Para Carlos Moreno

Carlos Moreno está em Florilégio II, Nas Ondas do Rádio. Foto João Caldas.
Carlos Moreno está em Florilégio II, Nas Ondas do Rádio. Foto João Caldas.

Das boas coisas que acontecem na vida: Neste final de semana dividirei um palco, em Praia Grande, com Carlos Moreno, na Mostra Teatral que encerra o Arte na Comunidade 3. Uma honra! Carlos Moreno está em “Florilégio Musical II, Nas Ondas do Rádio” e eu sou autor e diretor de “Brincando Entre a Serra e o Mar”.

Como a maioria dos brasileiros conheci Carlos Moreno via televisão. Posteriormente tive a oportunidade de vê-lo em outros trabalhos, principalmente no teatro, sempre admirando o ator talentoso, o grande profissional. Foi em reuniões e eventos promovidos por Sonia Kavantan que nos conhecemos. Em comum, além da amiga, somos quietos, discretos e reservados; ou seja, nada além de papos econômicos, muita cordialidade e, de minha parte, uma dívida.

Estreias teatrais são momentos tensos e, frequentemente, imprevistos causam grandes problemas. Quando a dificuldade é no palco, em cena aberta, dizem que a solução vem com a ajuda dos “deuses do teatro”; todavia, é preciso entrar em cena e para que isso ocorra é necessário que tudo esteja pronto, que cada profissional cumpra com sua parte no complexo ato de montar um espetáculo.

Foi há muito tempo! Dirigi, para a Kavantan & Associados, a peça “Lampião Jr. e Maria Bonitinha”, de Januária Alves. Houve um problema com a profissional responsável pela confecção dos figurinos e os atrasos na entrega do vestuário foram inevitáveis. Mais que atraso, nas vésperas da estreia faltava concluir ajustes e acabamentos em algumas peças. Uma difícil corrida contra o tempo.

Com a estreia marcada para sábado, Sonia Kavantan lembra que foi na véspera que Carlos Moreno chegou ao teatro, oferecendo-se para nos ajudar. Na minha memória ficou o dia da estreia, quando andando de um lado para outro finalizando som, luz, adequando cenários, atendendo chamados de todos os lados, passei pelo subsolo do palco – uma imensa sala de ensaios e afins – vi Carlos Moreno sentadinho no chão, quietinho, agulha e linha nas mãos, terminando uma peça de roupa. Quase alheio ao burburinho daquele momento, Carlinhos – aqui posso denominá-lo assim – estava concentrado, atento ao trabalho e, em dado momento, serviço concluído afastou-se discretamente; como sempre.

Leciono para o curso de Propaganda e Marketing e sempre menciono a longa parceria entre Carlos Moreno e a Bombril. Falo do grupo Pod Minoga e, recentemente, lembro as edições do Florilégio. Quando pertinente conto essa história do ator e afirmo, com a experiência que a vida me propiciou, que os grandes são generosos.

No próximo sábado estaremos na mesma cidade, no mesmo palco. Tomara que tenhamos um dia tranquilo. Não sei se teremos momentos para conversar, trocar ideia, recordar histórias passadas; por enquanto fica aqui a lembrança de um gesto pelo qual expresso minha profunda gratidão.

Obrigado, Carlinhos!

Guarujá na Mostra Teatral do Arte na Comunidade

Guarujá. No dia 18 de outubro, domingo próximo, Sher Holl estará na Praça 14 Bis com a peça BRINCANDO ENTRE A SERRA E O MAR. Texto e direção de Valdo Resende, o espetáculo é parte da Mostra Teatral do Projeto Arte na Comunidade 3. Rogério Barsan é Sher Holl e, com ele, os outros quatro personagens que percorreram as cidades da Baixada Santista através do Arte na Comunidade: Jack Lee, Nenê Cambuquira, Tuca Poderosa e Juju. No mesmo dia, a apresentação da peça A CONDESSA E O BANDOLEIRO. Veja a programação abaixo, anote data e horário e compareça. Entrada Franca.arte na comunidade 3_mostra teatral_Guaruja

Patrocinado pela Alupar e Taesa e apoiado pela ELTE – Empresa Litorânea de Transmissão de Energia, o projeto Arte na Comunidade 3 está nas cidades de Cubatão, Guarujá, Praia Grande, Santos e São Vicente. Realização: – Kavantan & Associados, Ministério da Cultura e Governo Federal. Brasil – Pátria Educadora.

