O momento de parar

Aposentadoria de sonho, ao lado de Drummond, ou em Minas, nas imediações de Uberaba.
Aposentadoria de sonho, ao lado de Drummond, ou em Minas, nas imediações de Uberaba.

Há alguém que não sonhe com férias? Há alguém que ultrapassando os cinqüenta, sessenta anos não comece a pensar em “descansar”? Surpreendendo o mundo todo, o Papa anunciou a própria aposentadoria. Aos 85 anos (completa 86 em abril), Bento XVI já ultrapassou um ano, em idade, seu antecessor. João Paulo II faleceu com 84 anos. A imprensa cria caso, exagera daqui e dali. Ficam falando em conspirações, cogitando pressões sobre o velhinho que resolveu parar.

Li em vários lugares uma indagação “crucial”: como deveremos chamá-lo após sua saída do Vaticano? Santa Mãe de Deus! De Bentinho é que não é. Nem de Papa Pai (lembram da Rainha Mãe, da Inglaterra?). Continuará sendo Bento XVI, vivo ou morto. Na verdade, o incômodo é outro; o Papa tem poder, muito poder. Ele pode usar todos os recursos materiais que o cargo possibilita; tem os holofotes do mundo sobre si bastando, para isso, aparecer em uma janela. No entanto, Bento XVI resolveu parar. Como pode ser isso?

Aqui, no Brasil, conhecemos pessoas que, agarradas ao poder, lembram um esfomeado vira-lata guardando o osso. Lá fora, temos a situação delicada de uma Rainha, a Elizabeth II com 86 anos, que vive ao lado do príncipe herdeiro, um velhusco Charles que, parece, nunca será rei. A avó de Charles, a Rainha Mãe, morreu com 101 anos. Se Elizabeth for por aí, o Príncipe pode entrar para a história como Porcina inglesa, que “foi sem nunca ter sido”.

Adoraríamos viver eternamente. Não gostamos nem de cogitar sobre o fato de que iremos morrer. Parar, em certos casos, induz-nos a pensar na dita cuja. A ideia de aposentar-se, de parar, para muitos é defrontar-se com o nada, com o fim, com a morte. Ao evitar até o conversar sobre o assunto somos levados, penso eu, a pensar que certas pessoas não “merecem” aposentadoria; o Papa, a Rainha Elizabeth da Inglaterra, as nossas mães e demais donas de casa… Sim, parece doido, mas o princípio é o mesmo. Quem vai cuidar da Igreja, da Inglaterra, da nossa casa?

A sociedade – é bom salientar que essa senhora é um tipinho duvidoso – não gosta de gente doente. A tal senhora não costuma admitir que as pessoas envelheçam, ou que fiquem doentes. Só essa ideia idiota explica esconderem a operação que levou o Papa a usar marca-passo; jornalistas cogitam se há algum escândalo por trás dessa renúncia, mas não especulam se ele usa fraldas, essa incômoda situação provocada por problemas de próstata, que também  estaria afetando o sumo pontífice.

A principal ideia sobre a velhice, a nossa principalmente, é sempre deixada para depois. Temos receio de encarar a própria finitude. No entanto, admitimos sonhar com uma velhice tranquila  ao lado de pessoas amadas, passeando em praças, praias, jardins. Desejamos tempos serenos sem preocupação com salários, contas para pagar… Mas, isso é para depois. Bem depois! O Papa Bento XVI nos faz lembrar que esse momento chegará. Com poder ou sem ele, com dinheiro no bolso ou sem esse, teremos que parar; ou seremos parados por doença, pelo corpo alquebrado não conseguindo responder ao nosso comando.

Ao lado do irmão, bispo Georg Ratzinger. Alguém pode privar o Papa de uma velhice tranquila?
Ao lado do irmão, bispo Georg Ratzinger. Alguém pode privar o Papa de uma velhice tranquila?

