A estrela mais linda!

cano

O rosto sereno ficou longe dos exageros de maquiagem. Os cabelos grisalhos, tudo indica, nunca receberam tinta. A casa está longe das suntuosas mansões com piscinas e decoração “de não sei quem”. É possível ver retratos dos familiares nas paredes, imagens de santos em oratórios. Os vestidos, se foram de grife, nunca tiveram marcas ostentadas. O sorriso largo, o olhar límpido e uma franqueza serena são as marcas que Dona Canô deixou para o mundo.

A fama imensa dos filhos Caetano Veloso e Maria Bethânia não afetou o comportamento da mãe, D. Canô. Numa época em que há familiares disputando espaço em revistas de fofocas, e em que mães apelam para botóx, afins  e outras  “produções”, forçando a barra para uma possível semelhança com as filhas ( -Parecemos irmãs!), Dona Canô notabilizou-se por uma sincera novena dedicada a Nossa Senhora da Purificação.

canô

Do seu cantinho, em Santo Amaro da Purificação, Dona Canô tornou-se estrela. Não precisou de homens de preto, arma em punho, para garantir uma segurança paranóica de mãe de artistas ricos e famosos. Abriu sua casa para a população da pequena cidade e tornou-se madrinha de inúmeras crianças da vizinhança. Defendeu o Rio Subaé, poluído por empresas inescrupulosas e seguiu a vida, com sorriso nos lábios, determinação nas atitudes, uma postura ética e moral admirável.

É bonito ver os filhos sendo abençoados pela mãe. A cena registrada em filme sobre Maria Bethânia (Pedrinha de Aruanda) é singela. Também é confortante ouvir a voz segura de Dona Canô louvando os santos em ladainha também registrada por Maria Bethânia  no CD Cânticos Preces Súplicas à Senhora dos Jardins do Céu.  Todavia, foi Caetano Veloso quem nos brindou com a foto da mãe, na capa do disco “Muito” (Dentro da Estrela Azulada), em 1978. Uma imagem transgressora por si. O cantor e compositor, humano, mostra-se menino, protegido no colo da mãe.

muito 1978

Dona Canô, dizem, foi exemplo.  É bom salientar que exemplo ela foi. Uma senhora da Bahia, mãe de muitos filhos que lhe deram netos, bisnetos. Dos dois filhos muito famosos ela continuou sendo mãe. E por ser mãe, tornou-se estrela. Tão linda quanto as verdadeiras mães sabem ser. A música de Caymmi foi para Mãe Menininha do Gantois; certamente, essa outra “estrela mais linda” dividiria, com tranquilidade, o verso da música com D. Canô. Duas estrelas que permanecerão na lembrança da gente.

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Até mais!

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Um natal suave

Boas festas para todos! Como muitos, estou naquela maratona de concluir coisas, iniciar outras e, fundamentalmente, chegar até aos meus familiares para, juntos, comemorarmos o natal. Lá em casa não há exageros de comilança, bebedeira; vamos ficar juntos. É o que basta. E é o que desejo de coração para todas as pessoas: um natal suave, uma festa com a delicadeza do nascimento de uma criança. Não dá para fazer barulheira perto da Luíza  que o Rafael Mendes embala como pai carinhoso.

Rafael Mendes com Luiza: um natal pleno!
Rafael Mendes com Luíza: um natal pleno!

Estou feliz pelo meu querido amigo que, neste ano, terá um natal pleno de verdade: a celebração de um nascimento. Luíza nasceu, outras incontáveis crianças estão por aí e a gente celebra, neste momento, a chegada da criança que vem salvar a todos nós.

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Feliz natal. Uma suave e delicada festa para todos.

Um carinhoso beijo para todos os que me honram visitando este blog.

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Até mais!

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A avaliação do MEC é correta?

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O MEC (Ministério da Educação) divulgou hoje a avaliação do nível dos cursos e instituições de ensino superior. Ficamos conhecendo aquelas que receberam conceito máximo e soubemos de outras que estão com problemas. Um ex-aluno lançou a questão: “- A avaliação do MEC é feita da forma correta? A metodologia aplicada faz com que eles realmente possam atestar que uma escola ou faculdade é boa?”

