressentido e não me permito divulgar imagem de uma casa que já não é mais nossa. Mas, o outro lado… Das linhas, raros sinais. Nem trem, nem bonde. Sem acenos, sem poesia.  Pelo menos há árvores e, me parece, pássaros, espaços para lazer. Todavia, eu adoraria ouvir aquele barulhinho do bonde, passando tranquilo, arejado, indo e vindo, incansável e, na minha lembrança, cheio de pessoas felizes.

Até mais.

“Feliz, mais Valdo do que nunca!”

Ontem foi um dia abençoado. Quero registrar aqui meu sincero e profundo agradecimento por todo o carinho, e pelas mensagens afetivas recebidas pelos diferentes meios. Como aprendi com meus pais: Deus lhes pague! Obrigado. A vida é belíssima.

Quando cheguei pela manhã, no trabalho, presenciei em pleno saguão da universidade a exibição de um vídeo, iniciativa da Professora Regina Cavalieri e feito pelo Luis Antonio Francisco, o Luisinho…

Ao londo do dia recebi inúmeras outras manifestações de carinho. Período de exames, trabalhamos normalmente, ainda fui agraciado com um delicioso bolo, “feito pela Claudia Bouman” e novamente aquelas coisas absolutamente simples e, por isso mesmo, extraordinariamente profundas, dando-nos certeza do quanto é bom ter amigos.

Além desses vídeos desejo compartilhar um belo texto escrito pelo Fernando Brengel sobre os meus 60 aninhos:

“60 anos! Mania da gente valorizar as décadas, mas como deixar de fazê-lo? Parece que a cada década sentimo-nos mais fortes, plenos, uma sensação de conquista da vida, do tempo, um lançar-se à eternidade. Algo que, no seu caso, ganha outro contorno. Afinal, você demonstra todos os dias o respeito e carinho pela vida. Dá graças não às décadas, mas a cada minuto que o faz melhor, mais criativo, exigente sim!, e por que não? Valoriza cada segundo que o torna mais sensível, feliz, mais Valdo do que nunca. Aproveite, porque nesses próximos dez anos virão muitos textos, amigos, viagens, amores, sorrisos e algumas necessárias dores. Porém, a existência o brindará com aquilo que você a comemora: você mesmo, que é tudo para nós que te amamos, que é muito para nós, amados por você. Bjs bro. Muitas felicidades hoje e sempre (Fernando Brengel).”

Penso que este texto do Brengel seja bastante representativo de todos os textos, desejos, afagos, preces, felicitações, congratulações, etc. recebidos. Milhões de agradecimentos e minha eterna gratidão.

Enquanto isso, minha amiga de infância, a Eulália, lá em Minas, continua com seus eternos 36 anos… É meu sincero desejo que ela continue assim, com a idade que quiser, sempre feliz. E desejo 60 milhões de anos felizes para todos os meus amigos, parentes, familiares.

Até!

Aniversário

(Os versos abaixo são do poema “Aniversário” – Fernando Pessoa/Álvaro de Campos)

No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.

No TEMPO em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma…

Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui…

Atrás: (esquerda para direita) Hugo, Albino, José (filho), Felisbino, Laura, Ulisses, Isaura.  Meio: (Esquerda para direita, de pé) Valdonei, Waldênia, Walcenis, Dilma. Sentados: Olinda, Maria, José, Manoel. Os menores: Luiz Roberto (no colo), Walderez, Valdo, José Luiz
Atrás: (esquerda para direita) Hugo, Albino, José (filho), Felisbino, Laura, Ulisses, Isaura.
Meio: (Esquerda para direita, de pé) Valdonei, Waldênia, Walcenis, Dilma.
Sentados: Olinda, Maria, José, Manoel.
Os menores: Luiz Roberto (no colo), Walderez, Valdo, José Luiz

Que me perdoem os outros, pois há outros, mas quando entendi o conceito de “família” eu vivia com todos esses ai dessa preciosa foto. Haviam os parentes mais próximos, outros mais distantes. Ainda outros nasceram depois, ampliando o grupo. Mas foi por aí, nesse TEMPO, que entendi esses conceitos fundamentais da vida: pai, mãe, irmãos, avô, avó, tio, tia, primos. Só mesmo Fernando Pessoa para sintetizar o que sentimos em frase curta e extremamente verdadeira: “Eu era feliz e ninguém estava morto.” Agora sou feliz e reverencio todos os meus familiares.

Até mais!