Em Paraty, um Brasil de outras festas

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Alguns acontecimentos são sinais evidentes de que há um Brasil diferente daquele que povoa o senso comum. A FLIP, Festa Literária Internacional de Paraty, é um sinal radiante.

Paraty em tempos de FLIP

Converse com comerciantes e, é comum, dirão que livro não dá dinheiro. Por acreditarem em tal premissa muitos empresários sonham com algum shopping enquanto lotam a Rua 25 de Março a cata de cacarecos. Os organizadores da FLIP pensam o contrário e, neste 2012, celebram 10 anos de um evento que é puro êxito.

Bienais de livros, feiras e encontros, como este que ocorre em Paraty, comprovam que uma parte considerável da população brasileira mostra profundo interesse por publicações literárias, escritores e demais elementos desse universo.

Paraty é cidade turística, litorânea. Uma das mais antigas do país e antigo porto principal do Estado do Rio de Janeiro.  Nos tempos do Brasil colônia a Estrada Real era o caminho que levava o ouro de Minas para Paraty e, de lá, para Portugal. Hoje, durante a FLIP, a cidade é frequentada por jovens em número tal que quebra mais um preconceito: aquele que sugere que são poucos os jovens que curtem literatura.

Drummond, o homenageado.

Neste ano, comemorando 10 anos, a FLIP presta homenagem ao mineiro Carlos Drummond de Andrade. O poeta completaria 110 anos e os organizadores do evento encontraram a dezena comum a Drummond e à FLIP. Para quem nunca foi ainda há tempo para planejar e organizar o passeio. A festa ocorre de 4 de julho, uma quarta-feira, até domingo, dia 8 de julho. Saiba detalhes da programação em http://www.flip.org.br/ .

É fato que muita gente irá para lugares tipo Miami, Disneyworld, Cancun e, aqui dentro, as belas e quentes praias do nordeste. Alguns escolherão Paraty. Caminharão pela cidade centenária, por ruas estreitas, ladeadas pelo casario colonial. Portarão livros, conversarão com escritores, lembrarão Carlos Drummond de Andrade. Este Brasil, que gosta de festas assim, deve ser destacado. Compartilhado. Espalhem a notícia.

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Até mais.

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4 comentários Adicione o seu

  1. Alair disse:

    Paraty, livros… Veio tudo a calhar. Dá um certo saudosismo pensar em tudo isso. Afinal, corrremos e corremos. E, lembro-me que quando o hábito de folhear livros era mais frequente, eu o fazia em uma cidade pacata, a TV não era tão presente em minha vida, a internet ainda era um OVNI. Enfim faço uma “mea culpa” plagiando Carlos Drummond de Andrade (que aliás foi mercedor de um poema feito por mim).:

    “Vou-me embora pra Uberaba

    Lá sou amigo de um monte de gente

    Lá leio o livro que eu quero

    Na cama que é um lugar quente”

  2. Walcenis disse:

    Parabéns, Paraty!

  3. Anita disse:

    Uma Paraty Para nós.

  4. Nathalia Romao disse:

    Ameeei! Conheci Parati num dia chuvoso e mesmo assim me apaixonei, otima pedida para esse Julho! 🙂

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