Não sou especialista nessa questão, mas recordei o grande Millôr Fernandes, “livre pensar é só pensar”; então, meu caro aluno, vamos pensar e levar alguns fatos para a apreciação de todos e, assim, caminharmos para possíveis esclarecimentos sobre o tema.

Primeiro grande fato: nessa avaliação estão envolvidas altíssimas forças políticas (instituições públicas) e imensas forças financeiras (Rede Privada – sem demagogias, a educação aqui é negócio).  Ministros e secretários da educação respondem pela qualidade da educação pública e caso o MEC cometa erros eles chiarão e usarão da própria força política para mudar os parâmetros do Ministério. Os magnatas da educação, por seu lado, teriam total apoio da imprensa caso houvesse algo errado; afinal, nenhuma empresa de comunicação pode desprezar as verbas de publicidade oriundas das universidades privadas. Assim, creio que o MEC não esteja fazendo nada de errado, mas, sem dúvidas, há o que discutir…

A avaliação do MEC estabelece um índice e, para estabelecer este, considera o desempenho dos estudantes no ENADE (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes), o grau de formação do corpo docente e a avaliação da infraestrutura das faculdades.

Nos dois primeiros itens (ENADE e Formação do corpo docente) o MEC avalia resultados e não os processos. O fato de um professor apresentar titulação adequada indica que ele seja realmente um bom profissional? Ao ministério interessa que sejam mestres, doutores, mas como desempenham a profissão é outra história. Fica implícito que o resultado do aluno no ENADE qualifica a instituição e também o quadro de professores.

Nesse triênio foram avaliados vários cursos; ciências sociais, geografia, história, letras, música, biologia, etc. Não é difícil imaginar a importância das peculiaridades regionais como fatores que atuam no processo de alguns cursos. A prova do ENADE é única por área. Mais uma questão para considerar: o MEC dispõe de especialistas formados em cada uma das regiões do país? O aluno que estudou ciências sociais na Amazônia tem a mesma experiência que o colega que concluiu o curso no Rio Grande do Sul?

Bastam os títulos para a qualificação de um professor? (Caricatura de Fernando Paes)
Títulos qualificam professores? (Ilustração: Fernando Paes)

O critério que avalia a Universidade pela formação dos professores é, no mínimo, capcioso. É de conhecimento geral que o ingresso de profissionais na rede pública é feito via concurso. Para ingressar, a titulação mínima exigida é a de mestre ou doutor.  Nos últimos anos o MEC aceitou a contratação de profissionais sem essas titulações para atuação na rede privada. Agora, avalia ambas as redes com o critério da formação dos professores! Ora essa, como assim?

Sabemos que diplomas de mestres e doutores são registrados em Brasília; logo, o MEC tem todas as condições de saber a quantidade de profissionais habilitados para atuação nas universidades. Quem autoriza o funcionamento de um curso é o próprio MEC; quando isso ocorreu, o ministério não viu a formação dos profissionais envolvidos? Uma Universidade Federal, a de Viçosa, Minas Gerais, está com problemas no corpo docente. Como será que foram os concursos para a contratação desses professores?

Falta uma breve reflexão sobre a questão da infraestrutura das faculdades. Aqui entram, por exemplo, bibliotecas e laboratórios. Resta saber se os fiscais do MEC verificam se todos os computadores funcionam, se há máquinas em quantidade suficiente para a quantidade de vagas oferecidas e se essas (câmeras, microscópios, instrumentos musicais) também estão em pleno funcionamento. Por outro lado, há aquecedores nas salas de aulas do sul? Há aparelhos de ar condicionado funcionando em todas as salas de aula do norte do país?

Meu caro aluno, isto é um post para um blog, não um tratado sobre as condições da educação no país. Todavia cabe semear, iniciar uma discussão, alimentar o debate. Conhecimento – a facilitação deste – é poder e presenciamos, na realidade brasileira, esse poder dividido, sem deixar de ser disputado, entre duas forças básicas: a pública e a privada.

Entre as 27 instituições que receberam a nota máxima estão quinze universidades públicas e doze instituições privadas. Quase um empate. Não afirmo que é justo.  Sei que não corresponde à realidade; afinal, a USP (Universidade de São Paulo), não é avaliada. A isto se denomina poder; a Universidade mantida pela União não se submete aos parâmetros estabelecidos pelo Ministério da Educação. Por qual razão as demais aceitam tal situação?

