Sem muito lero-lero. Apenas desculpas pelas ausências! E uma explícita declaração de amor.
Parabéns! Feliz dia!

Até mais!
Sem muito lero-lero. Apenas desculpas pelas ausências! E uma explícita declaração de amor.
Parabéns! Feliz dia!

Até mais!
Viagem planejada, preparativos finais, no próximo domingo teremos um Trem das Lives especial alusivo ao dia dos professores. Optamos por escolher professores que atuam em regiões distintas, na medida do possível expondo aspectos do ensino e da educação no país. Os nossos convidados:

Nosso Trem passará por Bertioga, onde encontraremos Marisa Schmidt. Pedagoga formada há mais de 50 anos, exerceu com absoluta paixão cada dia dedicado ao magistério. Nos anos 1970 foi professora de importantes instituições como o Colégio Visconde de Porto Seguro, de origem alemã. Marisa também empreendeu, mantendo uma pré-escola em São Bernardo do Campo. Hoje exerce outra de suas paixões, a poesia.
Fortaleza é outra estação dessa viagem. No Ceará conversaremos com Cristiane de Andrade Buco. Doutora em arqueologia, musicista desde a infância, bacharel em violão clássico, Cris transita pela música e, em especial, pelas artes rupestres com paixão declarada pelo Parque Nacional da Serra da Capivara, no Piauí, onde realizou intensa pesquisa. Hoje leciona em curso de pós-graduação.
Com a agilidade que a web possibilita, o Trem das Lives dará uma passada por Londrina, no Paraná, para encontrar e conversar com Carlos Eduardo Costa. Graduado em psicologia, pós-doutor e professor da UEL, Universidade Estadual de Londrina, Cae é dedicado, estudioso e antenado com as questões do ensino e pesquisa. Psicologia experimental e análise de comportamento estão entre os assuntos que, facilitados pelo professor, tornam-se tranquilos e agradáveis.
Ilustrador, escritor, roteirista de história em quadrinhos, o professor Octavio Cariello fará uma participação afetiva no especial do Dia do Professor no Trem das Lives. Para ficar em uma palavra da hora, sem Spoiler! O artista está preparando algo bem legal para nossa live. Só esperando pra ver e, com certeza, usufruir!
Fernando Brengel e eu, Valdo Resende, estamos felizes e simultaneamente ansiosos. O tempo não passa!!! Estaremos lá! Aguardamos todo mundo!
Fique ligado:
Especial Dia dos Professores
Domingo, 11.10
18h00
Instagram @tremdaslives
Professores!!! Somos, não estamos. Brengel e eu…

Não estamos, mas podemos viajar no Trem das Lives para homenagear os que são, os que estão… ou não (diria o grande Caetano Veloso). Assim, no próximo domingo, comemoraremos antecipadamente o nosso dia (Dia 15 – quinta-feira – quantos estarão trabalhando?). Brengel, que é um fofo, escreveu:
“É com muito carinho que o Trem das Lives está preparando uma edição especial alusiva ao Dia dos Professores. Educadores de regiões distintas do país contarão um pouco do seu dia a dia, das suas realidades e sonhos. Lições de vida emocionantes. Não falte”.
Eu… Bem, não vou citar o nome de ministro que menosprezou os profissionais da educação. Insisto, todavia, no dever de respeitar toda e qualquer profissão. Não se trata de colocar umas sobre as outras, mas de ordená-las segundo sua inserção na vida do ser humano. Pai e mãe, avós, tios, irmãos e primos não são profissionais, mas familiares do ser que, para aprender metodicamente, criteriosamente, qualquer coisa além do universo doméstico precisa de um PROFESSOR!
Não se pode esperar muito de alguém (Ministros e similares no poder) que não consegue reconhecer a própria caminhada e o que foi necessário vivenciar para dar cada passo . Por isso eu desafio qualquer um (Ministros e similares no poder) a entrar em uma sala e, sem a FORMAÇÃO ADEQUADA, sem polícia armada na porta ou dentro da sala, tentar dar aula para trinta, cinquenta, cem alunos ou mais. FORMAÇÃO ADEQUADA em negrito e maiúsculas, pois nosso ensino, em qualquer circunstância e mesmo com dificuldades, acontece com preparação detalhada, planejamento sério, consistente e responsável. Do contrário, seria aventura, irresponsabilidade.
Fiquem tranquilos. O Trem das Lives vem com muita tranquilidade e delicadeza viajar com professores legais (por legal entenda: devidamente formados, capacitados e experientes no que fazem), simpáticos, agradáveis, o que nos permite garantir uma hora de viagem agradável, com informação e diversão.
ANOTE: Trem das Lives – Domingo – 18h – No instagram.com/tremdaslives
Aguardamos todos vocês.
Obs. A foto é de antes da pandemia. Por isso, estamos bonitinhos. O Brengel, sempre sorridente, esbanjando simpatia; Euzinho, com meu jeito meio ranzinza ( – meio? Alguém irá exclamar). Meio. Reafirmo. Era dia de festa.
Até mais!

