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Em algum momento, quase sempre imperceptível, duas pessoas estabelecem “o” contato. Algo além do desejo físico, da mera atração ou dos interesses materiais de qualquer ordem.

O contato referido não precisa ser no primeiro encontro; pode ocorrer bem depois desse e, para um grande número de pessoas pode ser o único. Quando esse contato acontece nos damos conta que o tipo físico é secundário. Que as características descritas pelos astrólogos não contam e, para aqueles que acreditam em ciganas e similares, ninguém recorda as previsões nas cartas, nos búzios, nas linhas das mãos.

Quando estabelecemos contato, sentimo-nos diante do total desconhecido e, com segurança ou com receio, nos entregamos, pois a única coisa que intuímos é que aquele momento, aquele encontro, é irreversível. Parece que foi pré-estabelecido, predestinado. É, para muitos, manifestação do destino; para outros, resgate de outras vidas onde, em lugar indeterminado, dois seres marcaram encontro para esta existência.

Sendo dia dos namorados, fica estabelecido que penso em grandes afetos, paixões ternas, amores profundos, sensações arrebatadoras. E depois de um dia cheio de tantas coisas, muitas delas de preparativos para comemorações e reafirmações de afetos entre pessoas apaixonadas, minha sugestão é essa: buscar e tentar reviver a magia do primeiro contato.

Não o instante do esbarrão, da apresentação desinteressada por alguém, do encontro inesperado ante a condução perdida, mas o instante do primeiro olhar, daquela faísca que conduziu uma sensação indefinida até ao coração e, chegando lá, explodiu em euforia e certeza, fazendo-nos admitir: estou apaixonado! Que todos possam reviver esse instante, abraçadinhos nessa noite fria de junho, ou no calor de algum outro lugar desse nosso Brasil.

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Até mais!

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Nota:

As imagens acima são do filme Romeu e Julieta, dirigido por Franco Zefirelli.