A avaliação do MEC é correta? É justa?  Corresponde à realidade das nossas salas de aula? Reflete a atuação dos nossos professores? Retrata com fidelidade, através do ENADE, o estudante brasileiro? Vamos pensar e refletir nessas férias; “livre pensar é só pensar”; pensar para colaborar em possíveis soluções; quando falamos de educação, falamos de nós mesmos.

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Até mais!

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Um pouco de delicadeza em 2013

Bomdia

Chico Buarque chamou-nos a atenção, em 1990; o Brasil havia se transformado n’O País da Delicadeza Perdida. Vinte anos passados e o fenômeno denominado redes sociais aumentou o contato entre as pessoas, mas e a delicadeza?

Na rede social virtual presenciamos “bons dias”, “beijos” e uma série considerável de gentilezas escritas. Também estão presentes os ataques gratuitos, a intolerância, o rancor, a troca de insultos… Indelicadezas também estão em comentários aos posts e matérias jornalísticas em blogs e portais.

porrrrrrrfavorrrrrr

Há críticas aos indivíduos que, entrando no Facebook, dirigem um “bom dia” aos receptores, supostamente amigos. A maioria entra sem pedir licença compartilhando coisas, contando piadas, fazendo críticas… Estou entre esses e percebo que adotei a ideia de que, estando na rede – onde sempre há alguém! – não há a necessidade de “bom dia”, ”por favor,”, “com licença”…

Além do que se publica na rede, em sites de relacionamento, há um comportamento similar na correspondência privada. Corre a ideia de que e-mail não se assina, já que o dito cujo pertence ao emissor, identificado no próprio. Principalmente quando esse e-mail circula entre pessoas de uma mesma empresa. Então, propaga-se a secura, a impessoalidade. Alguns hão de recordar os papéis timbrados, portanto identificados, onde não se desprezava a saudação inicial e a despedida.  As pessoas diferenciavam polidez de delicadeza.

grato

Estou evitando o discurso saudosista, pois o desejo é enfatizar o incômodo, a perturbação pela secura individualista; está além do aceitável a atitude do cidadão que não aguarda que alguém saia do metrô, do ônibus, do trem, do elevador, animalescamente dando cotoveladas nos outros. Está difícil tolerar os ataques gratuitos aos demais que não torcem pelo mesmo time, assim como é barbárie agredir pura e simplesmente aquele que venceu.  E há a falta daquelas expressões suaves, que determinam o grau de civilidade: por favor, com licença, bom dia, até logo…

Agora começarão as mensagens de natal, ano novo. E muita gente fará promessas, planos, expressará desejos para o próximo ano. O meu desejo é ampliar minhas saudações cotidianas; aos meus vizinhos, aos meus amigos, aos conhecidos, colegas de trabalho… Nem precisa chegar 2013. Fico aqui, pensando na pequena revolução que provocaria um “obrigado”, um “por favor” entre as pessoas… Quem entrará nessa?

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Até mais!

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Luz, a novela!

Se eu fosse político estaria rico. Não sou e pouco entendo dessa “profissão”, mas certos fatos merecem comentários. Era uma vez… Uma presidenta prometeu dar a luz para o seu povo. Não; a presidenta não estava grávida; já havia passado da idade. E não era uma luz assim, metafórica, tipo a luz do conhecimento através de melhoras consideráveis na educação; nem era a luz divina, porque a presidenta, ocupada em presidir, pouco aparece em igrejas. Tratava-se de, concretamente, um desconto nas contas de luz do povo brasileiro.

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Melhor que desconto casual, a presidenta anunciou uma redução nas contas de luz. No país de tantas e tão altas tarifas, todo e qualquer desconto, ou redução, são aclamados com festa. Naqueles dias, quando foi anunciada a boa nova, acusaram a presidenta de golpe político. Ela estaria interessada em garantir algumas prefeituras para seu partido. Golpe ou não, a palavra foi dada e entre outras vitórias, o partido da presidenta levou a prefeitura da capital paulista, o que é um sinal luminoso para ser alardeado por qualquer partido.