Gostei de ver pela TV o Papa caminhando sem bengala. Desejo que ele possa levantar-se sozinho na madrugada para ir ao banheiro; que não precise de ninguém para trocar de roupa e que consiga fazer uma sopinha, caso necessário. Tomara que disponha sempre de um jardim onde passar as tardes ouvindo pássaros, deliciando-se com a bela paisagem italiana. E se for sonho voltar para onde nasceu, que tudo isso possa ocorrer na Alemanha. Que em todos os momentos ele possa falar com alguém, receber um gesto de carinho, alguns minutos de atenção. Afinal, não é isso que sonhamos para nós mesmos? Poderia até continuar escrevendo sobre como isso poderá ocorrer; todavia, como quase todo mundo, quando o assunto é velhice, não me é incômodo deixar pra depois.

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Até mais!

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Alegoria para a Rosas de Ouro

O Diário de São Paulo desta terça-feira publicou a relação de premiados com o Troféu Nota 10 do carnaval de 2013. A Mocidade Alegre foi a escola a receber o maior número de prêmios. O prêmio de melhor Alegoria, quesito pelo qual fui responsável, foi para a Rosas de Ouro.

Detalhe do Diário de São Paulo
Vejam, no jornal, a matéria completa com todas os quesitos do Troféu Nota 10

No detalhe, a justificativa:

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Também foram agraciadas com o Troféu Nota 10, edição de 2013, as escolas Nenê de Vila Matilde, X-9 Paulistana, Vila Maria, Gaviões da Fiel  e Vai-Vai. Todos os detalhes da premiação estão na edição do jornal, nas bancas. A festa da entrega será quinta-feira, no Bar Brahma Aeroclube.

Ano passado o prêmio de melhor alegoria foi para a Mocidade Alegre. Aproveito este post para homenagear a escola, registrando aqui o material publicado pelo jornal, em 2012.

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Assim justifiquei, em 2012, o prêmio para a Mocidade Alegre.

Mocidade Alegre
Melhor Alegoria de 2012 foi para a Mocidade Alegre

Quero parabenizar todas as escolas premiadas neste ano e, através deste post, homenagear os componentes de todos os setores, de todas as alas, que propiciaram momentos inesquecíveis para todos nós. Também agradecer ao Diário de São Paulo, especialmente aos organizadores do Troféu Nota 10 pela carinhosa atenção durante todas as etapas deste trabalho.

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Bom final de carnaval para todos.

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“A festa é na avenida”

Atente para a mensagem da ilustração!
Creio ser pertinente, somar ao post, essa mensagem fundamental.

Se “a festa é na avenida”, como canta Arlindo Cruz, vamos desligar a TV, o computador e cair na folia. Nunca é demais alertar que avenida, no dito samba, é metáfora para todo espaço onde possamos brincar o carnaval. Se nem todos podem ir ao sambódromo, se há cidades onde não ocorrerão desfiles por falta de verbas e outros problemas, o jeito é apelar para a criatividade, a boa vontade e celebrar a alegria de viver.

Quem já esteve no Sambódromo, seja o de São Paulo ou o do Rio de Janeiro, sabe o quanto a transmissão da televisão é incompleta. Nossos caros profissionais, por mais que se esforcem, não conseguem ir além do óbvio. Enquanto as câmeras buscam mulheres bonitas, gente famosa, o detalhe inusitado, os apresentadores enchem nossos ouvidos com mesmices de todos os anos: É sempre perigoso o momento em que a bateria vai entrar no recuo; será que vai dar tempo da escola passar? Lá, encantados com o espetáculo, quando atingidos no âmago pelo desfile, nos esquecemos de tudo e somos felizes.

Estar em um desfile é permitir-se vivenciar a festa em plenitude; assistir, na arquibancada ou no camarote, é compactuar e interagir com todas as personagens do samba: a elegância da comissão de frente, a delicadeza refinada de mestre-sala e porta-bandeira, a técnica invejável do passista, a sensualidade gritante das cabrochas, o luxo dos destaques, o impecável artesanato das alegorias e, experiência única, o som absolutamente contagiante de uma bateria. A TV mostra por partes. No sambódromo ou na avenida, vivenciamos o todo.