Mostra Teatral em Praia Grande

No próximo dia 17 de outubro estaremos em Praia Grande com a peça BRINCANDO ENTRE A SERRA E O MAR. Junto com Juju, a personagem  apaixonada pela cidade, estarão seus quatro companheiros de jornada pela Baixada Santista: Jack Lee, Nenê Cambuquira, Tuca Poderosa e Sher Holl. A entrada é franca. Veja detalhes na imagem abaixo e fiquem atentos. Aqui, no blog, daremos maiores detalhes sobre a mostra teatral que encerra nosso projeto na região.

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Patrocinado pela Alupar e Taesa e apoiado pela ELTE – Empresa Litorânea de Transmissão de Energia, o projeto Arte na Comunidade 3 está nas cidades de Cubatão, Guarujá, Praia Grande, Santos e São Vicente. Realização: – Kavantan & Associados, Ministério da Cultura e Governo Federal. Brasil – Pátria Educadora.

Para alimentar um sonho

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Descer caminhando pela Estrada Velha de Santos é uma das coisas que ainda sonho fazer. Gosto de verde, gosto de montanhas e fico sempre fascinado com a Serra do Mar. Desde criança guardo na memória uma imagem da Via Anchieta e, sonho dois, gostaria demais de sobrevoar a região de helicóptero, ou de balão, e ver lá de cima todos os detalhes dessas obras fenomenais: Anchieta, Imigrantes, a via férrea, a Estrada Velha e, é claro, toda a imensidão verde.

Provavelmente é o que podemos chamar de destino o que nos leva para bem perto daquilo que amamos. E assim estou trabalhando na Baixada Santista e passando pela Serra com uma frequência nunca imaginada. Mais que passar por esse prodígio da natureza, o convite de Sonia Kavantan levou-me a estudar e pesquisar a região priorizando os cinco municípios que estão recebendo o Projeto Arte na Comunidade 3: Cubatão, Guarujá, Praia Grande, Santos e São Vicente.

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Fui lá atrás, nos tempos dos homens do sambaqui, passei pelos nossos indígenas, relembrei a chegada dos europeus… e a Serra permeando tudo, deixando mais do que evidente os motivos da expressão usada por Dinah Silveira de Queiroz: A Muralha. Hoje subi a Serra do Mar. Entre a rodoviária de Santos e a estação do Jabaquara não passou uma hora. Atravessei a muralha que, certamente, ainda guarda incontáveis segredos.

Quando desci para ensaiar, na sexta, veio uma necessidade maior de fixar algumas imagens, mesmo que através da janela do ônibus. Uma brincadeira despretensiosa. A montagem teatral com a qual concluiremos o Arte na Comunidade 3 na Baixada Santista tem por título BRINCANDO ENTRE A SERRA E O MAR.  A peça sintetiza os trabalhos anteriores que realizamos nas cinco cidades visitadas. Agora somamos aos aspectos históricos e característicos de cada município outros, da Serra e de toda a Baixada.

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O sonho de descer a Serra não está adiado. Continua sonho. Todavia, a intimidade cresceu e a admiração e o fascínio também. Sei que as fotos não são as melhores. Algumas ficarão neste post e outras na minha página, no Facebook. Que Sebastião Salgado me perdoe, mas elas estão aqui apenas para alimentar o sonho de todo aquele que, como eu, ama e sonha em caminhar por esse lugar.

Até mais!

Meus colegas de trabalho

Ernani, Gigi, Fabíola, Bruno e Rogério.
Ernani, Gigi, Fabíola, Bruno e Rogério.