Se eu fosse político… Não sou, mas fico tão irritado com certas jogadas! Passado o tempo, eleições finalizadas, volta o segundo capítulo do que, agora, será uma novela e tanto: duas companhias energéticas poderosas – a Cemig, lá da minha terrinha e a Cesp, aqui de São Paulo – resolveram jogar sombras sobre a presidenta. Através de recusas de concessões e outras negociatas que eu, leigo, pouco entendo, as tais empresas conseguiram minar a promessa da presidenta. Dos 20,2% prometidos, caiu-se para 16,7% e, para o consumidor final – NÓS! – algo em torno de meros 10%.

Chamem a Carminha, diriam alguns, que esta novela está um saco! Um saco escuro e tenebroso que carece de luz, muita luz. Parece que quem constrói usinas são os governos, que por trâmites vários estabelecem parcerias, concessões para efetivar as construções. Esse aspecto daria uns bons capítulos; é só lembrar a história de Itaipu, Sobradinho e, agora, estamos presenciando os embates para a construção da hidrelétrica de Belo Monte, no Pará.

Outro aspecto da luz, que começa na usina, bancada por governos, com o dinheiro dos impostos que pagamos, diz respeito à distribuição da energia. Isso é um NOVELÃO! Há, então, outras empresas, criadas só para trazer a energia da usina até o município interessado… Ou seja, uma segunda empresa para cobrar dos governos para que chegue às cidades a energia gerada com dinheiro do governo, ou seja, nosso.

Uma terceira empresa chega aqui em minha casa. A conta de luz não é da CESP – Companhia Energética de São Paulo, mas da AES Eletropaulo (Eletropaulo Metropolitana Eletricidade de São Paulo S. A.). Ou seja, mais uma estrutura empresarial para lucrar com o dinheiro nosso do altíssimo imposto que pagamos. Ah, é bom contar os intermediários que recebem o pagamento de nossas contas mensais de luz e que, para fazer isso, levam outro tanto, tipo bancos, casas lotéricas, agências de correio, supermercados…

Vamos nortear o enredo da novela? Era uma vez uma presidenta que prometeu desconto na conta de luz. Seus opositores resolveram minar a idéia. Assim, o governo (nesse aspecto, o estadual) + a concessionária + mais a distribuidora regional + mais distribuidora local + mais os agentes recebedores estão retendo para benefício próprio o que foi prometido para benefício da população.  A parte que não será reduzida para o povo engordará as contas dessa gente toda.

O que é que sobra, nessa novela? Lembrando e parafraseando a Ópera do Malandro, de Chico Buarque de Holanda, sobra o pai berrando para o filho adolescente apagar a luz; a mãe implicando com a empregada para que esta não use os eletrodomésticos e, da rede que realmente fica com a grana, o máximo que pode rolar por parte do cidadão comum é brigar com a atendente da casa lotérica por conta da enorme fila.

Nossa Senhora da Luz, ilumine a todos nós com a luz da justiça, da verdade e da caridade.
Nossa Senhora da Luz, ilumine a todos nós com a luz da justiça, da verdade e da caridade.

Eu nunca tive 20% de aumento de salário. Se fosse político… Como a maioria do povo brasileiro não é, portanto também não recebe benefícios astronômicos. Quero os 20% prometidos para redução na minha conta de luz. Entendo que se há a possibilidade de reduzir essa conta, o mesmo poderá ocorrer com outras taxas e impostos. Essa novela ainda vai ser longa e nem sempre o bem vence, quando o tema é a realidade brasileira, mas não custa tentar; vale ficar atento e, se possível, pressionar! Quem vai nessa?

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Luz para todos!

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Publicado em: 5 de dezembro de 2012 às 23:26

Viagem fora desse mundo

Eita, mundo lindo!

Que ninguém fique chateado por estar no nosso velho planeta. Cair fora desse mundo já é possível para qualquer mortal com saúde e alguns milhares de dólares para gastar. A viagem é curta, apenas uma hora de duração. A distância também não é nenhum exagero: apenas 100 quilômetros. A questão é que essa horinha será no espaço e os quilômetros serão percorridos para cima. Quem topa?

Há sempre uma adrenalina maior quando sobrevoamos nosso amado chão. Nossos costumeiros vôos raramente ultrapassam dez, onze mil metros. No alto, ficamos tensos ante a menor oscilação da aeronave. E aposto que a maioria das pessoas raramente pensa em acidentes quando entram no carro e pegam uma estrada, mas se o avião dá uma balançadinha… Então, só de imaginar que estou subindo, passando os dez, vinte, trinta, cem quilômetros… A vontade já começa a misturar-se com o medo. Deve ser uma viagem e tanto!

