O “Sampaio Moreira” já foi rei

O Sampaio Moreira visto do Vale do Anhangabaú

Olhe bem para esses prédios acima. Esqueça a aparente superioridade das duas construções contemporâneas e preste atenção no “velhinho”, que está no centro. Pois bem, um dia, este que agora passa despercebido pela maioria dos paulistanos foi o primeiro grande edifício de São Paulo. Seu nome de “batismo” é Prédio Sampaio Moreira.

Agora tente imaginar a capital paulista em 1924 e, de repente, a paisagem da Rua Líbero Badaró é transformada por uma construção com doze pavimentos e cinqüenta metros de altura. O mais alto edifício de São Paulo. A construção é primorosa, detalhada, a fachada modificando-se nos diferentes andares.

Arquitetura primorosa, criada na São Paulo de 1924

Sampaio Correia, o edifício, recebeu o nome do proprietário e sabe-se que a família foi dona de muitos terrenos no Tatuapé. O prédio foi desapropriado e já foi noticiada a restauração e até o funcionamento de uma Secretaria Municipal para ocupar o espaço. Por enquanto, o prédio está fechado e nada é perceptível em termos de reformas ou restaurações.

O projeto arquitetônico, atribuído ao escritório Stockler das Neves, é visivelmente requintado. E se a prefeitura cumprir seu papel de manter esse local histórico, a cidade vai poder usufruir daquele que perdeu o posto de edifício mais alto para o Prédio Martinelli.

As rápidas transformações do início do século XX coincidiram com o extraordinário crescimento da cidade de São Paulo. A arquitetura européia, em 1924, já era outra e logo chegaria à cidade exemplos das novas referências. O “Sampaio Moreira” perdeu o título, mas o prédio aí está, encantador e, mesmo em estado precário enquanto aguarda cuidados, não perde o charme, quase romântico, garantindo a simpatia dos paulistanos.

Prevista para 2012, a restauração será feita em 18 meses

Passando pela Líbero Badaró, preste atenção. O Prédio Sampaio Moreira merece um olhar mais detalhado. É ele o primeiro “Espigão”, o que deu origem à São Paulo vertical, nossa “Selva de Pedra” tão amada.

Até mais!

valdoresende@wordpress.com

“O Livro de Boni” é para ser estudado

valdoresende@wordpress.com

A primeira boa surpresa de “O Livro de Boni” é o prefácio do sociólogo Domenico de Masi. Com reconhecida competência, o  escritor italiano sintetiza o motivo essencial para a leitura da autobiografia de José Bonifácio de Oliveira Sobrinho, o todo poderoso e lendário Boni, para quem se credita o mega sucesso da Rede Globo de Televisão. “A autobiografia de Boni é um verdadeiro tesouro de informações acerca de como nasce e se consolida a sociedade midiática em um país como o Brasil”, escreveu De Masi.

Logo em seguida, De Masi, coerentemente com seus estudos sobre Criatividade, aponta uma característica individual – capacidade de estabelecer parcerias – determinante para o sucesso de um grupo criativo, apontando o grande parceiro de Boni, vital para o empreendimento que veio a fazer da TV Globo uma rede reconhecida mundialmente: o próprio Roberto Marinho.

“O Livro de Boni” revela muito sobre o comportamento criativo, estudado por De Masi. E seria interessante uma análise abrangente da autobiografia  de Boni, sob essa perspectiva teórica. Por exemplo, Boni reúne em si vários fatores individuais determinantes para o trabalho criativo: forte motivação; preparação caprichosa, correção profissional, forte senso de integração, espírito de iniciativa, força de vontade, dedicação total, flexibilidade, solidariedade e por aí vai.

A motivação de Boni começa na infância, apaixonado pelo rádio e, em seguida, pela TV. A preparação inclui encontros e trabalhos conjuntos com gente especial como Manoel de Nóbrega e o então diretor-geral da Rádio Clube do Brasil, Dias Gomes. Em sua autobiografia, Boni revela na própria forma de apresentar sua história um senso de integração extraordinário assim como um espírito de iniciativa e força de vontade incomuns.