Estou escrevendo porque alguém consertou o meu braço. Uma queda e um cotovelo esfacelado. Pronto atendimento, procedimentos iniciais e a cirurgia marcada. Seria algo para, no máximo, uma hora. Dado à gravidade do problema foram mais de três. Uma semana após a cirurgia, já no consultório, o médico não conseguiu disfarçar a ansiedade: – Você consegue mover os dedos? Mexa os dedos. Observando, concluiu: – Graças a Deus. Deu certo, disse-me o Doutor Fernando de Melo.
Hoje fui surpreendido com a notícia do falecimento do ortopedista, Doutor Fernando de Melo, ocorrido no último dia 06 de setembro. Mais um acontecimento neste triste 2020. Enquanto conversava sobre o ocorrido, não deixei de pensar na ironia de um mundo com imensas possibilidades de comunicação. Não pude dar adeus ao meu amigo, pois foi assim que nosso relacionamento se desenvolveu e cresceu em mais de 10 anos de convivência.
O Doutor Fernando era um sujeito expansivo, alegre, extrovertido. Invariavelmente levantava-se de sua mesa, no consultório, para vir alegremente buscar o paciente da próxima consulta. Nesse ínterim, saudava os demais, brincava com os colegas, tomava um café. Éramos recebidos com alegria e sem nenhuma pressa. Isso implicava em atrasos, mas quem iria reclamar por saber que o médico estava interessado em tratar-nos como indivíduos, como amigos, não como mais um paciente. Creio que todos são gratos por esse tratamento, por esse comportamento afetivo, profundo, interessado.
Dentro do consultório a primeira pergunta: – O que você me conta? E eu, chegado a uma boa conversa, falava de viagens, de teatro, da família… trocávamos informações e colocávamos a conversa em dia, antes de outra pergunta: – O que está acontecendo, por que você veio aqui? Seguia-se um atendimento atento, detalhado. E ao longo dos anos ele cuidou dos meus joelhos, da coluna, do braço quebrado. Este foi o mais trabalhoso!
– Vou conversar com as meninas para que elas não peguem leve com você. Precisa trabalhar, cara! Você está novo. Toma aí, mais dez sessões de fisioterapia. Volta depois e pode ter certeza que vai receber mais. Temos muito o que fazer para consertar esse braço – disse-me ao longo de meses. As meninas eram as fisioterapeutas do CAP – A Clínica Dr. Alberto Pastore. No meu caso, a menina, Claudia Collado. Eu fazia estrepolias ao acertar sessões para ser atendido por ela. – Um anjo, dizia ele. Acho que ela está te mimando demais. Precisa pegar pesado!
Doutor humano, um dia me falou da doença, do tratamento, de como as coisas estavam. Mantinha uma postura positiva, elogiava os colegas dos quais, naqueles momentos, havia se tornado paciente. – Vou conviver com isso. Ficar atento. Seguir em frente. A gente tem que se cuidar.
A doença voltou, traiçoeira, fatal. Guardarei todas as lembranças desse médico, com muito carinho, com toda a minha gratidão. Em um de nossos últimos encontros presenciais (agora tem essa expressão entre amigos) eu estava com duas, das minhas três irmãs. Ele nos recebeu com o sorriso largo e sincero de sempre, o jeito brincalhão que fez minhas irmãs elogiarem e perceberem o ser humano integro, sem deixar a simpatia de lado, contando a elas: – Vocês não imaginam como ele ficou! Os ossinhos todos quebrados! Tiramos e montamos em cima de uma mesa, como quebra-cabeça. Depois colocamos no lugar. E já tirou os parafusos! Virando-se para mim, já escrevi neste blog, ele concluiu, sobre os tais parafusos: “– Vai no hospital! Pega! Faça um chaveiro! São seus. Significam o quanto você está melhor”.
Para o Doutor Fernando de Melo fiquei devendo um almoço, feito por mim, com o braço consertado por ele. Veio a pandemia e não cumpri minha promessa. Mais que uma refeição, expresso minha gratidão eterna por estar aqui, com meu braço direito funcionando direitinho, como ele previu.
Aos familiares meus profundos sentimentos de pesar e consternação. Todas as homenagens são pequenas para esse grande médico. Que Deus o receba e que ele possa seguir além, feliz e sorridente, amigo como sempre foi.
Nando Cury nasceu em Botucatu, SP. Mora no bairro do Sumaré, São Paulo. No próximo domingo nós o conheceremos um pouco mais. Das crônicas publicadas por ele escolhemos, para hoje, uma que envolve o universo musical. Sobre música, Nando Cury diz:
“Adoro música. Participei de algumas bandas como Os Jetsons e XPTO (em Botucatu, nos anos 60). Fui um dos vocalistas e compositores de O Quarteto, nos anos 70. Nos Anos 80, estudei harmonia na Escola de Música Travessia e fiz parte do grupo vocal Piruá. Agora sou um dos integrantes da banda Beatles For All.”
O Trem das Lives, com Nando Cury, será no próximo domingo, dia 4, 18h no Instagram do Trem das Lives (@tremdaslives). Veja abaixo um relato da experiência musical do autor:
A HORA DOS ARQUITETOS DO SOM (PARTE 2)

