Monte Alegre de Minas e Canápolis Recebem Mostra Teatral do Projeto Arte na Comunidade 2

CONHEÇA A PROGRAMAÇÃO DE ENCERRAMENTO DO PROJETO ARTE NA COMUNIDADE 2:

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Ronan Vaz e Marcelo Ribas em “Histórias do Pontal de Minas”, foto by Thaneressa Lima

MONTE ALEGRE DE MINAS

Conheça as atrações do dia 5 de setembro sexta, às 18h00, na Praça Nicanor Parreira, em Monte Alegre de Minas.

Apresentação da Banda Municipal Maestro Victal Reis, sob a regência do Maestro Leonardo Reis, e da dupla Zé Bicho de Pé e Diva Bela.

Espetáculos
A peça “Histórias do Pontal de Minas”, de Valdo Resende, foi criada exclusivamente para compor o projeto Arte na comunidade 2. É o próprio autor quem dirige os atores José Luiz Filho, Marcelo Ribas e Ronan Vaz e a atriz Lilia Pitta.
“Balaio Popular”, do Grupontapé de Uberlândia, mostra as tradições populares e a religiosidade com enfoque no universo mineiro.

CANÁPOLIS

Em Canápolis, dia 7, domingo, às 16h00, na Praça 14 de Julho, uma tarde divertida, cheia de arte e histórias. Conheça a programação:

Apresentações de artistas locais: 
Roda de Capoeira
Banda Municipal José Alexandre da Silva
Dança: “Minha 1º Valsa” e “A Boneca Encantada” – 2º colocada no 14º DANÇARAXÁ (Araxá/ MG), com os alunos da Oficina de Ballet da Casa de Cultura

Espetáculos
A peça “Histórias do Pontal de Minas”, de Valdo Resende,  criada exclusivamente para compor o projeto Arte na comunidade 2. É o próprio autor quem dirige os atores José Luiz Filho, Marcelo Ribas, Ronan Vaz e Lilia Pitta.
Já “A História da Menina que Falava Muito e…” descobrimos com Falância – uma menina de nove anos como outra qualquer, com seus sonhos, vontades e uma energia típica dessa faixa etária e que não gosta de estudar – a importância da leitura e da busca pelo conhecimento.

Organizado pela Kavantan & Associados, o projeto Arte na Comunidade 2 é patrocinado pela Alupar e Cemig, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e conta com o apoio das Prefeituras de Canápolis, Monte Alegre, Ituiutaba e de Prata. Para mais informações, acesse a página no Facebook http://facebook.com/artenacomunidade e fique por dentro de toda a programação.

 

Aguardamos todos vocês!

“Arte na Comunidade 2” em Ituiutaba

Neste sábado, dia 30, às 19 horas, na Praça Getúlio Vargas, em Ituiutaba, teremos a Mostra Teatral que é parte da programação do projeto ARTE NA COMUNIDADE 2. Além das escolas participantes do projeto, serão apresentadas duas outras peças:

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Lilia Pitta e Ronan Vaz, Histórias do Pontal de Minas.

– “Histórias do Pontal de Minas”, de Valdo Resende, criada exclusivamente para o projeto Arte na comunidade 2. Fatos reais e fictícios das cidades participantes do projeto estão nas aventuras vividas pelas crianças da região, contadas e interpretadas pelos atores José Luiz Filho, Marcelo Ribas, Ronan Vaz e Lilia Pitta. É o próprio autor quem dirige a montagem.

– “Mágico de Oz”, musical com o Grupo Ciranda de Cena de Uberlândia, Minas Gerais,  resgata valores como a amizade, os ideais da família e a valorização da cultura popular. A trama conta a história de Dorothy, que vivia feliz com seus tios até ser levada por um furacão a outro mundo. Na tentativa de voltar para casa ela sai à procura do grande OZ, o único que poderá lhe ajudar. Nesta busca, Dorothy encontrará muitos perigos e desafios.

José Luiz Filho e Marcelo Ribas, Histórias do Pontal de Minas
José Luiz Filho e Marcelo Ribas, Histórias do Pontal de Minas

Após as apresentações haverá sorteio de prêmios para o público presente. Organizado pela Kavantan & Associados, o projeto Arte na Comunidade 2 é patrocinado pela Alupar e Cemig, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura e conta com o apoio das prefeituras de Ituiutaba, Canápolis, Monte Alegre de Minas e Prata. Para mais informações, acesse a página do projeto no Facebook e fique por dentro de toda a programação.