Como leciono para publicitários, coloco desde já este livro como fundamental para os futuros profissionais da área. O publicitário Boni está no imaginário de milhões de brasileiros com o “Varig, Varig, Varig” tão forte quanto o posterior “Plim-Plim”. Criou o inesquecível comercial dos Cobertores Parahyba e acumulou prêmios na publicidade. Força de vontade e dedicação total são características evidenciadas pelos estudos de De Masi, facilmente verificáveis no trabalho de Boni.

Outro fator que determina a criatividade individual, a flexibilidade, é um capítulo à parte na vida de Boni: Escreveu para humor e deu atendimento em funerária, foi ator, redator, compositor, locutor, apresentador e, além das atividades amplamente conhecidas, trabalhou como auxiliar de protético além de atuar ao lado de cenógrafos, sonoplastas e todos os demais técnicos que compõem o universo da criação publicitária e televisiva.

Falta apontar, entre as principais características individuais que detectei lendo o livro, a solidariedade. Nesse aspecto, Boni revela um lado humano bem distante da imagem pública de mando e desmando de vice-presidente da Rede Globo. Tudo começa na família e nos primeiros capítulos do livro Boni caracteriza o pai, a mãe, os avós, as tias – muitas tias! – e uma infindável galeria de amigos. Se um momento, por exemplo, ele aprende com Dias Gomes, muito depois, já poderoso, garante a possibilidade de trabalho com liberdade para o grande autor. Se as tias ajudam o menino, o diretor retribui e revela profunda gratidão.

A principal contribuição de  “O Livro de Boni” é fazer com que percebamos o quanto a televisão brasileira, na primeira metade do século XX – ou seja, da sua criação até à  criação e consolidação das grandes redes – foi fruto do trabalho de um grande grupo criativo. Este grupo esteve presente nas diferentes emissoras atuando em musicais, humorísticos, teleteatros, novelas. Pioneiros, inovadores, apaixonados pelas novas possibilidades, abertos a estímulos diferenciados e sem discriminações. Uma amizade facilmente percebida e fartamente documentada, a televisão brasileira é uma história de cumplicidade entre amigos, quase uma grande família.

A TV brasileira se faz e Boni é parte fundamental da formação e afirmação da mesma. Agora, ao colocar sua experiência em livro facilita o conhecimento para todos nós. Vale conhecer e estudar os mecanismos de construção de uma grande rede televisiva, as diferentes formas de atuação em televisão e publicidade, enfim, essa questão humana primordial denominada comunicação.

Boa leitura!

Nota: “O Livro de Boni” é uma publicação da editora Casa da Palavra.

As mulheres de Ronaldo

Lamento por quem chegou aqui pensando em algo tipo “Marias chuteiras”, ou gostosonas, ou outras… O Ronaldo em destaque é o Bôscoli e as mulheres em questão são Maysa, Elis Regina e Nara Leão. Como esteve envolvido com essas três cantoras geniais, o jornalista, compositor e produtor Ronaldo Bôscoli será um dos nomes mais citados, nas próximas semanas, pela imprensa especializada em música.

Janeiro é um mês fundamental na biografia das três cantoras. No dia 19 de janeiro próximo lembraremos a morte de Elis Regina. Em São Paulo serão feitas várias homenagens a maior cantora brasileira que irão até março, quando haverá um show no Ibirapuera. Feito pela cantora Maria Rita, filha da cantora, o show  irá apresentar um repertório só de canções gravadas por Elis Regina na voz de Maria Rita. Este é para ser festejado e será no dia 17 de março, que é a data do aniversário da cantora (Marque na agenda. Um sábado, show ao ar livre, no Parque Ibirapuera).

Nara Leão, a primeira namorada, 70 anos em 2012

Bôscoli foi casado com Elis Regina, sendo pai do primeiro filho da cantora, João Marcelo Bôscoli. O casamento foi um acontecimento para a época e a vida do casal foi fartamente documentada pelos fofoqueiros de então. O registro histórico está nas diferentes biografias sobre Elis Regina ou sobre a Bossa Nova, movimento do qual Bôscoli foi um dos principais nomes.