Dessas coisas que acontecem por múltiplas razões… Nestes últimos meses estive, como agora estou, trabalhando em Santos. Tive encontros com todas as figuras acima e, no máximo, encontrei três deles na mesma ocasião. Hoje tivemos nosso primeiro encontro coletivo e fiz questão de registrar tal momento: os cinco atores do Arte na Comunidade 3 estão juntos e, começando hoje, estamos preparando o evento de encerramento do nosso projeto.

Na foto acima meus colegas de trabalho: Ernani Sequinel nos representou em São Vicente; Gigi Fernandes levou o projeto até Cubatão; Fabíola Moraes é nossa atriz em Praia Grande; Bruno Fracchia brincou de ser mineiro em Santos e Rogério Barsan atuou no Guarujá. Todos trabalhando com muita competência e, sobretudo, talento.

Certamente teremos oportunidade de incluir todos os participantes deste projeto em uma foto. Sonia Kavantan, Flávio Monteiro, Lilian Takara, Leandro Taveira, Zecarlos Gomes, Milka Beatriz, Alessandro Machado… Enquanto esse momento não chega, registro o encontro de hoje, como marco da etapa conclusiva de um trabalho que me deixa feliz e muito satisfeito.

Meus caríssimos companheiros de trabalho.
Meus caríssimos companheiros de trabalho.

Das qualidades que considero em profissionais de qualquer área estão a dedicação, o envolvimento responsável, a pontualidade, a ética, o companheirismo e, sobretudo, a generosidade em dividir e compartilhar cada etapa da ação. E é o que desejo registrar desses colegas, agradecendo profundamente: Obrigado, companheiros!

Até mais.

 

Três anos de “Um Profissional Para 2020”

Autores presentes no lançamento: Fernando Brengel, Victor Olszenski, Claudia Regina Bouman Olszenski, Vania Maria Lourenço Sanches, Valdo Resende e Vania de Toledo Piza
Autores presentes no lançamento: Fernando Brengel, Victor Olszenski, Claudia Regina Bouman Olszenski, Vânia Maria Lourenço Sanches, Valdo Resende e Vânia de Toledo Piza

Há três anos, exatamente no dia 19 de setembro de 2012 lançávamos, na Livraria Martins Fontes o livro “Um Profissional para 2020” pela B4 Editores. Naquele dia, depois de um exaustivo trabalho que durou muitos meses, estávamos prontos para o teste vital: o encontro com o público.

De lá para cá tenho tido muitos bons momentos em função deste trabalho e creio que minha vida, assim como a de meus companheiros, tomou cores diferenciadas com esse lançamento. Pensei e tenho certeza do quão é necessário agradecer.

Organizei o livro “Um Profissional para 2020” e contei com preciosas colaborações. De Claudia Regina Bouman Olszenski a calma e firmeza na hora de decidir; de Victor Olszenski a capacidade de negociar com diplomacia impecável e de Fernando Brengel, através da Presença Propaganda, uma incrível divulgação que colocou o livro em grande destaque nas mídias sociais.

O elenco de autores completa-se com Carlos Eduardo Costa, Elen Gongora Moreira, Luís Américo Tancsik, Regina Cavalieri, Vania de Toledo Piza e Vania Maria Lourenço Sanches, mais nosso caríssimo prefacista, Mitsuru Higuchi Yanaze. Quero lembrar e registrar as colaborações de Kelly Cristiane Silva (auxiliando Regina Cavalieri) e Regina Ferreira Luppi (participando na pesquisa que deu origem ao capítulo sobre “O comportamento nas redes sociais”).

Outros colaboradores não devem ser esquecidos. Fátima Borges, nossa revisora; Adriana de Aguiar Silva, apoiando-nos com materiais gráficos; Cadu Blanco, nosso primeiro contato com os editores e Marta Blanco, que apoiou-nos incondicionalmente para a concretização do projeto.

Uma, entre as belas  peças criadas pela Presença Propaganda, sob direção de Fernando Brengel
Uma, entre as belas peças criadas pela Presença Propaganda, sob direção de Fernando Brengel

Meus mais sinceros e profundos agradecimentos aos parceiros, amigos, conhecidos, aos profissionais envolvidos – perdoem se a memória falhou e alguém não foi citado – por esse trabalho do qual me orgulho muito. Gratidão é a palavra que sintetiza esse momento e momentos posteriores, para todos aqueles que dedicaram parcela do próprio tempo para ler cada capítulo do nosso livro.