“Atrás do trio elétrico só não vai quem já morreu”, diz outra canção, essa de Caetano Veloso. Se não vamos ao desfile da escola, há o trio elétrico, o bloco de rua. O samba ganha todos os espaços e permite a todos nós a alegria da criança, dona de si e da rua. Caminhamos apressados, tensos, por ruas e avenidas durante quase todo o ano. Corremos o risco de esquecer que trabalhamos tanto para que possamos brincar, confortavelmente, com nossos familiares, amigos e conhecidos. E brincar, aqui, é no sentido pleno de estar e ser feliz.

Nas ruas, ou praças, ou mesmo em botecos de esquina, esse é o momento para dançar frevo, sambar ou, simplesmente movimentar o corpo na cadência de uma marchinha. Há quem prefira os blocos gigantescos, na onda de uma Daniela Mercury ou com os Filhos de Gandhy na querida São Salvador; há os que começam com o Galo da Madrugada em Recife, após terem passado pelo Cordão do Bola Preta, no Rio de Janeiro. O melhor bloco é, sempre, aquele que a gente curte; eu, por exemplo, gosto do “Enterro dos ossos”, todo sábado após o carnaval, que encerra as atividades carnavalescas aqui do bairro.

Nem escola, nem bloco de rua? Ainda há bailes, dos mais sofisticados aos mais simples, com a criançada do condomínio, ou com os próprios familiares, afastando os móveis da sala. Permita-se brincar! Permita-se ser alegre, como o menino que dá uma rasante na avenida, com uma toalha amarrada ao pescoço, fingindo-se de Superman. Este é o verdadeiro espírito da festa carnavalesca; sair da rotina e brincar, de ser rei, sapo, rico, pescador, mulher gato, homem aranha… Na escola, no bloco, no salão do condomínio, a ordem é brincar e ser feliz.

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Bom carnaval!

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Nota: As peças que ilustram este post, é da Presença Propaganda. Grato ao Fernando Brengel, o folião mais animado da Vai-Vai!

Critérios para vencer no sambódromo

O Diário de São Paulo publicou na edição de hoje, 7 de fevereiro, uma síntese do que será avaliado pelos jurados do Troféu Nota 10 em cada quesito. Vale a pena conhecer e ficar por dentro.

Diário de São Paulo, edição de 7 de fevereiro de 2013
Diário de São Paulo, edição de 7 de fevereiro de 2013

Além dos elementos pertinentes para avaliar as alegorias – pertinentes ao universo das artes visuais- apontei outros detalhes que considerarei para escolher a escola vencedora. Veja no detalhe do próprio jornal:

Diário de São Paulo, Troféu Nota 10

 

Além de premiar a melhor alegoria, a matéria destaca outras categorias: Comissão de frente, enredo, bateria, harmonia, intérprete, mestre-sala e porta-bandeira, evolução, samba enredo e fantasia.

Os organizadores do Prêmio Nota 10 estão realizando um trabalho com muito empenho e dedicação. Fico feliz em contribuir para destacar e valorizar os sambistas paulistanos. Eles merecem toda nossa atenção e carinho pelo brilhante espetáculo que nos oferecem.

Até mais!

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Quesitos para antes da folia…

É carnaval de gatos e lebres...
É carnaval de gatos e lebres…

O carnaval do Brasil já está com suas primeiras bandas saindo pelas ruas das cidades.  No entanto, sempre é tempo de dar palpites aos navegantes; principalmente para aqueles que pretendem entrar na brincadeira.

Pesquisei com excelentes orientadores; afinal, mais sério neste país que o carnaval, só o futebol, portanto a festa é coisa de profissional!. Assim, bem auxiliado, elaborei “quesitos” básicos, mas essenciais para um carnaval feliz.