Segundo a notícia que li (inteirinha aqui) a nave, cujo nome é Lynx decola com um avião convencional e, no ar, se posiciona “com uma inclinação a 90 graus para alcançar sua velocidade máxima e sair da atmosfera terrestre. Uma vez no espaço, a aeronave flutuará em gravidade zero durante cinco minutos a uma altura de 100 quilômetros e depois planará em círculos até retornar a seu ponto de partida”.

O melhor da viagem, com frequência, é o antes e o depois. O “durante” é tão rápido e intenso que levamos grande tempo para digerir tudo o que vimos; tudo o que sentimos. Por isso não vejo nenhum problema em esperar até 2014, quando efetivamente ocorrerão as primeiras idas da Lynx para o espaço. Parece que a procura é grande e pode ser que a minha viagem ocorra só em 2015. Sem problemas; assim terei tempo para arranjar os US$ 107 mil da passagem.

Arranjar US$ 107 mil! Olha só que viagem! Eu, um professor; brasileiro e honesto. “sem parentes importantes; e vindo do interior” (e não sou caloteiro, como indicam as recentes notícias sobre Belchior, o autor do verso musical). Como arranjar US$ 107 mil?

Não creio que, na minha idade, vá surgir um casamento com alguma ricaça. Pela mesma razão, a idade, mais uma barriguinha que insiste em chegar aos locais antes que o dono, fica descartado a remota possibilidade de comercializar o corpinho. Resta, portanto, a esperança de todo cidadão comum: a loteria. Ou então um acaso, mas tão acaso, que não dá pra prever qual seja.

Minha amiga, quase carioca, disse-me que de tanto ver despachos em uma encruzilhada próxima, já pensa em colocar o santo de cabeça para baixo, dentro de um copo com água, até conseguir o que deseja. Enquanto voltava do final de semana fiquei pensando na viagem, na encruzilhada e se eu colocaria alguém na tal posição para conseguir viajar ao espaço. Em casa, bem ao lado do meu computador, a pequena escultura do Papai Noel… Ele que se cuide e que trate de me trazer os tais US$ 107 mil. Vou dar um prazo para esse velhinho. Enquanto isso, eu irei atrás de um copo que caiba o danado de cabeça para baixo…

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Boa semana!

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Para suavizar o final de ano

Nosso presépio, em Uberaba, Minas Gerais.

Novembro entra com tudo para com quase todo mundo. Dobra o volume de trabalho para muitos profissionais . Uma tensão danada! O  trânsito enlouquece, já que todos vão às compras, aumentando o movimento da cidade. Com frequência tudo fica sob água pesada com chuvas que prenunciam um verão difícil. No meio de todo o reboliço da cidade ressaltam-se os enfeites das decorações natalinas. Nossa triste São Paulo finge ignorar a violência e veste-se de luzes coloridas que deixam as noites menos densas, um tanto poéticas.

O natal está logo ali! Aquele logo ali de mineiro, que ainda demora pra chegar. Algumas árvores iluminadas, alguns estabelecimentos comerciais decorados e, por que não, a casa da gente? Gosto de natal. O tempo não me fez perder a esperança de tempos melhores. E, sem medo de ser feliz, gostaria de comprar presentes, muitos! E também gosto de ficar imaginando o que vou ganhar…

Há muito que faço questão de ter um presépio em casa. Minha forma preferida de trazer o Natal para dentro do nosso lar. As condições do nascimento de Cristo, as personagens envolvidas, a lembrança de um cenário que, por amor, estilizamos.

Acima de tudo, presépios, guirlandas, arranjos, árvores enfeitadas, quebram a dureza cotidiana e enchem nossas casas de esperança, sinalizando uma etapa cumprida, apontando para novas possibilidades.

Em Uberaba montamos nosso pequeno e singelo presépio. No meio de tanta violência, morte, julgamentos pesados, colocamos alguns sinais visuais para amenizar a vida. Modificamos o ambiente para que a sensação de esperança cresça e, se possível, aumente a nossa fé em tempos melhores.

Nosso presépio está montado; simples como um semáforo que alterna suas cores chamando-nos a atenção. O ano está acabando; o natal vem aí. Vamos preparar bons momentos!

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Até mais!

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