Ficaremos honrados com a presença de toda a população de Ituiutaba e região. Compareçam!

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Histórias do Pontal de Minas

O projeto ARTE NA COMUNIDADE 2, após realizar ações nas escolas dos municípios de Canápolis, Ituiutaba, Monte Alegre de Minas e Prata, está em fase final. A conclusão das atividades será através de Mostra Teatral que percorrerá os quatro municípios mineiros; das atrações constam a participação de grupos de Belo Horizonte, Uberlândia, além de artistas das cidades envolvidas.

O primeiro evento será no Prata. Na programação a peça “Histórias do Pontal de Minas”, com atores participantes do ARTE NA COMUNIDADE 2, o show “Concerto em Ré” do Grupo Maria Cutia, de Belo Horizonte, mais apresentações de artistas da cidade e sorteio de prêmios. Buscando incentivar novos talentos, também serão apresentados os trabalhos realizados pelos estudantes das escolas durante as atividades de contação de histórias que ocorreram entre os meses de abril, maio e junho. 

A peça  “Histórias do Pontal de Minas” será mostrada, pela primeira vez ao público de cada uma das cidades. O elenco é composto por José Luiz Filho, Lilia Pitta, Marcelo Ribas e Ronan Vaz. Com texto e direção de Valdo Resende, Histórias do Pontal de Minas é realização da Kavantan & Associados, para o projeto Arte na Comunidade 2 que é patrocinado pela Alupar e Cemig  por meio da Lei de Incentivo à Cultura – Ministério da Cultura.

Aguardamos a presença de todos. Veja detalhes do evento abaixo.

 

cartaz mostra PRATA

 

Esperamos toda a população da cidade. Aqui, em breve, as informações sobre os detalhes dos eventos nos demais municípios. Acompanhe outros detalhes em https://www.facebook.com/artenacomunidade .

 

Pausa

Um pequeno recesso para repouso e voltarei no dia 1 de setembro. Espero reencontrar todos os que me honram com visitas ao blog, acompanhando minhas publicações. Pensei em “Nu com a minha música” de Caetano Veloso, deixando um pouco de poesia em forma de canção.

 

Penso em ficar quieto um pouquinho

Lá no meio do som

Peço salam aleikum, carinho, bênção, axé, shalom

Passo devagarinho o caminho

Que vai de tom a tom…

até a volta!

 

Nosso Deus, o celular

nosso deus, o celular

Nesta manhã li que uma mãe atirou o filho na parede porque ficou nervosa ao ver a criança mexer no celular. O garoto, de dois anos, faleceu. Ela escondeu o menino de dois anos no interior de um sofá e, depois, acionou a polícia denunciando o desaparecimento da criança. O fato nos dá a medida extrema do lugar ocupado pelo poderoso aparelho em nosso cotidiano.

Tenho a impressão de que o menor uso do celular, na atualidade, está no objeto como meio de comunicação em si, indispensável. O que é realmente necessário dizer ao nosso interlocutor? Se alguém diz que vai para algum lugar, quando nos comprometemos a comparecer a tal encontro, qual a real necessidade de ligações do tipo “estou saindo”, “estou no trânsito” “já estou aqui”? Ontem presenciei quatro ligações “importantíssimas” de uma companheira de viagem. Na rodoviária: “- já estou dentro do ônibus”; após a partida: “-Acabamos de sair”; uma hora e pouco depois: “- Onde você estava, porque não atendeu? Fiquei ligando, ligando… já passamos Ribeirão Preto”. Mais tarde: “- Já passamos Jundiaí” e, poucos minutos depois: “-Entramos na Marginal”. Não me cabe julgar o que cada um classifica como importante para ser comunicado. Casos como o que presenciei ontem, penso, são para psicólogos.

O celular comporta um monte de joguinhos. Também li que esses passatempos são ótimos e atendem diferentes tipos de necessidades. Aqui, acredito que é só estabelecer o que é passatempo e distinguir isso de vício que tá tudo bem. Vício, é bom lembrar, instala-se sorrateiramente em nossas vidas. Afirmamos que bebemos socialmente, fumamos só um pouquinho e todos nós sabemos como, sem controle, onde isso vai parar.