Quase caí da carteira, quando Mário Bock, meu colega de turma, me contou a novidade. Ele havia conseguido pra mim, em 1973, no nosso segundo ano da Faculdade de Comunicação Objetivo, um estágio no estúdio de Rogério Duprat. Continuei não acreditando, então fui falar com o grande regente e arranjador. Passei 20 dias dentro do Studio Vice Versa, meio paralisado, só observando o Sá, o Guarabyra e os músicos da banda O Terço elaborarem músicas com apelos publicitários. Que, depois do arremate final de Duprat – incluindo arranjos, vozes, instrumentos e mixagem – virariam jingles famosos de conhecidos produtos.
De formação erudita, Rogério Duprat fundou o Grupo Música Nova, em 1961, já indicando ares de vanguarda. Como professor da Universidade de Brasília, junto com Damiano Cozzela e Décio Pignatari, cuidou da modernização da teoria e da prática musical no Brasil. Expandiu sua técnica de composição numa temporada que passou na Europa, onde estudou com influentes compositores da música contemporânea eletroacústica, o francês Pierre Boulez e o alemão Stockhausen. Apesar de ter gerado trilhas premiadas para teatro e cinema, a fama de Duprat só foi alavancada na época dos inesquecíveis Festivais da Música Popular Brasileira da TV Record. Exatamente no IIIº Festival de 1967, considerado o mais competitivo e de melhor qualidade musical. Realizado no Teatro Paramount, na Brigadeiro Luiz Antônio em São Paulo, o IIIº Festival contou com uma plateia, em sua maioria, composta por ruidosos estudantes universitários. A TV Record bateu o recorde mundial de audiência, para espectadores fiéis. Tive o privilégio de ser um deles, assistindo com amigos, cada música de cada etapa, através da tela do televisor preto e branco, lá da nossa sala de estar em Botucatu. A disputa não era só pela melhor canção e melhor intérprete. Rogério Duprat ganhou o prêmio de melhor arranjo com “Domingo no Parque” de Gilberto Gil, segunda colocada no festival. Venceu outro gigante chamado Hermeto Paschoal, que fez o arranjo para Ponteio de Edu Lobo, a grande campeã. Duprat usou, como bases, o canto e o violão de Gil, misturando os naipes de cordas e metais da orquestra com berimbau, os backing vocais e sons dos instrumentos dos Mutantes, de Rita Lee, Arnaldo Baptista (baixo) e Sergio Dias (guitarra).
No ano seguinte, em 1968, Duprat criou os arranjos de Tropicália, que lançou o Tropicalismo, um dos mais importantes movimentos musicais brasileiros. Nesta obra, os inventivos arranjos de Duprat sincronizaram-se com a criatividade exuberante que aflorava de um grupo especial de novos compositores do país. As canções do álbum, em sua maioria, levaram a assinatura de Caetano e Gil, como em “Panis et Circenses”, interpretada pelos Mutantes. Caetano e Gil tiveram ainda a parceria de dois poetas que se destacavam naquele momento. Torquato Neto compôs com Gil “Geleia Geral”, interpretada por Gil. E com Caetano a canção “Mamãe Coragem”, cantada por Gal. Capinam fez “Miserere Nobis” com Gil, que também foi o intérprete. Caetano Veloso assinou “Enquanto seu lobo não vem”, cantada por ele e “Lindoneia”, que ficou perfeita na voz de Nara Leão. Tom Zé foi o autor de Parque Industrial, para o coro de Gil, Caetano, Gal e Os Mutantes. Gal Costa conduziu divinamente o hit “Baby” de Caetano.
Dessa mesma época, valem ser destacados os arranjos de orquestra que Duprat construiu, para tornar ainda mais originais e cobiçados, os três primeiros álbuns dos incomparáveis Mutantes de: 1968 (que traz “Panis et Circenses”), 1969 (que leva “Não vá se perder por aí”) e 1970 (Divina Comédia ou Ando meio desligado).
Capa do disco Tropicália: projetada pelo artista plástico Rubens Guerchman.
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Obs.: a PARTE 1, que aborda personagens da formação musical do autor está no Facebook. Faça uma visita e conheça outros contos e crônicas em https://www.facebook.com/nandocury
A próxima live do Trem das Lives, próximo domingo, 18h será no Instagram . Acesse e siga a página para ver e conhecer melhor NANDO CURY, escritor, autor do conto abaixo que mostra de maneira sensível as mudanças ambientais levando a novas situações de relacionamento entre o homem e os pássaros.
O CANTOR DA MADRUGADA