Elis Regina faleceu em 19 de janeiro de 1982. Esse dia, 19 de janeiro, também é o dia do aniversário de Nara Leão. Além da carreira ímpar e do repertório impecável, a musa da Bossa Nova, da Tropicália, da Música de Protesto, enfim, a Nara de todas as bossas será lembrada neste ano também pelos 70 anos que faria no dia 19.

Com Maysa, tempestade na aparente calmaria da Bossa Nova

Minha primeira lembrança de Nara Leão é cantando “A Banda”. Provavelmente posso tê-la ouvido cantar outros anteriores sucessos. Todavia conheci “Carcará”, um marco na carreira de Nara, quando esta fez o show “Opinião” com João do Valle e Zé Keti, na voz de Maria Bethânia. A gravação de Bethânia foi muito executada nas emissoras de rádio de Uberaba, MG, a minha terrinha. Outro sucesso de Nara, “O Barquinho” lembro sempre é na voz de Maysa.

Coincidências que fariam a festa de exotéricos sensacionalistas, Nara Leão faleceu no dia 7 de junho de 1989, um dia depois do aniversário de Maysa. Esta faleceu bem antes, em 1977, no mês de janeiro!

A lembrança das histórias de Maysa e Boscôli estão fresquinhas na memória de quem viu a minissérie que a Globo fez sobre a cantora. Há, no programa televisivo, uma clara menção ao namoro de Nara Leão e Bôscoli, interrompido bruscamente quando Maysa anunciou seu noivado com o compositor. Ou seja, recapitulando:

19 de janeiro: Morte de Elis Regina

19 de janeiro: Aniversário de Nara Leão

22 de janeiro: Morte de Maysa

O primeiro filho de Elis é de Bôscoli

Ronaldo Bôscoli passou pela vida das três, na ordem: namorando Nara, Maysa e casando-se com Elis Regina. Como compositor, foi limitado.  Entre as músicas mais lembradas estão “Lobo bobo” (parceria com Carlos Lyra); “O barquinho” (o parceiro foi Roberto Menescal); “Tributo a Martin Luther King” (grande sucesso do cantor Wilson Simonal, que assina a canção com Bôscoli) e “Você” (com Roberto Menescal).

Como produtor musical, ao lado de Carlos Miéle,  Bôscoli deixou grandes capítulos na história da música brasileira. Produziram shows de Wilson Simonal; o programa “O Fino da Bossa”, com Elis Regina e Jair Rodrigues no comando; vários programas na TV Globo e por mais de vinte anos foram os responsáveis pelos shows de Roberto Carlos.

Bôscoli, ao conquistar Nara, Maysa e Elis, deixou um dado biográfico invejável. Infelizmente, também foi por causa dessas conquistas que elas nunca estiveram juntas em shows ou discos. Ironias da vida: separados pelos desencontros amorosos, cantoras e compositor estão juntos na história. Sempre que se falar ou escrever sobre um, os outros serão lembrados.

Boa semana!

Igreja Nossa Sra do Carmo, Bexiga, São Paulo

Enquanto não é possível ir para Inhotim

Eu estava de mala e cuia prontinhas para conhecer Inhotim, mas São Pedro decidiu o contrário, mandando água sem parar sobre Minas Gerais. Já bastam os perrengues do ano inteiro. Recesso é para descansar e não sei nadar… portanto, sem enchentes, por favor! O jeito é apelar para o plano B, no caso, turismo doméstico!

Vêm aí os 458 anos de São Paulo. Vou rever lugares, conhecer outros e dividir com os leitores aqui do blog alguns olhares e sensações sobre nossa cidade. Para começar, vou mostrar aspectos do meu bairro, o Bexiga, como a Igreja Nossa Senhora do Carmo, as escadarias que facilitam o acesso à Rua dos Ingleses e um monte de outros lugares.

Igreja Nossa Sra do Carmo, Bexiga, São Paulo
A agradável arquitetura da Igreja de Nossa Sra. do Carmo, no Bexiga

O Bexiga tem recantos inusitados.