QUESITO FANTASIA

Primeiro, que tal fazer um teste rápido sobre o estágio atual de sua imagem pessoal? Pergunte-se: “O que as pessoas pensam quando se fala em meu nome?”. “Será que sou reconhecido, notado em meio à multidão?” Você pede “Atenção”, e nada. Depois, suplica “Por favor, só um minutinho” e… Nada? Está na hora de colocar sua porção “cara de pau” para funcionar. Sugestão de fantasia:

– Rapaz da pamonha, pamonha, pamonha fresquinha, pamonha de Piracicaba. Um macacão simples e um megafone – o real investimento para chamar a atenção sobre si – e mais nada. Se alguém pedir pamonha, e esse alguém for de especial interesse, aproveite para anotar telefone e endereço para posterior entrega do produto…

A segunda sugestão de fantasia é para o tipo oposto; aquele tão aparecido, mas tão aparecido, que só não é chamado de Estátua da Liberdade porque não carrega tocha acesa, nem apagada. Para o “Cidão”, a sugestão é fantasiar-se de bloco de recados. Um grande bloco, com canetas penduradas e os seguintes dizeres: “Cidão saiu! Deixe recado!”. Provavelmente, irão aproveitar para tirar a forra e aí, aguente o tranco e o palavreado dos amigos. Se ninguém escrever nadica de nada… Cidão, aproveite o carnaval e programe mudanças de atitude!

Derradeira sugestão, para as figuras meio-termo; aquelas nem suficientemente ignoradas, nem bastante aparecidas. Para essas, a sugestão de fantasia é qualquer fantasia tradicional, mas tipo frente única. Ou seja: Pirata, Colombina, Cigano, Egípcio… enfim, qualquer fantasia, mas só com a parte da frente. Sendo sujeito meio-termo, obviamente um macacão esconde o bum-bum e adjacentes…

Use apenas os originais!
Use apenas os originais!

QUESITO FINANÇAS

Folião confiante é aquele que tem como premissa acreditar na viabilidade do empreendimento, e quem, mesmo em situações difíceis, sabe que o esforço vale mais do que a crítica destrutiva. O carnaval deve ser visto como um grande investimento, que vai exigir o bem mais precioso: o tempo. E a família – mais do que nunca – deve ser a aliada!

É essa fabulosa instituição, a família, que empresta a grana para o folião bancar o baile, a fantasia e, se o dito é folião de escola oferece carona levando-o às 03h00 para a concentração, vai correndo pra casa tentar vê-lo na televisão e volta com os primeiros raios da manhã na dispersão para buscar o ser, decididamente, querido.

QUESITO BAILE

Seguindo nossa sugestão de fantasia, comporte-se coerentemente com a mesma por afinidade ou oposição. Seja um “Cidão” calado, ou dobre a velocidade da fala costumeira; para o “rapaz da pamonha”, experimente engasgar ao megafone (é o sonho de milhares de cidadãos e portanto, essa será uma atitude de sucesso.) Quanto ao meio-termo, o “balança”, cabe alternar samba no pé com dança do ventre, catira com balé clássico, etc…

QUESITO FINAL, OU DA QUARTA-FEIRA DE CINZAS

As posturas possíveis! Assuma tudo, na base do “fui eu, e daí?”, ou negue; negue até a morte, contra todas as evidências. Se alguém insistir em apurar, constatar, afirmar, certificar, informe simplesmente: – Meu irmão, isso ou aquilo foi no carnaval. Já passou! E siga serenamente em paz, feliz.

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Até mais!

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“Na mais fina companhia”

"Diário de São" de domingo, dia 3 de fevereiro
Detalhe do “Diário de São”

O Troféu Nota 10 faz 15 anos. Pelo segundo ano tenho a honra de estar entre os jurados do premio oferecido pelo jornal Diário de São Paulo.  19 estatuetas serão destinadas aos melhores sambistas de São Paulo.

No Troféu Nota 10, julgarei alegoria. Na “minha mais fina companhia” estarão: Mauricio Lima (Bateria); Jose Alves de Oliveira Filho (Comissão de frente); Nanci Franggiotti (Enredo); Andre Toffani (Evolução); Thilda Ribeiro (Fantasia); Marcio Michalczuk (Harmonia); Neide Gomes (Interprete); Marizilda de Carvalho (Mestre-sala e porta-bandeira) e Luizinho SP (Samba-enredo).