Quando dizem que o celular é instrumento de trabalho, parceiro para alguns, ele não deixa seu caráter fundamental de meio de comunicação. Acessamos nossas contas bancárias, participamos de reuniões estando do outro lado do planeta, vendemos e compramos tanto o necessário quanto o cacareco inútil e por aí vai. O celular, e todo avançado derivado desse, é o grande e poderoso meio de comunicação do século XXI.

O ser humano nunca se contentou em ser um minúsculo ponto diante da grandiosidade do planeta. Na atual fase da nossa civilização extrapolamos os limites físicos e criamos um mundo virtual. Estamos neste através da informática, com infinitas possibilidades, limitada para um considerável contingente que se contenta em usufruir tão somente das redes sociais. Tenho a impressão de que é aqui que reencontro a mãe do garoto assassinado em Minas Gerais.

Pessoas que residem em cidades praieiras convivem com a falsa igualdade propiciada pelo traje de banho. Seminus, bronzeados, alegres ao sol, parecemos todos iguais perante um belo verão. Temos essa possibilidade “melhorada” no mundo virtual. Tiramos as manchas da pele, as rugas e somos amigos de personalidades importantes, de artistas. Nas redes sociais esbanjamos felicidade; a comida é farta, a bebida é abundante. Ampliamos nosso mundinho para milhares de amigos e, suprassumo da rede, somos seguidos por outros. Nas redes, conta mais quem tem maior número de seguidores. Quando isso não ocorre, contentamo-nos em seguir, em fazer parte da vida de quem admiramos. Nas redes sociais podemos simular o mundo que queremos.

O telefone de antigamente era pra falar com o parente distante, chamar o médico, a polícia, os bombeiros. Usávamos o dito cujo até para conversar com amigos, mas tínhamos o limite da conta telefônica – sempre caríssima! – e a restrição da família, já que era raro mais que um aparelho por residência. Hoje, quase todo mundo tem telefone. Smartphone é o termo adequado. Isso é muito bom; um inquietante receio é o de que algumas pessoas, como a tal mãe, tenha só o tal smartphone. Um aparelho que subverte a realidade da pessoa colocando-a em um mundo por essa idealizado. Quando esse mundo é ameaçado a reação é brutal e, horror dos horrores, uma mãe joga o pequeno filho na parede.

Seria estúpido condenar à fogueira tanto o celular quanto seus usuários. A história já teve sua cota de fogueiras que só fizeram retardar, por pouco tempo, o avanço propiciado por novos objetos, novas tecnologias. Longe de proibir, de impedir, cabe educar. Esse triste fato volta a fazer com que se bata na mesma tecla da educação, da formação adequada que é direito de todo e qualquer cidadão. O processo educacional é algo demorado e grandes transformações  levam tempo. Mas não custa insistir na reflexão. Todas as instituições que buscam o bem comum podem discutir e orientar as pessoas para o uso adequado do celular, da internet e similares. O assassinato do garoto mineiro é um ápice, a ponta de um iceberg que tende a crescer.

 

Até mais!

Os assassinos sorridentes

(Abandono - Oswaldo Goeldi)
(Abandono – Oswaldo Goeldi)

A TV exibe imagens de dois policiais em uma viatura

Eles não estão tensos nem aparentam nervosismo

Trabalho cotidiano, eles trafegam pela cidade.

Equívoco histórico, os tiras decidem a vida alheia.

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A TV ressalta detalhes da captura de três crianças

Os meganhas mantêm o sorriso nos lábios

Eles estão seguros e confiantes

Eles são poderosos, armados, fardados.

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A TV exibe rotas de conhecida desova

Os dois homens armados atiram para o alto

Os dois soldados exigem que três crianças sejam homens

Os meninos choram

Três nadas perante armas permitidas pela nação.

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A TV não exibiu assassinatos e, portanto,

Diz a autoridade,

– Está aberto o inquérito! Cabe averiguação.

 .

Um garoto morreu,

Outro se fingiu de morto, malandro do século XXI,

O terceiro foi solto sob ameaças.

Os soldados continuaram sorrindo

(disseram que estão presos; a TV não mostrou!)

E a nação, ah, o Brasil só se abala por um 7×1.

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Julho/2014