Como o hábito é mostrar os lugares de frente, pretendo mostrar outros lados; para começar, ilustrando a proposta, uma visão lateral da Praça da Sé, os fundos da grande catedral paulistana ou também, um outro lado do Vale do Anhangabaú que não seja aquele do Viaduto do Chá. Vale para quem não conhece e para quem já foi, lembrar e refletir sobre outros aspectos da vida, da paisagem.

A Praça da Sé e os contrastes da cidade.

Vista da Sé, pela Praça João Mendes.

Outros lados do Vale do Anhangabaú

A imensa cidade tem milhares de possibilidades. Por enquanto, estou perto de casa. É cômodo e se ameaça chuva, volto rapidinho. Não faltarão outros aspectos aqui no blog, portanto, não ficarei restrito a essa proposta (sou de Gêmeos, caminho para onde minha vontade manda!).  Se chover demais e não der para ir para lugar nenhum, ficarei brincando de “Mais Você”.

Literalmente, boto fogo na cozinha. Esse medalhão tem história...

Fiquem tranqüilos, não pretendo dar receitas culinárias por aqui. Prefiro indicar o site e o serviço prestado pela minha querida Amanda Salles. O “Na Travessa” é um simpático serviço oferecido por uma moça que não é baiana, mas que sabe mexer um vatapá, um caruru e um monte de outras comidas deliciosas. Conheça  a cidade, o site, se der, vamos pra Inhotim e boas férias!

Trinta e dois janeiros com enchentes

Ouro Preto ameaçada, assim como Itabirito e mais de cem outras cidades

Cheguei por aqui, na Grande São Paulo, em 1979. Vim para o Seminário dos Padres Somascos e fui estudar filosofia no Mosteiro de São Bento. Nossa casa ficava na Vila Luzita, em Santo André; levei um tempo para diferenciar cada cidade, incluindo a capital. Era tudo uma imensa e atordoante megalópole.

Das primeiras coisas que percebi na gente simples, que vivia no mesmo bairro, era o hábito de procurar os padres diante de qualquer necessidade. Era ainda a época dos Governos Militares e o povo sentia-se mais seguro nas igrejas que nas delegacias. E foi um pedido de socorro que me levou, pela primeira vez, a enfrentar as consequências de uma enchente.

Era meu primeiro janeiro na região. Uma noite de chuva intensa e fomos chamados a prestar socorro para famílias que tiveram suas moradias destruídas em um desabamento. Era lama misturada com restos do que havia sido um lar; cacos de vidro, madeira, fotos, material de cozinha, peças de roupa, remédios, vasos com flores e lama, tudo enlameado e sabe-se lá quanto mais estava soterrado.

Em um espaço, com barro cobrindo tudo, estavam concentrados bombeiros, médicos e populares. Faziam um trabalho meticuloso sob o olhar perturbado de algumas mulheres e um homem. Ali, soterrados, estavam um bebê de seis meses e outro garoto, com quatro anos de idade. A imensa camada de barro, ainda bastante úmido, deixava evidente a impossibilidade de sobreviventes. As mulheres e o homem aguardavam a retirada dos corpos.

E desde então tem sido assim. Em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo assim como em muitos outros lugares. Enquanto escrevo este texto dou uma “sapeada” em dois sites e escolho, aleatoriamente, algumas manchetes:

GOVERNO PROMETE RECURSOS PARA ESTADOS E MUNICÍPIOS QUE ELABORAREM PROJETOS DE DEFESA CIVIL

OBRAS NÃO FORAM SUFICIENTES PARA DIMINUIR RISCO DE DESLIZAMENTO DE ENCOSTAS EM NOVA FRIBURGO, AVALIA CREA-RJ

SOBE PARA 66 O NÚMERO DE CIDADES EM SITUAÇÃO DE EMERGÊNCIA EM MG

Minha Minas Gerais ameaçada. Meu Estado com 119 municípios afetados. Quantos deslizamentos, quantos moradias destruídas? E lá se vão 32 janeiros desde o primeiro que teima em não sair da minha memória.