Nesta última semana dediquei algumas horas para retomar “Um Profissional Para 2020”. Constatei, sem qualquer receio de errar, que meus colegas acertaram o caminho com rara precisão. Nosso livro mantém-se atual nos temas abordados e certamente é ponto de partida para nortear todo jovem que pretende atuar nas áreas de marketing, publicidade e administração.

Por tudo isso, reitero agradecimentos e deixo aqui meu carinhoso abraço aos companheiros de jornada, torcendo sempre para que nosso trabalho possa resultar em caminho para os profissionais de amanhã.

Beijos carinhosos,

Valdo Resende

O lugar de Heloísa Junqueira ou um tiro saindo pela culatra

O evento na Galeria Olido
O evento na Galeria Olido

Foi nesta quinta-feira, às 12h30, na Galeria Olido, aqui em São Paulo, que ocorreu a apresentação inaugural do Coral Livre da Cidade de São Paulo, sob a regência de Heloísa Junqueira. No repertório erudito a emoção veio com Giuseppe Verdi; a ária “Va Pensiero”, coro dos escravos Hebreus da ópera Nabuco foi, na minha modesta opinião, um grande momento.

O Coral Livre também apresentou músicas populares evidenciando outras facetas do próprio coro e da regente, que assinou arranjos para Yesterday (Lennon/McCartney), Ponta de Areia e Canção da América (Milton Nascimento e Fernando Brant), além de Romaria (Renato Teixeira). Nesta última, Heloisa Junqueira surpreende no andamento ágil, imprimindo novidade à canção interpretada com segurança pelo grupo.

Tai uma coisa que nossos avós diriam: O tiro saiu pela culatra! E como saiu! Explicando…

Heloisa Junqueira foi, durante muitos anos, cantora do Coral Lírico da Fundação Theatro Municipal de São Paulo. Participou de inúmeros recitais, óperas e demais atividades da casa. De repente, após anos de dedicação e de um trabalho primoroso, foi afastada de suas funções, junto com outros artistas, sem os devidos direitos de qualquer trabalhador.

Cá pra nós, conheço Heloisa Junqueira dos tempos de universidade, no Instituto de Artes da UNESP, quando ela já se destacava por uma disciplina incomum e um amor imensurável pelo seu ofício. Sempre aguardei que a ela fosse dado maior destaque nos espetáculos do Municipal. Voz segura e marcante, presenciei Heloisa muitas vezes em meio ao grupo ou cantando árias nas óperas montadas pela casa e sempre aguardei vê-la em solos tão grandes quanto o potencial vocal que ninguém nega existir.

Os meandros de bastidores em instituições como o Municipal são bastante complexos. O tempo passou; um primeiro papel não veio e a cantora, mais alguns colegas, foi surpreendida com o afastamento do Municipal, do coral.

Guerreira, Heloisa Junqueira partiu na luta pelos seus direitos. Entre vitórias e revezes de toda grande batalha, o Theatro Municipal acenou com uma solução para a contenda colocando o grupo afastado na criação e orientação de um novo coral. Tai o tiro que, tenho certeza, saiu totalmente pela culatra.

O Coral Livre. Heloísa Junqueira de preto, no centro.
O Coral Livre. Heloísa Junqueira de preto, no centro.

Cantores experientes, profissionais competentíssimos, os “egressos do Lírico e do Paulistano” (está assim no programa do evento) mostraram já no primeiro recital que o Coral Livre da Cidade de São Paulo é uma realidade que veio para ficar, crescer e seguir em frente. Com Heloisa Junqueira como regente!

Fiquei feliz em ver a cantora que, sem nunca pensar em parar no tempo e na profissão, preparou-se e continua estudando para maestrina. O lugar de Heloisa Junqueira é no palco. E aqueles que tentaram calar a cantora do Coral Lírico só fizeram abrir espaço para a maestrina do Coral Livre da Cidade de São Paulo. Beleza!

Até mais!