O belo canto melódico, que atravessa a minha janela fechada, parece ser de um sabiá laranjeira, aquele com a barriga cor de laranja. O pássaro é lindo, seu canto também. Mas, raios, o que está fazendo à estas horas da madrugada dentro do meu sono mais profundo?
Tenho um ouvido muito sensível. Desde que mudei pro meu apartamento, há 25 anos atrás, adotei o costume de, em algumas noites, utilizar o protetor auricular, aquele par de pequenos cones da 3M, por coincidência da cor laranja. Esta prática começou na madrugada de terça pra quarta, por causa da montagem da feira na minha rua. E, tem se repetido em algumas outras ocasiões noturnas, para tentar barrar possíveis sons altos, duradouros e repetitivos. Como uma sirene que dispara ou o canto de pássaros noturnos.
Eu andava mesmo chateado, implicado com o canto do sabiá. Culpando-o por cantar tão alto, tão demoradamente, tão repetitivamente. E não me deixar dormir. Mas, nesta semana resolvi investigar por que alguns tipos de pássaros, como ele, cantam de madrugada. E porque também não dormem.
O sabiá é um cantor nato. Descobri que lá no terreiro do interior ele canta mais cedo, quase no finzinho da tarde. Mas quando fugiu do terreiro e veio morar num galho de Sibipiruna de uma rua da grande cidade, enfrentou dificuldades para cantar. Seu canto é um instrumento de sobrevivência. Precisa aparecer forte para assustar inimigos, chamar a atenção dos seus parentes, daquela fêmea que pode ser a mãe de seus filhos. Na cidade grande, cantar de dia não dá pro sabiá. Ele tem a concorrência forte de muitas fontes de barulho, como o trânsito, equipamentos que geram energia, lavam carros, pets, cortam árvores, ferragens e outros materiais de construções.
Lá no interior, lá no meio do mato fica tudo escuro pro sabiá dormir. A cidade grande não fica escura nunca, mas é menos clara e menos barulhenta à noite, mais ainda na madrugada. Por essa razão, ele também tem insônia, atrasa o seu canto para a madrugada. E aí trava uma verdadeira disputa de cantoria com os pássaros da mesma espécie. Dizem os ornitólogos que o sabiá macho que cantar mais alto, mais rápido e com maior quantidade de notas, é aquele que tem mais chances de conquistar as sabiás mais bonitas, dengosas e parideiras.
Então, para completar minha curiosidade, resolvi analisar a frase melódica do canto do sabiá laranjeira. Acho que, é possível compará-la ao arpejar de um violino numa música clássica. Em alguma dessas noites, mais quentes, assim que ouvi-lo, estou pensando em levantar da cama e ir pra sacada tentar um dueto com ele.
Texto original publicado no perfil do Facebook. Para acessar, clique aqui e conheça outros textos do autor.
SEMÔNICA é o podcast de Nando Cury. Entre clicando aqui e ouça textos narrados pelo próprio autor.
Estou com Mafalda há muitos, muitos anos. Portanto, admiro Quino. Respeito sobretudo o artista que consegue manter-se vivo em um mundo que, infelizmente e por exemplo, mantém altas índices de desemprego.
Sempre teremos Mafalda e seus amigos para rir, pensar, refletir e, sobretudo, reverenciar seu criador.

Obrigado, Quino! R.I.P.