Suplemento especial do Diário de São Paulo
Suplemento do Diário de São Paulo

Neste domingo, 3 de fevereiro, o Diário de São Paulo publicou o “Especial Carnaval 2013”. No suplemento todas as informações fundamentais para o carnaval de São Paulo. Além disso, em destaque, uma síntese de cada escola de samba, com fotos exclusivas das musas do carnaval; um primoroso trabalho produzido por Jussara Soares.

O Troféu Nota 10 já distribuiu 235 estatuetas para 20 escolas. Os 19 prêmios deste ano serão divulgados na edição do jornal do dia 12; a entrega será no dia 14, no Bar Brahma Aeroclube.

Estou feliz e agradecido aos produtores do Troféu Nota 10 pelo convite. Vamos fazer um lindo carnaval.

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Boa semana para todos!

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Obs. Quem gosta de samba sabe: “Na mais fina companhia” é parte de um verso de QUEM TE VIU, QUEM TE VÊ  do mestre Chico Buarque.

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O afeto possível (Acima de 25!)

Com Lisa Yoko e Marta Marin
Com Lisa Yoko e Marta Marin, nesta sexta, na Vila Mariana.

Uma tarde tranquila na sexta-feira chuvosa com duas amigas muito queridas. Lá pelas tantas, a matemática levou-nos a computar quase trinta anos de amizade. A relação iniciada nos bancos da universidade só fez amadurecer sem perder a autenticidade, a espontaneidade, a capacidade de rir e chorar da própria vida. Uma grande e verdadeira amizade que dispensa encontros diários; todavia, cada momento de convivência é pleno em intensidade.

Obviamente dividimos tristezas, alegrias, frustrações, acertos, vitórias, perdas… Celebramos, sobretudo, a durabilidade e a profundidade do nosso afeto. Obviamente que sentado ao lado de duas gatas fiquei todo “pimpão”. Também dividi, com Lisa e Marta, a felicidade de ter muitos amigos de longa data. E pensei em comemorar essa longevidade neste post, onde reverenciarei prioritariamente aqueles com os quais ostento mais de duas, três, quatro décadas de amizade.

Vania Maria Lourenço Sanches e Márcia Lorenzoni
Vania Maria Lourenço Sanches e Márcia Lorenzoni

Lá do Rio de Janeiro, Vânia e Marcinha. Nada é descartável quando a distância é mera geografia.

Eulália Cristina Afonso, Alair Celso, Angélica Leutwiller, Nei Rozeira
Eulália Cristina Afonso, Alair Celso, Angélica Leutwiller e Nei Rozeira

Eulália, sendo minha amiga há mais de trinta anos, continua com 25 de idade… Alair transita pela poesia e Angélica pelo canto. Nei está no litoral, mas comigo todo dia pelo Facebook.

Com Sonia Kavantan e Marise de Chirico
Com Sonia Kavantan e Marise de Chirico

Não há nada melhor do que estar feliz com Sonia e Marise. Afeto pouco é bobagem, logo a gente esbanja carinho, aqui fixando momentos especiais.

Fátima Borges, Octavio Cariello, Agostinho Hermes dos Reis
Fátima Borges, Octavio Cariello e Agostinho Hermes dos Reis.

Quando eu era criancinha, lá em Minas, Fafá estava comigo. Em São Paulo, Octávio está comigo o tempo todo. Quando em Uberaba, divido o tempo com o Gugu. Ou seja…

Treze pessoas! Todos meus amigos há mais de 25 anos! Se essas fotos falassem! Se fosse possível computar tanta afeição!

Constato, com orgulho e felicidade, que tenho muitos outros amigos; alguns há mais tempo, outros que vieram depois; todos somando em minha vida. Nesse mundo do descartável cabe celebrar a longevidade, a fé no afeto possível.  O que resta dizer? – Viva nóis! Viva tudo! Viva o Chico barrigudo!

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Bom final de semana!

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