Ouro Preto, tão cara a todos nós! Neste blog queria escrever sobre o Barroco mineiro, as obras de Aleijadinho, a música dos tempos coloniais e de agora. Lembrar a poesia de Alvarenga Peixoto e Tomás Antonio Gonzaga e com eles reverenciar Bárbara Heliodora e Marília de Dirceu. No entanto, vejo ruas de Ouro Preto destruídas pelas enchentes, casarões desabados, a calamidade instaurada.

Não cuidamos direito do nosso patrimônio histórico muito menos das nossas famílias menos favorecidas. Naquele distante janeiro acolhemos, por um pequeno período, as famílias que perderam suas casas. Vi de perto o pavor da mãe que perdeu seus dois filhos. Dias depois, o tempo amainado, as famílias voltaram para o morro e teimosamente reconstruíram suas moradias.

Estou em São Paulo, venho de Minas. Durante a tarde de hoje elaborei três listas que concluem este texto. Nas duas primeiras os governadores dos dois estados, os Partidos Políticos pelos quais foram eleitos. Na terceira lista os nomes dos Presidentes brasileiros desses últimos 32 anos. É ler e refletir.

Governantes viajam de avião; não passarão pela estrada de Ouro Preto

São Paulo e Minas: em comum os mesmos Partidos.

Os partidos de antes responsabilizam o atual que volta as acusações ao passado

O mínimo a ser feito: lembrar e refletir sobre quem decidiu para onde e para quem foram destinadas as verbas que não sanaram o problema das enchentes.

Um 2012 com a “filosofia” de Ascenso Ferreira

Acredita-se que Darma é recompensa por boas ações. Eu acredito. Por exemplo, fiz alguma coisa legal e por isso só aparece pernambucano gente fina na minha vida. Tem o Octavio Cariello, a Zulina de Lira, o Renato Menezes, a Andrea Rezende… o Alceu Valença, sua música fantástica e o Ascenso Ferreira.

O poeta em escultura do piauiense Demétrio Albuquerque Silva Filho

Alceu e Ascenso combinam bem, embora o segundo tenha falecido em 1965.  Quem conhece a música de Alceu sabe da poesia de Ascenso:

Zabumba de bombos,
Estouro de bombas,
Batuques de ingonos,
Cantigas de banzo,
Rangir de ganzás…

          — Luanda, Luanda, onde estás?
          Luanda, Luanda, onde estás?

Quem cantou “Maracatu”, com o ritmo contagiante de Alceu, celebrou a poesia do modernista pernambucano. Poemas marcantes, em ritmos e vozes marcantes, como a da baiana Maria Bethânia que somou Ascenso Ferreira + Ferreira Gullar + Heitor Villa Lobos resultando em um irresistível “Trenzinho Caipira”:

Vou danado pra Catende

Vou danado pra Catende

Vou danado pra Catende

Com vontade de chegar

Lá vai o trem com o menino

Lá vai a vida a rodar

Lá vai ciranda e destino

Cidade noite a girar…

Eu, que busco melhorar sempre, resolvi escolher a poesia de Ascenso Ferreira para nortear meu 2012. O poeta escreveu um poema, “Filosofia”, que resume tudo o que eu quero para este novo ano:

Hora de comer — comer!
Hora de dormir — dormir!
Hora de vadiar — vadiar!

Hora de trabalhar?
— Pernas pro ar que ninguém é de ferro! 

E porque amo demais todos os meus familiares e amigos, estendo a estes essa simples e maravilhosa “Filosofia”. Vamos celebrar um ano com essa filosofia do pernambucano que não conheci pessoalmente, mas que curto tanto quanto os conterrâneos do poeta de Palmares, acima citados.

Feliz 2012 para todo mundo!

Nascido no Uraricoera

Tenho justificado a expressão de que mineiro é baiano cansado…

Passo horas buscando melhores posições físicas, políticas, filosóficas…

Nasci no Uracicoera, terra de Macunaima, pra viver “brincando”… Ai, que preguiça!

Muito trabalho continuar… depois; deixa pra depois.

Até mais!